Número de serie de citas

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A Carreira de Bruno Fernandes em Números

2020.09.09 04:41 futebolstats A Carreira de Bruno Fernandes em Números

Quando cita-se um dos melhores meias da atualidade, o nome de Bruno Fernandes que atualmente atua pelo Manchester United da Inglaterra e pela Seleção Portuguesa, deve ser levado em conta.
Bruno Miguel Borges Fernandes nasceu em 08/09/1994 em Maia, Portugal. Apesar de ser português, Bruno Fernandes iniciou sua carreira como profissional fora de seu país, no Novara que na época jogava na 2ª divisão do futebol italiano. Porém, o que mais se sabe sobre Bruno Fernandes? Por quais clubes atuou até aqui? Quais feitos atingiu ao longo de sua carreira?

Juvenil

Nascido em Maia, região metropolitana de Porto, Bruno Fernandes é o filho caçula, Ricardo é o irmão mais velho. Sabe-se que Bruno tinha o mesmo sonho de muitas crianças, tornar-se jogador de futebol, mas o curioso disso é que para ele, não havia “plano B”. Aos 8 anos de idade – no ano de 2002 -, Bruno deu o primeiro passo para a concretização de seu sonho, ingressou nas categorias de base do Infesta, clube da cidade de São Mamede de Infesta, concelho de Matosinhos, distrito de Porto.
Aos 11 anos de idade, ingressou nas categorias de base do Boavista e assim que passou a jogar por este clube, Bruno abandonou a escola. Posteriormente, foi emprestado para o Pasteleira e depois de atuar nesse clube, voltou a atuar pelo Boavista, clube pelo qual aperfeiçoou suas habilidades que são características do seu estilo atual de jogo.
Em 2012, surgiu a proposta para jogar num clube de outro país e Bruno Fernandes aceitou o desafio de jogar por uma equipe do futebol italiano.

A Carreira de Bruno Fernandes em Números

Novara

Categorias de Base

Em 27 de agosto de 2012, Bruno Fernandes foi anunciado como novo reforço do Novara Calcio, clube que é popularmente conhecido como Novara. Estima-se que o clube italiano tenha desembolsado 40 mil euros (cerca de 250 mil reais) para ter o jovem meia português em seu plantel. Não demorou muito para Bruno ser promovido ao time principal da equipe italiana, porém passou por muitas dificuldades no novo clube, tais como o idioma, saudades de casa e em decorrência destes e de outros fatores, Bruno Fernandes quase desistiu de se tornar jogador profissional de futebol. No entanto, mais tarde, graças a intervenções de amigos e familiares, particularmente da ida de sua namorada para a Itália, deu forças para Bruno seguir adiante.
Antes de estrear profissionalmente, Bruno Fernandes jogou algumas partidas da Primavera A (Campeonato Italiano Sub-19) e logo na sua estreia, marcou um dos gols da vitória por 2-1 sobre o Livorno. Em 27/10/2012, Bruno marcou os gols do triunfo por 2-1 sobre o Cagliari e pouco tempo depois, passou a treinar com o time principal do Novara.

2012-13

Em 3 de novembro de 2012, em jogo da 13ª rodada da Serie B (2ª divisão do futebol italiano), Giacomo Gattuso – até então técnico do Novara – promoveu a estreia de Bruno como profissional quando o colocou em campo aos 32 minutos da segunda etapa no lugar de Simone Pesce, mas no seu primeiro jogo como profissional, os “azzurri” – Novara – perderam para o Cittadella por 1-0. Duas semanas depois, o clube anunciou que Alfredo Aglietti seria o novo treinador do clube, pois até então, Giacomo Gattuso só estava comandando o time até a contratação de um novo técnico e com isso, voltou a comandar as equipes de base do clube.
Em 26 de janeiro de 2013, em jogo da 23ª rodada da Serie B, Alfredo Aglietti promoveu a estreia de Bruno Fernandes como titular e no seu primeiro jogo entre os titulares, o Novara venceu o Empoli por 2-0.
Em 22/02/2013, em partida válida pela 27ª rodada da 2ª divisão do Campeonato Italiano, o jovem meia português marcou seu primeiro gol como profissional na goleada por 6-0 sobre o Spezia Calcio. Na rodada seguinte do campeonato, em 26/02/2013, o camisa 32 dos “Azzurri” – Bruno Fernandes – marcou o único gol da equipe no empate em 1-1 com o Ternana.
Em 28/03/2013, em jogo da 34ª rodada da Serie B, Bruno Fernandes saiu do banco para substituir Daniele Buzzegoli aos 24 minutos da segunda etapa e antes do fim da partida, fez 1 gol e proveu assistência para o gol de Pablo González na goleada por 6-2 sobre o Cittadella. Na rodada seguinte da 2ª divisão do futebol italiano, em 06/04/2013, o camisa 32 dos “Azzurri” marcou seu 4º e último tento nessa temporada no triunfo por 3-2 sobre o Sassuolo no Silvio Piola (estádio do Novara).
Com o término da fase dos pontos corridos desta edição da Serie B, o Novara terminou em 5º lugar e com isso, disputou a fase de play-off para a Serie A (1ª divisão do futebol italiano), contudo teria de passar pelo Empoli e com um empate em 1-1 no primeiro confronto e um revés por 4-1 no segundo confronto, o Novara não obteve o acesso para a Serie A.
PdGmACACVMj na temporada 2012-13
297 2 401949
Pd – Partidas disputadas; Gm – Gols marcados; A – Assistências; CA – Cartões amarelos; CV – Cartões vermelhos e Mj* – Minutos jogados

Udinese

2013-14

Na janela de transferências de verão – julho de 2013 -, a Udinese anunciou a contratação de Bruno Fernandes. O clube que disputa a 1ª divisão do futebol italiano desembolsou 2,5 milhões de euros (cerca de 15,6 milhões de reais) para contar com o futebol do jovem meio-campista português.
Assim como ocorreu quando atuava pelo Novara, Bruno Fernandes começou atuando pela equipe sub-19 da Udinese, onde fez 1 gol em 3 partidas disputadas. As atuações de Bruno Fernandes pela equipe sub-19 da Udinese fez com que Francesco Guidolin – técnico do time principal da Udinese nessa época – o integrasse ao elenco principal do clube e com isso, em 3 de novembro de 2013, o português fez a sua estreia pelo novo clube quando entrou no lugar de Roberto Pereyra aos 12 minutos do segundo tempo. Contudo, os Friulianos – Udinese – perderam para a Internazionale por 3-0 na estreia de Bruno Fernandes. Na rodada seguinte do campeonato nacional, em 09/11/2013, o jovem meia de 19 anos fez a sua estreia como titular no revés por 1-0 ante o Catania.
Em 07/12/2013, em jogo da 15ª rodada da Serie A, Bruno Fernandes marcou seu primeiro tento pelo novo clube no empate em 3-3 com o Napoli. Além do tento marcado, também proveu assistência para o gol de Thomas Heurtaux.
Em 8 de fevereiro de 2014, em partida válida pela 23ª rodada do Campeonato Italiano, o jovem meia português entrou em campo aos 22 minutos da segunda etapa no lugar de Maicosuel e 7 minutos depois, marcou seu 2º tento nessa temporada na vitória por 3-0 sobre o Chievo no Stadio Friuli (estádio da Udinese). Além de ter feito 1 gol, também contribuiu com assistência para o gol de Emmanuel Badu. Na rodada seguinte do campeonato nacional, em 16/02/2014, atuou como titular e fez o segundo gol dos Friulianos no empate em 3-3 com o Genoa fora de casa.
Em 19/04/2014, em jogo da 34ª rodada da Serie A, Bruno Fernandes marcou seu 4º e último tento nessa temporada e sendo assim, a Udinese empatou em 1-1 com o Napoli no Stadio Friuli.
Em suma, na sua 1ª temporada com a camisa dos “Friulianos”, Bruno Fernandes disputou 28 partidas, fez 4 gols e proveu 6 assistências. Quanto a Udinese, terminou em 13º no Campeonato Italiano, chegou à semifinal da Copa da Itália e caiu na fase pré-eliminatória da UEFA Europa League.
PdGmACACVMj na temporada 2013-14
326 6 602071
6 gols dos quais 4 foram pela Serie A, 1 na Fase Final da Primavera B e 1 na Coppa Primavera

2014-15

Após o fim da temporada 2013-14, Francesco Guidolin não teve seu contrato ampliado e com isso, a Udinese resolveu apostar suas fichas em Andrea Stramaccioni.
Depois de iniciar as duas primeiras rodadas da Seria A saindo do banco e entrando no decorrer dos jogos, em 21 de setembro de 2014, confronto válido pela 3ª rodada do campeonato nacional, Bruno Fernandes atuou como titular na vitória por 1-0 sobre o Napoli no Stadio Friuli.
Em 05/10/2014, em jogo da 6ª rodada da Serie A, o jovem meia português marcou seu primeiro tento nessa temporada no empate em 1-1 com o Cesena no Stadio Friuli.
Pelo confronto da 4ª fase da Copa da Itália em 03/12/2014, Bruno Fernandes marcou seu 2º tento nessa temporada no triunfo por 4-2 sobre o Cesena na prorrogação. Além do tento marcado, Bruno também contribuiu com assistência para o gol de Allan. Na fase seguinte, a Udinese foi eliminada pelo Napoli nos pênaltis. Quatro dias após a vitória sobr, desta vez em jogo válido pela 14ª rodada da Serie A, o camisa 8 da Udinese – Bruno Fernandes – marcou o primeiro gol do triunfo por 2-1 sobre a Internazionale em pleno Giuseppe Meazza.
Em 31 de maio de 2015, em partida válida pela última rodada (38ª) desta edição do Campeonato Italiano, o português encerrou essa temporada com 1 gol e assistência para o tento marcado por Rodrigo Aguirre no revés por 4-3 ante o Cagliari fora de casa. Porém, também é importante mencionar que fez um gol contra nesse jogo.
Em suma, na sua 2ª temporada com a camisa dos “Friulianos”, Bruno Fernandes disputou 34 partidas, fez 4 gols e proveu 3 assistências. Quanto a Udinese, terminou em 16º lugar no Campeonato Italiano, duas posições acima da zona do rebaixamento, e chegou às oitavas de final da Copa da Itália.
PdGmACACVMj na temporada 2014-15
344 3 601888
4 gols dos quais 3 foram pela Serie A e 1 pela Copa da Itália

2015-16

Após o fim da temporada 2014-15, Andrea Stramaccioni não permaneceu como treinador da Udinese e com a saída deste técnico, o clube resolveu apostar suas fichas em Stefano Colantuono.
Na estreia da Udinese nessa edição da Serie A em 23 de agosto de 2015, contando com Bruno Fernandes como titular, os Friulianos venceram a Juventus – atual campeã italiana – por 1-0 em pleno Allianz Stadium.
Em 22/09/2015, em jogo da 5ª rodada da Serie A, o português recebeu o seu primeiro cartão vermelho da carreira no revés por 3-2 ante o Milan no Stadio Friuli.
Em 13 de março de 2016, em partida válida pela 29ª rodada do Campeonato Italiano, o camisa 8 da Udinese marcou seu primeiro tento nessa temporada na derrota por 2-1 diante da Roma no Stadio Friuli. Esse revés custou a demissão de Stefano Colantuono e com isso, o clube contratou Luigi De Canio para comandar o time nesse restante de temporada.
Pela 31ª rodada da Serie A, em 03/04/2016, o português marcou seus 2 últimos tentos nessa temporada no triunfo por 3-1 sobre o Napoli no Stadio Friuli.
Em suma, na sua última temporada com a camisa dos “Friulianos”, Bruno Fernandes disputou 33 partidas, fez 3 gols e proveu 4 assistências. Quanto a Udinese, terminou em 17º lugar no Campeonato Italiano, apenas uma posição acima da zona de rebaixamento, e chegou às oitavas de final da Copa da Itália.
PdGmACACVMj na temporada 2015-16
333 4 912300
Gols marcados na Serie A

Sampdoria

2016-17

Bruno Fernandes sendo apresentado como novo reforço da Unione Calcio SampdoriaEm 16 de agosto de 2016, a Udinese fez um empréstimo caro (1 milhão de euros) com uma obrigação de resgate financeiro em 6 milhões de euros (cerca de 37,5 milhões de reais) para a Sampdoria, onde lhe foi dado a camisa de número 10.
Em 28/08/2016, em jogo da 2ª rodada da Serie A, Marco Giampaolo – técnico da Sampdoria nessa época – promoveu a estreia de Bruno Fernandes quando o colocou em campo aos 39 minutos do segundo tempo no lugar de Édgar Barreto na vitória por 2-1 sobre a Atalanta no Luigi Ferraris (estádio da Sampdoria).
Pela 6ª rodada da Serie A em 26/09/2016, o jovem meia português entrou em campo aos 35 minutos da segunda etapa no lugar de Dennis Praet e 6 minutos depois, fez seu primeiro gol com a camisa da Samp, mas ainda assim, derrota por 2-1 ante o Cagliari fora de casa. Na rodada seguinte do campeonato nacional, em 29/09/2016, o novo camisa 10 da Samp entrou em campo aos 19 minutos do segundo tempo no lugar de Karol Linetty e no apagar das luzes, fez o gol que evitou a derrota para o Palermo no Luigi Ferraris. Em outras palavras, as duas equipes empataram em 1-1.
Em 22/10/2016, em partida válida pela 9ª rodada do Campeonato Italiano, Marco Giampaolo escalou Bruno Fernandes pela primeira vez entre os titulares e na sua estreia como titular, a Samp venceu o “Derby della Lanterna” – nome dado ao clássico entre Genoa e Sampdoria – por 2-1. Posteriormente, o jovem meia português voltou a ser reserva depois de 3 jogos.
Em 27/11/2016, em jogo da 14ª rodada da Serie A, o português entrou em campo aos 7 minutos do segundo tempo no lugar de Ricardo Álvarez e 20 minutos depois, fez o gol do time no empate em 1-1 com o Crotone fora de casa. Ora reserva, ora titular, Bruno Fernandes estava cavando o seu espaço entre os titulares.
Após o gol marcado contra o Crotone, Bruno Fernandes passou por um “jejum de gols”, ao qual pôs um fim em 4 de março de 2017 em jogo da 27ª rodada da Serie A, ao qual a Sampdoria venceu o Pescara por 3-1. Além de ter feito 1 gol, o português também proveu assistências para os gols de Fabio Quagliarella e de Patrik Schick.
Pela partida da 31ª rodada do Campeonato Italiano, em 09/04/2017, o camisa 10 da Samp marcou seu 5º e último tento nessa temporada no empate em 2-2 com a Fiorentina no Luigi Ferraris.
Em suma, na sua 1ª e única temporada com a camisa da Samp, Bruno Fernandes disputou 35 partidas, fez 5 gols e proveu 3 assistências. Quanto a Sampdoria, terminou em 10º lugar no Campeonato Italiano e chegou às oitavas de final da Copa da Itália.
PdGmACACVMj na temporada 2016-17
355 3 201845
Gols marcados na Serie A

Sporting

2017-18


PdGmACACVMj na temporada 2017-18
5616 20 1204707
16 gols dos quais 11 foram pela Primeira Liga, 3 pela UEFA Europa League, 1 pela UEFA Champions League e 1 pela Taça de Portugal

2018-19


PdGmACACVMj na temporada 2018-19
5332 18 1604688
32 gols dos quais 20 foram pela Primeira Liga, 6 pela Taça de Portugal, 3 pela UEFA Europa League e 3 pela Taça da Liga

2019-20


PdGmACACVMj na temporada 2019-20
2815 14 1212474
15 gols dos quais 8 foram pela Primeira Liga, 5 pela UEFA Europa League e 2 pela Taça da Liga
Títulos que conquistou no Sporting - Taça da Liga: 2017-18 e 2018-19 - Taça de Portugal: 2018-19
- O vídeo abaixo mostra todos os gols que Bruno Fernandes marcou com a camisa do Sporting - Este vídeo foi publicado no YouTube em 1º de fevereiro de 2020por FOOTBALL GURUS

Manchester United

2019-20


PdGmACACVMj na temporada 2019-20
2212 8 301832
12 gols dos quais 8 foram pela Premier League, 3 pela UEFA Europa League e 1 pela Copa da Inglaterra

Números de Bruno Fernandes na Seleção Portuguesa

Portugal

Seleções de Base


Olimpíadas do Rio de Janeiro 2016


PdGmACACVMj
30200270

Seleção Principal


Copa do Mundo FIFA de 2018


PdGmACACVMj
20 0 1088

Liga das Nações da UEFA A 2018-19


PdGmACACVMj
30 0 00172

Eliminatórias da Euro 2020


Liga das Nações da UEFA A 2020-21


PdGmACACVMj
20 1 00180

Títulos que conquistou pela Seleção Portuguesa - Liga das Nações da UEFA2018-19

TOTAL

PdGmACACVMj
2124101228
Prêmios individuais - Jogador do Mês da Primeira Liga: Agosto de 2017, Setembro de 2017, Abril de 2018, Dezembro de 2018, Março de 2019 e Abril de 2019 - Equipe Ideal da Primeira Liga: 2017-18 e 2018-19 - Seleção da UEFA Europa League: 2017-18 e 2019-20 - Futebolista do Ano da Primeira Liga: 2017–18 e 2018-19 - Melhor Jogador do Mês da Premier League: Fevereiro de 2020, Junho de 2020
Artilharias - UEFA Europa League 2019–20: 8 gols

Considerações Finais

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2020.09.07 06:41 futebolstats A Carreira de Gabriel Barbosa em Números

Quando cita-se um dos melhores atacantes brasileiros da atualidade, o nome de Gabriel Barbosa que atualmente joga pelo Flamengo e que está no radar de Tite – técnico da Seleção Brasileira -, deve ser levado em conta.
Gabriel Barbosa Almeida nasceu em 30/08/1996 em São Bernardo do Campo, cidade que se localiza na região metropolitana de São Paulo. Gabigol, apelido pelo qual é conhecido, foi artilheiro das duas últimas edições do Campeonato Brasileira e já teve passagem por 2 clubes europeus. Porém, o que mais se sabe sobre Gabigol? Por quais clubes jogou? Quais feitos atingiu ao longo de sua carreira?

Juvenil

Antes de jogar futebol, Gabriel costumava jogar futsal pelo São Paulo e durante um amistoso contra o Santos, ao qual marcou “todos os gols” da vitória do seu time por 6-1, foi descoberto por Zito, ex-jogador do Santos entre os anos de 1955 e 1967 e que também atuou pela Seleção Brasileira.
Depois disso, chegou as categorias de base do Santos quando tinha apenas 8 anos de idade e pouco a pouco, foi queimando etapas até estrear como profissional no ano de 2013.

A Carreira de Gabriel Barbosa em Números

Santos

Categorias de Base

Como foi dito anteriormente, Gabriel chegou às categorias de base do Santos quando tinha apenas 8 anos de idade e virou grande promessa das categorias de base do clube, sendo muito conhecido desde pequeno como joia, marcou mais de 600 gols nas divisões de base e desde os 14 anos, acumulou convocações às seleções de base do Brasil e vendo o potencial do garoto, o Santos elevou a multa dele à 50 milhões de euros (cerca de

2013

Gabriel foi promovido para a equipe principal do Santos em 2013 com apenas 16 anos de idade. Apesar de treinar com o time principal do clube desde o início deste ano, somente em 26 de maio deste ano, na estreia do alvinegro praiano – Santos – nessa edição do Brasileirão (Campeonato Brasileiro), Muricy Ramalho promoveu a estreia da joia quando o colocou no lugar de Henrique Dourado aos 24 minutos do primeiro tempo, mas mesmo com esta e mais duas alterações, o Santos só empatou em 0-0 com o Flamengo na Vila Belmiro (estádio do Santos). Vale ressaltar que esta foi a última partida de Neymar pelo clube, pois o jogador já havia acertado a sua transferência para o Barcelona da Espanha.
Em 29/05/2013, em jogo da 2ª rodada do Brasileirão, Gabriel jogou os últimos 24 minutos do revés por 2-1 ante o Botafogo fora de casa. Dois dias após essa derrota, o Santos anunciou a demissão de Muricy Ramalho e com a saída deste técnico, Claudinei Oliveira, até então técnico das categorias de base do alvinegro praiano, assume o comando do time principal.
Em 21/08/2013, primeiro confronto das oitavas de final da Copa do Brasil contra o Grêmio, Gabriel entrou em campo aos 23 minutos da segunda etapa no lugar de Neílton e 14 minutos depois, fez o único gol da vitória do Santos nessa partida que ocorreu na Vila Belmiro. Três dias depois, em jogo válido pela 16ª rodada do Brasileirão, Gabigol – apelido pelo qual é conhecido desde as categorias de base – atuou como titular pela primeira vez pelo clube e na sua estreia entre os titulares, marcou seu 2º e último tento nessa temporada no triunfo por 2-0 sobre o Vitória na Vila Belmiro. Posteriormente, o Santos perdeu o segundo confronto para o Grêmio por 2-0 na Copa do Brasil e sendo assim, deu adeus às chances de conquistar o título desse torneio.
Em suma, na sua 1ª temporada como profissional, Gabriel Barbosa disputou 15 partidas, fez 2 gols e proveu duas assistências. Quanto ao Santos, foi vice-campeão do Campeonato Paulista, terminou em 7º lugar no Brasileirão e chegou às oitavas de final da Copa do Brasil.
PdGmACACVMj no ano de 2013
152 2 20512
Pd – Partidas disputadas; Gm – Gols marcados; A – Assistências; CA – Cartões amarelos; CV – Cartões vermelhos e Mj* – Minutos jogados

2014

Logo no início do ano de 2014, o Santos demitiu Claudinei Oliveira e anunciou que Oswaldo de Oliveira seria o treinador do clube nesse ano.
No primeiro jogo do time nessa temporada em 18 de janeiro de 2014 – estreia do time nessa edição do Paulistão -, Gabriel atuou como titular e marcou o único gol da vitória sobre o XV de Piracicaba na Vila Belmiro.
Em 29/01/2014, em jogo da 4ª rodada do Estadual, Gabigol marcou seu 2º tento nessa temporada na goleada por 5-1 sobre o Corinthians. Na rodada seguinte do Estadual, em 01/02/2014, Gabriel marcou seu primeiro doblete – ocorre quando um jogador faz 2 gols numa mesma partida – da carreira na goleada por 5-1 sobre o Botafogo de Ribeirão Preto. Nesse jogo contra o Botafogo, Gabriel entrou para a história do Santos marcando o gol número 12 mil da história do clube.
Posteriormente, Gabigol perdeu a titularidade com a chegada do atacante Leandro Damião, a contratação mais cara envolvendo clubes brasileiros e a segunda mais cara do futebol brasileiro. Em 27/02/2014, em partida válida pela 10ª rodada do Campeonato Paulista, Gabriel recebeu uma oportunidade de atuar entre os titulares e marcou o 2º gol da goleada por 5-0 sobre o Bragantino na Vila Belmiro. Vale ressaltar que Gabigol foi um dos destaques do time durante a disputa do Paulistão e ajudou o time a chegar à final do campeonato, quando foi vencido pelo Ituano na disputa por pênaltis.
Em 16/04/2014, em confronto válido pela 1ª fase da Copa do Brasil, Gabigol atuou como titular e marcou seu 2º doblete nessa temporada na vitória por 3-0 sobre o Mixto-MT. Quatro dias depois, na estreia do Santos nessa edição do Brasileirão, o camisa 7 do clube – Gabriel Barbosa – marcou o único tento do time no empate em 1-1 com o Sport na Vila Belmiro.
Após uma sequência de maus resultados, em 02/09/2014 o Santos anunciou a demissão de Oswaldo de Oliveira e com a saída dele, Enderson Moreira assume o comando do alvinegro praiano.
Em 19/10/2014, em jogo da 29ª rodada do Brasileirão, Gabigol foi um dos destaques do “Clássico da Saudade” – nome dado ao clássico entre Palmeiras e Santos – e marcou seu 3º e último doblete nessa temporada no triunfo santista por 3-1 no estádio do Pacaembu.
Em 02/11/2014, em partida válida pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro, o camisa 7 do Santos marcou seu 20º tento nessa temporada no revés por 3-2 ante o Internacional fora de casa. Três dias depois, no segundo confronto da semifinal da Copa do Brasil contra o Cruzeiro, Gabigol marcou seu último tento nessa temporada no empate em 3-3 com a equipe mineira. Como o Cruzeiro havia vencido o primeiro jogo por 1-0 na Vila Belmiro, ficou com a vaga para a final dessa edição da Copa do Brasil. Com esse gol marcado, Gabriel Barbosa foi o artilheiro da Copa do Brasil 2014 ao lado de Bill do Ceará e de Léo Gamalho do Santa Cruz, cada um dos 3 marcou 6 gols.
Em suma, na sua 2ª temporada com a camisa do clube da Baixada Santista, Gabriel Barbosa disputou 56 partidas, fez 21 gols e proveu 10 assistências. Quanto ao Santos, além de ter sido vice-campeão do Campeonato Paulista e de ter chegado à semifinal da Copa do Brasil, o clube terminou em 9º lugar no Brasileirão 2014.
PdGmACACVMj no ano de 2014
5621 10 703846
21 gols dos quais 8 foram pelo Brasileirão, 7 pelo Campeonato Paulista e 6 pela Copa do Brasil

2015

Gabriel Barbosa teve pouco espaço no time titular do Santos no início dessa ano e somente após a demissão de Enderson Moreira em 5 de março, é que Gabigol passou a ter mais espaço entre os titulares, desta vez sob o comando de Marcelo Fernandes.
Em 14/03/2015, em jogo do Campeonato Paulista, o novo camisa 10 do “Peixe” – Santos – marcou seu primeiro tento nessa temporada na goleada por 4-1 sobre o Marília no Bento de Abreu (estádio do Marília).
Em 26/03/2015, em mais uma partida válida pelo Paulistão, Gabigol atuou como titular e fez o único tento do time no revés por 3-1 ante a Ponte Preta. Na rodada seguinte do Estadual, em 29/03/2015, Gabriel marcou o segundo gol do Santos no empate em 2-2 com o São Bento na Vila Belmiro. Posteriormente, Gabigol viu do banco o Santos vencer o Palmeiras nos pênaltis na final do Paulistão em 03/05/2015.
Após o gol marcado contra o São Bento em 29 de março, Gabigol passou por um jejum de gols, ao qual pôs um fim em 10/06/2015 em jogo da 7ª rodada do Brasileirão, quando o Santos empatou em 2-2 com o Atlético-MG na Arena Independência.
Após o revés por 4-1 ante o Goiás na 12ª rodada do Campeonato Brasileiro – em 08/07/2015 -, Marcelo Fernandes foi rebaixado novamente para o cargo de treinador auxiliar e com isso, Dorival Júnior assume o comando do time.
Na estreia do novo técnico em 11/07/2015, confronto válido pela 13ª rodada do Brasileirão, Gabigol atuou como titular e fez o gol que selou o resultado do jogo; vitória do Santos por 3-0 sobre o Figueirense na Vila Belmiro. Além do gol marcado, o camisa 10 do Peixe também contribuiu com assistência para o gol de David Braz.
Em 22/07/2015, no segundo confronto da 3ª fase da Copa do Brasil, Gabriel marcou seu primeiro doblete nessa temporada na vitória por 3-1 sobre o Sport. Com uma vantagem de 4-3 no placar agregado – o Santos perdeu o primeiro confronto por 2-1 -, o Peixe seguiu adiante nesse torneio. Quatro dias depois, em jogo da 15ª rodada do Brasileirão, Gabigol repetiu o desempenho da partida anterior e marcou outro doblete e com isso, o Santos venceu o Joinville por 2-0.
Em 19/08/2015, no primeiro confronto das oitavas de final da Copa do Brasil, o camisa 10 do alvinegro praiano marcou seu 10º tento nessa temporada no triunfo por 2-0 sobre o Corinthians na Vila Belmiro. No segundo confronto entre as duas equipes em 26/08/2015, Gabigol marcou novamente em nova vitória sobre o rival fora de casa; vitória do Santos na Arena Corinthians por 2-1.
Em 16/09/2015, em partida válida pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro, Gabriel marcou seu 3º doblete nessa temporada na goleada por 4-0 sobre o Atlético-MG.
Em 25/11/2015, no primeiro confronto da final da Copa do Brasil contra o Palmeiras, Gabigol marcou o único gol da vitória do Santos na Vila Belmiro. No segundo confronto contra o arquirrival no Allianz Parque, o Santos perdeu por 2-1, mas vale ressaltar que na final não há o critério do gol fora de casa e como consequência, o campeão foi definido nos pênaltis onde o rival levou a melhor e venceu por 4-3.
Em 06/12/2015, na última rodada dessa edição do Brasileirão – 38ª rodada do campeonato -, Gabigol encerrou essa temporada marcando 2 gols na goleada por 5-1 sobre o Athletico-PR na Vila Belmiro. Além de ter feito 2 gols, proveu assistência para 1 dos 2 gols de Geuvânio e para o gol de Vitor Bueno. Também é importante mencionar que Gabriel encerrou este ano considerado o jogador mais valorizado do futebol brasileiro, segundo site especializado.
Em suma, na sua 3ª temporada com a camisa do Peixe, Gabriel Barbosa disputou 56 partidas, fez 21 gols – sendo 8 tentos marcados na Copa do Brasil, o que fez dele o artilheiro isolado – e proveu 11 assistências. Quanto ao Santos, além de ter sido campeão estadual e vice-campeão da Copa do Brasil, terminou em 7º lugar no Brasileirão 2015.
PdGmACACVMj no ano de 2015
5621 11 913358
21 gols dos quais 10 foram pelo Brasileirão, 8 pela Copa do Brasil e 3 pelo Campeonato Paulista

2016

Na estreia do Santos nessa edição do Paulistão, em 30 de janeiro, Gabigol marcou o gol do time no empate em 1-1 com o São Bernardo na Vila Belmiro. Na rodada seguinte, em 03/02/2016, o camisa 10 do Santos fez um dos gols da vitória por 2-0 sobre a Ponte Preta em pleno Moisés Lucarelli, em Campinas.
Em 13/02/2016, em partida válida pela 4ª rodada do Campeonato Paulista, Gabriel marcou seu 3º tento nessa temporada no empate em 3-3 com o Novorizontino fora de casa.
Após o gol marcado contra o Novorizontino, Gabigol só voltou a balançar as redes em 31/03/2016, em confronto válido pela 12ª rodada do Paulistão, ao qual o Santos venceu a Ferroviária por 4-1 na Vila Belmiro. Na rodada seguinte do estadual, em 03/04/2016, o camisa 10 do Peixe marcou seu 5º tento nessa temporada no triunfo por 5-3 sobre o Capivariano fora de casa.
Em 24/04/2016, em partida válida pela semifinal do Campeonato Paulista, Gabriel marcou os gols do Santos no empate em 2-2 com o Palmeiras. Com este resultado, as duas equipes definiriam o classificado para a fase seguinte nos pênaltis onde o Santos levou a melhor e venceu por 3-2. Posteriormente, o Santos empatou em 1-1 com o Osasco Audax no primeiro confronto e depois venceu o segundo jogo por 1-0 e com isso, o alvinegro praiana se sagrou campeão do Paulistão pelo 2º ano consecutivo.
Em 22/06/2016, em jogo da 10ª rodada do Brasileirão, Gabigol marcou seu último doblete com a camisa do Santos na vitória por 4-2 sobre o Fluminense fora de casa.
Em 16/07/2016, em partida válida pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro, Gabriel marcou seu último tento com a camisa do Santos no triunfo por 3-1 sobre a Ponte Preta na Vila Belmiro.
Em 28/08/2016, em jogo da 22ª rodada do Brasileirão, Gabriel entrou em campo logo após o intervalo no lugar de Jonathan Copete e jogou o segundo tempo do revés por 1-0 ante o Figueirense em plena Vila Belmiro. Após o jogo, Gabigol foi oficializado como novo reforço da Internazionale da Itália.
Gabriel Barbosa marcou 13 gols e proveu 5 assistências em 30 partidas disputadas e inclusive, foi o 4º maior goleador do Paulistão 2016 ao lado de Wellington Paulista da Ponte Preta e de William Pottker do Linense e ficando atrás apenas de Roger do Red Bull Brasil (11 gols) e de Alecsandro do Palmeiras e de Rodrigo Andrade do Osasco Audax, cada um dos 2 últimos marcou 8 tentos.
PdGmACACVMj no ano de 2016
3012 5 802310
12 gols dos quais 7 foram pelo Campeonato Paulista e 5 pelo Brasileirão
Títulos que conquistou pelo Santos - Paulistão2015 e 2016
- O vídeo abaixo mostra todos os gols marcados por Gabigol na sua 1ª passagem pelo Santos - Este vídeo foi publicado no YouTube em 29 de agosto de 2016por Football Nation BR

Internazionale

2016-17

Gabriel Barbosa sendo apresentado como novo reforço da InternazionaleEm 26 de agosto de 2016, Gabriel viajou para a Itália para assinar contrato com a Internazionale. O atacante voltou ao Brasil após fazer exames médicos e assinar contrato com o clube italiano para jogar sua última partida pelo Santos, contra o Figueirense na Vila Belmiro dois dias depois de viajar para o país europeu.
Em 30/08/2016, no seu 20º aniversário, Gabriel foi anunciado como o novo reforço da Internazionale, contratado por 27,5 milhões de euros (cerca de 172,5 milhões de reais).
Em 25/09/2016, em jogo da 6ª rodada da Serie A (Campeonato Italiano), Frank de Boer – técnico da Internazionale nessa época – promoveu a estreia de Gabriel quando o colocou em campo aos 29 minutos da segunda etapa no lugar de Antonio Candreva no empate em 1-1 com o Bologna no Giuseppe Meazza (estádio da Inter de Milão).
Após vários jogos no banco de reservas e com a demissão de Frank de Boer, Stefano Pioli assume o comando da equipe nerazzurri – Internazionale – e em 18/12/2016, em jogo da 17ª rodada da Serie A, Gabriel jogou os últimos minutos da vitória por 1-0 sobre o Sassuolo fora de casa.
Em 17 de janeiro de 2017, em confronto válido pelas oitavas de final da Copa da Itália, Gabigol teve sua primeira chance de iniciar entre os titulares no triunfo por 3-2 sobre o Bologna na prorrogação. Apesar de ter começado essa partida como titular, não jogou os 120 minutos, pois acabou sendo substituído aos 27 minutos do segundo tempo por Antonio Candreva.
Em 19/02/2017, em partida válida pela 25ª rodada do Campeonato Italiano, o camisa 96 da Inter – Gabriel Barbosa – entrou em campo aos 29 minutos do segundo tempo no lugar de Candreva e 7 minutos depois, marcou o gol da vitória do time sobre o Bologna.
Mesmo com o gol marcado diante do Bologna na 25ª rodada da Serie A, Gabriel ainda não era visto como opção por Pioli e sendo assim, só jogou mais 3 partidas pela Internazionale antes de ser emprestado.
Em suma, na sua única temporada com a camisa da equipe nerazzurri, Gabriel Barbosa disputou 10 partidas e fez 1 gol. Quanto a Internazionale, terminou em 7º lugar no Campeonato Italiano, chegou às quartas de final da Copa da Itália e caiu na fase de grupos da UEFA Europa League.
PdGmACACVMj na temporada 2016-17
101 0 30183
Gol marcado na Serie A

Benfica

2017-18

Em 31 de agosto de 2017, a Internazionale anunciou o empréstimo de Gabriel Barbosa ao Benfica de Portugal.
Em 12/09/2017, na estreia do Benfica na fase de grupos da Champions League (Liga dos Campeões), Rui Vitória – técnico do Benfica nessa época – promoveu a estreia de Gabigol pelo novo time quando o colocou em campo aos 32 minutos do segundo tempo no lugar de Alejandro Grimaldo, mas mesmo com a entrada dele, o panorama do jogo não mudou e a equipe lisboeta – Benfica – perdeu para o CSKA Moscou da Rússia por 2-1.
Em 20/09/2017, na estreia do clube lisboeta na fase de grupos da Taça CTT, Rui Vitória escalou Gabriel como titular pela primeira vez e ele ficou em campo até os 18 minutos da segunda etapa, quando foi substituído por Andrija Živković. Quanto ao resultado do jogo, empate em 1-1 com o Braga no Estádio da Luz (estádio do Benfica).
Em 14/10/2017, em confronto válido pela 3ª fase da Taça de Portugal, Rui Vitória escalou Gabriel como titular pela última vez e ele não decepcionou e fez o único gol da vitória sobre o Olhanense. Apesar de ter feito seu primeiro gol pelo novo clube, Gabigol seguiu sem espaço nos “Encarnados” – Benfica – e como consequência, a Internazionale o emprestou ao Santos até o fim de 2018.
PdGmACACVMj na temporada 2017-18
51 0 00164
Gol marcado na Taça de Portugal

Santos

2018


PdGmACACVMj no ano de 2015
5227 2 1814501
27 gols dos quais 18 foram pelo Brasileirão, 4 pela Copa do Brasil, 4 pelo Campeonato Paulista e 1 pela Copa Libertadores da América

Flamengo

2019


PdGmACACVMj no ano de 2019
5943 11 2534972
43 gols dos quais 25 foram pelo Brasileirão, 9 pela Copa Libertadores da América, 7 pelo Campeonato Carioca e 2 pela Copa do Brasil

2020


PdGmACACVMj no ano de 2020
2014 9 911769
14 gols dos quais 8 foram pelo Campeonato Carioca, 3 pelo Brasileirão, 1 pela Copa Libertadores da América, 1 pela Recopa Sul-Americana e 1 pela Supercopa do Brasil
Títulos que conquistou pelo Flamengo - Copa Libertadores da América2019 - Recopa Sul-Americana2020 - Campeonato Brasileiro2019 - Supercopa do Brasil2020 - Campeonato Carioca2019 e 2020 - Taça Guanabara2020 - Taça Rio2019
- O vídeo abaixo mostra todos os gols de Gabigol pelo Flamengo no ano de 2019 - Este vídeo foi publicado no YouTube em 8 de dezembro de 2019por Mundo Do Futebol

Números de Gabriel Barbosa na Seleção Brasileira

Brasil

Seleções de Base


Seleção Principal


Copa América Centenário 2016


PdGmACACVMj
31000145

Olimpíadas do Rio de Janeiro 2016


PdGmACACVMj
62010497

Pós-olimpíadas 2016


Títulos que conquistou pela Seleção Brasileira - Medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos2016
- O vídeo abaixo mostra o primeiro gol marcado por Gabriel Barbosa pela seleção principal do Brasil - Este vídeo foi publicado no YouTube há cerca de 4 anos atrás por Canal ADR

TOTAL

PdGmACACVMj
52000198
Prêmios Individuais - Prêmio Bola de Prata (3): 2015 (Revelação do Ano), 2018 (Melhor Centro-Avante), 2019 (“Melhor Centro-Avante”) - Prêmio Bola de Ouro: 2019 - Troféu Mesa Redonda (3): – 2014 (Jogador Revelação do Brasileirão), 2018 (Melhor Centro-Avante), 2019 (Melhor Centro-Avante) - Prêmio Craque do Brasileirão (2): 2018 (Melhor Centro-Avante), 2019[122] (Melhor Centro-Avante) - Seleção do Campeonato Paulista (2): 2016, 2018 - 50 Jovens Promessas do Futebol Mundial: 2016 (La Gazzetta dello Sport) - Seleção do Campeonato Carioca: 2019, 2020 - Melhor Jogador da Final da Copa Libertadores da América de 2019 - Seleção Cartola FC do Campeonato Brasileiro de 2019 – Melhor Centro-Avante - 52º melhor jogador do ano de 2019 (The Guardian) - 49º melhor jogador do ano de 2019 (Marca) - Seleção da Copa Libertadores da América: 2019 - Melhor Jogador da América (Rei da América) – El País: 2019 - Craque do Campeonato Carioca de 2020
ArtilhariasBase - Artilheiro do Torneio Internacionalde COTIF Sub-20: 2014 – (3 gols)
Profissional - Artilheiro da Copa do Brasil: 2014 – (6 gols) - Artilheiro da Copa do Brasil: 2015 – (8 gols) - Artilheiro da Copa do Brasil: 2018 – (4 gols) - Artilheiro do Campeonato Brasileiro: 2018 – (18 gols) - Artilheiro do Campeonato Brasileiro: 2019 – (25 gols) - Artilheiro da Copa Libertadores da América: 2019 – (9 gols) - Prêmio Arthur Friedenreich: 2019 – (43 gols) - Artilheiro da Supercopa do Brasil de 2020 – (1 gol) - Artilheiro do Campeonato Carioca de 2020 – (8 gols)
Recordes e Marcas - Único jogador da história a ser artilheiro da Copa do Brasil (4 gols) e do Campeonato Brasileiro (18 gols) no mesmo ano – 2018 - Segundo jogador (ao lado de Luís Fabiano) a ser artilheiro da Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e Libertadores - Doblete mais rápido da história em uma final de Libertadores (2 gols em 3 minutos) - Segundo jogador (ao lado de Riquelme) a marcar em todas as fases da Libertadores (fase de grupos, oitavas de final, quartas de final, semifinal e final) - Gol QatarAirways da Copa Libertadores da América de 2019 – (Prêmio dado ao gol mais bonito da Libertadores) – Contra o Grêmio pela segunda partida da semifinal - Maior artilheiro em uma edição dos pontos corridos do Campeonato Brasileiro com 20 clubes – (25 gols) - Jogadores com mais gols em uma edição de Campeonato Brasileiro – 8° lugar ao lado de Careca (25 gols) - Maior artilheiro da década (de 2011 até o momento) em uma só temporada no futebol brasileiro – (43 gols, ao lado de Neymar em 2012) - Sétimo jogador a ganhar todos os prêmios (Artilheiro, Bola de Prata e Bola de Ouro) do Prêmio Bola de Prata ESPN em um só ano – ao lado de Zico (1982), Careca (1986), Amoroso (1994), Edmundo (1997), Romário (2000) e Adriano (2009) - Terceiro maior premiado da história do Prêmio Bola de Prata ESPN (6 troféus) – atrás apenas de Zico (9 troféus) e Rogério Ceni (7 troféus) - Quarto jogador a ser artilheiro do Campeonato Brasileiro por dois anos seguidos – ao lado de Bita, do Náutico (1965 e 1966), Dadá Maravilha, do Atlético Mineiro (1971 e 1972) e Túlio Maravilha, do Botafogo (1994 e 1995) - Primeiro jogador a ser artilheiro isolado de dois Brasileirões consecutivos[132] (Bita dividiu a artilharia com Toninho Guerreiro em 1966, Dadá dividiu a artilharia com Pedro Rocha em 1971 e Túlio dividiu com Amoroso em 1994) - Décimo segundo jogador brasileiro a ganhar o prêmio Rei da América – ao lado de Tostão, Pelé, Zico, Sócrates, Bebeto, Raí, Cafu, Romário, Neymar, Ronaldinho Gaúcho e Luan - Segundo jogador do Flamengo a ganhar o prêmio Rei da América – ao lado de Zico (1977, 1981 e 1982) - Maior artilheiro do Flamengo na década (2011–2020) – (54 gols) - Segundo maior artilheiro do Flamengo no Século XXI (54 gols) – atrás de Renato Abreu (73 gols) - Maior artilheiro do “Novo Maracanã” (35 gols)

Considerações Finais


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2020.08.22 06:41 futebolstats A Carreira de Lautaro Martínez em Números

Quando cita-se um dos melhores atacantes do futebol sul-americano da atualidade, o nome de Lautaro Martínez que atualmente joga pela Internazionale da Itália e que também atua pela Seleção Argentina, deve ser levado em conta.
Lautaro Javier Martínez nasceu em 22/08/1997 em Bahía Blanca, na Argentina. Antes de jogar na Itália, Martínez jogou por um dos clubes mais populares de seu país e desde cedo, era visto como um jogador promissor. Porém, o que mais se sabe sobre Lautaro Martínez? Quais feitos atingiu até aqui?

Juvenil

Lautaro é o segundo filho do casal Karina Vanessa Gutiérrez e Mario Martínez. Sabe-se que o nome dos outros 2 irmãos são Alan e Jano. Embora Lautaro tenha crescido em uma cidade caracterizada principalmente pelos ricos, era de origem humilde e de uma família que não tinha nada além da carreira de Mario Martínez como jogador de futebol.
Por muitos anos, foi muito difícil para o pai de Lautaro lidar com a aposentadoria do futebol e sendo assim, tudo o que ele queria era viver seus sonhos através de seu filho. No início, Lautaro Martínez passou a receber educação esportiva por seu pai, que o ajudou a definir sua ambição de vida: tornar-se um jogador de futebol profissional.
Lautaro Martínez aos 10 anos de idadeSendo continuamente inclinado ao esporte juntamente com a determinação de ter sucesso, deu a Lautaro o incentivo para começar a participar de testes e com isso, o garoto resolveu se inscrever para testes no Liniers, clube local. Posteriormente, Lautaro Martínez passou nos testes e a partir de então, começou a trilhar o seu próprio caminho para alcançar seus objetivos. Em seus primeiros anos de Liniers, Lautaro tinha que ir de trem e de ônibus para lá e para cá; da sua casa até o CT do clube. O garoto chegava tarde da noite em casa e logo na manhã do dia seguinte, repetia esse trajeto.
Depois de se destacar em todas as categorias pelas quais atuou do Liniers, Lautaro Martínez foi atrás de testes em clubes mais tradicionais do país, contudo sofreu uma grande decepção: foi reprovado nos testes do Boca Juniors e segundo um dos membros do clube, essa recusa deve-se ao fato de Lautaro não ter poder e velocidade e que era para voltar a fazer testes no clube assim que melhorasse nesses 2 quesitos. Porém, isso não fez ele desistir e um ano depois, Lautaro Martínez passou na peneira do Racing Club de Avellaneda, clube que é popularmente conhecido como Racing. [1]

A Carreira de Lautaro Martínez em Números

Racing

Categorias de Base

Depois de despertar a atenção de Fabio Radaelli, treinador interino do Racing, o clube o contratou em janeiro de 2014. Em um ano atuando pelas categorias de base do Racing, Lautaro Martínez marcou 26 gols em 26 partidas disputadas e com isso, passou a treinar com o time principal e sendo assim, sua estreia como profissional era apenas uma questão de tempo.

2014-15

Lautaro Martínez se adaptou muito rápido ao Racing e como já foi mencionado acima, se destacou nas categorias de base do clube. No ano de 2015, deu continuidade à trajetória de gols, o que lhe valeu rendeu uma vaga no elenco principal do time de Avellaneda (Racing). Em 31 de outubro de 2015, em jogo da 29ª rodada da Superliga, Diego Cocca – técnico do Racing naquela época – promoveu a estreia da joia quando o colocou em campo aos 35 minutos do segundo tempo no lugar de Diego Milito e no primeiro jogo de Lautaro como profissional, “La Academia” – Racing – venceu o Crucero del Norte por 3-0.
PdGmACACVMj na temporada 2014-15
1000010
Pd – Partidas disputadas, Gm – Gols marcados, A – Assistências, CA – Cartões amarelos, CV – Cartões vermelhos e Mj – Minutos jogados

2015-16

Após o fim da temporada 2014-15, Diego Cocca não teve seu contrato renovado e com isso, Facundo Sava assume o comando do Racing.
Em 17 de fevereiro de 2016, em jogo da 3ª rodada da Superliga, o novo técnico colocou Lautaro Martínez em campo aos 31 minutos da segunda etapa no lugar de Lisandro López, contudo mesmo com a sua entrada, nada mudou e ainda por cima, o Racing perdeu para o Newell’s Old Boys por 5-0.
Em 17/04/2016, em partida válida pela 11ª rodada do Campeonato Argentino, Facundo Sava colocou Lautaro em campo logo após o intervalo no lugar de Rodrigo de Paul, porém com um cartão vermelho aos 22 minutos do segundo tempo, teve de deixar o campo mais cedo no empate em 2-2 com o Argentinos Juniors no Estadio Presidente Perón (estádio do Racing). Duas semanas depois – em 30/04/2016 -, Lautaro Martínez jogou os últimos 11 minutos da vitória por 1-0 sobre o Huracán fora de casa.
Em suma, na sua 2ª temporada como profissional, Lautaro Martínez disputou 4 partidas. Quanto ao Racing, terminou em 6º lugar no grupo 2 do Campeonato Argentino e chegou até as oitavas de final da Copa da Argentina.
PdGmACACVMj na temporada 2015-16
4002154

2016-17

Depois de ganhar mais minutos em campo pelo Racing e de se destacar com a camisa da seleção sub-20 da Argentina, Lautaro Martínez atraiu o interesse de 3 clubes da Espanha: Atlético de Madrid, Real Madrid e Valencia. É importante mencionar que estes não foram os únicos clubes que passaram a monitorar Lautaro.
Antes do início dessa temporada, Facundo Sava foi demitido e enquanto o clube procurava por outro técnico, Claudio Úbeda comandava o time interinamente e na estreia do Racing nessa edição da Superliga em 27 de agosto de 2016, Lautaro jogou os últimos 30 minutos do empate em 1-1 com o Talleres no Estadio Presidente Perón. Na rodada seguinte do campeonato nacional em 10/09/2016, agora sob o comando de um novo técnico – Ricardo Zielinski -, Lautaro Martínez atuou como titular pela primeira vez e na sua estreia como titular, o Racing venceu o San Martín de Tucumán por 2-0 fora de casa.
Em 20/11/2016, em jogo da 10ª rodada da Superliga, Lautaro Martínez marcou seu primeiro gol como profissional no empate em 1-1 com o Huracán no Estadio Tomás Adolfo Ducó (estádio da equipe adversária).
Após o fim da primeira metade da temporada, Ricardo Zielinski foi demitido do cargo de treinador da “La Academia” e com a saída dele, o clube resolveu apostar suas fichas em um técnico que já havia trabalhado no clube antes, trata-se de Diego Cocca.
Em 12 de março de 2017, em partida válida pela 15ª rodada do Campeonato Argentino, Lautaro marcou seu 2º tento nessa temporada na vitória por 3-0 sobre o Lanús no Estadio Presidente Perón.
Em 01/04/2017, em jogo da 17ª rodada da Superliga, o camisa 32 – Lautaro Martínez – da “La Academia” marcou seu 3º tento nessa temporada no triunfo por 3-2 sobre o Quilmes fora de casa. Na rodada seguinte do campeonato nacional em 16/04/2017, Lautaro marcou seu primeiro doblete da carreira – ocorre quando um jogador faz 2 gols numa mesma partida – e com isso, o Racing bateu o Sarmiento fora de casa por 2-1.
Em 11/06/2017, em partida válida pela 28ª rodada da Superliga, Lautaro Martínez marcou seu 9º e último tento nessa temporada na vitória por 3-2 sobre o River Plate em pleno Monumental de Nuñez (estádio do River).
Em suma, na sua 3ª temporada com a camisa da “La Academia”, Lautaro Martínez disputou 29 partidas, fez 9 gols e proveu uma assistência. Quanto ao Racing, terminou em 4º lugar no Campeonato Argentino, chegou até as quartas de final da Copa Sul-Americano e caiu na fase de 16 avos da Copa da Argentina.
PdGmACACVMj na temporada 2016-17
2991301471
Gols marcados na Superliga

2017-18

Após as suas boas atuações com a camisa da seleção sub-20 da Argentina no Sul-Americano, ao qual foi o artilheiro da competição, Lautaro Martínez entrou mais uma vez no radar dos time europeus, mais especificamente da Internazionale da Itália dessa vez.
Devido à uma fratura no metatarso, Lautaro não jogou as 6 primeiras rodadas do Campeonato Argentino e sendo assim, na sua estreia nessa temporada, em 28 de outubro de 2017, atuou como titular e fez o único gol da “La Academia” no revés por 3-1 ante o Atlético Tucumán.
Em 19/11/2017, em jogo da 9ª rodada da Superliga, o novo camisa 10 do Racing – Lautaro Martínez – foi o principal destaque na vitória por 2-1 sobre o Boca Juniors na La Bombonera – estádio do Boca – com 1 gol e assistência para o gol de Augusto Solari.
Em 03/12/2017, em partida válida pela 11ª rodada do Campeonato Argentino, Lautaro marcou seu 3º tento nessa temporada no empate em 2-2 com o Newell’s Old Boys fora de casa. Na rodada seguinte do campeonato nacional em 10/12/2017, o camisa 10 da “La Academia” foi um dos principais destaques do triunfo por 3-1 sobre o Gimnasia y Esgrima no Estadio Presidente Perón com 1 gol e assistência para 1 dos 2 gols marcados por Lisandro López.
Em 4 de fevereiro de 2018, em jogo da 14ª rodada da Superliga, Lautaro Martínez capitaneou o time pela primeira vez e na sua estreia como capitão, marcou um hat-trick – ocorre quando um jogador faz 3 ou mais gols numa mesma partida – na goleada por 4-0 sobre o Huracán. Além de ter feito 3 gols, sofreu o pênalti que foi convertido por Lisandro López. Nessa mesma partida, Martínez foi observado por um olheiro da Internazionale da Itália e por Jorge Sampaoli, técnico da seleção principal da Argentina, que mais tarde o convocaria para os amistosos que a seleção iria disputar no mês de março.
Em 28/02/2018, na estreia do Racing na fase de grupos da Copa Libertadores da América, o camisa 10 marcou seu 2º e último hat-trick nessa temporada na vitória por 4-2 sobre o Cruzeiro do Brasil no Estadio Presidente Perón.
Em 20/04/2018, em partida válida pela 3ª rodada da fase de grupos da Libertadores, Lautaro Martínez marcou o segundo gol da goleada aplicada por 4-0 sobre um time brasileiro, o Vasco da Gama. Na rodada seguinte da fase de grupos, em 27/04/2018, marcou o gol do time no empate em 1-1 com o Vasco no estádio São Januário, no Rio de Janeiro.
Em 09/05/2018, em jogo da 25ª rodada da Superliga, o camisa 10 da “La Academia” marcou seu último tento pelo clube no triunfo por 2-0 sobre o Arsenal de Sarandí no Presidente Perón.
Em 23/05/2018, em partida válida pela última rodada da fase de grupos da Copa Libertadores, Lautaro Martínez jogou pela última vez com a camisa do Racing e se despediu com derrota; o Cruzeiro venceu o time argentino por 2-1 no estádio do Mineirão.
Em suma, na sua última temporada com a camisa do time de Avellaneda, Lautaro Martínez disputou 28 partidas, marcou 18 gols – só 13 destes tentos foram marcados na Superliga 2017-18, o que fez dele o vice-artilheiro do campeonato ao lado de Sebastián Ribas do Patronato e atrás apenas de Santiago García do Godoy Cruz – e proveu 5 assistências. Quanto ao Racing, terminou em 7º lugar no Campeonato Argentino, caiu na fase de 32 avos da Copa da Argentina e sem contar com Lautaro, o Racing foi eliminado nas oitavas de final da Copa Libertadores da América de 2018.
PdGmACACVMj na temporada 2017-18
28185702394
18 gols dos quais 13 foram pela Superliga e 5 pela Copa Libertadores da América 2018

Internazionale

2018-19

Lautaro Martínez assinando contrato com a InternazionaleEm 4 de julho de 2018, a Internazionale da Itália anunciou a contratação de Lautaro Martínez. Estima-se que o clube italiano tenha desembolsado 22,7 milhões de euros (cerca de 149,6 milhões de reais) para contar com o atacante argentino por 5 temporadas.
Em 19/08/2018, na estreia da equipe nerazzurri – Internazionale – nessa edição da Serie A (Campeonato Italiano), Luciano Spaletti – técnico da Inter nessa época – promoveu a estreia de Lautaro Martínez como titular, porém foi um jogo para se esquecer, pois o Sassuolo venceu a Internazionale por 1-0.
Em 29/09/2018, em jogo da 7ª rodada da Serie A, o atacante argentino ganhou uma oportunidade de iniciar entre os titulares e marcou seu primeiro tento pelo novo clube na vitória por 2-0 sobre o Cagliari no Giuseppe Meazza (estádio da equipe nerazzurri).
Em 24/11/2018, em partida válida pela 13ª rodada do Campeonato Italiano, Lautaro Martínez marcou seu segundo tento pelo novo clube na vitória por 3-0 sobre o Frosinone no Giuseppe Meazza.
Em 26/12/2018, em jogo da 18ª rodada da Serie A, o novo camisa 10 da equipe nerazzurri – Lautaro Martínez – entrou em campo aos 38 minutos da segunda etapa no lugar de João Mário e 8 minutos depois, fez o único gol da vitória sobre o Napoli.
Em 13 de janeiro de 2019, em confronto válido pelas oitavas de final da Copa da Itália, Lautaro Martínez marcou seu primeiro e único doblete nessa temporada na goleada por 6-2 sobre o Benevento. Posteriormente, a Internazionale foi eliminada pela Lazio na fase seguinte.
Em 14/02/2019, no primeiro confronto da fase de 16 avos da Europa League contra o Rapid Viena da Áustria, o atacante argentino marcou seu primeiro tento em competições europeias e com isso, o time italiano venceu a equipe austríaca por 1-0 fora de casa. Após esta partida, ele passou a ser titular, aproveitando-se da abstenção do compatriota Mauro Icardi por motivos pessoais. Posteriormente, a equipe de Milão venceu o segundo confronto por 4-0 e se classificou para a fase seguinte, onde foi eliminada pelo Eintracht Frankfurt da Alemanha.
Em 17/03/2019, em jogo da 28ª rodada da Serie A, o novo camisa 10 da equipe nerazzurri foi o principal destaque da Inter na vitória por 3-2 nesse “Derby della Madonnina” – nome dado ao clássico da cidade de Milão; Internazionale x Milan – com 1 gol e assistência para o tento marcado por Matías Vecino. Este foi o último tento marcado pelo atacante argentino nessa temporada, depois disso ele se lesionou e quando retornou, não marcou mais tentos.
Em suma, na sua 1ª temporada na Itália, Lautaro Martínez disputou 35 partidas, fez 9 gols e proveu uma assistência. Quanto a Internazionale, terminou em 4º lugar no Campeonato Italiano, foi eliminada nas quartas de final da Copa da Itália e caiu nas oitavas de final da UEFA Europa League.
PdGmACACVMj na temporada 2018-19
3591701761
9 gols dos quais 6 foram pela Serie A, 2 pela Copa da Itália e 1 pela UEFA Europa League

2019-20

Após o fim da temporada 2018-19, Luciano Spaletti foi demitido e com a saída deste treinador, o clube trouxe Antonio Conte para comandar a equipe nerazzurri nessa temporada.
Em 1º de setembro de 2019, em jogo da 2ª rodada da Serie A, Lautaro Martínez marcou seu primeiro tento nessa temporada na vitória por 2-1 sobre o Cagliari na Sardegna Arena.
Em 02/10/2019, em partida válida pela 2ª rodada da fase de grupos da Champions League (Liga dos Campeões), o camisa 10 da Inter de Milão marcou seu 2º tento nessa temporada no revés por 2-1 contra o Barcelona da Espanha no Camp Nou (estádio do time espanhol). É importante mencionar que Lautaro se tornou o primeiro jogador desde Roberto Boninsegna em 1970 a marcar gol no Camp Nou para a Inter. Quatro dias depois, em jogo da 7ª rodada da Serie A, marcou seu 3º tento na temporada, mas ainda assim, a Internazionale perdeu para a Juventus por 2-1.
Em 20/10/2019, em jogo da 8ª rodada da Serie A, o atacante argentino marcou seu primeiro doblete nessa temporada no triunfo por 4-3 sobre o Sassuolo fora de casa. Além dos 2 gols, sofreu o pênalti que foi convertido por Romelu Lukaku.
Em 27/11/2019, em partida válida pela 5ª rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões, Lautaro Martínez marcou seu 2º doblete nessa temporada na vitória por 3-1 sobre o Slavia Praga da República Checa e com isso, atingiu duas marcas: ele se tornou apenas o 4º jogador da Inter (após Hernán Crespo em 2002, Christian Vieri em 2003 e Samuel Eto’o em 2010 ) e o 5º jogador argentino (depois de Hernan Crespo em 2002, Lionel Messi em seis ocasiões, Sergio Agüero em 2019 e Ezequiel Lavezzi em 2013) a marcar em quatro 4 consecutivos da Champions League.
Em 01/12/2019, em jogo da 14ª rodada da Serie A, o camisa 10 da equipe nerazzurri marcou seu 3º doblete nessa temporada e sendo assim, vitória por 2-1 sobre o SPAL no Giuseppe Meazza.

PdGmACACVMj na temporada 2019-20
492181113595
21 gols dos quais 14 foram pela Serie A, 5 pela UEFA Champions League e 2 pela UEFA Europa League

Números de Lautaro Martínez na Seleção Argentina

Argentina

Seleções de Base


Seleção Principal


Copa América 2019


PdGmACACVMj
42020297

Pós-Copa América


TOTAL

PdGmACACVMj
1791401016
Prêmios individuais - Jogador Revelação da Superliga da Argentina 2017-18 - Melhor jogador do jogo: Argentina 2-0 Venezuela Copa América 2019
Artilharias - Sul-Americano Sub-20 de 2016 (7 gols) - Sul-Americano Sub-20 de 2017 (5 gols)

Considerações Finais


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2020.07.22 07:08 Khetorolaco Madre con Derecho de mil dólares

Esta historia data mucho tiempo atrás cuando estaba en la Universidad. Como en mi octavo semestre de carrera, época de pasantías y siendo destinado a varios Gabinetes de Fisioterapia y Kinesiología.
Protas. - MD. - madre con derecho y Karen certificada IF. - intento de fisio, su hijo pues L. - Licenciado a cargo del Gabinete Yo. - Semestroso
Siendo mi primera semana que pasaba rotes ahí cometí un error enorme, lleve mis propios equipos al Gabinete para trabajar más tranquilo ya que habían 8 camillas, 10 pasantes y 7 equipos para trabajar. Cada paciente necesitaba como 3 equipos mínimo para su tratamiento con 1 hora de atención (eso es mucho muy importante). Como deje 3 míos allí y a la par eran carísimos (tengo la suerte de tener unos padres maravillosos) me recomendaron tener los detalles, facturas de compra y demás que te da la empresa.
Llegada la ficha de atención de MD, llegó y pasó de lo más prepotente de recepción a Gabinete con un cabestrillo exigiendo su disque camilla personal y privada. Al ver que las cortinas estaban cerradas (clara prueba de que esta ocupado) se apresuro a abrirlas para sacar a la terapeuta y a la paciente la cual era muy pudorosa, nos tocó averiguarlo a la mala porque en cuanto la MD abrió, un grito ensordecedor nos llegó a todos. Yo me a balance a cerrar todo la Guíe al final de las camillas
Yo. - Sra vaya al último cubiculo por favor
MD. - Pero siempre me han atendido...
Yo. - Sra mil disculpas por no haber previsto eso (me moria de rabia por dentro) pero hicimos un escándalo enorme aqui. Así que lo mejor es ir al cubículo de allá y empezamos su tratamiento inmediatamente
MD. - Ustedes tienen la culpa de no alistar mi llegada llamé a (nombre de mi colega) para confirmar que incompetentes llegaron a ser aqui - no se dio cuenta que éramos otra tanda de internos
Yo. - Sra..! - exaltado - El tiempo apremia - me límite a decir más tranquilamente - Haremos un tratamiento especial para compensar lo sucedido
MD. - por lo menos
Yo. - (calmado choquito, calmado) Si Sra, voy por su historia clínica y...
MD. - Como...? ni eso...? Quiero que me atienda un profesional ya..! No quiero mocosos que me toquen, seguro lo harán mal lo harán mal..!
Yo. - Lo lamento, será compensada al terminar
Su mirada orgullosa, esa odiosa mirada
Salí del cubículo sin más y el Licenciado me esperaba con la historia, me puso la mano en el hombro y me dijo "paciencia y buen humor" Vaya que eso fue alentador.
Cuando empece a revisar la historia ví que le faltaban datos muy relevantes, protocolos, CIF un Código neto de fisios y planes de tratamiento, ese era un problema así que me tarde más en realizar pruebas, llenar partes de esa historia lo cual la exasperó y estaba a punto de chillar como puerco de nuevo hasta que le dimos su compensación por nuestro "error" Un masaje en los pies (odiamos hacer eso y que crean que somos solo masajistas chicos no nos lo pidan).
Crei pasada la tormenta pero en su siguiente sesión la Sra vino más prepotente aún y esperando su camilla habitual me hacia señas de "haber movete" Y yo le señalé otra camilla mas cerrada.
MD. - Y mi camilla..? MI CAMILLA..!
YO, - Dados los acontecimientos pasados ya no podemos elegir las camillas y se designan por sorteo para que el fisioterapeuta se quede a trabajar todo el día ahí (mentiras, quería verla gritar)
MD. - Vaya....
Yo. - incompetente...?
Solo rodó los ojos y se preparó para el tratamiento, ya estaba listo y usaba mis equipos combinados con técnicas manuales para que se recupere, su mirada cambio y se sentía a gusto con mi trabajo, raro no..? Me pregunto sobre cuanto costaba una máquina de esas y empece a darle los precios. Groso error ya que entre charla y charla me estaba vendiendo solito. Se fijó mucho en un equipo portátil y no paraba de preguntar por el hasta que le dije que habíamos terminando. Pero la muy viva me dijo " No no no" Con el dedo y se saco las medias
MD. - Mi muñeca esta muy bien pero olvidamos mi compensación
Yo. - Sra solo fue por ese día, la espero en su siguiente cita y que tenga buen día - hice pasar al siguiente paciente pero ella no tenía ninguna intensión de irse sin su compensación.
Yo. - Oh General X es un gusto tenerlo de vuelta, por aquí por favor (era amigo de mi padre) - me lo llevé a un cubículo más iluminado y menos lúgubre - la Sra venía tras nosotros para gritarme de nuevo, me tachaba de vendido, lamebotas misógino e hijo de...
IF. - lo estas haciendo mal, no es así, quien te enseño eso, eso es terrible
Eran las unicas palabras que sabía decir..?
Yo. - Sr lo que hago, asi que le pediría que guarde silencio
MD. - Incompetente y altanero me salió este, mi hijo estudio en la mejor Universidad del país... Es Licenciado para ti, es tu superior.
Yo. - Ok Licenciado, hice este procedimiento por tal razón por tal motivo y usé este tipo de terapia bla bla - se me salió todo lo charlador ese momento y estaba todo MAL para que me corrijiese. Para mi sorpresa se limitó a decir
IF. - CONCUERDO CONTIGO
Yo. - nooooooo claro que no, tenía que CORREGIR todo porque es un Licenciado en mi carrera. Siquiera noto el nombre de los métodos..? Nisiquiera existen
El silencio fue sepulcral y me límite a atender a la señora que estaba muerta de pena, pero oh oh el IF pregunta
IF. - oye que equipo es este..?
Yo. - es un equipo de electrotepia portátil de la marca X "Licenciado"
IF. - mami es ese el que buscaba
MD. - oye ese equipo es muy caro para comprarselo, haznos un favor hijito y nos los regalas ya..? Tienes varios equipos tuyos que uno no te va a faltar. Taaaaaaanta plata que tienes - lo dijo tan tiernamente
Yo. - Sra ese equipo vale 1000 dólares y eso que estaba en promoción, lo lamento pero no.
Ahí entró el monólogo de que los ricos pisotean a los pobres y como el se merece el equipo porque sólo los licenciados deberían tenerlos. Hasta que derrepente la Sra dio la señal y su hijo arrancó los cables del equipo, lo metio al maletín de este y se lo dio a su mamá, poniéndose como escudo humano listo para salir, pero debía pasar por delante de 7 colegas varones y 3 mujeres. La batalla era campal, un mastodonte con una mujer que gritaba a todo pulmón que este equipo era de su hijo, acorralados y con la policía en camino jugaron su última carta. La Sra saco mi equipo del estuche como pudo y lo aventó a la calle, estábamos en el piso 8
MD. - Se me cayó Y NO PIENSO PAGAR ESE ACCIDENTE, DEMANDARE AL GABINETE Y A LA UNIVERSIDAD POR DAÑO PSICOLÓGICO, MI ESPOSO ES ABOGADO YA VERÁN
CLARAMENTE LO ARROJO Y NO PUDE CONTENER MÁS MI ENOJO. Así que todo calmado llamó a mis padres
Yo. - Padre, acaban de destrozar uno de mis equipos y necesito a toda la familia ya, no quiero que escapen - así es mi familia tenía toda una firma de abogados, tíos, primos mi hermano mayor y mis padres. Pasado un tiempo llegaron en manada listos para deshacer a esos dos y llenarlos de demandas, dimos testimonios, recogimos lo que quedaba del equipo y los números de serie que concordaban con mis facturas. Los cargos eran muchísimos y ese pobre señor ya no sabía cómo defender el caso, pero lo que más me encanto pedir fue la compensación por daño psicológico. Les hicimos pagar cada centavo de una suma exorbitante que hasta la fecha me siento algo culpable. Y me decidí a tener una tercera profesión desde ese día.
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2020.05.23 01:36 Arquiubo ¿Cómo descubriste que eras asexual?

No fue fácil. Me llamo Jennifer y desde que era adolescente nunca me han interesado los chicos. Tengo 23 años y pues recuerdo que en la secundaria no me interesaban los chicos, o sea, uno de puberto/adolescente no se pone a pensar: "oye, pues es que igual no te gustan los chicos, si no las chicas". No, al menos no en mi "época" por así decirlo, no es como que ya sea súper adulta pero no sé cómo decirlo. El punto es que yo siento que antes hablar de la homosexualidad no era tan común como ahora. Quizá exagero pero bueeeeno. El punto es que yo no podía pensar eso. Porque no tenía la cultura. Entonces yo pensaba "¿por qué no me puedo fijar en los chicos?" "¿Por qué mis amigas me dicen que les parece atractivo ese chico? Cuando a mí solo se me hace...equis" Y yo le decía a mi mamá "mamá es que no me gustan los chicos, pero tampoco las chicas, no te asustes" Y ella me decía "es que todavía estás muy pequeña para eso" Y sí. Esa fue una perfecta excusa que use hasta la universidad .-. Jajajajaja. Porque seguían sin gustarme los chicoooooos. En ningún sentido. No despertaba en mí el deseo sexual. Que después supe que la gente tiene e.e wtf. Una amiga una vez me dijo "sí we, es que empiezas a sentir como ganas de coger, de follar, como que algo en ti existe que te pone caliente, y pues sientes ese impulso" y me quedé de "¡QUÉ!" “¡Mentira!” “¿Cómo que lo sientes? Que chingadoooos”. Nooooo. Le dije que no mamara xD Y ella de "weyyy siiii que pedo contigo". Y pues yo estaba neta bien confundida. Y luego así pasó mucho tiempo hasta que en la uni ya más LGBT informada, me dije "¿y si no me gustan los chicos? Por eso no siento ese impulso que dicen" Y fue cuando me dije "entonces soy lesbiana". Y pues me puse a platicar con amigas que se me hacían bonitas y que acaba como de conocer. Invité una a una cita. Le compré hasta una rosa. Le pagué la cena. Todo bien romanticoooo. Estaba bien hermosa esa chica. Y esa chica se veía que igual quería conmigo. Y entonces ya, acabó la cita, la fui a dejar a su casa. Regresé a la mía, me metí a mi cuarto y neta juro que dije "¿qué chingados acabo de hacer?" Jajajajaja ¡no sentí nada! Aaagghhh. Solo ilusioné a esa tipa. En seguida le mandé mensaje y le dije que pensé que me gustaba pero que me di cuenta que no en esta cita y ella se sacó súper de pedo porque todo parecía indicar que nos habíamos llevado súper bien. Y pues siiii. yo me divertí mucho, pero fue como salir con otra amiga y pues ya, se enojó con justa razón. Neta todo lo que hice fue con indicios de salir como pareja en un futuro. Aunque nunca la besé o tomé de la mano. Solo salimos a una cita normal. Pero yo le di una rosa y le invité cosas. Era súper obvio que eso se ve que estás flirteando ¿o me equivoco? y pues obvio no soy un robot. Conozco que esas cosas hacen los novios y así. Entonces me dije "pues lo hago yo igual" Y luego les contaba a mis amigos que hice eso y me decían "es que no era la indicada, por eso no te gustó, ya llegará la indicada, no te preocupes". ¡PERO ES QUE ESE ERA EL MALDITO PROBLEMA! Que ellos siempre, SIEMPRE me hablaban como si A FUERZAS en un futuro yo debía encontrar a alguien. Cuando en realidad a mí no me importaba. A nadie, NADIE, en serio NADIE se le podía ocurrir decirme "pues es que quizá no te gusta nadie y nunca te va a gustar nadie y eso está bien" Porque en esta sociedad todo mundo normaliza que todos los seres humanos buscan estar con alguien siempre. ¡POR QUE SON ASÍ! Y yo estaba tonta. Obvio tampoco se me ocurría pensar eso a mí. Es como antes. Que las mamás y las tías le decían a las hijas "cuando seas grande te vas a casar y vas a tener hijos". O el típico "cuando tengas hijos vas a entenderlo". Ese "CUANDO TENGAS HIJOS". Es como dar por HECHO que vas a tener hijos. Como súper normalizarlo. Y weeeey. Recuerdo que me decían eso de niña mi mamá y mis tías. De que cuando me embarazara me iba a doler el parto. Y yo neta de niña, de 7 años, neta juro que contaba con mis dedos cuantos años me faltaban para embarazarme porque NO QUERÍA. Porque me daba miedo que me doliera. Pero es que neta a nadie se le pudo ocurrir decirme: "pero si no quieres embarazarte está bien”. ¿Por qué son asiiiii? Yo de niña no tenía la capacidad de pensar por mí misma que también existe esa posibilidad. Los adultos estereotipan taaanto. Al menos cuando yo era niña me decían lo que iba a pasar. “Te vas a casar, con un hombre, te vas a enamorar, te vas a embarazar, vas a formar tu familia” AAAHHHH. Y luego en la prepa era igual. "Te vas a enamorar", "Ya llegará alguien" "Es que no era el indicado". Yo rodeada de todos esos consejos por más de 20 años. ¡No jodas! …y entonces. Ufff. Llegó alguien. Que me dijo: "oye ¿y si eres asexual?". Fue gracias a ese alguien que yo dije "¿qué chingados es eso?" Jajajaja. Lo google. Leí el significado y pueeees, al principio como cualquier closetero de antaño me dije: "Nah... que?" Jajajaja. Eso no existe. Nadie es asexual. ¿Qué mamadas son esas? ¿Qué acaso me reproduzco por mitosis o qué? XD ...Yo en la actualidad soy estudiante de medicina. Llevé clases de psiquiatría y psicología. Entonces le pregunté al doctor que nos daba clase que qué onda con la gente que era asexual. Y me dijo que esa mamada no existe .-. Y luegoooo conocí a ese personaje que se llama “Torombolo”. O en inglés “Jughead”. Es de la serie de cómics de Archie. Bueno, yo soy fan de los cómics desde la prepa y me gusta coleccionarlos. Entonces hace unos 3 años que salieron los comics de Archie en México y pues los empecé a comprar. Ahí andaba leyendo yo bien feliz. Y que de la nada un personaje le dice a Torombolo: "ugh, es que tu no lo entenderías Torombolo, tú eres asexual" y yo me quedé de: “Ah!!!!!?????” Jajajajjaja. Y en todos los números del cómic tratan la asexualidad se Torombolo, ¿adivinen cómo? COMO ALGO NORMAL. Como algo que existe y ya. Y pues mientras leía los cómics me sentía tan pero tan identificada con TODO. Todo lo que hacia Torombolo YO LO HACÍA. Que no le gustara que lo tocaran y se apartaba o se hacía a un lado, que se ponía celoso cuando su mejor amigo Archie salía con chicas pero no porque estuviera enamorado de Archie. Jajajaja Es muy bonito cuando encuentras a un personaje con el que te identificas. Nunca había podido identificarme con alguien. Tanto que lloré leyendo los cómics de Torombolo. Tardé 20 años... 20 años en salir del "clóset asexual". Tengo 23. No llevo mucho sabiendo ahora firmemente que soy asexual. Y ahora por fin puedo decirlo con ORGULLO. 😏
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2020.05.23 01:34 Arquiubo ¿Cómo descubriste que eras asexual?

No fue fácil. Me llamo Jennifer y desde que era adolescente nunca me han interesado los chicos. Tengo 23 años y pues recuerdo que en la secundaria no me interesaban los chicos, o sea, uno de puberto/adolescente no se pone a pensar: "oye, pues es que igual no te gustan los chicos, si no las chicas". No, al menos no en mi "época" por así decirlo, no es como que ya sea súper adulta pero no sé cómo decirlo. El punto es que yo siento que antes hablar de la homosexualidad no era tan común como ahora. Quizá exagero pero bueeeeno. El punto es que yo no podía pensar eso. Porque no tenía la cultura. Entonces yo pensaba "¿por qué no me puedo fijar en los chicos?" "¿Por qué mis amigas me dicen que les parece atractivo ese chico? Cuando a mí solo se me hace...equis" Y yo le decía a mi mamá "mamá es que no me gustan los chicos, pero tampoco las chicas, no te asustes" Y ella me decía "es que todavía estás muy pequeña para eso" Y sí. Esa fue una perfecta excusa que use hasta la universidad .-. Jajajajaja. Porque seguían sin gustarme los chicoooooos. En ningún sentido. No despertaba en mí el deseo sexual. Que después supe que la gente tiene e.e wtf. Una amiga una vez me dijo "sí we, es que empiezas a sentir como ganas de coger, de follar, como que algo en ti existe que te pone caliente, y pues sientes ese impulso" y me quedé de "¡QUÉ!" “¡Mentira!” “¿Cómo que lo sientes? Que chingadoooos”. Nooooo. Le dije que no mamara xD Y ella de "weyyy siiii que pedo contigo". Y pues yo estaba neta bien confundida. Y luego así pasó mucho tiempo hasta que en la uni ya más LGBT informada, me dije "¿y si no me gustan los chicos? Por eso no siento ese impulso que dicen" Y fue cuando me dije "entonces soy lesbiana". Y pues me puse a platicar con amigas que se me hacían bonitas y que acaba como de conocer. Invité una a una cita. Le compré hasta una rosa. Le pagué la cena. Todo bien romanticoooo. Estaba bien hermosa esa chica. Y esa chica se veía que igual quería conmigo. Y entonces ya, acabó la cita, la fui a dejar a su casa. Regresé a la mía, me metí a mi cuarto y neta juro que dije "¿qué chingados acabo de hacer?" Jajajajaja ¡no sentí nada! Aaagghhh. Solo ilusioné a esa tipa. En seguida le mandé mensaje y le dije que pensé que me gustaba pero que me di cuenta que no en esta cita y ella se sacó súper de pedo porque todo parecía indicar que nos habíamos llevado súper bien. Y pues siiii. yo me divertí mucho, pero fue como salir con otra amiga y pues ya, se enojó con justa razón. Neta todo lo que hice fue con indicios de salir como pareja en un futuro. Aunque nunca la besé o tomé de la mano. Solo salimos a una cita normal. Pero yo le di una rosa y le invité cosas. Era súper obvio que eso se ve que estás flirteando ¿o me equivoco? y pues obvio no soy un robot. Conozco que esas cosas hacen los novios y así. Entonces me dije "pues lo hago yo igual" Y luego les contaba a mis amigos que hice eso y me decían "es que no era la indicada, por eso no te gustó, ya llegará la indicada, no te preocupes". ¡PERO ES QUE ESE ERA EL MALDITO PROBLEMA! Que ellos siempre, SIEMPRE me hablaban como si A FUERZAS en un futuro yo debía encontrar a alguien. Cuando en realidad a mí no me importaba. A nadie, NADIE, en serio NADIE se le podía ocurrir decirme "pues es que quizá no te gusta nadie y nunca te va a gustar nadie y eso está bien" Porque en esta sociedad todo mundo normaliza que todos los seres humanos buscan estar con alguien siempre. ¡POR QUE SON ASÍ! Y yo estaba tonta. Obvio tampoco se me ocurría pensar eso a mí. Es como antes. Que las mamás y las tías le decían a las hijas "cuando seas grande te vas a casar y vas a tener hijos". O el típico "cuando tengas hijos vas a entenderlo". Ese "CUANDO TENGAS HIJOS". Es como dar por HECHO que vas a tener hijos. Como súper normalizarlo. Y weeeey. Recuerdo que me decían eso de niña mi mamá y mis tías. De que cuando me embarazara me iba a doler el parto. Y yo neta de niña, de 7 años, neta juro que contaba con mis dedos cuantos años me faltaban para embarazarme porque NO QUERÍA. Porque me daba miedo que me doliera. Pero es que neta a nadie se le pudo ocurrir decirme: "pero si no quieres embarazarte está bien”. ¿Por qué son asiiiii? Yo de niña no tenía la capacidad de pensar por mí misma que también existe esa posibilidad. Los adultos estereotipan taaanto. Al menos cuando yo era niña me decían lo que iba a pasar. “Te vas a casar, con un hombre, te vas a enamorar, te vas a embarazar, vas a formar tu familia” AAAHHHH. Y luego en la prepa era igual. "Te vas a enamorar", "Ya llegará alguien" "Es que no era el indicado". Yo rodeada de todos esos consejos por más de 20 años. ¡No jodas! …y entonces. Ufff. Llegó alguien. Que me dijo: "oye ¿y si eres asexual?". Fue gracias a ese alguien que yo dije "¿qué chingados es eso?" Jajajaja. Lo google. Leí el significado y pueeees, al principio como cualquier closetero de antaño me dije: "Nah... que?" Jajajaja. Eso no existe. Nadie es asexual. ¿Qué mamadas son esas? ¿Qué acaso me reproduzco por mitosis o qué? XD ...Yo en la actualidad soy estudiante de medicina. Llevé clases de psiquiatría y psicología. Entonces le pregunté al doctor que nos daba clase que qué onda con la gente que era asexual. Y me dijo que esa mamada no existe .-. Y luegoooo conocí a ese personaje que se llama “Torombolo”. O en inglés “Jughead”. Es de la serie de cómics de Archie. Bueno, yo soy fan de los cómics desde la prepa y me gusta coleccionarlos. Entonces hace unos 3 años que salieron los comics de Archie en México y pues los empecé a comprar. Ahí andaba leyendo yo bien feliz. Y que de la nada un personaje le dice a Torombolo: "ugh, es que tu no lo entenderías Torombolo, tú eres asexual" y yo me quedé de: “Ah!!!!!?????” Jajajajjaja. Y en todos los números del cómic tratan la asexualidad se Torombolo, ¿adivinen cómo? COMO ALGO NORMAL. Como algo que existe y ya. Y pues mientras leía los cómics me sentía tan pero tan identificada con TODO. Todo lo que hacia Torombolo YO LO HACÍA. Que no le gustara que lo tocaran y se apartaba o se hacía a un lado, que se ponía celoso cuando su mejor amigo Archie salía con chicas pero no porque estuviera enamorado de Archie. Jajajaja Es muy bonito cuando encuentras a un personaje con el que te identificas. Nunca había podido identificarme con alguien. Tanto que lloré leyendo los cómics de Torombolo. Tardé 20 años... 20 años en salir del "clóset asexual". Tengo 23. No llevo mucho sabiendo ahora firmemente que soy asexual. Y ahora por fin puedo decirlo con ORGULLO. 😏
Me gustaría mucho más que hubiera info de la asexualidad para que las nuevas generaciones no se queden tanto tiempo en el clóset que es feo tener que aparentar y terminar saliendo con alguien a una cita porque eso es lo que te dicen que es lo correcto y normal, así que si quieren compartir la publicación estaría cool.
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2020.02.04 18:30 him_x 2. Código Limpio: Nombres con sentido

Es probable que todos sepamos en teoría la importancia de los nombres en variables, funciones, clases, archivos y así sucesivamente, sin embargo, si se supone que todos conocemos la importancia de los nombres al programar ¿Por qué muchas veces nos encontramos con variables, funciones o clases cuya razón de ser resulta tan difícil de inferir sólo con ver su nombre?
No deberíamos tener miedo de cambiar nombres cuando se nos ocurre que podríamos nombrar mejor una variable, función o clase, es un proceso correcto dentro del desarrollo. Muchas veces me ha pasado y quizás muchos se sientan identificados con esto también, que entras a un bloque de código con variables que tienen nombres extrañamente similares y al final no terminas de entender exactamente qué guarda cada variable, por lo que es necesario releer el código varias veces hasta que tengamos todo el panorama completo en la cabeza, esto significa una sobrecarga cognitiva para nosotros cuando tenemos que leer un código para modificarlo, ya sea para añadir una nueva funcionalidad o para corregir un error.

El nombre de una variable, función o clase debe responder a una serie de cuestiones básicas. Debe indicar por qué existe, qué hace y cómo se usa. Si un nombre requiere un comentario, significa que no revela su cometido.
int d; // tiempo transcurrido en días 
El nombre d no revela nada. No evoca una sensación de tiempo transcurrido, ni de días. Debe elegir un nombre que especifique lo que se mide y la unidad de dicha medida.
A continuación muestro unos ejemplos de nombres de variable en inglés, tomados del libro de Robert C Martin, si esto va contra las reglas de la comunidad por favor comentarlo y los traduciré:
int elapsedTimeInDays; int daysSinceCreation; int daysSinceModification; int fileAgeInDays; 
La elección de nombres que revelen intenciones facilita considerablemente la comprensión y la modificación del código. ¿Para qué sirve el siguiente código?
public List getThem() { List list1 = new ArrayList(); for (int[] x : theList) { if (x[0] == 4) list1.add(x); } return list1; } 
¿Por qué es complicado saber la función de este código? No hay expresiones complejas. Los espacios y el sangrado son razonables. Sólo hay tres variables y dos constantes. Ni siquiera contiene clases complejas o métodos polimórficos, sólo una lista de matrices (O eso parece).
El problema no es la simplicidad del código sino su carácter implícito: el grado en el que el contexto no es explicito en el propio código requiere que sepamos las respuestas a las siguientes preguntas:
  1. ¿Qué contiene theList?
  2. ¿Qué significado tiene el subíndice cero de un elemento de theList?
  3. ¿Qué importancia tiene el valor 4?
  4. ¿Cómo se usa la lista devuelta?
Las respuestas a estas preguntas no se encuentran en el código pero se podrían haber incluido. Imagine que trabaja en un juego de buscar minas. El tablero es una lista de celdas llamada theList. Cambiemos el nombre por gameBoard. Cada celda del tablero se representa por medio de una matríz. El subíndice cero es la ubicación de un valor de estado que, cuando es 4, significa que se ha marcado. Al asignar nombres a estos conceptos mejoramos considerablemente el código:
public List getFlaggedCells() { List flaggedCells = new ArrayList(); for (int[] cell : gameBoard) { if (cell[STATUS_VALUE] == FLAGGED) flaggedCells.add(cell); } return flaggedCells; } 
La simplicidad del código no ha cambiado. Sigue teniendo los mismos operadores y constantes y el mismo número de niveles anidados, pero ahora es mucho más explicito. Podemos crear una sencilla clase para celdas en lugar de usar una matriz de elementos int. Puede incluir una función que revele el objetivo (Con el nombre isFlagged) para ocultar los números. El resultado es una nueva versión de la función:
public List getFlaggedCells() { List flaggedCells = new ArrayList(); for (Cell cell : gameBoard) { if (cell.isFlagged()) flaggedCells.add(cell); } return flaggedCells; } 
Con estos sencillos cambios de nombre, es fácil saber qué sucede. Es la ventaja de seleccionar nombres adecuados.
Creo que lo citado anteriormente es bastante ilustrativo. En mi experiencia propia, cierta ocasión trabajé con un grupo de desarrollo que abusaba en exceso de "constantes sin nombre":
if (factura.estadoFactura == 4) 
Algo que resulta terriblemente confuso a no ser que se tenga un conocimiento profundo sobre la base de datos que se está trabajando y dificulta el aprendizaje y la lectura de código de los programadores nuevos que llegan al proyecto. Por mi parte, siempre declaraba una constante en el modelo pertinente en estos casos
ESTADO_FACTURA_CANCELADA = 4; 
Para luego llamar en el código:
if (factura.estadoFactura == ESTADO_FACTURA_CANCELADA) 
En el lugar donde trabajaba antes se programaba en español, la manera de trabajar y dar formato al código debe ser elegida de mutuo acuerdo por el equipo, más adelante haré un post al respecto.
Es muy importante evitar desinformar a la hora de escribir nuestro código. Probablemente hayan visto un compañero o ustedes mismos lo hayan hecho alguna vez, tienen un grupo de variables que pertenecen a un concepto común y lo que hacen comenzar a enumerar las variables:
int valorFactura1; int valorFactura2; 
Al no tener un concepto claro de la diferencia entre una variable y otra seguramente tendremos que leer todo el código para entenderlo, ejecutar el script varias veces e imprimir su resultado ¡sólo para saber la diferencia entre una variables y otra!

Los nombres de series numéricas (a1, a2, ... aN) son lo contratrio a los nombres intencionados. No desinforman, simplemente no ofrecen información; son una pista sobre la intención del autor. Fíjise en lo siguiente:
public static void copyChars(char a1[], char a2[]) for (int i = 0; i < a1.length; i++) { a2[i] = a1[i]; } } 
Esta función se lee mejor cuando se usan source y destination como nombres de argumentos.
También están las reglas generales de las que se habla más a menudo como por ejemplo nombrar los métodos como verbos postPayment, deletePage o save. Los métodos de acceso, de modificación y los predicados deben tener como nombre su valor y usar como prefijo get, set e is de acuerdo al estandar de javabean.
El tema puede ser ampliado mucho más, sin embargo por ahora creo que se han dejado claros ciertos puntos, si alguien desea que se hable más del tema lo haré con gusto.
Hasta el próximo post.
-------------------------------------------------
Todo lo escrito en este post es mi interpretación de partes del libro "Clean Code" del autor "Robert C. Martin", recomiendo leer al autor para ampliar el conocimiento y los conceptos.
Todas las citas son tomadas textualmente del libro "Clean Code".
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2019.06.24 16:16 PabloOlmos Razones de la caída de Podemos. Texto tercer: Causas organizativas.

Las razones de la caída de Podemos, 3 También se puede leer en: https://www.facebook.com/pablo.olmos.3192/posts/2282307905182444
Textos previos:
  1. Introducción: https://www.facebook.com/pablo.olmos.3192/posts/2245780338835201
  2. Las razones externas: https://www.facebook.com/pablo.olmos.3192/posts/2247294288683806
En este capítulo hablaré de las causas organizativas de la caída y para ello es necesario hacer una crónica de la evolución del Partido, que yo veo en 4 fases: De “Herramienta Democrática” a “Máquina de Guerra Electoral”, de ahí a la “Ruptura de la Hipótesis Podemos” para finalmente llegar a la “Centrifugadora de Talento”.
En 2014 se veía venir el agotamiento de los movimientos sociales a quienes, a pesar de su gran movilización, las instituciones dominadas por un “cartel” de partidos podían ignorar perfectamente en sus reivindicaciones. No hay que olvidar que durante el 15M se reformó la Constitución y se dió paso al gobierno del PP y los retrocesos que supuso en apenas unos años.
Más allá de las aspiraciones y estrategias de los promotores de Podemos durante el 2013 y principios de 2014 (que básicamente parece que aspiraban a forzar una refundación de IU), durante la campaña de las europeas y especialmente tras el sorprendente resultado de mayo de 2014, un enorme caudal de ilusión conectó con la propuesta de utilizar Podemos como un movimiento político cuyo centro era ser “herramienta democrática al servicio del Pueblo”. Esto, junto con un brillante comando mediático que apelaba al “nuevo sentido común” 15mayista abrió una ventana de oportunidad que se dió en llamar la “Hipótesis Podemos”: la posibilidad de acceder a las instituciones con una mayoría suficiente mediante un discurso transversal como forma de cambiar el país.
Pronto se generó una gran dualidad en el movimiento: por un lado el denominado “equipo promotor” (Pablo, Íñigo, Carolina, Juan Carlos, Luis Alegre, y la gente de anticapitalistas…) con sus redes de confianza previas, y por otro lado la multitud que acudía a los círculos tratando de organizarse mirando constantemente a ver qué decían “los chicos de la Complutense” para tratar de intuir una línea política. Había un comando mediático que funcionaba muy bien, y un montón de grupos de debate muy inoperantes que servíamos sobre todo como decorado.
Del Podemos “Herramienta democrática” a la “Máquina de guerra electoral”: Vistalegre 1.
Por no extenderme con lo que además todos ya sabemos, en la primera Asamblea estatal (Vistalegre I) proponíamos dotarnos de mayor claridad organizativa y de mayor consistencia. Sin embargo, se optó por dar un enorme cheque en blanco al equipo promotor para seguir manteniendo en suspenso la construcción democrática del partido en beneficio de la construcción acelerada de una maquinaria electoralista. La propuesta de trabajo era convertirnos en una organización leninista de tonos morados, con Gramsci y Laclau en mente, para afrontar las próximas citas electorales.
El partido-movimiento seguía con la enorme dualidad anterior. En la parte territorial, a la inoperancia llena de ilusión de los círculos pero sin competencias reales se sumaron los nuevos consejos ciudadanos un poco más operativos pero sin apenas poder real de decisión más allá de ser correa de transmisión de las decisiones de Estatal. Además, la elección de estos consejos llevó a encarnizadas batallas por ganar las primarias que abrieron grandes heridas en cada lugar.
La falta de claridad e interés de la Secretaría de Organización estatal en construir organización territorial, así como las purgas que hacían de las organizaciones territoriales que no se plegaban a la estrategia de la “máquina de guerra”, generó un goteo constante de gente que fue abandonando la organización, aunque al acercarse gente nueva ilusionada no se notara demasiado en los números y la capacidad de militancia. Además, hay que añadir la decisión de no presentarnos a las elecciones municipales con nuestro nombre, lo cual multiplicó candidaturas municipalistas con su propia autonomía. Todo esto supuso que la enorme y vibrante energía local se desperdiciara en una batalla permanente por la legitimidad, mientras que no se tenía acceso a censos, herramientas locales de decisión “oficiales” ni a recursos financieros.
Aparición de Ciudadanos y la ruptura de la “hipótesis” del “núcleo irradiador”.
La máquina de guerra electoral a nivel estatal estaba relativamente bien engrasada y hacia ella iban casi todos los recursos que se captaban, pero como dijimos en el anterior “capítulo”, el surgimiento de C’s generó que Íñigo y Pablo no vieran igual las perspectivas estratégicas del Partido. Esto a nivel organizativo se tradujo en que desde mediados del 2015 Pablo Iglesias generara toda una estructura paralela a la “oficial”, a través de la “oficina del Secretario General” y las redes de “Vamos” controladas por Rafa Mayoral. Hablando en plata, estas redes servían para que, de manera más o menos encubierta, se pudiera contratar a personas en cada territorio y movilizar una organización “pablista” dentro del partido. Con algunas excusas, se permitió que estas incipientes redes “pablistas” no se tuvieran que coordinar con las Secretarías de Organización o de Movimientos Sociales de los territorios. Así a menudo generaban ruido y colisión con las estrategias locales para círculos y movimientos sociales. Ejemplo paradigmático es el uso de “Vamos” para debilitar la estrategia de construir tejido social a traves de proyectos desde los círculos tal como planteaba la iniciativa “Hacemos”.
Tras las elecciones generales de diciembre de 2015, esta fractura interna ya fué evidente para el público general y Pablo Iglesias designó a Echenique como sustituto de Sergio Pascual en la Secretaría de Organización.
Tres semanas antes de que se nombrara a Echenique, éste había escrito un interesante artículo sobre los problemas organizativos internos, del cual podríamos destacar esta frase: “la única innovación de largo alcance y no coyuntural que PODEMOS puede encarnar es la organizativa”. Muchos estábamos de acuerdo con gran parte de lo que en ese artículo se planteaba y, ante el desolador panorama organizativo, quizá el hecho de que Echenique capitaneara el desmantelamiento de la “Máquina de Guerra” era un pequeño rayo de esperanza. Sin embargo, pronto pudimos ver que del dicho al hecho hay mucho trecho, y esa hipocresía, que se puede medir como la distancia que existe entre lo que se dice y lo que se hace, hizo un gran daño a Podemos.
A estas alturas, cualquiera que conociera bien la organización por dentro debía recibir con desasosiego o con grandes dosis de cinismo el oír los discursos de Podemos sobre la participación, diálogo y democracia. Los mítines y charlas que antes se llenaban de una energía que hacía llorar de ilusión pasaron a sonar totalmente huecos y vacíos.
La construcción del partido en los territorios seguía igual de entorpecida y la labor de la Secretaría de Organización seguía consistiendo en marear a los militantes con iniciativas burocráticas estériles (el atarse los cordones como ejemplo paradigmático) o purgar a los que se separaran demasiado de las directrices estatales y no tuvieran un capital mediático suficiente para resistir. Pero al menos se eliminó el botón “plancha” y se dejó de enviar buena parte de la financiación que se mandaba desde los territorios hacia la organización estatal.
Tras un año de bloqueo del trabajo normal del Consejo Ciudadano Estatal, una Comisión de Garantías en la que Gloria Elizo y su marido Pablo Fernández tomaban todas las decisiones a pesar de estar en minoría y tras un año de disputas en los medios de comunicación entre “errejonistas” y “pablistas”, este enfrentamiento se fue trasladando a los territorios. Se convocó por sorpresa y de forma apresurada Vistalegre 2.
Esta segunda Asamblea Estatal tuvo como gran resultado el control total del Pablismo de todos los órganos de decisión a nivel estatal excepto la comisión de garantías. Los dos líderes enfrentados llegaron a un acuerdo para que Íñigo y su equipo se centraran en ganar las elecciones en la Comunidad de Madrid y dejaran el campo libre a Pablo Iglesias y a Irene Montero para organizar el partido como quisieran a nivel estatal.
En el primer semestre del 2017 se generó una situación curiosa: los candidatos favorecidos por el pablismo en muchos territorios perdieron en las renovaciones de los Consejos Ciudadanos Autonómicos. Así pasó en Andalucía, Región de Murcia, Comunidad Valenciana, Cataluña, Aragón, La Rioja, Asturias, País Vasco y Canarias. Mientras que las dirección política en Baleares era de relativo consenso y en Galicia había una gran división entre su Consejo Ciudadano Autonómico y la Secretaría General. Quedaban como pablistas Cantabria (que luego volvería a disolverse), Navarra por un puñado de votos, las dos Castillas y Extremadura. Y en Madrid, como habíamos visto, en principio Errejón y su equipo irían ocupando el espacio.
El modelo organizativo ganador de Vistalegre 2 no supuso un gran avance, pero sí que se daba, al menos sobre el papel, cierto margen de federalismo y autonomía territorial. Esto, unido a una Comisión de Garantías independiente, generó la posibilidad de construir en algunos territorios un Podemos que matizara el proyecto Pablista a nivel estatal y que permitiera acoger la gran diversidad existente en Podemos.
Sin embargo, no fue posible porque lejos de ver estos “cabos sueltos” en los territorios como una oportunidad, el pablismo lo vió como una amenaza a su hegemonía. Las apelaciones a la unidad y a la humildad sonaban más huecas todavía que las antiguas apelaciones a la participación y la democracia que sustituyeron. En junio, la dirección estatal envió a la Comisión de Garantías el borrador de nuevos estatutos y, tras su evaluación se declaró que esta reforma de estatutos propuesta no cumplía con lo aprobado por la Asamblea Ciudadana de Vistalegre 2. Sin embargo, unos días más tarde la dirección estatal decidió desobedecer y registrar los estatutos en el Ministerio del Interior. La solución al grave conflicto que se abrió entre la dirección estatal y la Comisión de Garantías estatal y la mayoría de comisiones de garantías autonómicas llegó un més más tarde a purgar a los miembros no controlados de la Comisión de Garantías Estatal para conseguir nuevamente el control del esencial órgano “judicial” interno.
Con los nuevos estatutos convenientemente recortados de los avances federalistas y democratizantes, junto con la purga de la Comisión de Garantías estatal, se puso otro clavo al ataúd de la esperanza de un Podemos realmente democrático que pudiera aglutinar en su seno la diversidad y potencia del pueblo transformador. Por no extendernos más, en este comunicado de Profundización Democrática, en su punto 3 se puede leer un resumen de los recortes que realizaban los nuevos estatutos, sin pasar por la Asamblea: http://profundizaciondemocratica.org/COMUNICADO-Estatutos-2…
Y así hemos llegamos a 2019 con una organización extremadamente jerárquica, centralizada y arbitraria, cuyo poder real no reside en las bases sino en el liderazgo mediático que hace y deshace según considera. De forma gradual, pero con constante aceleración, hemos pasado a convertirnos en el Partido “centrifugadora de talento”, en el que cada vez más compañeros y compañeras valiosas abandonan un proyecto que se ha quedado en una mera regeneración de lo que fue IU.
Algunas notas extra sobre la organización de Podemos: * Desarticulación organizativa; * Permanente inseguridad jurídica y ausencia de resolución de conflictos; * Democracia plebiscitaria; * Mala gestión de la diversidad e inadecuados sistemas de votaciones; * La bunkerización de Podemos.
- Desarticulación organizativa. La extrema dualidad entre “el centro” y la “periferia” del partido nos ha hecho ser un gigante mediático con pies de barro. La apuesta desde Vistalegre 1 fue sujetar con pinzas una fortaleza mediática y luego más tarde construir la organización necesaria.
En un primer momento por la sensación de urgencia, y en un segundo momento por las guerras de camarillas en torno a los liderazgos mediáticos, se generó mucha desorganización, incluso a nivel estatal donde se acumulaban todos los recursos materiales y simbólicos.
Se podría hablar de muchas cosas concretas que muestran este desinterés por la articulación organizativa de los territorios, pero me limitaré a 3:
  1. Nunca se ha querido compartir la información de qué personas están inscritas en cada lugar, datos de vital importancia para construir organización local, movilizar recursos humanos y financieros y generar una democracia interna sana.
  2. Desde el centro se ha asfixiado económicamente a los territorios, en los primeros años obligando a que todos los recursos del partido fueran a financiar la organización estatal y, tras las elecciones autonómicas, obligando además a que buena parte de los recursos de los diputados autonómicos se envíen también a estatal. En este sentido, siempre se han puesto numerosas trabas a que se elaboraran estrategias descentralizadas de captación de fondos para la organización local desde la organización local. A partir de diciembre de 2015, debió de haber existido un torrente de dinero desde estatal para permitir la creación de locales y asociaciones vinculadas a la Fundación del partido. Por muy difícil de gestionar que fuera, el futuro dependía de construir tejido social a nivel local. Sin embargo, estatal fue muy firme en sus directrices financieras que no permitían esta estrategia y a finales de 2017 (últimas fechas donde tenemos datos del portal de transparencia) Podemos tenía ya paralizado en caja más de 19 millones de euros.
  3. Desde el centro emanaban normas burocráticas e iniciativas para aparentar que se avanzaba en organización, pero mayormente han servido para mantener entretenidas a las bases y militantes más activos corriendo en círculo. Una carrera en círculo persiguiendo completar protocolos y construir procesos organizativos que luego eran reinventados y vueltos a tener que construir permanentemente. Esto fue tarea de Echenique, quien pasó de ser la esperanza de evolución y regeneración organizativa de Podemos a ejecutar la prolongación hipócrita de la estructura cerrada y vertical de Vistalegre 1, lo que pudo ser legítimo en su momento pero ya no lo era tras Vistalegre 2.
- Permanente inseguridad jurídica y ausencia de mecanismos de resolución de conflictos.
a) Por la forma de ser elegidas, las Comisiones de Garantías no eran independientes, salvo la anomalía de la comisión salida de Vistalegre 2 (que no tardó apenas en ser purgada), porque las 3 principales corrientes renunciaron a presentar listas. Esto generó que las normas se aplicaran según interesara a las direcciones políticas, especialmente de la dirección estatal, y que no hubiera un “estado de derecho” en la organización sino más bien y en todo caso un estado en que los límites los ponían las consecuencias mediáticas que pudiera tener una arbitrariedad demasiado evidente.
b) Por otro lado, como no contaban con recursos para hacer sus funciones, y nunca fue interés desde el “centro” en que se generara una estructura territorial sana, los conflictos que surgían en los círculos y las batallas de legitimidades casi nunca fueron resueltos, generando en las bases la sensación de que no servía de nada utilizar las vías internas para solucionar las disputas.
Estas dos razones han llevado a que gran parte de los conflictos de cierta entidad hayan acabado estallando en los medios de comunicación, bien por frustración o bien como estrategia de “presión”.
- Democracia plebiscitaria. Mecanismos de democracia directa limitados a meros plebiscitos. Hacer consultas vinculantes puede ser algo clave que lo cambia todo, como sucede en Suiza, pero no tiene porqué ser un gran avance democrático tal como nos muestra la historia con Napoleón o Franco, que también hacían consultas que siempre ganaban.
En los referéndums de Podemos se carece de una gestión transparente del censo de votantes y hay en general bastantes deficiencias formales como ya explicó la auditora de las votaciones de Podemos Open Kratio antes de desistir de continuar trabajando con Podemos. Pero más allá de las insuficientes garantías contra el fraude (garantías que en varios aspectos han ido a menos con el tiempo), es muy importante también garantizar la libertad del votante de formarse su propia opinión. Y aquí fallamos también en plantear preguntas claras y concretas con espacio suficiente para la deliberación. En este sentido, la organización de las consultas (y de los Vistalegres) nunca ha sido neutral en las convocatorias, además de que a menudo no parecía votarse la pregunta sino la continuidad o no del apoyo a los líderes. Un constante “o conmigo o contra mí” que ensuciaba el escenario e impedía un debate auténtico.
Hubiera sido muy diferente si, además de corregir los problemas anteriores, se hubiera tenido la posibilidad de realizar convocatorias vinculantes desde la base, al estilo de Suiza, donde con un porcentaje razonable de firmas se convoca un referéndum (actualmente en Suiza hacen 3 ó 4 convocatorias de referéndums al año, en las que responden a un total aproximado de 10-12 preguntas en total). A día de hoy en Podemos sólo hay un ejemplo en el que los círculos de Asturias convocaron una consulta sobre el sistema de votación para su Consejo Ciudadano y Secretaría General, con grandes dificultades, obstáculos y sabotajes.
- Mala gestión de la diversidad, a la vez como causa y consecuencia de los malos sistemas electorales para seleccionar representantes internos o institucionales de Podemos.
Producto en un primer momento de esa dualidad “centro-periferia” del partido, al tener muy rápidamente todo el poder “el núcleo irradiador”, este siempre ha fomentado que los sistemas de decisión y de elección de cargos fueran lo más parecido a “ratificar” sus propuestas. Y en un segundo momento, el “búnker” del Pablismo se aplicó a consolidar la forma de entender una organización política que aprendieron de su época de las Juventudes Comunistas.
Sin embargo, las fuerzas transformadoras son diversas por definición, y más en nuestra época, lo que comporta que los procesos de decisión colectiva pueden conducir a diferentes resultados u opciones, mientras que para una fuerza conservadora lo que ya existe siempre es más sencillo de consensuar. Además, Podemos. como fuerza nacida del despertar de conciencias que fue el 15M. aglutinó en su seno todo tipo de ideas. Es por ello que los recurrentes intentos de generar la disciplina necesaria para que funcione bien el “centralismo democrático” repetidamente han fallado. Podemos necesitaba de una organización deliberativa, que complementara el uso de un populismo mediático para conseguir los votos, con una concreción pausada y en común de los detalles del proyecto político transformador.
Los sistemas electorales en Podemos siempre han tenido un sesgo mayoritario con una gran tendencia a distorsionar los resultados para beneficiar a las opciones más votadas, generando la tendencia a que los votantes se disciplinen y traten de localizar a las opciones más “relevantes” que son las únicas que tienen alguna opción de salir elegidas.
Este aprendizaje se extiende además a las personas más comprometidas que se deciden en un momento dado a dar ese paso y presentarse a cargos y responsabilidades en el partido. Pronto se descubre que, aunque las primarias sean abiertas, en realidad si no estás en la lista “adecuada” no tienes ninguna opción. El sistema fomenta que los militantes más activos deban “encuadrarse” en listas potentes, por lo que los equipos que configuran el orden de las listas “ganadoras” son los que realmente eligen quien será elegido o no.
Además, estos sistemas mayoritarios como el DesBorda (que es menos proporcional que D’hont para las elecciones generales), o mayoritarios puros supervitaminados como eran las listas plancha, generan la sensación de que los equipos que ganan, lo ganan todo, y los que pierden lo pierden todo, con lo que las batallas electorales han generado una gran polarización en todas partes y una gran pérdida de diversidad y falta de representatividad de los órganos.
La militancia se vió obligada a conformar equipos fuertes para tener alguna opción de influir en el resultado, equipos que luego fueron asociados (con mayor o menor justicia) a alguna de las 3 corrientes principales. El sistema de votaciones ha polarizado y distorsionado la organización, generándose un frentismo en todos los niveles. Nuevamente, ante la ausencia de espacios orgánicos diversos y proporcionales a las sensibilidades presentes en la organización, se generó una inevitable tendencia a llevar los debates y los conflictos a los medios de comunicación.
- La Bunkerización de Podemos.
Durante el año y medio previo a Vistalegre 2, pero consolidado con su resultado, se generó un “búnker” en el que se metió Pablo Iglesias acompañado de su entorno más cercano (Irene Montero, Rafa Mayoral, Juanma del Olmo…). El aislamiento de la dirección del partido respecto a las propuestas y a las críticas del resto de territorios, de las bases y de la sociedad en general probablemente fue un proceso gradual pero de tremendas consecuencias.
Los procesos de bunkerización son algo habitual para las personas poderosas, que se van aislando de lo que consideran amenazas. Por eso es tan importante la diversidad, la rotación y el depender de otros. Mi intuición me dice que este Bunker del Pablismo se construyó aceleradamente por cuatro factores: acoso mediático constante y sin piedad; ruptura Íñigo-Pablo y las batallas de la imposición del Pablismo contra el sentir del resto de la organización; cultura política de las juventudes comunistas y el centralismo democrático; control absoluto de los órganos estatales por parte del mismo grupo.
Desde Vistalegre 2, el pablismo tiene todo el poder orgánico a nivel estatal (en un partido, como ya hemos dicho, altamente centralizado y vertical), pero este apoyo a Pablo Iglesias no significa un apoyo a sus propuestas. Me explico con un ejemplo: en diciembre de 2016, Iglesias y Echenique convocaron a una consulta para elegir el sistema de votación que se usaría en Vistalegre 2. Desde la sede de Princesa, en rueda de prensa oficial, se hizo una propuesta orgánica, cuando se debió ser más neutral. No hubo ninǵun espacio de debate y deliberación oficial en igualdad de condiciones y, finalmente, se decidió usando una votación por mayoría simple que tuvo como ganadora la propuesta “oficialista”. Sin embargo, cuando vamos a la suma de votos que sacaron las propuestas que planteaban repartos proporcionales, resulta que fue mayor que la suma de votos que presentaban propuestas de reparto mayoritario, como el desBorda que ganó, y otras. La gente quería proporcionalidad frente a un sistema mayoritario. Lo que quiero decir es que, aunque en Podemos la gente vote a Pablo Iglesias, “el traje organizativo” que nos obliga a ponernos nos pica y nos molesta… y claro, nos quejamos. Y desde el “centralismo democrático” no se entienden estas quejas, porque “para eso hemos votado” y pretenden, a base de votaciones rápidas y mal planteadas, cerrar debates. Pero no funciona y los debates siguen abiertos, por lo que la “solución” es encerrarse en el Bunker y no escuchar las críticas y las propuestas, porque son propuestas de “enemigos internos” que no saben perder.
Las consecuencias de la bunkerización se materializan en que cada vez se cometen más errores. Desde los relativamente poco trascendentes como el cartel del “vuELve” en la semana del 8 de marzo o los más graves como pedir que no se vote a Carmena la víspera del cierre de campaña.
Y también tenemos errores tremendamente graves, como fue que Pablo e Irene se compraran un Chalet en Galapagar. Como ya dije en el anterior capítulo, supuso un error comunicativo enorme, que por sí solo es un síntoma de su bunkerización, del gran aislamiento que tienen Pablo e Irene con el resto del mundo. Dado el constante ataque mediático y nuestros discursos previos sobre políticos que no viven como el Pueblo al que representan, ¿no se dieron cuenta de que gran parte de su electorado no lo iba a entender? ¿Nadie les dijo que si estaban recibiendo tanta presión mediática y necesitaban un espacio más privado, quizá deberían alquilar algo por un tiempo hasta que abandonaran la política? Bien sea porque nadie del núcleo duro se atrevió a decírselo (síntoma de la enorme homogeneidad y formas organizativas del “conmigo o contra mí” características del pablismo) o bien porque se lo dijeron pero no quisieron escuchar, el chalet de los Iglesias-Montero se ha convertido en el mayor síntoma y consecuencia del Búnker pablista.
Para rematar el tema, decidieron plantear un plebiscito a la organización convirtiendo un asunto personal (esa era la mejor defensa) en un asunto político. Con los Iglesias-Montero, definitivamente lo personal es político, así que nos obligaron a ir a votar sin un debate posible (porque los partidarios del NO en redes eran considerados traidores que querían derribar a la líder pareja), y ningún líder territorial, aparte de Kichi, se atrevió a criticar públicamente el fallo estratégico que privadamente casi todos reconocían. Pero un error no se cura con otro error.
¿Queda mucho margen para más errores?
Mi próximo y último texto de la serie será para mostrar mis reflexiones sobre la situación actual, las perspectivas de las fuerzas del cambio, los distintos escenarios y líneas de acción que podríamos afrontar
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2019.06.24 16:15 PabloOlmos Razones de la caída de Podemos. Texto tercero: causas organizativas.

Las razones de la caída de Podemos, 3 También se puede leer en: https://www.facebook.com/pablo.olmos.3192/posts/2282307905182444
Textos previos: 1. Introducción: https://www.facebook.com/pablo.olmos.3192/posts/2245780338835201 2. Las razones externas: https://www.facebook.com/pablo.olmos.3192/posts/2247294288683806
En este capítulo hablaré de las causas organizativas de la caída y para ello es necesario hacer una crónica de la evolución del Partido, que yo veo en 4 fases: De “Herramienta Democrática” a “Máquina de Guerra Electoral”, de ahí a la “Ruptura de la Hipótesis Podemos” para finalmente llegar a la “Centrifugadora de Talento”.
En 2014 se veía venir el agotamiento de los movimientos sociales a quienes, a pesar de su gran movilización, las instituciones dominadas por un “cartel” de partidos podían ignorar perfectamente en sus reivindicaciones. No hay que olvidar que durante el 15M se reformó la Constitución y se dió paso al gobierno del PP y los retrocesos que supuso en apenas unos años.
Más allá de las aspiraciones y estrategias de los promotores de Podemos durante el 2013 y principios de 2014 (que básicamente parece que aspiraban a forzar una refundación de IU), durante la campaña de las europeas y especialmente tras el sorprendente resultado de mayo de 2014, un enorme caudal de ilusión conectó con la propuesta de utilizar Podemos como un movimiento político cuyo centro era ser “herramienta democrática al servicio del Pueblo”. Esto, junto con un brillante comando mediático que apelaba al “nuevo sentido común” 15mayista abrió una ventana de oportunidad que se dió en llamar la “Hipótesis Podemos”: la posibilidad de acceder a las instituciones con una mayoría suficiente mediante un discurso transversal como forma de cambiar el país.
Pronto se generó una gran dualidad en el movimiento: por un lado el denominado “equipo promotor” (Pablo, Íñigo, Carolina, Juan Carlos, Luis Alegre, y la gente de anticapitalistas…) con sus redes de confianza previas, y por otro lado la multitud que acudía a los círculos tratando de organizarse mirando constantemente a ver qué decían “los chicos de la Complutense” para tratar de intuir una línea política. Había un comando mediático que funcionaba muy bien, y un montón de grupos de debate muy inoperantes que servíamos sobre todo como decorado.
Del Podemos “Herramienta democrática” a la “Máquina de guerra electoral”: Vistalegre 1.
Por no extenderme con lo que además todos ya sabemos, en la primera Asamblea estatal (Vistalegre I) proponíamos dotarnos de mayor claridad organizativa y de mayor consistencia. Sin embargo, se optó por dar un enorme cheque en blanco al equipo promotor para seguir manteniendo en suspenso la construcción democrática del partido en beneficio de la construcción acelerada de una maquinaria electoralista. La propuesta de trabajo era convertirnos en una organización leninista de tonos morados, con Gramsci y Laclau en mente, para afrontar las próximas citas electorales.
El partido-movimiento seguía con la enorme dualidad anterior. En la parte territorial, a la inoperancia llena de ilusión de los círculos pero sin competencias reales se sumaron los nuevos consejos ciudadanos un poco más operativos pero sin apenas poder real de decisión más allá de ser correa de transmisión de las decisiones de Estatal. Además, la elección de estos consejos llevó a encarnizadas batallas por ganar las primarias que abrieron grandes heridas en cada lugar.
La falta de claridad e interés de la Secretaría de Organización estatal en construir organización territorial, así como las purgas que hacían de las organizaciones territoriales que no se plegaban a la estrategia de la “máquina de guerra”, generó un goteo constante de gente que fue abandonando la organización, aunque al acercarse gente nueva ilusionada no se notara demasiado en los números y la capacidad de militancia. Además, hay que añadir la decisión de no presentarnos a las elecciones municipales con nuestro nombre, lo cual multiplicó candidaturas municipalistas con su propia autonomía. Todo esto supuso que la enorme y vibrante energía local se desperdiciara en una batalla permanente por la legitimidad, mientras que no se tenía acceso a censos, herramientas locales de decisión “oficiales” ni a recursos financieros.
Aparición de Ciudadanos y la ruptura de la “hipótesis” del “núcleo irradiador”.
La máquina de guerra electoral a nivel estatal estaba relativamente bien engrasada y hacia ella iban casi todos los recursos que se captaban, pero como dijimos en el anterior “capítulo”, el surgimiento de C’s generó que Íñigo y Pablo no vieran igual las perspectivas estratégicas del Partido. Esto a nivel organizativo se tradujo en que desde mediados del 2015 Pablo Iglesias generara toda una estructura paralela a la “oficial”, a través de la “oficina del Secretario General” y las redes de “Vamos” controladas por Rafa Mayoral. Hablando en plata, estas redes servían para que, de manera más o menos encubierta, se pudiera contratar a personas en cada territorio y movilizar una organización “pablista” dentro del partido. Con algunas excusas, se permitió que estas incipientes redes “pablistas” no se tuvieran que coordinar con las Secretarías de Organización o de Movimientos Sociales de los territorios. Así a menudo generaban ruido y colisión con las estrategias locales para círculos y movimientos sociales. Ejemplo paradigmático es el uso de “Vamos” para debilitar la estrategia de construir tejido social a traves de proyectos desde los círculos tal como planteaba la iniciativa “Hacemos”.
Tras las elecciones generales de diciembre de 2015, esta fractura interna ya fué evidente para el público general y Pablo Iglesias designó a Echenique como sustituto de Sergio Pascual en la Secretaría de Organización.
Tres semanas antes de que se nombrara a Echenique, éste había escrito un interesante artículo sobre los problemas organizativos internos, del cual podríamos destacar esta frase: “la única innovación de largo alcance y no coyuntural que PODEMOS puede encarnar es la organizativa”. Muchos estábamos de acuerdo con gran parte de lo que en ese artículo se planteaba y, ante el desolador panorama organizativo, quizá el hecho de que Echenique capitaneara el desmantelamiento de la “Máquina de Guerra” era un pequeño rayo de esperanza. Sin embargo, pronto pudimos ver que del dicho al hecho hay mucho trecho, y esa hipocresía, que se puede medir como la distancia que existe entre lo que se dice y lo que se hace, hizo un gran daño a Podemos.
A estas alturas, cualquiera que conociera bien la organización por dentro debía recibir con desasosiego o con grandes dosis de cinismo el oír los discursos de Podemos sobre la participación, diálogo y democracia. Los mítines y charlas que antes se llenaban de una energía que hacía llorar de ilusión pasaron a sonar totalmente huecos y vacíos.
La construcción del partido en los territorios seguía igual de entorpecida y la labor de la Secretaría de Organización seguía consistiendo en marear a los militantes con iniciativas burocráticas estériles (el atarse los cordones como ejemplo paradigmático) o purgar a los que se separaran demasiado de las directrices estatales y no tuvieran un capital mediático suficiente para resistir. Pero al menos se eliminó el botón “plancha” y se dejó de enviar buena parte de la financiación que se mandaba desde los territorios hacia la organización estatal.
Tras un año de bloqueo del trabajo normal del Consejo Ciudadano Estatal, una Comisión de Garantías en la que Gloria Elizo y su marido Pablo Fernández tomaban todas las decisiones a pesar de estar en minoría y tras un año de disputas en los medios de comunicación entre “errejonistas” y “pablistas”, este enfrentamiento se fue trasladando a los territorios. Se convocó por sorpresa y de forma apresurada Vistalegre 2.
Esta segunda Asamblea Estatal tuvo como gran resultado el control total del Pablismo de todos los órganos de decisión a nivel estatal excepto la comisión de garantías. Los dos líderes enfrentados llegaron a un acuerdo para que Íñigo y su equipo se centraran en ganar las elecciones en la Comunidad de Madrid y dejaran el campo libre a Pablo Iglesias y a Irene Montero para organizar el partido como quisieran a nivel estatal.
En el primer semestre del 2017 se generó una situación curiosa: los candidatos favorecidos por el pablismo en muchos territorios perdieron en las renovaciones de los Consejos Ciudadanos Autonómicos. Así pasó en Andalucía, Región de Murcia, Comunidad Valenciana, Cataluña, Aragón, La Rioja, Asturias, País Vasco y Canarias. Mientras que las dirección política en Baleares era de relativo consenso y en Galicia había una gran división entre su Consejo Ciudadano Autonómico y la Secretaría General. Quedaban como pablistas Cantabria (que luego volvería a disolverse), Navarra por un puñado de votos, las dos Castillas y Extremadura. Y en Madrid, como habíamos visto, en principio Errejón y su equipo irían ocupando el espacio.
El modelo organizativo ganador de Vistalegre 2 no supuso un gran avance, pero sí que se daba, al menos sobre el papel, cierto margen de federalismo y autonomía territorial. Esto, unido a una Comisión de Garantías independiente, generó la posibilidad de construir en algunos territorios un Podemos que matizara el proyecto Pablista a nivel estatal y que permitiera acoger la gran diversidad existente en Podemos.
Sin embargo, no fue posible porque lejos de ver estos “cabos sueltos” en los territorios como una oportunidad, el pablismo lo vió como una amenaza a su hegemonía. Las apelaciones a la unidad y a la humildad sonaban más huecas todavía que las antiguas apelaciones a la participación y la democracia que sustituyeron. En junio, la dirección estatal envió a la Comisión de Garantías el borrador de nuevos estatutos y, tras su evaluación se declaró que esta reforma de estatutos propuesta no cumplía con lo aprobado por la Asamblea Ciudadana de Vistalegre 2. Sin embargo, unos días más tarde la dirección estatal decidió desobedecer y registrar los estatutos en el Ministerio del Interior. La solución al grave conflicto que se abrió entre la dirección estatal y la Comisión de Garantías estatal y la mayoría de comisiones de garantías autonómicas llegó un més más tarde a purgar a los miembros no controlados de la Comisión de Garantías Estatal para conseguir nuevamente el control del esencial órgano “judicial” interno.
Con los nuevos estatutos convenientemente recortados de los avances federalistas y democratizantes, junto con la purga de la Comisión de Garantías estatal, se puso otro clavo al ataúd de la esperanza de un Podemos realmente democrático que pudiera aglutinar en su seno la diversidad y potencia del pueblo transformador. Por no extendernos más, en este comunicado de Profundización Democrática, en su punto 3 se puede leer un resumen de los recortes que realizaban los nuevos estatutos, sin pasar por la Asamblea: http://profundizaciondemocratica.org/COMUNICADO-Estatutos-2…
Y así hemos llegamos a 2019 con una organización extremadamente jerárquica, centralizada y arbitraria, cuyo poder real no reside en las bases sino en el liderazgo mediático que hace y deshace según considera. De forma gradual, pero con constante aceleración, hemos pasado a convertirnos en el Partido “centrifugadora de talento”, en el que cada vez más compañeros y compañeras valiosas abandonan un proyecto que se ha quedado en una mera regeneración de lo que fue IU.
Algunas notas extra sobre la organización de Podemos: * Desarticulación organizativa; * Permanente inseguridad jurídica y ausencia de resolución de conflictos; * Democracia plebiscitaria; * Mala gestión de la diversidad e inadecuados sistemas de votaciones; * La bunkerización de Podemos.
- Desarticulación organizativa. La extrema dualidad entre “el centro” y la “periferia” del partido nos ha hecho ser un gigante mediático con pies de barro. La apuesta desde Vistalegre 1 fue sujetar con pinzas una fortaleza mediática y luego más tarde construir la organización necesaria.
En un primer momento por la sensación de urgencia, y en un segundo momento por las guerras de camarillas en torno a los liderazgos mediáticos, se generó mucha desorganización, incluso a nivel estatal donde se acumulaban todos los recursos materiales y simbólicos.
Se podría hablar de muchas cosas concretas que muestran este desinterés por la articulación organizativa de los territorios, pero me limitaré a 3:
  1. Nunca se ha querido compartir la información de qué personas están inscritas en cada lugar, datos de vital importancia para construir organización local, movilizar recursos humanos y financieros y generar una democracia interna sana.
    1. Desde el centro se ha asfixiado económicamente a los territorios, en los primeros años obligando a que todos los recursos del partido fueran a financiar la organización estatal y, tras las elecciones autonómicas, obligando además a que buena parte de los recursos de los diputados autonómicos se envíen también a estatal. En este sentido, siempre se han puesto numerosas trabas a que se elaboraran estrategias descentralizadas de captación de fondos para la organización local desde la organización local. A partir de diciembre de 2015, debió de haber existido un torrente de dinero desde estatal para permitir la creación de locales y asociaciones vinculadas a la Fundación del partido. Por muy difícil de gestionar que fuera, el futuro dependía de construir tejido social a nivel local. Sin embargo, estatal fue muy firme en sus directrices financieras que no permitían esta estrategia y a finales de 2017 (últimas fechas donde tenemos datos del portal de transparencia) Podemos tenía ya paralizado en caja más de 19 millones de euros.
    2. Desde el centro emanaban normas burocráticas e iniciativas para aparentar que se avanzaba en organización, pero mayormente han servido para mantener entretenidas a las bases y militantes más activos corriendo en círculo. Una carrera en círculo persiguiendo completar protocolos y construir procesos organizativos que luego eran reinventados y vueltos a tener que construir permanentemente. Esto fue tarea de Echenique, quien pasó de ser la esperanza de evolución y regeneración organizativa de Podemos a ejecutar la prolongación hipócrita de la estructura cerrada y vertical de Vistalegre 1, lo que pudo ser legítimo en su momento pero ya no lo era tras Vistalegre 2.
- Permanente inseguridad jurídica y ausencia de mecanismos de resolución de conflictos.
a) Por la forma de ser elegidas, las Comisiones de Garantías no eran independientes, salvo la anomalía de la comisión salida de Vistalegre 2 (que no tardó apenas en ser purgada), porque las 3 principales corrientes renunciaron a presentar listas. Esto generó que las normas se aplicaran según interesara a las direcciones políticas, especialmente de la dirección estatal, y que no hubiera un “estado de derecho” en la organización sino más bien y en todo caso un estado en que los límites los ponían las consecuencias mediáticas que pudiera tener una arbitrariedad demasiado evidente.
b) Por otro lado, como no contaban con recursos para hacer sus funciones, y nunca fue interés desde el “centro” en que se generara una estructura territorial sana, los conflictos que surgían en los círculos y las batallas de legitimidades casi nunca fueron resueltos, generando en las bases la sensación de que no servía de nada utilizar las vías internas para solucionar las disputas.
Estas dos razones han llevado a que gran parte de los conflictos de cierta entidad hayan acabado estallando en los medios de comunicación, bien por frustración o bien como estrategia de “presión”.
- Democracia plebiscitaria. Mecanismos de democracia directa limitados a meros plebiscitos. Hacer consultas vinculantes puede ser algo clave que lo cambia todo, como sucede en Suiza, pero no tiene porqué ser un gran avance democrático tal como nos muestra la historia con Napoleón o Franco, que también hacían consultas que siempre ganaban.
En los referéndums de Podemos se carece de una gestión transparente del censo de votantes y hay en general bastantes deficiencias formales como ya explicó la auditora de las votaciones de Podemos Open Kratio antes de desistir de continuar trabajando con Podemos. Pero más allá de las insuficientes garantías contra el fraude (garantías que en varios aspectos han ido a menos con el tiempo), es muy importante también garantizar la libertad del votante de formarse su propia opinión. Y aquí fallamos también en plantear preguntas claras y concretas con espacio suficiente para la deliberación. En este sentido, la organización de las consultas (y de los Vistalegres) nunca ha sido neutral en las convocatorias, además de que a menudo no parecía votarse la pregunta sino la continuidad o no del apoyo a los líderes. Un constante “o conmigo o contra mí” que ensuciaba el escenario e impedía un debate auténtico.
Hubiera sido muy diferente si, además de corregir los problemas anteriores, se hubiera tenido la posibilidad de realizar convocatorias vinculantes desde la base, al estilo de Suiza, donde con un porcentaje razonable de firmas se convoca un referéndum (actualmente en Suiza hacen 3 ó 4 convocatorias de referéndums al año, en las que responden a un total aproximado de 10-12 preguntas en total). A día de hoy en Podemos sólo hay un ejemplo en el que los círculos de Asturias convocaron una consulta sobre el sistema de votación para su Consejo Ciudadano y Secretaría General, con grandes dificultades, obstáculos y sabotajes.
- Mala gestión de la diversidad, a la vez como causa y consecuencia de los malos sistemas electorales para seleccionar representantes internos o institucionales de Podemos.
Producto en un primer momento de esa dualidad “centro-periferia” del partido, al tener muy rápidamente todo el poder “el núcleo irradiador”, este siempre ha fomentado que los sistemas de decisión y de elección de cargos fueran lo más parecido a “ratificar” sus propuestas. Y en un segundo momento, el “búnker” del Pablismo se aplicó a consolidar la forma de entender una organización política que aprendieron de su época de las Juventudes Comunistas.
Sin embargo, las fuerzas transformadoras son diversas por definición, y más en nuestra época, lo que comporta que los procesos de decisión colectiva pueden conducir a diferentes resultados u opciones, mientras que para una fuerza conservadora lo que ya existe siempre es más sencillo de consensuar. Además, Podemos. como fuerza nacida del despertar de conciencias que fue el 15M. aglutinó en su seno todo tipo de ideas. Es por ello que los recurrentes intentos de generar la disciplina necesaria para que funcione bien el “centralismo democrático” repetidamente han fallado. Podemos necesitaba de una organización deliberativa, que complementara el uso de un populismo mediático para conseguir los votos, con una concreción pausada y en común de los detalles del proyecto político transformador.
Los sistemas electorales en Podemos siempre han tenido un sesgo mayoritario con una gran tendencia a distorsionar los resultados para beneficiar a las opciones más votadas, generando la tendencia a que los votantes se disciplinen y traten de localizar a las opciones más “relevantes” que son las únicas que tienen alguna opción de salir elegidas.
Este aprendizaje se extiende además a las personas más comprometidas que se deciden en un momento dado a dar ese paso y presentarse a cargos y responsabilidades en el partido. Pronto se descubre que, aunque las primarias sean abiertas, en realidad si no estás en la lista “adecuada” no tienes ninguna opción. El sistema fomenta que los militantes más activos deban “encuadrarse” en listas potentes, por lo que los equipos que configuran el orden de las listas “ganadoras” son los que realmente eligen quien será elegido o no.
Además, estos sistemas mayoritarios como el DesBorda (que es menos proporcional que D’hont para las elecciones generales), o mayoritarios puros supervitaminados como eran las listas plancha, generan la sensación de que los equipos que ganan, lo ganan todo, y los que pierden lo pierden todo, con lo que las batallas electorales han generado una gran polarización en todas partes y una gran pérdida de diversidad y falta de representatividad de los órganos.
La militancia se vió obligada a conformar equipos fuertes para tener alguna opción de influir en el resultado, equipos que luego fueron asociados (con mayor o menor justicia) a alguna de las 3 corrientes principales. El sistema de votaciones ha polarizado y distorsionado la organización, generándose un frentismo en todos los niveles. Nuevamente, ante la ausencia de espacios orgánicos diversos y proporcionales a las sensibilidades presentes en la organización, se generó una inevitable tendencia a llevar los debates y los conflictos a los medios de comunicación.
- La Bunkerización de Podemos.
Durante el año y medio previo a Vistalegre 2, pero consolidado con su resultado, se generó un “búnker” en el que se metió Pablo Iglesias acompañado de su entorno más cercano (Irene Montero, Rafa Mayoral, Juanma del Olmo…). El aislamiento de la dirección del partido respecto a las propuestas y a las críticas del resto de territorios, de las bases y de la sociedad en general probablemente fue un proceso gradual pero de tremendas consecuencias.
Los procesos de bunkerización son algo habitual para las personas poderosas, que se van aislando de lo que consideran amenazas. Por eso es tan importante la diversidad, la rotación y el depender de otros. Mi intuición me dice que este Bunker del Pablismo se construyó aceleradamente por cuatro factores: acoso mediático constante y sin piedad; ruptura Íñigo-Pablo y las batallas de la imposición del Pablismo contra el sentir del resto de la organización; cultura política de las juventudes comunistas y el centralismo democrático; control absoluto de los órganos estatales por parte del mismo grupo.
Desde Vistalegre 2, el pablismo tiene todo el poder orgánico a nivel estatal (en un partido, como ya hemos dicho, altamente centralizado y vertical), pero este apoyo a Pablo Iglesias no significa un apoyo a sus propuestas. Me explico con un ejemplo: en diciembre de 2016, Iglesias y Echenique convocaron a una consulta para elegir el sistema de votación que se usaría en Vistalegre 2. Desde la sede de Princesa, en rueda de prensa oficial, se hizo una propuesta orgánica, cuando se debió ser más neutral. No hubo ninǵun espacio de debate y deliberación oficial en igualdad de condiciones y, finalmente, se decidió usando una votación por mayoría simple que tuvo como ganadora la propuesta “oficialista”. Sin embargo, cuando vamos a la suma de votos que sacaron las propuestas que planteaban repartos proporcionales, resulta que fue mayor que la suma de votos que presentaban propuestas de reparto mayoritario, como el desBorda que ganó, y otras. La gente quería proporcionalidad frente a un sistema mayoritario. Lo que quiero decir es que, aunque en Podemos la gente vote a Pablo Iglesias, “el traje organizativo” que nos obliga a ponernos nos pica y nos molesta… y claro, nos quejamos. Y desde el “centralismo democrático” no se entienden estas quejas, porque “para eso hemos votado” y pretenden, a base de votaciones rápidas y mal planteadas, cerrar debates. Pero no funciona y los debates siguen abiertos, por lo que la “solución” es encerrarse en el Bunker y no escuchar las críticas y las propuestas, porque son propuestas de “enemigos internos” que no saben perder.
Las consecuencias de la bunkerización se materializan en que cada vez se cometen más errores. Desde los relativamente poco trascendentes como el cartel del “vuELve” en la semana del 8 de marzo o los más graves como pedir que no se vote a Carmena la víspera del cierre de campaña.
Y también tenemos errores tremendamente graves, como fue que Pablo e Irene se compraran un Chalet en Galapagar. Como ya dije en el anterior capítulo, supuso un error comunicativo enorme, que por sí solo es un síntoma de su bunkerización, del gran aislamiento que tienen Pablo e Irene con el resto del mundo. Dado el constante ataque mediático y nuestros discursos previos sobre políticos que no viven como el Pueblo al que representan, ¿no se dieron cuenta de que gran parte de su electorado no lo iba a entender? ¿Nadie les dijo que si estaban recibiendo tanta presión mediática y necesitaban un espacio más privado, quizá deberían alquilar algo por un tiempo hasta que abandonaran la política? Bien sea porque nadie del núcleo duro se atrevió a decírselo (síntoma de la enorme homogeneidad y formas organizativas del “conmigo o contra mí” características del pablismo) o bien porque se lo dijeron pero no quisieron escuchar, el chalet de los Iglesias-Montero se ha convertido en el mayor síntoma y consecuencia del Búnker pablista.
Para rematar el tema, decidieron plantear un plebiscito a la organización convirtiendo un asunto personal (esa era la mejor defensa) en un asunto político. Con los Iglesias-Montero, definitivamente lo personal es político, así que nos obligaron a ir a votar sin un debate posible (porque los partidarios del NO en redes eran considerados traidores que querían derribar a la líder pareja), y ningún líder territorial, aparte de Kichi, se atrevió a criticar públicamente el fallo estratégico que privadamente casi todos reconocían. Pero un error no se cura con otro error.
¿Queda mucho margen para más errores?
Mi próximo y último texto de la serie será para mostrar mis reflexiones sobre la situación actual, las perspectivas de las fuerzas del cambio, los distintos escenarios y líneas de acción que podríamos afrontar
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2018.09.18 07:25 Zetusleep5390 La leyenda de los estudios en el callejón del aguacate.

La leyenda de los estudios en el callejón del aguacate.
Los últimos señores Mexicas habían llorado ya la pérdida de las tierras que algún día los acogieron y fueron testigo de la gloria de Azcapotzalco, que por aquellos días era el señorío responsable de estos parajes del sur de la Ciudad de México.
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Don Hernán Cortes había invitado a capitanes, soldados y aliados a un enorme banquete con vino de Castilla y cochinos de Cuba. Años después, Bernal lamentaría en sus crónicas de la conquista que los lugares fueron insuficientes y por otras cosas acaecidas aquella noche, hubiese preferido que nunca se llevara a cabo. La más macabra de las cosas acaecidas es el origen de esta historia. La noche fue agridulce, estuvo manchada por la sangre aunque no tuvo lugar batalla alguna. Las crónicas y la historia se han esforzado por borrar los terribles hechos que en aquella noche larga de Coyoacán costaría la vida de dos inocentes. No sólo las quejas por el espacio ahogaron la noche gloriosa de Cortés. Pasadas las 11 de la noche todas las antorchas se extinguieron, como por acto de magia la penumbra abrazó el patio del real de Cortés, el embrujo lo rompió el llanto desesperado de uno de los niños que jugaba en los pasillos, ese llanto centró la atención de todos los presentes que corrieron a avivar las antorchas y velas para restablecer la iluminación de aquel lugar. Los perros que habían acompañado a Cortés, tesoro preciado del conquistador, ladraron con violencia estridente que heló la sangre de todos los asistentes. Dos espadas de madera fueron halladas en el suelo, ante la mirada atónita y desesperada del resto de pequeñines que no atinaban a decir nada más que: “Julian y Rodolfo, ¡la noche se los ha tragado!”.
Entre llantos y confusión una puerta se cerró, como señalando el punto de escape de esa oscuridad que se había tragado a los pequeños.
Dos soldados liberaron a los perros, los canes corrieron velozmente por la puerta que señalaba el punto de escape -en todo momento ladrando con violencia y autoridad, como si sus ladridos fueran a detener al mal que ya todos buscaban-. Una comitiva liderada por Don Rodolfo De Escalante salió acompañando a los canes para apresar al responsable y dar con el paradero de los dos hijos varones del capitán español. Corrieron todos por caminos rurales y parcialmente empedrados, en espera de los caballos, carruajes y coches que algún día transitarían esas calles (algunas de las cuales al día de hoy siguen manteniendo tan rudimentario camino) como lo son los palacios y casonas españolas de estilo colonial que por aquellos días no eran sino cimientos, hoy testigos de la historia de México que nacía con la Nueva España tras la muerte de Tenochtitlán.
Finalmente, uno de los perros tomó camino por lo que hoy en día sería el final de la calle Francisco Sosa, donde la calle se convierte en la Cerrada Francisco Sosa; lugar en el que hoy se levanta un muro de piedra que en una esquina guarda un antiguo altar a la virgen del Rosario, sobre el que se elevan las ramas de un árbol de aguacate. Aquel perro paró y comenzó a ladrar en la penumbra con desesperación. La comitiva apresuró el paso y todos como una marcha coordinada pararon súbitamente ante una escena francamente dantesca. El perro que los había guiado tenia las orejas gachas, no dando crédito el animal a lo que sus ojos veían: eran las piernas y brazos del pequeño Julian De Escalante. El perro se lanzó contra un ente que estaba parado en la penumbra, desapareció para no ser visto más.
La pierna derecha del pequeño, cubierta en sangre, antecedía en fila a la pierna izquierda que a su vez estaba antes del brazo derecho y luego el izquierdo; donde la pequeña mano del inocente terminaba señalando hacia adelante en dirección a aquel ente de espaldas anchas y tamaño descomunal. El ruido que salía de aquella bestia era el de un coyote hambriento devorando a su presa. En sus anchas espaldas el torso y rostro de dolor del pequeño Julian que aún agonizaba, al borde de perder la consciencia el niño lloraba con desesperación y a los pocos segundos de que los soldados llegaron a su encuentro el pequeño perdió la conciencia. Un grito rompió el hechizo: “dadme la cara, ¡hideputa!” gritó un arcabucero de la comitiva, quien al mismo tiempo descargó en contra de la criatura. Aquel ente volteó despacio, entre sus brazos el cuerpo del pequeño Rodolfo De Escalante, de quien quedaba todo menos las vísceras que devoraba aquella criatura infernal. Los ojos de aquel ente eran de un rojo tan ardiente como las brazas que cocinaron los cochinos que ahora vomitaban todos los presentes a tan grotesco espectáculo. Varios de los soldados que componían la comitiva no pudieron contener las lágrimas y la desesperación, quedaron desarmados ante la barbarie que atestiguaban pues no hubo horror en las guerras que muchos ya habían vivido que se equiparara a lo que estaban presenciando. El cuenco que contenía las vísceras del niño le servían de plato ceremonial para beber la sangre del pequeño, a quien tomó entre sus brazos y alzó dejándolo suspendido para drenar todo su líquido vital.
El arcabucero entre llantos cargó nuevamente el arcabuz y arremetió contra la bestia. No pareció dañarla en absoluto. La reacción que aquella afrenta suscitó fue que el cuerpo del pequeño Rodolfo terminó recargado en una de las rodillas de la monstruosa aparición que arrancó de su espalda el torso de Julian y mordió su cuello para drenarlo también, el sonido de aquello era espantoso y toda vez que hubo bebido la última gota de sangre tomó de la cabeza los restos del niño, con violencia sin más lanzó el tronco del infante en dirección a la comitiva que inmóvil e impotente no daba crédito a lo que estaba viviendo, fue tal la fuerza con la que realizó el lanzamiento que la cabeza se desprendió del torso y quedó en la mano de ese monstruo. Así fue que abrió la boca de la cabeza, desprendió la quijada y lanzó a la oscuridad el resto de la pequeña cabeza. Dicha mandíbula sirvió entonces como un cuchillo ceremonial, la bestia tomó el hueso que había obtenido de Julian y rompiendo el esternón del pequeño Rodolfo accedió a su corazón, lo sacó. Lo sostuvo en sus manos y lo elevó como ofrenda a los dioses de esas tierras, ante todos los presentes de un sólo bocado devoró ese órgano. Del cielo cayó un rayo, como dictando sentencia de aquel rito se escuchó el aullido de un coyote proveniente de esa fiera, el suelo se abrió y el ente lanzó una bocanada de sangre hacia el cielo y desapareció al sonido de un extraño vocablo náhuatl que retumbó en los oídos de todos los presentes: NETZONCUILIZTETLATZACUILTILIZTLI (un aliado luego lo tradujo para todos, la venganza se ha consumado). Aquella sangre bañó una pequeña planta recién sembrada en la esquina de la muralla que limitaba los terrenos que pertenecían a Don Rodolfo De Escalante.
Don Rodolfo yacía en el piso, con el gesto de quien ha sido absolutamente derrotado. El peor castigo aún estaba por llegar. Su esposa Aura había sido avisado por alguien de la comitiva de lo ocurrido y a toda velocidad puso marcha por la noche, su hermoso vestido de gala no fue obstáculo para la desconsolada carrera de una madre que no quería dar veracidad a lo contado… hasta que llegó y se encontró con la horrible escena. El llanto desconsolado de la madre fue tal que los testigos se persignaron y llorando se esfumaron dejando en la absoluta soledad a la pareja. La madre tomaba las manos del pequeño Julian, acariciaba el rostro de Rodolfo, su llanto era incesante y su dolor no tenía parangón. Los días con sus noches que siguieron a tal atrocidad fueron para la mujer, agonía e infierno en vida. Los días los pasaba Doña Aura de rodillas en aquella discreta planta, que algún día sería un árbol de aguacate, lamentando sin parar la irremediable perdida de sus dos hijos. Por las noches dos esclavos tenían que salir por ella para cargarla al interior de la casa cuyas ventanas eran el vitral de aquel dolor indescriptible que consumió a Doña Aura. Las únicas palabras que salían de su boca era un doloroso testimonio de su pérdida: “¡mis hijos!”, constante recordatorio que avivó el odio y la locura en el corazón de Don Rodolfo. La falta de comida y el sufrimiento de la pobre madre la consumió a penas seis meses después. A un costado del aún tierno aguacate, Doña Aura pidió ser enterrada para estar con sus pequeños para toda la eternidad. Los restos mortales de los pequeños también fueron trasladados a ese lugar por instrucción de Don Rodolfo. La barda de piedra aún no terminada ganaba altura y la casa de los De Escalante iba tomando forma, cuya ala principal hoy permanece en aquel sitio, sitio desde donde hoy se cuentan las macabras historias que habitan en las oscuras horas de la noches. Las historias para no dormir.
Terrorífica historia es la de Don Rodolfo y los De Escalante en la Nueva España. Rodolfo y Juan De Escalante fueron dos hermanos provenientes de Toledo que se habían unido a la expedición de Cortés con el afán de llevar el negocio de su familia a las Indias. La familia De Escalante poseía una forje de armas que en buena parte fueron responsables de la muerte de miles de habitantes de las tierras que conquistaron los españoles. Los hermanos escalaron rápidamente entre los soldados de Cortés por su fiereza e inclemencia contra los conquistados. Los hermanos escribían cartas de jubilo y esperanza de expansión para la herrería, por supuesto que dejaban fuera los temibles detalles de sus proezas militares en Cuba, las Antillas, La Villa Rica de la Veracruz y Tenochtitlán. Fue Tenochtitlán el inicio de una serie de desgracias para los hermanos, serie que no culminó hasta extinguirse la vida de Don Rodolfo… quizás.
América tenía preparado un reclamo de sangre insaciable para los De Escalante, el primero en pagar ese peaje fue Don Juan, a quien Cortés había encomendado la conquista definitiva del Señorío de Azcapotzalco. Precisamente fue en Coyoacán donde los soldados que comandaba cayeron en manos de fieros guerreros águila que no tuvieron piedad sino de Don Juan, a quien presentaron ante el señor Cuahupopoca quien ordenó su inmediata decapitación y ofrecimiento ceremonial. El cuerpo de Don Juan nunca fue hallado, los totonacos que habían acompañado a los españoles en aquella empresa dieron parte de la crueldad que sufrieron los capturados a Cortés, quien vio en este suceso el pretexto perfecto para ordenar el sitio definitivo de Tenochtitlán y la toma definitiva de los Señoríos aledaños. Don Rodolfo De Escalante pidió a Cortés dirigir personalmente al bergantín que desembarcaría para la carga contra Iztapalapa y Coyoacán. Don Rodolfo sometió con brutal crueldad esas tierras que no tuvieron otra opción que pasar al bando de los conquistadores para culminar la toma definitiva de la gran Tenochtitlán. Aquella fue la primer venganza que Don Rodolfo juró en América, no sería la última.
Desolado tras la muerte de sus dos varones y su señora, Don Rodolfo envió a la pequeña Carmen de vuelta a España para ser cuidada por su hermana Doña Julia De Escalante viuda De Torrecillas. Don Rodolfo permaneció en la Nueva España supervisando la construcción de su fortaleza que habría de servir de casa, encomendó construir montado en la pared un altar a la virgen del Rosario, altar que aún permanece en la esquina que inicia el callejón del aguacate y cuya virgen en algunas noches, muchos cuentan, llora sangre.
Don Rodolfo montó guardia por las noches, desde que terminó la novena en honor a sus pequeños hasta el día de su muerte. En la esquina donde encomendó su altar, Don Rodolfo pasaba las noches rezando, entre los habitantes indigenas de esas tierras surgió la advertencia de no cruzar esa esquina al caer la noche pues aquellos que osaban poner un píe en aquella propiedad no volvían a ser vistos jamás. Durante el restante de la longeva vida de Don Rodolfo desaparecieron 46 niños y 20 jóvenes que se esfumaron por completo de esas tierras, hasta el día de su muerte, cuando sus criados dieron cuenta de los horrores que aquellas pobres almas sufrieron. Las osamentas fueron mortero para fortalecer la pared, dentro de la casa los gritos de auxilio eran ignorados mientras en su estudio de los horrores Don Rodolfo extraía la sangre abdominal para consumirla, mientras que la carne forraba sillas y mobiliario del estudio y los huesos se los daba a sus perros como juguetes o premios. Los sesenta y seis muertos, como toda la población indígena de esas tierras era para Don Rodolfo de Escalante el rostro del enemigo responsable de su dolor y tragedia.
Para 1537 el muro y la casa estaban terminados, un Rodolfo con aspecto de ermitaño prohibía a sus esclavos y criados hablar de lo que acontecía durante los días, sólo permitía que salieran a los jardines a regar con un balde que él les daba el aguacate que empezaba a formarse en árbol en la esquina de la propiedad.
Cuarenta años después de aquella fatídica noche de septiembre, noche en que Don Rodolfo lo perdió todo, un estruendo demoniaco llegó hasta la casa de Don Rodolfo, los criados y esclavos dicen que el diablo mismo le visitó para reclamar su alma. En la madrugada de aquel día Don Rodolfo echó a reír en la esquina de su casa, sentado como un niño contemplando su aguacate estremeciendo a todos los que le escuchaban, con una daga que había traído consigo de Toledo puso fin a su vida. La lectura de su testamento dejó en propiedad toda su Hacienda a su hija Carmen De Escalante de Rodriguez, quien decidió limpiar un poco su conciencia transformado aquella casa en una residencia para enfermos que formó parte de la herencia de los De Escalante en México hasta la década de los ochentas.
La casona de los De Escalante vio pasar por sus cuartos a miles de heridos y enfermos que padecieron en aquel lugar. Siglos de dolor abrazan la casa que hoy es hogar de nuestros estudios. El pasar del tiempo se ha encargado de hacer crecer la leyenda de este sombrío lugar.
Muchos años después de los sucesos que comenzaron todo un descendiente de los De Escalante decidió volver con su familia a la vieja casona de Coyoacán. Gustavo Escalante era padre de familia de Emilio, Benito e Irma, esposo de Beatriz Rodriguez. La familia vivió días felices desde el final de la primer década hasta la oscura noche del 20 de septiembre de 1929.
Don Gustavo fue un abogado de origen Español, un hombre bastante respetado por sus colegas y la sociedad en general, tenía muy buenos contactos y su familia vivía una muy buena posición en México. Sin embargo, existió un lado oscuro de Gustavo, una obscena obsesión por el ocultismo. En ocasiones desaparecía por semanas enteras para visitar brujos negros en Catemaco Veracruz. La inquietud que le robaba el sueño era la maldición que aquejaba a su familia desde que su ancestro, Don Rodolfo De Escalante, sembrara el terror en los corazones de los habitantes indigenas de esas tierras y se enemistara con sus dioses jurándoles la más fiera de las venganzas.
Fue así que un brujo le dio a Gustavo una Ouija para que contactara con su ancestro y esclareciera sus inquietudes en torno a los acontecimientos que dieron origen al sufrimiento de muchas generaciones de De Escalantes que por siglos se rehusaron a habitar en México temiendo un trágico final. Muchos siglos habían transcurrido ya y Gustavo estaba determinado a poner fin de una vez por todas al maleficio.
Aquella oscura noche del 20 de septiembre de 1929, Gustavo llegó a casa y pidió a toda su familia reunirse en el salón principal de su residencia. Sobre la mesa de su precioso comedor no había más que 4 velas negras y una tabla con letras escritas en ella. Gustavo explicó para sorpresa de todos el misterioso propósito de sus constantes viajes a Veracruz. Sus hijos por aquel entonces ya alcanzaban como mínimo la adolescencia siendo Benito el menor de ellos con 16 años. Beatriz no sabía muy bien como interpretar la extraña petición de su esposo, los hijos lo tomaron con cierta intriga y curiosidad. Cuando el padre de familia terminó la historia pidió que se apagaran las luces y se encendieran las velas para formar una suerte de circulo en torno al tablero. Todos tomados de las manos dijeron las palabras que el brujo había preparado para Gustavo. Con voz de mando y cierta esperanza dijo: Estamos aquí reunidos, generaciones de Escalantes que exigimos hablar con el alma de Don Rodolfo de Escalante, Capitán español que conquistó estas tierras y habitó hasta el día de su muerte en esta casa.
Todos los integrantes de la familia estaban tomados de las manos, expectantes a una respuesta por parte del tablero. Un frío como jamás habían experimentado los atravesó a todos, las luces que a la distancia se veían se apagaron súbitamente, un silencio sepulcral reinó en la sala… únicamente lo descompuso el sonido de los pabilos de las velas que se extinguieron una a una, como si alguien o algo estuviera soplando para apagarlas. Irma trató de soltar la mano de su padre, Gustavo le gritó: NO, NO DEBEMOS ROMPER LA CONEXIÓN. La pobre no lograba salir de su espanto pero decidió hacer caso a su padre, quien guiaba la sesión con extraña y natural destreza en el oculto asunto. De pronto el oráculo que era sostenido por Gustavo comenzó a moverse. Deletreo letra a letra su respuesta: S-A-N-G-R-E. Se miraron incrédulos todos pero ninguno quiso romper la conexión. Gustavo volvió a preguntar: Don Rodolfo ¿está usted aquí con nosotros? El oráculo nuevamente se movió deletreando la palabra: M-U-E-R-T-E. Nadie daba crédito de lo que estaba sucediendo en aquella oscura noche. Emilio, un joven de 20 años, decidió que había sido suficiente seguirle la corriente a la excentricidad de su padre y sin más soltó la mano de madre y su hermano Benito, al tiempo que dijo: “¡En verdad espera, padre, que no nos demos cuenta que no está buscando más que la manera de asustarnos! Me voy a dormir, ya tuve suficiente locura por un día”. Caminó hacia la puerta corrediza, pesada puerta de madera que dividía el salón principal del estudio de su padre, se cerró violentamente.
Beatriz la madre cayó desmayada, Emilio no podía creer lo que había visto, no había explicación alguna para que una puerta corrediza tan pesada como esa se cerrara abruptamente sin que nadie la empujara. Así fue que sin pensarlo le pidió a su hermano Benito que le ayudara a abrirla, Benito corrió rápidamente a interesarse por su madre que yacía desfallecida en el piso a un lado de la mesa.
Irma no podía parar de llorar, privada por un profundo e inenarrable horror era testigo de una de la escena más escalofriante de su vida. Ninguna leyenda de horror que conociera se comparaba ya con lo que estaba viviendo, ni siquiera las exploraciones que de niños hacían los hermanos en las noches para visitar el árbol de los susurros, pues Emilio les había contado que por la noche si se ponía mucha atención en el tronco del árbol de aguacate en el que terminaba su jardín se podían escuchar los lamentos de una mujer y unos niños, así como desgarradores gritos de horror. Ninguno de los asistentes estaba preparado para lo que tendrán lugar aquella oscura noche.
Cuando Emilio se percató de que su madre estaba tirada a un lado de la mesa corrió a ayudar a Benito, ambos le pidieron ayuda a su padre… nadie les contestó. Alzaron la cara para ver si su padre se encontraba bien, o si también había sido derribado, víctima del miedo ante una situación que comenzaba a pintar para peor. Para asombro de los hermanos, el lugar en donde ellos esperaban encontrar a su padre estaba vacío, sólo asomaba por los ventanales del comedor que daban al jardín la sombra del árbol de aguacate al final de su jardín. Gustavo había desaparecido. Sin dar mayor importancia a la desaparición del jefe de familia, los hermanos esquivaron a una horrorizada Irma que no podía salir de la conmoción. Todo mientras el tablero seguía activo y funcionando como un portal. Llevaron a la madre hasta un pequeño sillón que se encontraba en la sala principal de la casa y decidieron abrir uno de los grandes ventanales de la casa, pensando que quizá un poco de aire fresco reanimaría a la señora.
Cuando Emilio y Benito abrieron el ventanal se percataron de la figura de un hombre que estaba sentado, como contemplando el aguacate, ambos pensaron de inmediato en que su padre habría salido a tomar un respiro al jardín, sobrecogido por la emoción del momento… estaba parcialmente en lo correcto. Cuando decidieron llamarlo el hombre volteó, no vieron más que un ente completamente oscuro del que no se podían distinguir más que un par de brazas ardientes en donde deberían estar sus ojos. Sin dar crédito a lo ocurrido, continuaron su intento por reanimar a su madre. Emilio entonces le dijo a Benito que iría al botiquín por alcohol. Emilio echó a correr y atravesó sin mayor problema el umbral que antes estaba bloqueado por las pesadas puertas corredizas que separaban la sala del estudio y el resto de la casa. Benito, decidió atender al mismo tiempo a su hermana Irma; sin embargo, Irma también había desaparecido. Sorprendido por el hecho, pero sin ánimo de dejar a su madre sola, Benito empezó a llamar por su nombre a su hermana, fue entonces que escuchó carcajadas infantiles, nuevamente en el jardín. Benito estaba convencido de que su imaginación le estaba jugando una mala pasada, se llevó ambas manos al rostro para frotarse los ojos, al abrirlos nuevamente vio claramente a su padre sosteniendo a Beatriz con una mano y empuñando una daga en la otra. ¡PADRE, ¿QUÉ ESTÁ HACiENDO? Grito, e inmediatamente, Gustavo cortó de un sólo tajo la garganta de su hermana para dejarla tumbada al lado del árbol regando éste con la sangre que emanaba a borbotones del cuello de la joven. Benito no podía creer lo que estaba pasando, fue entonces que Gustavo lo miró fijamente y echó a reír.
¡Benito, muévete carajo, que mi mamá no se despierta! –gritó Emilio– súbitamente Benito salió de su asombro sin poder articular palabra alguna. Fue entonces que desde la segunda planta de la casa escucharon al padre llamándoles, este les decía que llevaran a su madre al patio para que el césped húmedo y el aire fresco la reavivara. Cuando Emilio se dispuso a seguir la instrucción de su padre Benito lo detuvo. ¡Mi papá está como loco, acaba de matar a Beatriz… cabrón, vámonos de aquí, hay que sacar a mi mamá! le dijo Benito a Emilio. Ignorando lo que su hermano le imploraba lo apartó y cargó a su madre, como quien carga un costal de papas salió por la ventana que apenas tenía una caída de 30 cm respecto al jardín y la acostó justo en el medio. Al intentar reintegrarse Gustavo apareció detrás de él, tomó al joven de la cabellera, le alzó la cara y de un sólo tajo lo degolló; con una fuerza sobre natural lo lanzó al tronco del árbol, cubriendo éste con la sangre que emanaba con potencia del cuello del joven. Benito subió a toda velocidad a su cuarto, el muchacho no podía dejar de pensar que todo era un mal sueño y tendría que despertar eventualmente. Su idea fue correr a su habitación, quizá contemplándose a sí mismo durmiendo: despertaría.
En el jardín, el cuerpo de Beatriz seguía tirado, sin conciencia alguna de lo que estaba sucediendo, fue así que Gustavo la recogió, tomándola entre sus brazos la cargó hasta la base del árbol, empuñando su daga se la enterró de forma violenta en el corazón. Inmediatamente dejó caer el cuerpo de su mujer, todavía con la daga clavada en el pecho, ya en el piso con la maestría de un cirujano (o quizá la de un carnicero) rompió la barrera torácica de la mujer, extrajo su corazón y lo contempló… mientras el cuerpo sin vida regaba con más sangre las raíces de el árbol de aguacate.
Benito presenció aquel horror desde su ventana. Buscando la salida de su pesadilla únicamente se hundió aún más en la misma. Benito sabía que la situación que vivía era límite, debía de enfrentarla para sobrevivir así fue que puso marcha a toda velocidad al jardín. Era Benito quien tenía que enfrentar a un Gustavo que aquella noche parecía más un demonio que su padre, fue así que antes de salir al jardín tomó la ouija de la mesa. Lo que había empezado todo tendría que terminarlo. A toda velocidad se lanzó en dirección a su padre para golpearlo con la tabla y así desarmarlo; sin embargo, en un reflejo ante el ataque inminente el padre clavó la daga en la tabla. La fuerza del golpe de aquella daga contra la tabla fue más la de una explosión que la de un simple pedazo de acero afilado rompiendo una tabla de madera. Un chillido horrendo se escuchó en lugar del sonido de la madera rompiéndose. Benito y Gustavo quedaron tirados en el jardín. El esfuerzo final y absoluto sería recomponerse para asestar el golpe final al oponente, cuando Benito intentó hacer lo propio, Gustavo estaba encima de él. Lo miro fijamente y le dijo: ¡Hijo, tienes que ser tú quien termine con esto, no traigas más dependencia maldita a este mundo!.
Benito intentaba quitarse a Gustavo de encima, la daga empuñada en su mano ahora tenía como base el tablero ouija… Gustavo retiró su brazo para tomar impulso y cuando todo parecía perdido para el muchacho… el padre de un sólo golpe y sin meditación se clavó el cuchillo en la sien.
El cuerpo sin vida de Gustavo escurría sangre en la cara de Benito, el joven con apenas 16 años no podía terminar de entender como toda su vida se había venido abajo en a penas minutos de una oscura y desafortunada noche de septiembre. Benito perdió la conciencia.
Debido a la posición social de la familia De Escalante y a algunos colegas del licenciado Gustavo De Escalante y Casas, los periódicos no publicaron más que una esquela recordando a “Gustavo de Escalante y Casas, padre de familia de Emilio e Irma De Escalante Rodríguez, esposo de Doña Beatriz Rodríguez Martínez, a quienes sobrevive el joven Benito De Escalante Rodríguez. Perdieron la vida durante un intento de robo a su propiedad. Qué en Paz Descansen…” el periódico daba información sobre los horarios de la novena que se ofrecería por el descanso eterno de la familia. La versión oficial de la historia fue esa. Benito único testigo y superviviente sabía que la realidad había sido otra, pero nunca hasta el día de su muerte quiso contar lo ocurrido. El relato de aquella oscura noche lo guardó en una caja junto a otra memoria oscura. La caja sólo decía: “no abran nunca esta caja de la media noche”. Clavado en ese baúl de madera estaba el arma homicida, una preciosa daga antigua con una empuñadura de fina manufactura que tenía el escudo de armas de la familia De Escalante.
El 6 de septiembre de 1986 el cuerpo del capitán del Heroico cuerpo de fucileros Benito De Escalante Rodriguez fue encontrado por su asistente doméstica en su casa en el barrio de Santa Catarina en la delegación Coyoacán, murió de causas naturales según lo indicado su certificado de defunción.
Su casa en el número 34 de la calle Francisco Sosa estuvo abandona muchos años. Las únicas visitas que recibía la propiedad eran el sin fin de curiosos y amantes de lo paranormal que se daban cita en las madrugadas para comprobar si el llanto de sangre de la virgen del Rosario, que se encontraba en un altar cubierto por las ramas y hojas de un antiguo árbol de aguacate, eran reales. O bien, si los lloros y quejas de dolor de una madre y sus hijos eran audibles entrada la media noche. O si el hombre de la capa se aparecía por aquella esquina a las 3 con 33 de la madrugada. Finalmente la delegación Coyoacán tomó posesión del inmueble y fue rentado como espacio para oficinas. En la oficina, que hoy es un estudio se encontró el baúl con la daga, donde escrita estaba la historia antes contada y una carta cerrada que decía “el niño”.
El niño 
Todas las tardes al volver del cuartel tenía la única certeza de que me encontraría al mocoso regordete jugando con sus amigos fuera de mi casa. Por años toleré que ese infeliz chamaco me imitara y me siguiera como marchando a mi lado, pidiendo tocar mi uniforme e ignorando mi atenta petición de que me dejara en paz. Pero yo nunca creí ser un asesino, odiaba a ese niño sí, pero nunca lo suficiente como para matarlo. Escribo esta confesión que espero no sea leída nunca, porque no puedo más con la culpa, pero sobre todo con la imagen maldita del escuincle regordete que me sigue a todos lados a donde voy.
El día 15 de septiembre de 1949, lo recuerdo pues volvía de la ajetreada jornada del desfile militar, toqué la puerta del número 15 de la privada Mondragón. Hasta ese lugar había seguido al condenado chamaco. Me atendió un señor, no tendría más de 40 años, con algo de sorpresa el muy maricón pensó que tenía algún problema que el ejercito iba a resolver. Le aclaré que mi visita tenía como objetivo resolver un asunto urgente. Quería saber si el niño malcriado y regordete era su vástago. Toda vez que el imbécil me confirmó que la dolencia ésa era su niño, le pedí que le ordenara que dejara de estarme fastidiando, le advertí que no quería volver a ver a su hijo y a su panda de amigos jugando cerca de mi propiedad nunca más. Tengo derecho a estar solo, a no escuchar el infernal chillido de esos mal nacidos cuando quiero retirarme a descansar. Como no podía ser de otra manera, me juró por su madre que la molestia no se repetiría, me ofreció pasar a su casa, tomar un café… nomás no me ofreció a su esposa porque no tuvo oportunidad. Le dije que lo único que quería de él era que su niño no me estuviera jodiendo y no se apareciera más por mi casa y mi calle. Se le pusieron sus ojos rojos y me extendió la mano, como si yo quisiera estrechar la mano sudada de un blandengue como ése, di la media vuelta y le dije: estás advertido, cabrón.
Antes de matarse mi padre me dio el mejor consejo de la vida: no traigas dependencia maldita a este mundo.
Ciertamente no tolero la compañía de mujeres que no sea por más de unas horas, desnudas y en la cama, como para qué carajos querría yo además a un niño.
El día 20 de septiembre de 1949, pasaban las 1800 horas cuando regresé de una caminata por el barrio. Ahí estaba ese engendro del demonio, jugando a las canicas en solitario. Le grité: “le advertí a tu padre que no quería volverte a ver aquí, mocoso”. Lleno de ira me abalancé hacía él. La cara de espanto que tenía la pequeña bestia ése era castigo suficiente. Pero aún hoy a tres años de lo que pasó no puedo entender lo que se apoderó de mí, ese día.
Todo lo que hice, si es que yo lo hice fue en calidad de espectador, cuando tomé al niño era para llevarlo de las orejas con el bueno para nada de su padre, con el afán de que le dieran una merecida chancliza, juro que esa era mi intención.
Primero le tomé de la oreja y cuando lo quise arrastrar el mocoso empezó a llorar. Ese tipo de mariconerías francamente me encabronan pero no como para tomarlo del cuello. Mis manos, las dos apretaron su cuello y cargaron al niño en la esquina de mi casa, parecía que se lo estaba entregando a la virgen, el olor de los orines de ese mocoso era penetrante, pero parecía que no me importaba que sus meados fueran a manchar mi uniforme, porque con los dos brazos lo cargué más hasta que escuché finalmente como el pescuezo le tronó. Juro que cuando volví en mí el niño estaba tirada burlándose de mí. Abrí el portón de mi casa y cuando iba a entrar a mi sala para tomarme un tequila escuché un golpe muy fuerte, era un coche que se había estampado contra el muro exterior de mi casa, abajo del coche estaba el cuerpo del mocoso ése… La cruz y la policía dijeron que el conductor tratando de esquivarlo se lo llevó y lo mató, pero yo sé que eso no fue así, como también sé que el empedrado de la calle no deja que los coches tomen mucha velocidad, no sé cómo es que el conductor de ese Cadillac también se murió.
Creo que estoy perdiendo la razón, pero también creo que la maldición de la que tanto hablaba mi padre es real. Juro por la memoria de mi madre que los acontecimientos de ese día me tuvieron como mero espectador, pero aún así no puedo quitarme de la cabeza la imagen de ese niño entre mis manos, sus ojos que se apagaron cuando le tronó el cuello. Todo lo demás que pasó ese día ya no sé si es verdad, o sólo un sueño. ¿Yo maté a ese niño? ¿Qué se apoderó de mí, llenando mi ser de tanta rabia? Ya no sé si es verdad, pero necesito limpiar mi conciencia.
Ese niño viene a joderme la existencia, todas las madrugadas a las 3 me levanto, lo quiera o no. También, lo quiera o no lo veo y lo escucho jugando con sus canicas en la esquina donde murió.

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2018.06.04 22:13 marco_pucela A2

Rareza 5★ - 6★
Oficio Androide ex-YoRHa
Rol Daño físico
Adquisición Invocación insólita
Limitadas
Exclusivas Global
Origen NieR:Automata
Género Femenino
Raza Máquina
No. 8062, 8063
Maestro Fiel Señor de las bestias
 
Una androide de un mundo lejano que recibe la denominación Tipo A2 de YoRHa. Se trata de un modelo ofensivo que hace uso de una serie de ataques a corta distancia que ya no se usan. Es uno de los prototipos de infantería oficiales de YoRHa, al igual que 2B y 9S. De hecho, su aspecto se parece bastante al de 2B. Hace ya bastante tiempo, el cuartel general del ejército la envió a una guerra de proporciones épicas para ponerla a prueba; sin embargo, se dice que más tarde acabó desertando tras abandonar su puesto.
 
Estadísticas
Rareza VIT PM ATK DEF MAG ESP
5★ 2840 148 118 109 65 93
6★ 3692 193 153 142 85 121
 
Aumento Máximo de Estadísticas
Rareza VIT PM ATK DEF MAG ESP
5★ 240 40 24 16 16 16
6★ 390 65 34 26 26 26
 
Resistencias:
Ninguna Fortaleza / debilidad Elemental innata.
Ninguna Fortaleza a estados Alterados Innata.
 
HABILIDADES
ESPECIALES
Activas 
Rareza Mínima Nivel Icono Nombre Efecto Golpes PM
5★ 1 - Provocar Aumenta ATQ (80%) al usuario y al enemigo por 3 turnos - 0
5★ 10 - Ataque en carrera Daño físico (x4) a un enemigo. Habilita Ataque pesado y Finalizador por 1 turno 7 45
5★ 49 - Barrido vertical Daño físico (x5) con retraso de salto (1 turno) a un enemigo D 30
6★ 45 - Barrido horizontal Daño físico (x2) e inflige parálisis (20%) a todos los enemigos 1 37
6★ 84 - Voluntad heredada Daña a un aliado su cantidad de VIT restante hasta 0. Restaura VIT/PM (100%) al usuario. Habilita Recuerdos heredados por 1 turno - 5
6★ 100 - Combo curativo-ofensivo Daño físico (x5) a 1 enemigo. Daño físico (x0.1) con drenaje de VIT (100%) a un enemigo 7 - 7 (14) 52
Pasivas 
Rareza Mínima Nivel Icono Nombre Efecto
5★ 23 - AutoEsquivar Aumenta la evasión física (20%). Aumenta la evasión mágica (10%)
5★ 23 - Evitar contraataque Posibilidad de contraatacar ataques físicos (30%) con Contragolpe
5★ 34 - Experto en espada C Aumenta ATQ (30%) y DEF (20%) al llevar espadas
5★ 68 - Experto en espada G Aumenta ATQ (50%) al llevar espada grande
5★ 77 - Maestro perforador Aumenta ATQ (30%) y ESP (20%) al llevar lanzas
5★ 80 - Reiniciar Posibilidad de ignorar daño fatal (80%) cuando VIT es superior al 10% (máximo 1 vez)
6★ 15 - Saqueo +8 Las piedras de EL llenan más EL (150%)
6★ 29 - Maestro del combate Aumenta el ATQ/VIT (30%) al llevar puños
6★ 59 - Atacante tipo 2 Aumenta el daño físico contra máquinas (100%)
6★ 77 - Dos armas Permite equipar 2 armas de una mano
Condicionales 
Condición Nombre Efecto Golpes MP
Activado por Ataque en carrera Finalizador Daño físico (x6) a un enemigo 1 60
Ataque pesado Daño físico (x3.3) a todos los enemigos 10 48
Activado por Voluntad heredada Recuerdos heredados Aumenta DEF (50%) por 5 turnos al usuario. Llena todo el EL - 0
Activado por Evitar contraataque Contragolpe Daño físico (x3) a un enemigo. Niega 2 ataques físicos recibidos por 3 turnos al usuario 1 -
 
 
ESTALLIDO LÍMITE
Rareza Nombre Efecto Golpes Coste
5★ Ráksasa Base: Daño físico (x2) a todos los enemigos. Aumenta ATQ (150%) por 4 turnos al usuario. Daña VIT (50%) del usuario por 4 turnos. Usuario brilla en tono rojizo 1 16
'' '' Máximo: Daño físico (x2,95) a todos los enemigos. Aumenta ATQ (200%) por 4 turnos al usuario. Daña VIT (40%) del usuario por 4 turnos. Usuario brilla en tono rojizo
6★ Ráksasa Base: Daño físico (x3.3) a todos los enemigos. Aumenta ATQ (200%) por 4 turnos al usuario. Daña VIT (30%) del usuario por 4 turnos. Usuario brilla en tono rojizo 1 18
'' '' Máximo: Daño físico (x4,5) a todos los enemigos. Aumenta ATQ (250%) por 4 turnos al usuario. Daña VIT (20%) del usuario por 4 turnos. Usuario brilla en tono rojizo
 
 
CITAS
Rareza Historia Fusión Despertar Invocación
5★ Una androide de un mundo lejano que recibe la denominación Tipo A2 de YoRHa. Se trata de un modelo ofensivo que hace uso de una serie de ataques a corta distancia que ya no se usan. Es uno de los prototipos de infantería oficiales de YoRHa, al igual que 2B y 9S. De hecho, su aspecto se parece bastante al de 2B. Hace ya bastante tiempo, el cuartel general del ejército la envió a una guerra de proporciones épicas para ponerla a prueba; sin embargo, se dice que más tarde acabó desertando tras abandonar su puesto. Perdón, soy un modelo antiguo. - Las formas de vida mecánicas no tienen alma. Haré que paguen por cada uno de mis amigos que han matado.
6★ Una androide de un mundo lejano. Antes pertenecía al ejército humano, pero acabó abandonando su puesto durante una batalla. A pesar de su deserción, se dice que aún sigue luchando contra las formas de vida mecánicas. Por otra parte, se trata de un modelo ofensivo que se desarrolló especialmente de cara a ataques cuerpo a a cuerpo. Además, su capacidad para entrar en modo "B", que aumenta enormemente su potencia de ataque durante un periodo breve de tiempo, la distingue del modelo 2B, que es más polivalente. Sus recuerdos... Residen en esta espada. No saldar una deuda no tiene excusa. Te ayudaré todo lo que pueda. -
 
Maestro Fiel:
Sigo viva... Lo siento. En cuanto se calmen las cosas, me iré por mi camino.
 
NOTAS
Estilo de juego
 
Trivia
 
 
Gracias a u/DaveZarek por proporcionar el formato.
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2017.11.23 07:56 trhowawaychi Empresa chafa continuación

Hace un tiempo pedí ayuda para ver qué se podía hacer con una empresa de reparación de computadoras que tenía mi equipo y no me lo había entregado en 8 meses, hoy me trajeron "mi equipo" a mi casa (por aquello de las molestias) y al revisarla me di cuenta que solo pasaron mi información a otra computadora más vieja, obvio los números de serie no coinciden y ésta es de 2009 cuando la que llevé era de 2011, le hablé al tipo y solo decía que él había rescatado el equipo y que pasara a su oficina para ver qué hacíamos y me colgó. Estoy que me lleva, ya quería olvidarme de éstos inútiles y ahora si irá un abogado a visitarlo, porque piensan que uno es pendejo y no se va a dar cuenta de que le dan gato por liebre. Por lo pronto la queja en Profeco sigue vigente y tengo cita en diciembre, espero que mi abogado pueda solucionar esto y que empresas cómo esta dejen de querer estafar a la gente que se gana lo suyo con esfuerzo y honestidad.
Edit: lo del gato por liebre, que sonaba raro.
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2017.08.15 01:39 metalcyborgkiller Algunas consideraciones al artículo de Juan Carlos Monedero sobre Venezuela realizadas por nuestro compañero de Podemos Jose Manuel González

Jose Manuel González 1 h ·
IMPERDIBLE ARTICULO DE JUAN CARLOS MONEDERO QUE SUSCRIBO EN CASI SU TOTALIDAD Y AL QUE APORTO ALGUNAS CONSIDERACIONES QUE CONSIDERO NECESARIAS Y QUE COMPARTO CON USTEDES
Muy buen artículo de Juan Carlos Monedero que por supuesto tiene más repercusión mediática ( por su prestigio intelectual y político) que lo que yo vengo escribiendo de una forma más modesta en todos los muros y redes en Defensa de la Revolución Bolivariana.
Por supuesto que mis lectores habituales en las redes, no pertenecen a ese sector de nuestro pueblo al que reiteradamente fustiga Monedero con:" hay gente que les cree" en este artículo.
Algunos (por lo informado que os tengo sobre Venezuela) pensareis que algunas apreciaciones se las he dictado yo😂😂😂 nada de eso, son simples coincidencias que demuestran (que al igual que yo), Juan Carlos tiene una magnífica y directa información sobre este tema.
Incluso viene exponiendo lo que nos jugamos los pueblos en Venezuela (y al igual que yo) compara la guerra mediática con la España del 36 y con el chile del 73
POR ESO QUIERO APORTAR ALGUNAS PUNTUALIZACIONES QUE CREO NECESARIAS Y ALGUNAS DISCREPANCIAS, (DESDE MI CARIÑO Y ADMIRACIÓN AL COMPAÑERO) A ESTE MAGNIFICO ARTICULO, QUE SUSCRIBO CASI EN SU TOTALIDAD Y QUE COMPARTO CON USTEDES
A estas 11 tesis que expone Juan Carlos Monedero en este imperdible artículo, creo (desde mi punto de vista) que le ha faltado aclarar algunos temas suficientemente y que no ha abordado quizás por no hacerlo demasiado largo.
Por esto desde mi modesta opinión, quiero puntualizar alguna cosas (a modo de complemento a este artículo) así como algunas pequeñas discrepancias desde mi respeto y admiración por mi compañero en Podemos.
Para ello voy a abordar punto por punto, algunas de sus tesis y mi aportaciones a estas:
En la tesis número 3 escribe Monedero:
"Maduro heredò...tras la caida de los precios de petroleo...."
Pienso que está caída, forma parte de la guerra económica desatada contra Venezuela y fue provocada por el imperio yanky ,lo mismo que provocó la caída del cobre, durante el gobierno de Salvador Allende y esta vez lo hizo (como siempre) utilizando a Arabia Saudita como "esquirol" que se lanzó a aumentar la producción de "motus propio"violando los acuerdos de la OPEP.
También creo que a estas alturas no cabe referirse a : "....la muerte de Chavez".... sino a la desaparición de Chávez, ya que hoy existen numerosas e irrefutables sospechas de que fue asesinado por el imperio y fundamento esta apreciación en las siguientes preguntas:
¿ Es casual que se desataran al mismo tiempo numerosos cánceres en presidentes de gobiernos progresistas de América Latina, tales como en Hugo Chavez (este según los médicos cubanos que le trataron fue extrañamente galopante) en ell presidente de Brasil: Luis Ignacio Lula, en el de Paraguay: Fernando Lugo, o en la presidenta de Argentina: Cristina Fernández de Kirchner?
Está última llego a declarar, que al farmacéutico al que ella solía acudir, le habían llamado desde la embajada yanqui en Buenos Aires para ver qué tratamiento estaba siguiendo.
¿Porque cuando la delegación de Chávez acude a la Asamblea General de Naciones Unidas,en el aeropuerto de Nueva York, le retuvieron dentro del avión presidencial a toda su delegación dejando bajar solo a el y ni siquiera a su médico personal?
¿Porque el edecán personal de Hugo Chávez, vive como testigo protegido en Estados Unidos???
Creo que cuando escribe: "se debilitó el lazo con Estados Unidos creándose la Unasur y la CELAC".... debería haber mencionado también a Petrocaribe, CARICOM y la que más le dolió al imperio (según mi punto de vista) La Alternativa Bolivariana para las Américas (ALBA) integrada por los gobiernos mas revolucionarios y antiimperialistas del continente y la prueba está en que el primer golpe de Estado qué programa el imperio bajo la presidencia de Obama, fue en Honduras contra el presidente Mel Zelaya, para que este país abandonase el ALBA.
En la tesis número 4,Juan Carlos Monedero dice: " ...las importaciones, los dólares preferenciales o las dificultades para frenar la corrupción, que desembocan en el desabastecimiento..."
Pienso que además de éstas, la principal causa del desabastecimiento (desde mi punto de vista),es la brutal guerra económica a qué sigue sometida Venezuela, por lo tanto creo, que debería de haber citado, que una de las causas del alza de los precios, es el acaparamiento por parte de las empresas distribuidoras,como por ejemplo: La POLAR (la mayor distribuidora en Venezuela),pues no debemos olvidar, que gracias a la inteligencia Popular Bolivariana, se descubrieron varios galpones(almacenes) clandestinos en todo el territorio, con varias toneladas de alimentos y otros artículos de primera necesidad, y todos sabemos que una ley básica del comercio, es que la escasez de productos,conlleva al alza de los precios.
Por otra parte, lo mismo que cita algunos ejemplos de problemas "mal resueltos por Maduro"....., creo que hay que citar también, los aciertos de éste en esta guerra económica, como:
La creación de los Comités locales de abastecimiento y producción (CLAP) qué es una medida revolucionaria, basada en el trabajo de las comunas, que producen y distribuyen sus productos entre el pueblo y entre las que debemos destacar: el CLAP pesquero, qué ya en 2016 distribuyó más de 650 toneladas de pescado en el país, o los CLAP textiles, que se encargan de confeccionar uniformes escolares o los agrícolas etc.
O el cierre de la frontera con Colombia, (que se vio obligado a abrir por presión del gobierno de ese país y en aras de buena convivencia y vecindad)que desde mi punto de vista se debía de haber mantenido hasta hoy, para evitar el sangrado económico de Venezuela por la especulación y el contrabando de las mafias pagadas por las distribuidoras de gasolina Colombianas, llevándose esta de Venezuela a bajo precio con fines especulativos.
En cuanto lo que escribe: "Maduro supo reeditar el acuerdo "Cívico-militar"..... "y que es la existencia de Estados Unidos como Imperio es lo que ha construido el Ejército venezolano"...
Aquí discrepo de mi amigo Juan Carlos Monedero, porque otros países del continente han sufrido más agresiones de Estados Unidos (a lo largo de su historia) qué Venezuela y sus ejércitos continúan siendo de extracción elitista y proclives al golpismo, solo en Bolivia (en el siglo XX) hubo 56 golpes de estado y en Brasil 10 por poner algunos ejemplos.
Para mí la diferencia (como ya he escrito varias veces) entre el Ejército Bolivariano y los demás ejércitos de América Latina, estriba en que éste es el único que no ha pasado por las Escuelas de las Américas de Panamá, dónde los Yankees (con asesores de la Alemania nazi) instruían a cuadros militares del continente en el golpismo,en la lucha contrainsurgente, en las torturas, asesinatos y desapariciones de líderes sociales. Ejemplo el asesinato del Che.
Además la mayoría de los cuadros del Ejército Bolivariano, no proceden de élites oligárquicas o burguesas, como los del resto del continente y la es que Hugo Chávez era hijo de maestros de escuela y el traidor Raul Baduel (ex-general) hijo de un betunero.
En cuanto lo que dice Juan Carlos Monedero:
" y por eso es aún más patético escuchar al demócrata Felipe González pedir a los militares venezolanos que de un golpe contra el gobierno de Nicolás Maduro"
Yo digo que eso es coherencia política pues a los que le conocemos bien (desde que estaba estudiando Derecho) no nos ha engañado nunca
Ya que este elemento como agente de la CIA, desde que lo captaron para organizar el Congreso de Suresnes, y es un peón fundamental de la estrategia que esta agencia Norteamericana diseñe contra cualquier gobierno progresista o revolucionario, por eso desde siempre ha jugado y juega un papel beligerante contra la Revolución Bolivariana por eso recientemente (quizás por orden de la CIA) obtuvo la nacionalidad colombiana y por eso esto lo oculta la falsimedia española. (leer: “La CIA en España” de Grimaldo o “Soberanos e intervenidos” de Joan Garcés).
En cuanto a la tesis número 5
Ya escribí antes,que desde mi punto de vista, el hundimiento de los precios del petróleo forma parte de la estrategia imperial en la guerra económica contra Venezuela.
Y ahora añado, que el haber frenado la caída de estos precios y el repute de los mismos, es también un logro de Nicolás Maduro en la reunión que mantuvo en mayo de este año con la OPEP, pues èste llevaba la propuesta de recortar la producción para mantener estabilizados los precios del Petroleo, propuesta aprobada por un tiempo y con la oposición (como siempre de Arabia Saudita) recuerdo a tal efecto una reunión de la OPEP donde casi llegan a las manos Hugo Chávez y el monarca saudì, cuando el primero propuso que el dólar dejase de ser la moneda de transacción petrolera.
Respecto a la tesis numero 7
Suscribo todo lo escrito por Monedero, pero creo que es necesario puntualizar, que la estrategia imperial para invadir Venezuela, sigue al pie de la letra las directrices del senador de Estados Unidos y ponente del Plan Colombia Paul Coverdell quien dijo: "que para controlar a Venezuela, es indispensable ocupar militarmente a Colombia".
Y cuyo resultado fue la instalación en ese país siete bases norteamericanas.
Por eso recientemente el director de la CIA Michael Richard Pompeo, reveló recientemente la realización de una serie de reuniones con Colombia y México para evaluar las maniobras que supuestamente serán aplicadas desde estas naciones para “lograr un mejor resultado” con el fin de lograr un cambio de gobierno en Venezuela.
Y como he manifestado en varias ocasiones,creo que los acuerdos de paz con las FARC forman parte de esta estrategia imperial contra la revolución bolivariana.
Y fundamento esta apreciación personal en las siguientes preguntas:
¿Cómo explicar que tras mas de 50 años de lucha revolucionaria en Colombia (y donde siempre se abortò por parte de los distintos gobiernos, todos los acuerdos de paz con las FARC) ahora un oligarca como Juan Manuel Santos,que fue ministro de defensa de Uribe Vélez,que bombardeó una zona de Ecuador (sin consultar a Rafael Correa) para asesinar al dirigente de las FARC Raúl Reyes y que incursionó también en Venezuela (sin permiso de Chávez) para detener al también dirigente de las FARC Rodrigo Granda (lo que ocasionó un incidente grave con estos gobiernos) para entregárselo a los Yankees, haya conseguido este acuerdo, aún habiendo perdido el referéndum sobre los acuerdos de Paz ?
¿ Por qué tanta prisa?
Pienso qué Santos, no actúa de "motus propio" pues los gobiernos colombianos, siempre cumplen órdenes imperiales, por eso (desde mi punto de vista) para una posible invasión de Venezuela desde territorio colombiano, era urgente y necesario neutralizar a los insurgentes colombianos.
¿Es ajena la CIA a que las FARC haya aceptado el desarme unilateralmente, sin que también se hayan desarmados los paramilitares colombianos?
Mi conclusión es que Nicolás Maduro tras múltiples intentos de diálogo con la oposición que no fructificaban por la división de ésta, ha tenido una visión política tremenda cuando decidió en aras de la Facultad de que le otorgaba el artículo 348 de la Constitución, la convocatoria de una Asamblea Nacional Constituyente ante el desacato de la mayoría opositora en la Asamblea Nacional.
Y llegados a este punto, considero que es necesario explicar qué es la Asamblea Nacional Constituyente en Venezuela, para ello transcribo literalmente, los artículos referentes a este tema, del ejemplar que figura en mi poder, (regalado y firmado por Hugo Chávez cuando estuvo en Madrid) de la actual Constitución de la República Bolivariana de Venezuela:
Capítulo III. De la Asamblea Nacional Constituyente
Artículo 347. EL pueblo de Venezuela es el depositario del poder constituyente originario. En ejercicio de dicho poder, puede convocar una Asamblea Nacional Constituyente con el objeto de transformar el Estado, crear un nuevo ordenamiento jurídico y redactar una nueva Constitución.
Artículo 348.La iniciativa de la convocatoria de la Asamblea Nacional Constituyente podrán tomarla el Presidente o Presidenta de la República en Consejo de Ministros; la Asamblea Nacional mediante acuerdo de las dos terceras partes de sus integrantes; los Consejos Municipales en cabildos, mediante voto de las dos terceras partes de los mismos; o el quince por ciento de los electores inscritos y electoras inscritas en el Registro Civil y Electoral.
Artículo 349. El Presidente o Presidenta de la República, no podrá objetar la nueva Constitución.
Los poderes constituidos no podrán en forma alguna impedir las decisiones de la Asamblea Nacional Constituyente.
Una vez promulgada la nueva Constitución, esta se publicará en la Gaceta Oficial de la República Bolivariana de Venezuela o en la Gaceta de la Asamblea Nacional Constituyente.
Artículo 350. El pueblo de Venezuela, fiel a su tradición republicana, a su lucha por la independencia, la paz y la libertad, desconocerá cualquier régimen legislación y autoridad que contraríe los valores, principios y garantías democráticos o menoscabe sus derechos humanos.
La recién electa Asamblea Nacional Constituyente,la conforman actualmente 538 miembros que según las bases comiciales publicadas por Consejo Nacional Electoral (CNE) 364 constituyentes serán territoriales, ocho indígenas y 173 miembros sectoriales: estudiantes (24), campesinos y pescadores (8), empresarios (5), personas con discapacidad (5), pensionados (28), consejos comunales (24) y trabajadores (79).
En la sesión inagural de la ANC el 4 de Agosto,Nicolás Maduro en aras de sus funciones como presidente, propuso a ésta como objetivos programáticos los siguientes temas de trabajo:
Reafirmar los valores de la justicia, ganar la paz y aislar a los violentos en una constituyente para la paz.
Ampliar el sistema económico venezolano para dejar un sistema económico post petrolero.
Constitucionalizar las misiones y grandes misiones creadas por Hugo Rafael Chavez Frias
La justicia, el sistema judicial y penitenciario, la guerra contra la impunidad, el terrorismo, el narcotráfico. Aumentar las penas para una justicia severa.
Constitucionalizar las comunas y los consejos comunales para llevarlos al rango constitucional más alto por ser nuevas formas de la democracia participativa y protagónica.
La defensa de la soberanía nacional y el rechazo al intervencionismo.
Nueva espiritualidad cultural y venezolanidad, el carácter pluricultural y la identidad cultural.
Derechos y deberes sociales, educativos y culturales de la juventud venezolana.
El cambio climático, el calentamiento global y la sobrevivencia de la especie en el planeta.
Tras la Constitución de la Asamblea Nacional Constituyente (que incluso trabajó el domingo 6 de agosto) esta se ha marcado dos objetivos urgentes y prioritarios, el primero reemplazar en el cargo (por el que era Defensor del Pueblo Tarek William Saab) a la fiscal general Luisa Ortega, a la que se le ha prohibido salir del país, por el proceso abierto contra ella por sus casos de corrupción y que en connivencia con el imperio, era el tapón que impedía abrir procesos judiciales contra los responsables de 167 asesinatos víctimas de las “guarimbas”(terrorismo) desde el 6 de abril hasta el 4 de Agosto y que ya está dando resultados efectivos,con la reciente detención de los asaltantes del fuerte Paramacay en el estado de Carabobo y por ahora se acabaron las “guarimbas”,en el momento que ha desaparecido la protección de inmunidad que de hecho recibían de la fiscal general.
Y el segundo objetivo es detener y quizás acusados de crímenes de lesa humanidad a los especuladores que están acaparando y especulando con los precios y que al día siguiente del triunfo del pueblo en la elección de la Asamblea Nacional Constituyente, triplicaron los precios de algunos artículos de primera necesidad como “castigo al pueblo por su “osadia”de darle a la ANC mas de ocho millones de votos”.
Tras estos objetivos prioritarios elaborarán un proyecto de modificación de la Constitución actual para mejorarla en favor de los más desfavorecidos y posiblemente incluir temas que no recogia la del 2000.
Y sí ya de por si la Constitución del 2000, era considerada una de las mejores del mundo, recordemos cómo esta Constitución además de los tres poderes de Montesquieu (ejecutivo,legislativo y judicial) tiene además el Poder Ciudadano y el Poder Electoral.
Imaginèmonos cómo será la que se elabore ahora, una vez discutida por todos los sectores del pueblo y que tras ser sometida a referéndum, entre otras cuestiones elevará a rango constitucional,las conquistas sociales conseguidas hasta ahora por la Revolución Bolivariana a través de sus diversas “misiones” para que nunca puedan ser arrebatadas al pueblo.
Este gran avance revolucionario,(desde mi punto de vista)supone una auténtica revolución cultural en Venezuela y una profundización en la democracia participativa Bolivariana y reafirma en la práctica,la frase de León Troski: "de que toda revolución necesita el látigo de la contrarrevolución" para avanzar en sus logros.
Recordemos también,que en las democracias representativas, propias de los sistemas burgueses y capitalistas, los parlamentos en su mayoría están integrados por un solo partido bicèfalo (aunque le llamen bipartidismo) que defiende los intereses de la oligarquía y los poderes económicos.
Y que en estas democracias, el ciudadano delega su voto y por lo tanto su capacidad de decidir,en unos representantes de partidos políticos,cuyas listas son elaboradas por poderes normalmente económicos que les financian las campañas electorales (el que paga exige) a cambio de determinadas prebendas que por lo general suelen estar ligadas a las áreas económicas y jurídicas para mantener sus privilegios de clases. Esto demuestra que en las democracias representativas el ciudadano vota, pero no elige.
Por eso en nuestro país, PODEMOS es el enemigo a batir por la oligarquía y sus medios, porque rompemos sus esquemas tradicionales de financiación y elección de candidatos por lo cual,ellos no pueden manipularnos ni someternos a sus intereses clasistas.
Por esto cada cierto tiempo (en España cada 4 años) y al no existir revocabilidad de los cargos, se permiten incumplir sus promesas electorales ya que sólo se ocupan del pueblo en las campañas electorales.
Sin embargo (como he expuesto antes,sobre la composición de la Asamblea Nacional Constituyente)en las democracias participativas, el pueblo no delega su representatividad en unos politiqueros o politicastros (que viven de la politiquería) sino que se representa a sí mismo mediante delegados elegidos directamente por ellos y que pueden ser destituidos al incumplir sus promesas sin tener que esperar al final de la legislatura (lo presencié en Cuba en una asamblea vecinal) y donde los diversos colectivos sociales participa activamente mediante reuniones y asambleas en las propuestas y decisiones políticas.
Y además la Constitución actual venezolana, establece que a la mitad del mandato, todos los cargos pueden ser revocados por el pueblo (repito) si han incumplido lo prometido,esto también lo tienen la Constitución cubana, pero sin tener que esperar (como he escrito antes) a la mitad del mandato.
Esto explica la reacción imperial y sus lacayos (a través de sus medios) a la profundización de la Revolución Bolivariana mediante la ANC y lo explica el miedo a que otros pueblos del mundo sometidos a las doctrinas neoliberales,imiten al pueblo venezolano y acaben con sus privilegios clasistas amparados por unos regímenes a los que consideran eternos.
Y la reacción imperial también lo explica los resultados electorales de del 30 de Julio con más de ocho millones de votos en apoyo de la ANC a pesar del terrorismo para amedrentar a los votantes que desafiaron ríos crecidos montañas y tiroteo para ejercer su derecho al voto y a pesar de que en 3 distritos en manos de la oposición no permitieron que la gente saliesen a votar.
Repito esta derrota masiva de la oposición alentada por el imperio y sus medios, ha frenado en seco el terrorismo foquista que el imperio y sus mercenarios estaban desarrollando en Venezuela.
Y esta derrota ha propiciado la división entre los miembros de la MUD,ya que unos son partidarios (y se van a presentar a las próximas elecciones de octubre a gobernadores y a alcaldes lo que de facto supone reconocer ahora el mismo Comité Nacional Electoral que antes negaban) y otros por el contrario,quieren seguir cumpliendo las órdenes del imperio norteamericano, de ahí el cabreo del emperador Yankee.
Estos últimos días hemos visto como incluso este “Cesar Imperial” (títere de los lobbies sionistas y del complejo tecnológico militar e industrial de EE.UU.) ya habla abiertamente de invasión militar de Venezuela, ya veremos si se atreve, pues (como he expresado varias veces) la revolución cubana (que ya derrotó al imperio en Playa Girón y en Angola)estoy seguro no iba a dejar solo al pueblo bolivariano y la intervención cubana llevaría la guerra a su propio territorio (recordemos que Cuba está solo a 90 millas de EE.UU.) y a esto le tienen pánico los yankys y lo vemos recientemente en las bravatas que ha lanzado el títere imperial contra Corea del Norte y que inmediatamente han sido corregidas por un alto jefe militar del pentágono manifestando su temor a que un misil nuclear coreano pueda alcanzar territorio de EE.UU.
Y como he manifestado varias veces también, una intervención en Venezuela convertiria el hemisferio en otro Vietnam como vaticinó el Che, ya que los pueblos latinoamericanos no lo consentirían de ahí la reacción de todas las instituciones y gobiernos latinoamericanos, tras las declaración de Trump, por el temor que tienen a que una posible vietnamización del continente se lleve por delante a los gobiernos títeres imperiales, como sucedió con Vietnan del Sur.
Y como he escrito varias veces, para someter a un pueblo no vale destruirlo desde el aire, hay que poner los pies en el suelo y la historia lo demostró en Vietnam que la guerra de todo el pueblo es una guerra asimetrica para la que no están preparados los ejércitos profesionales,ya que cada combatiente revolucionario luchando por una causa justa, equivale a varios mercenarios que temen morir por perder su sueldo y por eso muchos desertaron en Vietnam.
Por eso concluyo diciendo lo que tantas veces he escrito, que hoy la tarea fundamental de toda persona decente, al igual que en 1936 en España y 1973 en Chile es defender la Revolución Bolivariana como alternativa al neoliberalismo y ante esto no valen medias tintas.
Pues desde hace tiempo vengo observando cómo están surgiendo otra vez los "NI-NI" al igual que pasó cuando la invasión de Irak de Libia o Siria que estos solían decir: “NI con Saddam Hussein NI con el Imperio”.... “NI con Gadafi NI con el Imperio”...etc.
Y desde mi punto de vista, esto se llama cobardía política “disfrazadas de aparente neutralidad” lo que de alguna forma convierte a estos NI-Nis en cómplices imperiales por inanición ya que nunca condenan al agresor.
Pues colocan en el mismo plano al agresor y agredido, por lo tanto para mí son meros cómplices pasivos.
Y como tengo claro donde están mis intereses de clase y mi deber como revolucionario es defender siempre a los oprimidos y a los gobiernos que defienden nuestros intereses, hago mía la frase de Fidel como homenaje a su 91 aniversario:
“El verdadero hombre,no piensa de que lado se vive mejor, sino donde está el deber”
Y mi deber está hoy en defender la revolución Bolivariana y por eso termino este largo artículo con el grito:
¡ VIVA LA REVOLUCION BOLIVARIANA !
¡ABAJO EL IMPERIO YANQUI Y SUS LACAYOS¡
¡ EN VENEZUELA NO PASARAN !
(José Manuel González 13 08 2017 en el 91 Aniversario del inmortal Fidel)
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2016.12.04 05:28 EnciclopedistadeTlon Domingo de lectura 25: Echeverría, Wikipedia, Gaiman, Almafuerte y Aung Than

La idea es que cada domingo elijamos al azar textos del documento online en el que cargo las sugerencias de todos
Los textos de este domingo: Tirada de números.
1) Ficción breve: “El matadero” de Esteban Echeverría (PDF), sugerido por Iamnotgoingtoremembe.
Esteban Echeverría (1805-51) fue un escritor, poeta y activista político argentino, que introdujo el Romanticismo en su país y perteneció a la Generación del 37. Es una figura emblemática de la literatura argentina del siglo XIX, recordado especialmente por su cuento “El matadero” y su poema narrativo La cautiva.
 
2) No-ficción breve: Artículo “Argentina” (enlace para móvil) de Wikipedia.
Wikipedia (2001) es una enciclopedia libre, políglota y editada colaborativamente. Es administrada por la Fundación Wikimedia, una organización sin ánimo de lucro cuya financiación está basada en donaciones.
 
3) Microrrelato: “Pasteles de bebé” de Neil Gaiman, sugerido por SocotrocoVerde.
Neil Gaiman (1960) es un autor inglés de historietas, novelas, cuentos y guiones para cine y televisión. Entre sus creaciones más conocidas están la serie de comics The Sandman y las novelas Stardust, American Gods, Coraline y El libro del cementerio. Frecuenta los géneros de fantasía, terror y ciencia ficción.
 
Pasteles de bebé
Hace unos años todos los animales se fueron.
Nos despertamos una mañana y ya no estaban allí. Ni siquiera nos dejaron una nota o nos dijeron adiós. Nunca acabamos de entender adónde se habían ido.
Los echábamos de menos.
Algunos pensamos que el mundo se había acabado, pero no era así. Sencillamente, no había más animales. Ni gatos ni conejos, ni perros ni ballenas, ni peces en los mares, ni aves en los cielos.
Estábamos completamente solos.
No sabíamos qué hacer.
Vagamos perdidos un tiempo y entonces alguien señaló que, sólo porque ya no había animales, no teníamos por qué cambiar nuestras vidas. No teníamos por qué cambiar nuestras dietas o dejar de poner a prueba productos que podrían hacernos daño.
Después de todo, aún quedaban los bebes.
Los bebés no saben hablar. Apenas se pueden mover. Un bebé no es una criatura racional y pensante.
Hicimos bebés.
Y los usamos.
Algunos nos los comimos. La carne de bebé es tierna y suculenta.
Los despellejamos y nos decoramos con su piel. El cuero de bebé es suave y cómodo.
Con otros hicimos pruebas.
Les sujetamos los ojos abiertos con cinta adhesiva y vertimos detergentes y champús dentro, de gota en gota.
Los cubrimos de cicatrices y los escaldamos. Los quemamos. Los sujetamos con abrazaderas y colocamos electrodos en sus cerebros. Hicimos injertos y los congelamos e irradiamos.
Los bebés respiraban nuestro humo y en sus venas corrían nuestras medicinas y drogas, hasta que dejaban de respirar o hasta que la sangre les dejaba de correr.
Fue duro, desde luego, pero era necesario.
Nadie podía negarlo.
Si habían desaparecido los animales, ¿qué otra cosa podíamos hacer?
Algunas personas se quejaron, por supuesto. Pero la verdad es que siempre lo hacen.
Así que todo volvió a la normalidad.
Pero...
Ayer, todos los bebés habían desaparecido.
No sabemos adónde se fueron. Ni siquiera los vimos marcharse.
No sabemos qué vamos a hacer sin ellos.
Pero ya se nos ocurrirá algo. Los seres humanos son listos. Es lo que nos hace superiores a los animales y a los bebés.
Ya encontraremos una solución.
Búsqueda de Google Imágenes: Baucis Calvino.
 
4) Poesía: Siete sonetos medicinales (PDF) de Almafuerte, sugerido por satanicodrcadillac.
Pedro Bonifacio Palacios (1854-1917), alias Almafuerte, fue un maestro, periodista y poeta argentino. Exaltó a las clases humildes y despreció a los literatos. Su tono profético y agresividad impetuosa le valieron prestigio popular pero su habilidad poética fue cuestionada por los críticos. Se lo considera exponente de un Romanticismo tardío popular.
 
Pongo los dos primeros sonetos, el resto los pueden encontrar en el PDF.
 
¡Avanti!
 
Si te postran diez veces, te levantas
otras diez, otras
cien, otras quinientas...
No han de ser tus caídas tan violentas
ni tampoco por ley, han de ser tantas.
 
Con el hambre genial con que las plantas
asimilan el humus avarientas,
deglutiendo el rencor de las afrentas
se formaron los santos y las santas
 
Obsesión casi asnal para ser fuerte,
nada más necesita la criatura.
y en cualquier infeliz se me figura
que se rompen las garras de la suerte...
 
¡Todos los incurables tienen cura
cinco segundos antes de la muerte!
 
 
¡Piú avanti!
 
No te des por vencido, ni aun vencido,
no te sientas esclavo, ni aún esclavo;
trémulo de pavor, piénsate bravo,
y arremete feroz, ya mal herido.
 
Ten el tesón del clavo enmohecido,
que ya viejo y ruin vuelve a ser clavo;
no la cobarde intrepidez del pavo
que amaina su coraje al primer ruido.
 
Procede como Dios que nunca llora,
o como Lucifer que nunca reza,
o como el robledal, cuya grandeza
necesita del agua y no la implora...
 
¡que muerda y vocifere vengadora
ya rodando en el polvo tu cabeza!
 
5) Historieta: Selección de viñetas de *Zen Pencils* de Gavin Aung Than.
Gavin Aung Than es un historietista e ilustrador australiano. Es conocido por su blog ilustrado Zen Pencils, en el que adapta célebres citas inspiracionales en viñetas.
 
 
P.D.: Para la persona que comentó el thread del domingo pasado pero se quedó sin respuesta, no puedo ver tu comentario, debés estar shadowbaneado.
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2016.07.06 10:28 EDUARDOMOLINA Cuadros intermedios del PSOE impulsan una tercera vía liderada por el diputado Ignacio Urquizu. Consideran que ni Sánchez ni Susana Díaz son la mejor alternativa para liderar el futuro del partido y tampoco ven conveniente un liderazgo "de transición".

http://www.infolibre.es/noticias/politica/2016/07/06/cuadros_intermedios_psoe_impulsan_tercera_via_liderada_por_urquizu_52114_1012.html
" Ni Pedro Sánchez ni Susana Díaz. Un grupo de cargos intermedios del PSOE trabaja para articular una tercera vía liderada por Ignacio Urquizu, diputado electo por Teruel, de cara al próximo Congreso Federal del PSOE en el que se elegirá al nuevo secretario general. Entre los impulsores figuran miembros de distintas federaciones socialistas, varios diputados electos el pasado 26J y también algún europarlamentario. Comparten un "componente generacional" y un deseo de renovar el partido.
Urquizu (Teruel, 1978) es doctor en Sociología y profesor en excedencia de la Complutense. Colaboró con la Fundación Alternativas, donde fue subdirector del área de Estudios de Progreso. En 2015 coordinó el seminario de análisis político de Metroscopia antes de convertirse, en mayo, en candidato a diputado al Parlamento de Aragón. Fue el número tres por Teruel y logró acta. En septiembre dejó la Cámara autonómica y pasó al Senado. Tras su breve paso por la Cámara alta fue elegido en cabeza de lista al Congreso por Teruel en las generales del 20D y el 26J. En ambas ocasiones obtuvo escaño.
Las fuentes consultadas por este diario apuntan que en las últimas semanas se han celebrado una serie de reuniones para comprobar "con qué apoyos podría contar" una hipotética candidatura a la Secretaría General liderada por Urquizu. En cualquier caso, cuadros próximos al diputado aragonés insisten a este diario en que la iniciativa está en una fase "incipiente" y que la decisión de competir en el cónclave no se ha tomado todavía: "Puede que las conversaciones no cuajen en nada". Eso sí, subrayan que ni el actual secretario general ni la presidenta andaluza representan la mejor opción para liderar el futuro de los socialistas.
Este martes infoLibre contactó con Ignacio Urquizu para pedir su valoración sobre la gestación de esa tercera vía. El parlamentario socialista declinó hacer ninguna declaración en torno al tema porque "faltan meses para que se celebre el congreso del partido". Además, señaló que ahora lo fundamental es resolver la cuestión de la "gobernabilidad" tras las elecciones generales del 26J, cuyos resultados se analizarán en el Comité Federal que se celebrará este sábado.
Renovación generacional
Para los promotores de esta vía, Sánchez y Díaz no son las personas idóneas para dirigir el PSOE. En el caso del actual secretario general, uno de los motivos son sus resultados electorales. Sánchez tomó las riendas del partido en julio de 2014, justo después de las elecciones europeas en las que los socialistas obtuvieron un 23% de los votos. En los comicios locales de mayo de 2015 el partido subió ligeramente hasta el 25%. En las generales del 20D y el 26J, con Sánchez como cabeza de cartel, cayó hasta el 22% y el 22,7%, su mínimo histórico.
A estos datos se suma, según comentan varios cargos a este diario, la "cada vez mayor oposición interna" que tiene el secretario general en el seno del PSOE. Desde su ascenso a la Secretaría General el liderazgo de Sánchez ha estado cuestionado en varias ocasiones. Las últimas semanas de especial tensión se sucedieron después de las generales de diciembre.
En el caso de Susana Díaz, los impulsores de la tercera vía indican que es un "valor importante" para el partido, pero consideran que su "concepto de España y su idea de liderazgo quizá no se corresponde con la sociedad actual", de carácter más "urbano y tecnológico". Estas voces recuerdan que si decidiera dar el salto a la política nacional se enfrentaría a las dificultades de tener que hacer oposición sin ser diputada, lo que podría complicar su proyección pública.
Dichas fuentes agregan, finalmente, que con la salida de Susana Díaz de la Junta de Andalucía podría darse "una situación complicada" en esa comunidad. Ciudadanos, socio de Gobierno del PSOE andaluz, ha advertido de que habría que renegociar el acuerdo por el que invistió a Díaz si esta diera el salto a la política nacional. "Al final podría acabar perdiendo en Madrid y en Andalucía", resumen fuentes socialistas.
Un liderazgo de futuro
Los miembros de esa tercera vía consultados por infoLibre apuntan que una de las posibles opciones de cara al Congreso Federal sería la de Javier Fernández, el presidente del Principado de Asturias y líder de los socialistas en esa comunidad. Fernández es un hombre ampliamente respetado en el partido, y tampoco es esta la primera ocasión en la que se especula con su nombre como candidato a liderar el partido.
Quienes trabajan en activar la opción de Urquizu consideran, sin embargo, que elegir a Fernández sería una maniobra similar a la adoptada en el congreso del PSOE de Sevilla, celebrado en 2012, cuando Rubalcaba se impuso por estrecho margen a Carme Chacón. Aquella decisión se entendió como la victoria de un líder "de transición". Javier Fernández, a juicio de varios cuadros medios consultados por este diario, representaría ahora un valor similar, "y el PSOE no puede estar en constante transición", añaden.
Ese es el estado en el que se encuentra el partido desde que José Luis Rodríguez Zapatero anunciara su salida. Precisamente la forma en la que se ha comenzado a articular la tercera vía que podría representar Urquizu recuerda al surgimiento de Nueva Vía, el grupo de jóvenes socialistas en el que figuraban, entre otros, Trinidad Jiménez, y que aupó a Zapatero a la Secretaría General en 2000, tras la dimisión de Joaquín Almunia y frente a José Bono, al que derrotó por sólo nueve votos.
Congreso sin fecha
Los partidarios de Urquizu admiten que, incluso si se decidiera a dar un paso adelante, se enfrenta a varias dificultades. La principal, en palabras de un cargo regional, que "para ir a un congreso se necesita poder territorial". El grueso de los impulsores de esta tercera vía son cuadros intermedios del partido, y para que la posible candidatura ganara opciones requeriría del respaldo barones autonómicos.
El congreso federal del PSOE sigue por ahora sin fecha tras ser objeto de tensiones en el pasado reciente. En realidad, debería haberse organizado como tarde en febrero de 2016, cuatro años después del ganado por Rubalcaba. Inmediatamente después de las elecciones del 20D, surgieron voces en el partido que reclamaron su celebración en las fechas en las que tocaba. La dirección federal, en cambio, logró imponer su criterio de elegir al nuevo secretario general cuando se considerara oportuno a la vista del "contexto político".
El cónclave llegó incluso a tener una fecha provisional: la dirección del partido y los barones acordaron, a finales de enero, celebrarlo entre el 20 y el 22 de mayo. Sin embargo, la imposibilidad de formar Gobierno y la repetición de las elecciones derivó en un nuevo aplazamiento. A principios de abril, el Comité Federal aprobó por unanimidad postergar la cita sin fecha fija y hasta que haya un Ejecutivo. De acuerdo con el reglamento de congresos del PSOE, la convocatoria debe producirse como mínimo con dos meses de adelanto sobre la fecha de celebración.
En Ferraz barajan ahora la posibilidad de celebrar el congreso en octubre, aunque ese mes es probable que se celebren las elecciones autonómicas vascas y gallegas, lo que podría complicar el calendario. Pero se han producido tantos cambios en este asunto, siempre ligados a las batallas internas entre Pedro Sánchez y Susana Díaz, que nadie se atreve a hablar con seguridad sobre la fecha."
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2016.07.03 14:41 Cordura2015 Podemos: ¿El rey va desnudo?

Modesta aportación, analítica pero cordial, al presente debate en Podemos sobre las causas del batacazo del 26J, en el marco de nuestra serie sobre la naturaleza de esta formación política. Además, sin ánimo acusador pero sin tabúes, se sugiere un revulsivo. «La confluencia se ha revelado como el camino correcto» (Pablo Iglesias, secretario general de Podemos). «Ciertamente, el acuerdo [con Izquierda Unida] no parece haber funcionado» (Íñigo Errejón, secretario político de Podemos). Aquí no se trata de avivar la “guerra” –mediática– entre pablistas y errejonistas. Se parte de reconocer la inmensa valía de los dos compañeros así aludidos y la necesidad de que sigan juntos, aportando su sapiencia al proyecto. Como se verá, la tesis aquí sostenida da la razón a la anterior cita de Pablo frente a la de Íñigo, lo que no implica ningún sí incondicional al primero.
¿Fracasó la coalición?
A efectos didácticos, a continuación ofrecemos esquemáticamente nuestra tesis1 y reservamos el primer comentario del hilo para ampliarla mediante notas a pie: 1. La coalición con Izquierda Unida (IU) funcionó en grado relevante: gracias al número de escaños (69 + 2 = 71), Podemos camufló su bajada e IU los aumentó de 5 a 8. 2. Téngase en cuenta, además, que la base principal de la comparación para medir la bondad o no de la coalición [email protected] Podemos (UP) no puede ser el 20D sino las expectativas electorales de las semanas previas a la constitución de aquella (cuyo preacuerdo llegó el 9 de mayo). 3. En esas semanas, ateniéndonos a las encuestas, Podemos podía perder incluso más de 20 de los 69 diputados del 20D.2 Quizá, partiendo de esa base, 2 más 2 sí fueron 4. 4. Podemos había nacido como un partido transversal, lo que le llevó a rechazar tajantemente coaligarse con IU en aquellas elecciones.3 La confluencia general de cara al 26J se explica necesariamente, desde el lado de Podemos, por las pobres perspectivas que le auguraban los sondeos. 5. El millón largo de votos perdidos, que sin duda ha supuesto un fracaso para UP, habrá que explicarlo no tanto por la confluencia en sí como por los antecedentes de la misma y factores similares.4
¿Qué es lo que falló?
Por supuesto, lo anterior no niega que, en comparación con los resultados del 20D, Podemos ha fracasado el 26J. Sin embargo, nos ayuda a comprender por qué no sobrevino un escenario cercano a la debacle, aunque sí un alarmante desplome (en votos). Como ya hemos apuntado, para averiguar los principales motivos del mismo hay que remontarse a los meses previos al surgimiento de UP, y especialmente a la minilegislatura fruto del 20D. Veámoslo: 1. El concepto clave es desgaste. Pero, como vamos a ir viendo, resulta demasiado amplio. Para empezar, hay que relacionarlo con la imagen de Podemos y con quien más la ha nutrido: su secretario general. 2. Pablo Iglesias tiene rasgos de líder nato. Es activo, rompedor, con gancho y singular capacidad de arrastre; también es, y sobre todo resulta, demasiado polémico, lo que en parte se debe a las características del proyecto Podemos, enfrentado al establishment, pero también a su propia personalidad. 3. El colmo ha sido la manida pero incuestionable sobreexposición mediática de Pablo (de la que se lleva hablando más de año y medio –ejemplo–, sin que nunca se corrigiera). 4. Por genial que sea el personaje, nadie es perfecto, y tanta presencia en los medios provoca saturación en la audiencia y propicia la multiplicación de errores y defectos5 en la transmisión del mensaje. El resultado es hartazgo y pérdida de credibilidad. El protagonista se acaba quemando y, lo que es peor, tiende a quemar también el proyecto.6 5. Volviendo a la breve legislatura pasada, parece indudable que, aun cuando Podemos fue más honesto y coherente al buscar pactos que sus rivales directos (PSOE y Ciudadanos), en ella prevaleció el relato de estos últimos (pero no sin graves errores de imagen de Pablo Iglesias y los suyos, pese a conocer la importancia de la percepción pública de sus actos). 6. Para comprender aún mejor el batacazo, es necesario remontarse todavía más atrás: a la precampaña del 20D, hace ya un año, cuando Pablo Iglesias empleaba palabras gruesas refiriéndose a IU.7 Alguien previsor y que conoce la importancia de las emociones nunca debería haber caído en ese error.
El revulsivo
Ahora nos toca ser niños, como en el cuento, y señalar la desnudez del rey (por más que, a diferencia de las típicas aplicaciones del cuento, sea un “rey” realmente querido por la gran mayoría de sus “súbditos”). Aunque Podemos no es un partido tan personalista como por ejemplo Ciudadanos, la genial desmesura de Pablo Iglesias –que la tiene para bien y para mal– ha agostado la frescura de esta fuerza política para un creciente sector de electores. Dado el magnetismo del personaje (tan repulsivo como atractivo), eso genera un techo de facto que bloquea las posibilidades de crecimiento y ahuyenta más que atrae a sectores que de otro modo podrían votar a Podemos. En razón de ello, desde la gratitud por lo que ha dado (el propio hecho de haberse quemado involucra mucha generosidad), parece llegado el momento de que, como él mismo insinuara hace más de un año, pase a un segundo plano.8 Pablo es joven, y si se lo toma, al modo de Moisés, como una temporada en el desierto, le será a él mismo de provecho, ayudándole a madurar. Tal decisión, en todo caso, puede ser beneficiosa para [email protected] Podemos (que tiene “banquillo” de sobra para reemplazarle: Alberto, Ada, Íñigo, Mónica, Echenique…) y para España, al desbloquear el futuro de la única formación sólida realmente alternativa al pensamiento único. Y sin perjuicio de que, ya completada su maduración, Pablo pudiera regresar al primer plano.
[Para enlaces y notas a pie que amplían información, ver: https://sontantascosas.wordpress.com/2016/07/01/podemos-iii-el-rey-va-desnudo/]
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2016.06.03 03:21 ShaunaDorothy Karl Marx tenía razón - Crisis económica capitalista: Los patrones obligan a los obreros a pagar (2 - 2) (Primavera de 2009)

https://archive.is/vQFPC
El fin de la hegemonía económica de EE.UU. posterior a la Segunda Guerra Mundial
Teniendo esto en mente, veamos esquemáticamente la historia de la economía capitalista estadounidense de la posguerra. Durante las dos primeras décadas que siguieron a la Segunda Guerra Mundial, Estados Unidos dominó el mercado mundial de productos industriales. Constantemente obtenía grandes superávits en su balanza comercial con casi todos los demás países capitalistas. Sin embargo, hacia la mitad de los años sesenta, Alemania Occidental y Japón habían reconstruido y modernizado sus economías al punto de poder en realidad competir con Estados Unidos en los mercados mundiales y también en el mercado interno estadounidense. Así que el flujo de sus magnitudes comerciales fue revertido. Estados Unidos empezó a incurrir en grandes déficits en su balanza comercial.
En pocos años, este giro destruyó el sistema monetario internacional de posguerra que se había establecido en la conferencia de Bretton Woods, New Hampshire, en 1944. Se llamaba el patrón de cambio oro-dólar. Las divisas de los países capitalistas más importantes quedaron fijas frente a las demás por largos periodos y ancladas por el dólar. Washington prometió —y quiero enfatizar la palabra “prometió”— que los otros gobiernos podrían intercambiar libremente por oro todos los dólares que tuvieran a una tasa de 35 dólares la onza.
Para principios de los años setenta, eso ya no era objetivamente posible. El volumen de dólares que poseían los bancos centrales extranjeros superaba por mucho la reserva de oro de Estados Unidos a 35 dólares la onza. El gobierno fran- cés de Charles de Gaulle, que resentía el dominio internacional de Estados Unidos y aspiraba a restaurar la “grandeza” de Francia, empezó a cambiar por oro sus reservas de dólares. Así, en agosto de 1971, el presidente estadounidense Richard Nixon cerró la “ventana del oro”, lo que terminó con la convertibilidad del dólar a mercadería universal de valor intrínseco (de trabajo). Tras unas cuantas conferencias internacionales inútiles, lo que surgió fue un no-sistema de tasas de cambio fluctuantes. Desde entonces, las tasas de cambio de divisas han estado determinadas por las condiciones del mercado, modificadas por intervenciones gubernamentales de vez en cuando. La razón por la que estoy explicando esto es que el régimen de tasas de cambio fluctuantes tuvo dos consecuencias a largo plazo, que subyacen a la actual crisis financiera.
Una: creó un gran y nuevo elemento de incertidumbre, es decir, el riesgo de pérdidas, en todas las transacciones financieras internacionales, especialmente las de largo plazo. Así pues, las tasas de cambio de divisas se convirtieron en una importante esfera de especulación financiera. Gran parte del libro de Das sobre el comercio de derivados habla de protegerse contra los cambios en las tasas de cambio de divisas y de especular con ellos.
Dos: al cortar los lazos entre el dólar y el oro, el capitalismo estadounidense, tanto al nivel corporativo como al nivel gubernamental, logró aumentar masivamente su deuda externa, sin otro límite superior que la voluntad de los gobiernos e inversionistas extranjeros de comprar activos denominados en dólares. Ahora el dólar vale alrededor de 20 centavos en términos del dólar de 1971. En el Financial Times de Londres (24 de noviembre de 2008), Richard Duncan subrayó este aspecto de la actual crisis mundial:
“Cuando Richard Nixon destruyó el Sistema Monetario Mundial de Bretton Woods en 1971 cerrando la ‘ventana del oro’ en el Tesoro, cortó el último vínculo entre los dólares y el oro. Lo que siguió fue una proliferación en espiral de instrumentos de crédito cada vez más espurios denominados en una divisa depreciada. El ejemplo más flagrante y letal de esta locura ha sido el crecimiento del mercado de derivados no regulado, que se ha inflado hasta alcanzar los 600 billones de dólares, lo que equivale a casi 100 mil dólares por cada habitante de la Tierra.”
Aumentar la tasa de explotación
En 1974-75 hubo un declive económico mundial muy pronunciado e importante. Aunque no duró mucho, tuvo consecuencias importantes, sobre todo en Estados Unidos. Al salir del declive económico, la clase capitalista estadounidense hizo un esfuerzo concentrado para aumentar la tasa de explotación del proletariado, es decir, la proporción de plusvalía con respecto a salarios. Los capitalistas exigieron de la burocracia sindical contratos entreguistas y la imposición de salarios más bajos para nuevas contrataciones, y lo obtuvieron. Trasladaron la producción del noreste y el medio oeste sindicalizados al sur y suroeste que no están sindicalizados, así como a países donde los salarios son bajos en Latinoamérica y Asia.
Esta ofensiva antiobrera, que comenzó bajo el presidente demócrata de derecha Jimmy Carter, aumentó bajo el aun más derechista presidente republicano Ronald Reagan. El aplastamiento de la huelga de controladores aéreos de PATCO en 1981, y la subsiguiente reacción rompesindicatos durante huelgas como la de Greyhound, marcaron el inicio de esta ofensiva. En ese entonces, nosotros abordamos la necesidad de que el movimiento obrero combatiera la ofensiva capitalista, especialmente en el artículo “Para ganar, darle duro a la patronal” (Spartacist [Edición en español] No. 15, julio de 1984). Lo que decíamos en “Darle duro”, que los obreros no pueden jugar con las reglas de los patrones, conserva toda su validez para el movimiento obrero estadounidense de hoy.
Aquí quiero enfatizar un aspecto de la ofensiva antiobrera de principios y mediados de los años ochenta que no era obvio entonces. El ascenso del monetarismo y la “desregulación” financiera como doctrina y como política en los Estados Unidos de Reagan y también en la Gran Bretaña de Thatcher estuvo en parte basado en el debilitamiento del movimiento obrero y fue condicionado por éste. En la Gran Bretaña, el giro decisivo a la derecha en la relación de fuerzas de clase fue la derrota de la huelga minera de 1984-85. La reciente nota de la camarada McDonald sobre el impacto de la crisis económica en Gran Bretaña señalaba que en 1986 el gobierno de Thatcher “desreguló” la City de Londres. No fue accidental, como se dice, el que la especulación con capital financiero se desatara justo después de la derrota de la huelga minera.
En Estados Unidos durante los años ochenta, que los liberales llaman frecuentemente “la década de la codicia”, hubo una redistribución masiva del ingreso hacia arriba, combinada con un aumento masivo en la deuda externa de Estados Unidos. El gobierno de Reagan recortó los impuestos para los ricos mientras aumentaba enormemente el gasto militar en la creciente Segunda Guerra Fría contra la Unión Soviética. Para financiar los grandes déficits gubernamentales que resultaron, una gran porción de los bonos del Tesoro recién emitidos se vendió en el extranjero, especialmente a los japoneses. En el lapso de dos o tres años, Estados Unidos pasó de ser la nación más acreedora del mundo a ser la más endeudada.
La redistribución del ingreso hacia arriba y el creciente endeudamiento exterior de Estados Unidos estuvieron orgánicamente vinculados a la desindustrialización del país. Grandes extensiones del medio oeste llegaron a conocerse como el “cinturón del óxido”. A mediados de los años sesenta, la manufactura constituía el 27 por ciento del producto interno bruto estadounidense y empleaba al 24 por ciento de la mano de obra. Para principios de la década de 2000, el peso de la manufactura se había reducido al catorce por ciento de la producción total y empleaba sólo al once por ciento de la mano de obra total.
Básicamente, los salarios reales por hora para obreros de base llegaron a su punto más alto a principios de los años setenta. Durante la mayor parte de las últimas tres décadas y media, la compensación real por unidad de trabajo ha estado por debajo de ese nivel. Sólo ocasional y brevemente, por ejemplo en la fase final del auge económico de los años noventa, los pagos netos reales por hora se han acercado o han superado a los de principios de los setenta. En la medida en que las familias obreras han aumentado sus ingresos en las últimas décadas, ha sido debido a que ambos cónyuges tienen trabajos de tiempo completo, trabajan muchas horas extras o hasta en dos empleos, si es que hay tales empleos disponibles.
Sin embargo, para el principio de la década de 2000, estos medios generalizados de aumentar el ingreso familiar prácticamente se habían agotado. Al mismo tiempo, los trabajadores han enfrentado un agudo aumento en ciertos gastos básicos: la vivienda (tanto comprada como rentada), los servicios médicos y las colegiaturas universitarias para sus hijos. Así que han tenido que endeudarse más. En la víspera de la actual crisis, a principios de 2007, el promedio de endeudamiento familiar era 30 por ciento mayor que el ingreso anual disponible. Esto fue posible principalmente porque las familias adquirieron préstamos respaldados por sus viviendas “aprovechándose”, por decirlo así, de la entonces creciente burbuja en los precios de la vivienda.
El auge de los punto com y la burbuja inmobiliaria
Para entender la burbuja en los precios de la vivienda que hubo a principios y mediados de la década de 2000, hay que retroceder un poco para mirar el llamado auge de los punto com de mediados y finales de los años noventa. Éste fue un clásico ciclo de auge y caída como los que describió Marx en El capital. Una ráfaga de inversiones, principalmente en nueva tecnología —en este caso, la informática, los servicios de Internet y las telecomunicaciones—, aumenta lo que Marx llamó la composición orgánica del capital. Esto es el valor de los medios de producción (el tiempo de trabajo encarnado en ellos) necesario para emplear trabajo vivo. En la economía burguesa, se llama capital por trabajador. Un aumento en la composición orgánica del capital hace bajar la tasa de ganancia. Incluso si la productividad aumenta y los salarios no, el aumento de la ganancia por trabajador no compensa el incremento de capital por trabajador.
Esta dinámica pudo observarse claramente en el auge en los noventa del sector de telecomunicaciones, uno de los pilares de la “nueva economía” o “revolución TI (tecnología de la información)”. La recuperación de capital de las empresas de telecomunicaciones cayó continuamente del 12.5 por ciento en 1996 al 8.5 por ciento en 2000. En ese entonces, un analista de Wall Street, Blake Bath, describió a su modo la ley de la disminución de la tasa de ganancia aplicada a las telecomunicaciones. “Parece que el sector está muy sobrecapitalizado”, juzgó. “El gasto ha aumentado a niveles absurdamente rápidos con respecto a los ingresos y ganancias que ese gasto produce” (Business Week, 25 de septiembre de 2000). O, como lo puso Marx en el volumen III de El capital: “El verdadero límite de la producción capitalista lo es el propio capital [énfasis en el original].”
En 2000-01, el auge de los punto com se convirtió en caída, dando paso a una recesión. Buscando suavizar el impacto del declive económico, Alan Greenspan, director de la Reserva Federal (el banco central estadounidense), inundó con dinero los mercados financieros. Para 2003, la Fed recortó la tasa de interés sobre los préstamos a corto plazo de sus bancos miembros del 6.5 al uno por ciento, lo que en ese momento fue el interés más bajo en medio siglo. Durante la mayor parte de este periodo, la llamada tasa de fondos federales estuvo por debajo de la tasa de inflación. En los hechos, el gobierno estaba regalando dinero a los financieros de Wall Street. A finales de 2004, el Economist de Londres advirtió que “la política de dinero fácil” de Estados Unidos “ha desbordado sus fronteras” y “ha inundado los precios de las acciones y las casas en todo el mundo, inflando una serie de burbujas de precios sobre activos.”
En el centro de la actual crisis hay un tipo de instrumento financiero conocido como derivado. Los tradicionales títulos financieros primarios —bonos y acciones corporativos— representan en el sentido legal y formal la propiedad sobre bienes, es decir, bienes y servicios que encarnan valor de uso así como valor de cambio como productos del trabajo. Los derivados se basan en los títulos primarios o están conectados a ellos de alguna forma. Un tipo importante y típico son las coberturas por riesgos crediticios. Formalmente, y quiero enfatizar la palabra formalmente, es una especie de póliza de seguro contra la insolvencia de los bonos corporativos. Sin embargo, uno puede comprar un canje financiero contra el impago del crédito sin tener los bonos corporativos. En ese caso es una forma de especular con que la corporación se vuelva insolvente. Imaginen que 20 personas están aseguradas contra el incendio de un mismo edificio, 19 de las cuales no son dueñas del edificio. Bueno, bienvenidos al mundo de los derivados. Además, se puede especular con el cambio en el precio de una cobertura de riesgo crediticio mediante lo que se conoce como opciones put y call.
El punto básico es que se han acumulado derivados sobre derivados sobre otros derivados. Para cuantificar: en 2005, si se sumaba todo el valor nominal en el mercado de todos los derivados del mundo, el resultado era tres veces mayor que el de los títulos primarios en los que supuestamente se basan. Para entender la extrema gravedad de la actual crisis financiera, hay que reconocer la inmensa magnitud de lo que Marx llamó “capital ficticio” que se ha generado en las últimas décadas. A principios de los años ochenta, si se sumaba el valor nominal en el mercado de todos los bonos y acciones corporativos y también de los bonos gubernamentales por todo el mundo, el resultado se aproximaba a la producción anual de bienes y servicios, lo que los economistas burgueses llaman el producto interno bruto global. En 2005, el Fondo Monetario Internacional calculó que si se hacía esa misma operación, el valor de sólo los títulos primarios era casi cuatro veces mayor que el producto interno bruto global. Y si se añaden los derivados, la cantidad de riesgo en el sistema financiero se ha multiplicado muchas veces.
Charles R. Morris, un periodista financiero de mentalidad crítica, describió cómo se tramó este Everest de “riqueza” espuria de papel:
“¿Cómo pudo llegar tan alto el apalancamiento? En la clase de instrumentos de los que hemos estado hablando, hay relativamente pocos ‘nombres’ o empresas subyacentes, cuyas acciones son ampliamente intercambiadas, unos cuantos cientos cuando mucho. Y un número relativamente pequeño de instituciones, especialmente los bancos globales, los bancos de inversión y los fondos crediticios sin regulación, realizan la mayor parte de este intercambio. De hecho, han construido una inestable torre de naipes de deudas vendiéndoselas y comprándoselas entre ellos, registrando ganancias en cada operación. Ésta es la definición de un esquema piramidal. En la medida en que el régimen de dinero gratuito previno la insolvencia, la torre podía tambalearse, pero seguía en pie. Pero pequeñas alteraciones en cualquier parte de la estructura pueden derribar toda la torre, y los movimientos sísmicos que ya se sienten prometen alteraciones muy grandes.” [énfasis en el original]
—The Trillion Dollar Meltdown: Easy Money, High Rollers, and the Great Credit Crash [El desplome del billón de dólares: dinero fácil, apostadores fuertes y el gran crac crediticio] (2008)
Conforme colapsa la torre de deudas, presiona implacablemente a la baja los precios de todos los activos financieros que no sean títulos gubernamentales del Primer Mundo. Y pronto puede sucederle también a éstos.
Impacto en Europa Occidental y Japón
La crisis financiera ha exacerbado enormemente las tensiones y conflictos de interés interimperialistas en lo que cada vez se conoce más como la des-Unión Europea. Los diversos esquemas de rescate nacionales han intensificado la competencia financiera al interior de la UE. El capital monetario especulativo de corto plazo entra a aquellos países —como Irlanda, inicialmente— en los que la política gubernamental hace parecer más seguros a los bancos y otras instituciones financieras. Y luego vuelve a salir cuando otros gobiernos ofrecen otros paquetes de rescate aparentemente más generosos.
También hemos visto una ruptura creciente entre los dos países centrales de la UE y la zona del euro: Alemania y Francia. El vanagloriado presidente francés, Nicolas Sarkozy, que por casualidad también ocupó la “presidencia” rotativa de la UE durante la segunda mitad de 2008, se presenta a sí mismo como el salvador del capitalismo mundial. Ha impulsado varios ambiciosos esquemas regulatorios financieros y de “estímulo” económico tanto en la UE como internacionalmente. No hace falta decir que las poses de Sarkozy no le han ganado amigos entre los gobernantes de los estados imperialistas fuera de Francia.
En particular, la clase dominante alemana, representada por el gobierno de coalición de demócratas cristianos y socialdemócratas, ha rechazado groseramente los diversos esquemas del francés. Nada de geld alemán, declaman, va a gastarse para costear el libertinaje y las flaquezas económicas de sus “socios” europeos. Más en general, quienes mandan en Berlín han insistido que le corresponde a otros países —léase Estados Unidos— arreglar sus propias economías de un modo que ayude también a Alemania. En palabras del ministro de economía alemán Michael Glos: “Sólo podemos confiar en que las medidas que adopten los otros países…ayuden a nuestra economía de exportaciones” (Financial Times, 1º de diciembre de 2008). ¡Siga soñando, Herr Minister!
Japón, que desempeña un papel muy importante en la economía mundial, no ha recibido suficiente atención de la prensa financiera estadounidense. Japón es la segunda economía más grande del mundo. Y, de manera más importante, el mayor acreedor del mundo. Aunque China lo ha superado recientemente como el mayor propietario de títulos del gobierno estadounidense, Japón es un acreedor mucho mayor de las corporaciones privadas de todo el mundo.
En 1989-90, estalló una burbuja de bienes raíces y valores bursátiles en Japón, lo que dio paso a una década de estancamiento, que más tarde llegó a ser conocida como “la década perdida”. Las autoridades monetarias forzaron la baja en las tasas de interés a prácticamente cero para estimular la inversión. Lo que pasó fue que esta medida funcionó, pero no en la forma que las autoridades del gobierno pretendían. El enorme exceso de capacidad industrial y de “préstamos bancarios morosos” desalentaron las inversiones adicionales en el mismo Japón. Así que los financieros japoneses y los inversionistas de todo el mundo pidieron préstamos baratos en Japón para luego invertir en otros países donde por algún motivo u otro la tasa de rendimiento era mayor. En la prensa financiera esto se conoció como el “carry trade de yenes”.
Ahora, esta práctica ha sido obligada duramente a invertir su marcha. Es decir, los inversionistas están vendiendo sus activos en todo el mundo, a precios cada vez más bajos, para pagar las deudas que contrajeron con los bancos y otras instituciones de Japón. Pero esto se ha convertido en un proceso contraproducente, pues, conforme este dinero entra a Japón, hace que el valor del yen aumente respecto a las divisas de casi todos los demás países en los que los deudores habían invertido. Así que eso aumenta el peso de su enorme deuda y de los futuros pagos. Imaginen que están vaciando una gran tina de agua, y que por cada cubeta que sacan, una cubeta y media entra por un conducto subterráneo. Bueno, ésa es la situación que enfrentan los inversionistas extranjeros y japoneses que por más de una década aprovecharon el “carry trade de yenes”.
Al mismo tiempo, el aumento en el precio del yen está haciendo que aumente el valor de los bienes japoneses en los mercados mundiales en un momento en el que la demanda global disminuye rápidamente. El núcleo del capitalismo industrial japonés está recibiendo un fuerte golpe. Por primera vez en siete décadas, Toyota espera tener pérdidas este año fiscal en sus negocios de autos y camiones. Sony ha anunciado que despedirá a cinco por ciento de la fuerza de trabajo de su división de electrónica y que cerrará hasta seis fábricas alrededor del mundo.
La crisis global sacude la economía “socialista de mercado” de China
Así que, ¿qué hay de China —que entendemos no es capitalista, sino un estado obrero burocráticamente deformado—? Durante la crisis financiera del Asia Oriental de 1997-98, China logró evitar el impacto de la crisis al expandir sustancialmente la inversión en construcción e infraestructura industriales. Y el régimen estalinista de Beijing está tratando de repetir esas medidas ahora. A principios de noviembre anunció un gran paquete de estímulo (equivalente a 585 mil millones de dólares) que se enfoca en expandir la infraestructura: vías férreas, carreteras, aeropuertos, puertos y cosas así. Posteriormente, sin embargo, ha resultado que la cantidad es mucho menor que la que se había indicado originalmente. Sólo una cuarta parte de los fondos vendrán del gobierno central; las otras tres cuartas partes deberán salir de organismos gubernamentales locales y bancos estatales. Pero los recursos financieros de estas instituciones son mucho más limitados. Stephen Green, un economista del Standard Chartered Bank de Shanghai, comentó al respecto: “Con la caída de las rentas públicas, es difícil imaginar cómo podrían los gobiernos, bancos y empresas locales compensar el resto de los Rmb 4 billones” (Financial Times, 15-16 de noviembre de 2008).
El camarada Markin y yo hemos estado discutiendo sobre el impacto que tendrá la crisis mundial en China. Y los dos coincidimos en que, esta vez, a diferencia de lo que ocurrió a finales de los noventa, la economía china no va a salir básicamente ilesa. Para empezar, éste no es un declive económico regional sino global. Y está centrado en Estados Unidos y Europa Occidental. Todo indica que va a ser muy grave y bastante prolongado. Una de sus consecuencias es que incrementa el proteccionismo antichino en Estados Unidos y Europa Occidental.
Vamos a ver, y ya estamos viendo, el lado malo y la inflexibilidad de lo que los estalinistas chinos llaman la economía “socialista de mercado”. En China hay decenas de miles de fábricas que emplean a decenas de millones de trabajadores y que pertenecen a empresarios nacionales, capitalistas chinos de ultramar de Hong Kong y Taiwán y corporaciones extranjeras que producen bienes específicamente destinados a los países capitalistas avanzados, bienes como juguetes, reproductores de CDs y sistemas de posicionamiento global para autos. Estas fábricas no pueden virar fácil y rápidamente su producción a, digamos, electrodomésticos para los obreros y campesinos chinos. Y eso sería así incluso si el Ejército de Liberación Popular volara helicópteros sobre los barrios obreros y las aldeas campesinas arrojando paquetes de dinero a los habitantes.
Además, el régimen de Beijing ha alentado su propia versión de la burbuja de precios de la vivienda y un auge en la construcción residencial. La numerosa y cada vez más pudiente pequeña burguesía urbana china —los yuppies chinos— pidieron préstamos para comprar, construir y expandir casas, no sólo para vivir en ellas, sino como inversión financiera. Esperaban que sus precios en el mercado continuaran subiendo en espiral. Bueno, pues la burbuja de la vivienda ya reventó. En un vecindario acomodado de Beijing, el precio de compra de departamentos nuevos cayó en un 40 por ciento entre febrero y octubre del año pasado. El Economist de Londres (25 de octubre de 2008) comentó: “El mercado de la vivienda produce desagradables sorpresas a las nuevas clases medias de China.” Desde luego, nosotros no estamos tan preocupados por las desventuras de los yuppies chinos. Sin embargo, nos preocupa mucho el efecto que el colapso de la burbuja de los precios de vivienda tenga en nuestra clase: el proletariado. Este colapso tuvo el efecto de deprimir la industria de la construcción residencial, mucha de cuya mano de obra consiste en obreros hombres emigrados del campo.
Lo que resulta de todo esto es que China, a diferencia de casi todos los países capitalistas, no va a entrar en una recesión; pero es probable que sí experimente un declive agudo en su tasa de crecimiento, que en el último par de décadas ha promediado cerca de un diez por ciento. Correspondientemente, habrá un gran aumento en el número de desempleados urbanos, tanto obreros que sean despedidos del sector privado como campesinos que lleguen a las ciudades en busca de empleos sin poder encontrarlos. Según las cifras oficiales, para el final de noviembre, 10 millones de trabajadores migratorios perdieron sus empleos en la China urbana. Y esta angustia económica va a producir un aumento en el descontento social. Ya ha habido protestas furiosas de los obreros fabriles despedidos en el delta del Río Perla, la principal región china de manufactura ligera para los mercados del Primer Mundo. Lo que no sabemos ni podemos saber es si el aumento del descontento obrero desestabilizará la situación política. Eso está más allá del alcance de nuestro conocimiento actual.
La resurrección del keynesianismo
¿Qué es más probable que ocurra? Todo indica que éste será un declive económico mundial excepcionalmente grave y prolongado, especialmente duro en Estados Unidos y Gran Bretaña. Al nivel ideológico y, en menor medida, al nivel de las políticas de gobierno, vamos a ver, y ya estamos viéndolo, un giro de derecha a izquierda en el espectro político burgués: políticas fiscales basadas en el aumento del gasto deficitario, nacionalización parcial de los bancos y otras instituciones financieras, intentos de expandir y apretar la regulación de las transacciones financieras y cosas así.
El camarada Robertson y otros han observado que el monetarismo como doctrina quedó completamente desacreditado y que el keynesianismo está otra vez de moda. He encontrado más referencias positivas a John Maynard Keynes en la prensa financiera de lengua inglesa en las últimas seis semanas que en los últimos diez años. La camarada Blythe señaló que hay un mito liberal muy enraizado en Estados Unidos de que fue el New Deal de Franklin Roosevelt, basado en las doctrinas de Keynes, lo que sacó a Estados Unidos de la Gran Depresión de los años treinta. No, lo que sacó a Estados Unidos de la Depresión fue la expansión de las “obras públicas” durante la Segunda Guerra Mundial, y por “obras públicas” quiero decir tanques, bombarderos, portaaviones y la bomba atómica.
Ya hemos escrito sobre el keynesianismo en el pasado, desgraciadamente, en un pasado demasiado distante en términos de la historia de nuestra tendencia. Les recomiendo en particular tres textos. A principios de los años sesenta, Shane Mage, uno de los fundadores de nuestra tendencia, escribió una tesis doctoral, “La ‘ley de la tendencia decreciente en la tasa de ganancia’: Su lugar en el sistema teórico marxista y relevancia para la economía estadounidense” (Universidad de Columbia, 1963). Por cierto, su asesor de tesis fue Alexander Ehrlich, el autor de The Soviet Industrialization Debate 1924-1928 [El debate sobre la industrialización soviética, 1924-1928]. La obra de Mage contiene una sección en la que explica la diferencia entre el entendimiento de Marx y el de Keynes sobre cuál es la causa básica de los declives económicos. En el declive económico mundial de 1974-75, yo escribí un artículo llamado “Marx vs. Keynes” (WV No. 64, 14 de marzo de 1975, reimpreso en WV No. 932, 13 de marzo de 2009), que era en parte teórico y en parte empírico. Y en 1997-98, WV publicó una serie bajo el encabezado general “Wall Street y la guerra contra la clase obrera”. La tercera parte, “El New Deal de los años treinta y el reformismo sindical” (WV No. 679, 28 de noviembre de 1997), contiene un análisis de Keynes a nivel teórico y un análisis empírico de Estados Unidos durante los años treinta, las medidas reales del New Deal y los acontecimientos económicos de la Segunda Guerra Mundial.
Quiero concluir con un par de puntos en los que la situación actual difiere de la de los años treinta. Como ya he indicado, la situación actual es muy diferente en tanto que la enorme cantidad de deudas contractuales nominales y legales que no pueden pagarse supera por mucho, por grandes múltiplos, los recursos financieros de los gobiernos capitalistas. En Gran Bretaña y en Italia ya están teniendo dificultades para financiar los crecientes déficits presupuestales que resultaron de los diversos esquemas de rescate. El Financial Times (1º de diciembre de 2008) cita a Roger Brown, un analista financiero del banco suizo UBS, que señaló:
“Los gobiernos ya están teniendo problemas, lo que no presagia nada bueno viniendo poco después de la recapitalización [de los bancos] y del anuncio de que se necesitan más fondos adicionales.
“Debemos preguntarnos si habrá suficientes inversionistas para comprar los bonos, o al menos si esto no impulsará los rendimientos muy arriba para atraerlos.”
Así que todos estos esquemas de rescate pueden compensar cuando mucho una pequeña fracción de las pérdidas.
Lo segundo es que Estados Unidos está entrando en este profundo declive con una enorme deuda preexistente, que en gran parte pertenece a gobiernos e inversionistas del este asiático. Y esto pone un límite superior bastante estrecho a los gastos deficitarios adicionales. En su primer pronunciamiento después de las elecciones, Barack Obama trató de disminuir, no de alentar, las expectativas de que Estados Unidos volverá pronto a la “prosperidad”: “Lo he dicho antes y lo repito ahora: no va a ser rápido ni va a ser fácil para nosotros salir del agujero en el que estamos.” Así habló el nuevo jefe del ejecutivo del país capitalista más poderoso del mundo.
Así que ¿cuál es la solución? Es, como sabemos, una simple y radical. La clase obrera debe adueñarse de los recursos productivos de la sociedad —las fábricas, los sistemas de transporte, los sistemas de generación de energía eléctrica— de los capitalistas y, mediante el establecimiento de una economía planificada, usar estos recursos en el interés de la clase obrera y de la sociedad en su conjunto. Pero, para hacer eso, hace falta un partido político que represente los intereses de la clase obrera contra los de la clase capitalista. En Estados Unidos, un partido como ése también defendería los derechos e intereses de las minorías oprimidas negra y latina, lucharía por los derechos de los inmigrantes y todos los demás sectores oprimidos de la sociedad. Para construir un partido así, los obreros deben romper, en particular, con el Partido Demócrata, es decir, el más liberal, o el que suena más liberal, de los partidos del capitalismo esta- dounidense. También es necesario deshacerse de la burocracia sindical procapitalista existente y remplazarla con una dirigencia que luche por los intereses de los obreros y, otra vez, de todos los oprimidos. Y sólo cuando eso haya ocurrido será posible llevar a cabo un principio básico, a saber, que quienes trabajan deben gobernar.■
http://www.icl-fi.org/espanol/eo/31/crisis.html
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2016.05.30 12:37 EDUARDOMOLINA 26-J: Nueva oportunidad. Un cambio real que sólo puede hacerse desde la izquierda y que será apoyado por amplios sectores de las clases medias que saben hoy que la persistencia de la política neoliberal defendida por la vieja y nueva derecha lleva a su destrucción.

Por Carlos Barra Galán
http://www.nuevatribuna.es/opinion/carlos-barra-galan/26-j-nueva-oportunidad/20160529093446128752.html
"Es un hecho, los españoles tenemos una cita con las urnas el próximo 26 de Junio en unas nuevas elecciones generales, como consecuencia de la imposibilidad de formar gobierno tras los pasados comicios del 20-D.
Conocido por la ciudadanía todo lo acontecido en estos meses y convocadas nuevas elecciones, creo oportuno efectuar una serie de consideraciones:
Frente a quienes pretenden que en la campaña que se avecina, el principal foco de debate se establezca sobre lo acontecido en el periodo transcurrido desde el 20 de diciembre, me parece oportuno recordar que siendo obvio que los electores tomarán en consideración las actuaciones de las distintas fuerzas políticas en este periodo, sin embargo no es razonable hacer caer en el olvido la propia esencia de un proceso de elecciones generales que sin duda alguna es enjuiciar la labor del Ejecutivo saliente, cuestión que el P.P y los sectores económicos y financieros que lo apoyan tratan de minimizar con el apoyo de los medios de comunicación afines.
Los resultados del 20-D mostraron de manera clara un rechazo mayoritario a la política del gobierno de Mariano Rajoy, que pese a ser la fuerza política más votada sufrió una caída en votos y escaños espectacular. Asimismo su absoluto aislamiento político se hizo patente, no consiguiendo el respaldo de ninguna fuerza parlamentaria como consecuencia lógica de su forma prepotente de ejercer el poder, despreciando reiteradamente a la oposición política y hurtando el necesario debate parlamentario que un sistema democrático exige.
Los españoles castigaron duramente la política antisocial del gobierno Rajoy que ha generado niveles de desigualdad jamás conocidos en nuestro país desde los años cincuenta del siglo pasado, con bolsas de pobreza que causan vergüenza(la última encuesta del INE cifra en 28.6% el porcentaje de españoles en riesgo de pobreza y exclusión social) ; una política que ha desmantelado y expoliado los servicios esenciales del Estado de Bienestar con procesos de privatizaciones no exentas de irregularidades y corruptelas, una política que ha destrozado las bases del derecho laboral otorgando a los empresarios una posición de absoluta preponderancia en la relación con sus asalariados. ES ESA ACCIÓN DE GOBIERNO LO QUE SE DEBE ENJUICIAR EN LA NUEVA CITA ELECTORAL DEL 26-J.
A pesar de todo lo dicho, es interesante recordar como prácticamente desde el momento en que se conocieron los resultados, responsables de entidades financieras y corporaciones de gran relieve así como grandes empresarios se lanzaron a vender las bondades de una Gran Coalición PP-PSOE donde podría integrarse la nueva derecha (C´s) en aras a salvar a España del desastre que, según ellos, supondría la llegada al poder de un gobierno desde la izquierda. En mi opinión no se contemplaba en esa propuesta lo mejor para una amplia mayoría social, sino más bien se pretendía seguir perpetuando unas políticas favorables a los intereses de los sectores privilegiados a quienes representan.
Mostraron también los resultados del 20-D una pérdida importante de apoyo electoral al Partido Socialista que por primera vez no era el partido hegemónico de la izquierda política como consecuencia de la irrupción de PODEMOS y las confluencias. Parece razonable pensar que ese resultado conlleve un análisis y reflexión profunda por parte de los máximos responsables de este partido; su larga historia, su importancia para el país y el respeto a sus militantes y votantes así lo exige.
La opinión publicada tras la imposibilidad de formar gobierno, parece mostrar de manera mayoritaria la existencia de una cierta sensación de frustración en la ciudadanía que podría comportar un mayor porcentaje de abstención en la próxima cita electoral de junio; respetando esta hipótesis trataré de explicar mi posición no del todo coincidente con ella:
El escenario que se configuró inmediatamente al resultado electoral era nuevo en nuestra historia democrática reciente y atendiendo a la aritmética parlamentaria muy complicado. La negativa del Sr. Rajoy como candidato de la fuerza política más votada a someterse a la sesión de investidura, lo complicó aún más, impidiendo un debate de investidura que hubiera sido enriquecedor pues hubiera permitido conocer las medidas concretas de su programa de gobierno y sobre todo el posicionamiento de las restantes fuerzas políticas respecto a los temas más importantes que nuestro país tiene que resolver de manera urgente; un debate de investidura que posiblemente hubiera clarificado que acuerdos eran posibles y las fuerzas políticas que podían materializarlos. Esa sesión de investidura del candidato más votado no se produjo y en mi opinión ello complicó más el escenario para un candidato alternativo, como así ocurrió con el loable y fallido intento del candidato socialista Sr. Sánchez.
Los resultados del 20-D parecían en principio favorecer mejor un entendimiento entre las formaciones que representaban el espacio de la izquierda( PSOE, PODEMOS e IU) cuyos programas electorales tenían un número considerable de coincidencias, sumaban un número muy importantes de escaños y no concitaban el rechazo de la mayoría de restantes formaciones políticas parlamentarias, más ello no fue posible; en mi opinión ese entendimiento, deseado por una amplia mayoría de los votantes a esas formaciones, debe hacerse posible en la nueva cita electoral del 26-J; el reciente acuerdo entre PODEMOS e IU para formar coalición electoral puede facilitar ese entendimiento y superando errores cometidos posibilitar un Gobierno para el cambio real desde la izquierda.
Recordando lo publicado en los días anteriores y posteriores al 20-D, recuperando memoria sobre las declaraciones de responsables de entidades financieras muy importantes así como empresarios de gran relevancia, parecía que la posibilidad de que la izquierda (incluyendo a PODEMOS) pudiese formar gobierno significaba una catástrofe de tal nivel que España se despeñaría al abismo. Nada nuevo, se trataba del discurso del miedo siempre utilizado por los poderes económico- financieros de nuestro país que históricamente impidieron que España pudiese confluir en desarrollo y calidad democrática con los países de nuestro entorno; discurso del miedo que ya ha comenzado con vistas a la futura cita electoral y al que ya se ha apuntado la nueva derecha representada por C´s (Ciudadanos). Esas manifestaciones realizadas por cualificadas voces de los sectores más poderosos del país, alguno de ellos corresponsables de la generación de la crisis y sus graves consecuencias para una mayoría social , pretendían por un lado generar miedo en la ciudadanía y por otro condicionar y presionar a las formaciones políticas que podían determinar con su posición un cambio político real desde la izquierda, en concreto al PSOE; hasta que punto consiguieron su propósito es una cuestión a valorar. En mi opinión poco efecto tuvo entre la ciudadanía que votó en un alto porcentaje y a tenor de los resultados, sin miedo a ningún demonio inventado ( a este respecto recordar que en tiempos pasados ese demonio era el PSOE).Si estas presiones influenciaron o no, las decisiones que tomó la dirección socialista es una cuestión que no conozco, más ello no me impide indicar que las decisiones tomadas posteriormente no ayudaban al acuerdo con las formaciones políticas que podían garantizar superar la investidura y consecuentemente formar gobierno. El acuerdo con C´s para la formación de la mesa del Congreso y sobre todo el acuerdo de investidura firmado con la nueva derecha (C´s) hacía prácticamente imposible sumar fuerzas suficientes para investir al Sr. Sánchez, abocando por tanto a nuevas elecciones, como así ocurrió . Si a ello añadimos que, PODEMOS cometió un error grave en relación a la puesta en escena de su ofrecimiento de gobierno de coalición al PSOE y que la nueva derecha (C´s),cuya representación parlamentaria no era determinante para poder garantizar una investidura y la formación de un gobierno, supo aprovechar muy bien el protagonismo que se le regaló vetando la presencia de Podemos en cualquier gobierno que pudiese constituirse, lo que convertía su acuerdo con el PSOE en un instrumento inservible para lograr apoyos y sólo válido para sus intereses partidistas, consistentes en presentarse ante el electorado como una fuerza aparentemente capaz de dialogar con todos, eso sí imponiendo vetos a una formación política que le superaba ampliamente en apoyo electoral, mostrando ya cual iba a ser su estrategia futura, recurrir al viejo fantasma del miedo al comunismo al más puro estilo de una rancia y vieja forma de hacer política. El reciente viaje de su líder Sr. Rivera a Venezuela, de claro corte electoralista y exento de cualquier intento de mediación para ayudar a mejorar la situación política en ese país, y sin embargo repleto de referencias a la política española y ataques a Podemos, así lo atestigua.
Conseguir acuerdos es bueno en cualquier faceta de la vida social y quizá con más sentido en la vida política; más no conseguirlos en un momento concreto no determina en absoluto no puedan producirse posteriormente. En mi opinión estos días de precampaña electoral cara al 26-J han mostrado ya algún ejemplo que puede ayudar a no repetir errores: ante la propuesta realizada por el candidato socialista, Sr. Sánchez, consistente en la posible implantación de un impuesto especifico para garantizar nuestro sistema público de pensiones, toda la derecha( P.P y C´s) ha manifestado su desacuerdo; por el contrario la coalición Podemos- Iu- Equo ha manifestado su interés y acuerdo con la misma. Esta clarificación de posiciones en temas de tanta trascendencia, facilita vislumbrar que tipo de acuerdos serán posibles y que fuerzas políticas podrán concretarlos. Parece lógico que el P.P no comparta la propuesta del Sr. Sánchez toda vez que su gobierno ha saqueado la hucha de las pensiones , ha eliminado el mantenimiento del poder adquisitivo de las mismas y ha inducido a la ciudadanía a que se provean de planes privados de pensiones( quienes puedan obviamente, en ningún caso quienes tengan salarios de miseria que hoy por desgracia son muchos españoles) y C´s no parece estar en posición distinta a la del Partido Popular. Este tema tan trascendental, las pensiones públicas, ha mostrado ya quienes representan modelos sociales muy diferentes y por ello intentar acuerdos imposibles no es el camino para poder conformar un cambio real y necesario en nuestro país.
En mi opinión, no hablaría tanto de fracaso sino de situación nueva y complicada, donde hubo errores graves de la mayoría de actores políticos. Nada dramático por cierto, quizá positivo incluso, si todos, fuerzas políticas y ciudadanos somos capaces de reflexionar buscando lo mejor para una amplia mayoría social.
En relación a la opinión publicada mayoritaria, sosteniendo que la falta de acuerdo y en consecuencia la obligada repetición de elecciones pueda comportar un mayor nivel de abstención, es innegable que ese hecho puede producirse más en mi opinión no necesariamente, y me lleva a pensarlo mi creencia en la madurez de los españoles que hoy conocen más hechos que podrían incitar aún más, su disposición a ir a las urnas:
Los españoles saben hoy que la política antisocial del gobierno del Sr. Rajoy no ha servido ni siquiera para conseguir su sacrosanto objetivo de reducir el déficit tal y como le exigía la troika. Sistemáticamente el gobierno del P.P ha incumplido el objetivo de déficit marcado por Bruselas que en consecuencia impone se realicen más recortes que afectarían a los servicios esenciales (sanidad, educación, dependencia); es decir la salvaje austeridad impuesta a las clases media y trabajadora sólo ha servido para generar sufrimiento y desigualdad; conocen también que la deuda pública de nuestro país supera el 100% del PIB cosa que no ocurría desde comienzos del siglo pasado. Saben también los españoles que un ministro en funciones ha tenido que dimitir por operar en paraísos fiscales, han conocido asimismo que la esposa del exministro y actual comisario europeo ,Sr. Arias Cañete, se acogió a la amnistía fiscal aprobada en un Consejo de Ministros donde él participó, aflorando cifras muy importantes de dinero, así como que ha aparecido en los Papeles de Panamá; asimismo han conocido los ciudadanos que la corrupción estructural del P.P en Valencia era aún más brutal y escandalosa de lo que ya se conocía, financiación ilegal y blanqueo de dinero son algunos de los graves delitos que se imputan a los populares valencianos, también conocen que al Sr. Cotino exdirector general de la policía y expresidente de las Cortes Valencianas se le imputan gravísimos delitos en relación con el viaje del anterior Papa a Valencia(asociación ilícita, malversación de caudales públicos, fraude en la Administración Pública, cohecho pasivo y prevaricación continuada). Asimismo los ciudadanos han asistido a la actuación de un gobierno en funciones negándose a rendir cuentas ante un Parlamento legalmente constituido, mostrando así su escaso talante democrático. Saben también que si el P.P sigue gobernando después del 26-J, seguirá aplicando la política austericida que nos ha llevado a ser uno de los países con más desigualdad y pobreza; a este respecto los ciudadanos han conocido gracias a los medios que el Sr. Rajoy ha remitido una carta al Presidente de la Comisión Europea, comunicándole que aplicará esos recortes después de las elecciones si sigue gobernando. Una vez más la ocultación y la mentira son señas de identidad del comportamiento político del candidato Rajoy.
Saben también los españoles que en la Comunidad de Madrid sigue gobernando el P.P , a pesar de estar enfangado hasta las cejas en casos de corrupción, con el otrora poderoso Sr Granados entre rejas, con sospechas fundadas e importantes sobre actuaciones del expresidente Sr. Ignacio González, con la Gürtel al completo, la trama Púnica extendida al estilo de la Cosa Nostra por una buena parte del territorio regional, y con la muy posible investigación (imputación) por corrupción política a un diputado regional del actual grupo parlamentario popular. Saben los madrileños que la Sra. Cifuentes es desde hace muchos años dirigente muy cualificada de ese Partido Popular y también tienen la certeza que sólo el apoyo de C´s ha impedido una existente alternativa real de cambio. Saben también los madrileños que tras un año del gobierno presidido por Cifuentes y apoyado por C´s , la televisión pública madrileña sigue siendo un instrumento propagandista en manos del P.P, la Sanidad pública madrileña sigue privatizada en un porcentaje elevado, las listas de espera son insoportables y se siguen nombrando gestores sanitarios a dedo. Saben también los madrileños que la actual Delegada del Gobierno en Madrid, Sra. Dancausa, tiene una forma muy peculiar de entender el derecho fundamental de libertad de expresión, quizá imbuida de los principios de la ley mordaza.
Una amplia mayoría de madrileños tienen la percepción de que nada ha cambiado y que el P.P madrileño, cuya gestora preside la Sra. Cifuentes, no toma ninguna iniciativa real contra la corrupción y sólo reacciona tarde y mal cuando la justicia o los medios afloran nuevos casos; también perciben los madrileños la ambigüedad y tolerancia de C´s ante estas situaciones, manteniendo su apoyo al Gobierno de Cifuentes.
Ante las nuevas elecciones , conocido todo lo anteriormente enumerado, se hace necesario que los partidos que apuestan por un cambio real que permita avanzar a mayores niveles de igualdad, participación y progreso, presenten programas electorales con propuestas claras, sin ambigüedades, que beneficien a la mayoría social castigada duramente con la excusa de la crisis. Si esta premisa se cumple, generando por tanto confianza en el electorado, parecería razonable preguntarse:
¿Es razonable esperar que unos ciudadanos responsables, puedan permitir que el P.P siga gobernando? ¿No sería lógico pensar en una afluencia masiva a las urnas para salir de una situación social que está enviando a la pobreza a la clase trabajadora y está destruyendo una parte importante de la clase media?¿ Va a ser posible una vez más, que el miedo impida a una mayoría ser protagonista activa del cambio económico, social y político que necesita?
En mi opinión, desde la confianza en la ciudadanía espero el próximo 26-J una alta participación; sin ignorar el razonable cansancio que puede producir tantas campañas electorales como las habidas en nuestro país en los últimos tiempos, creo sin embargo que los españoles en libertad garantizarán con su voto la posibilidad de realizar un cambio real que pasa por políticas absolutamente opuestas a las realizadas por el gobierno del P.P. Un cambio real que sólo puede hacerse desde la izquierda y que será apoyado por amplios sectores de las clases medias que saben hoy que la persistencia de la política neoliberal defendida por la vieja y nueva derecha lleva a su destrucción. Nos jugamos el porvenir de nuestras generaciones futuras, no podemos dimitir de este compromiso. NO PODEMOS FALLAR."
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2016.05.21 16:52 ShaunaDorothy ¡Forjar un partido leninista-trotskista! Se derrumba el régimen del PRI - ¡Romper con todos los partidos burgueses: PRI, PAN, PRD! - ¡Ninguna ilusión en el PRD nacionalista burgués, enemigo de explotados y oprimidos! (2000) (2 - 2)

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Internacionalismo proletario vs.
“frente único antiimperialista”:
¡El enemigo principal está en casa!
La CTM nació de un movimiento obrero en ascenso, del cual surgieron también grandes sindicatos nacionales de industria, como el Sindicato de Trabajadores Petroleros de la República Mexicana (STPRM) y el Sindicato de Trabajadores Mineros, Metalúrgicos y Similares de la República Mexicana (STMMSRM). La CTM fue fundada en 1936 por una serie de federaciones sindicales (como la CSUM del PCM estalinista) y varios sindicatos industriales, como el STMMSRM, el STPRM, el Sindicato de Trabajadores Ferrocarrileros (STF), el Sindicato Mexicano de Electricistas (SME) y otros. La CTM nació bajo los auspicios de Cárdenas y desde un inicio estuvo atada a él y a su gobierno. De hecho, Cárdenas basó gran parte de su apoyo inicial en la Confederación General de Obreros y Campesinos de México (CGOCM) de Lombardo Toledano, que fue antecesora de la CTM, así como en el Comité de Defensa Proletaria fundado en 1935, donde los estalinistas, la CGOCM, el SME y otros otorgaron su apoyo a Cárdenas en su lucha intestina contra Calles. El pegamento final que hizo que la CTM se postrara absolutamente ante el gobierno de Cárdenas fue la nacionalización del petróleo en marzo de 1938.
Los burócratas de la CTM (incluyendo a los estalinistas, así como a Lombardo Toledano y Fidel Velázquez) y el PRM mismo se vieron obligados a hacer referencias rituales al “socialismo” para engañar a los trabajadores. Así, el lema original de la CTM era “Por una sociedad sin clases” y sus “Estatutos de la Confederación de Trabajadores de México” dicen:
“El proletariado de México luchará fundamentalmente por la total abolición del régimen capitalista. Sin embargo, tomando en cuenta que México gravita en la órbita del imperialismo, resulta indispensable, para llegar al objetivo primeramente enunciado, conseguir previamente la liberación política y económica del país.”
—CTM, 1936-1941, Secretaría de Divulgación Ideológica, CEN del PRI (1981)
Esta es, básicamente, la concepción estalinista de la revolución por etapas —robada de los mencheviques—, según la cual primero hay que luchar por una “revolución democrática” para después hablar de una revolución socialista. En realidad, esta ha sido siempre una receta para derrotas del proletariado (ver artículo “México y las lecciones de Octubre” en este mismo número). El pacto constitutivo del PRM decía que este partido burgués “considera como uno de sus objetivos fundamentales la preparación del pueblo para la implantación de una democracia de trabajadores para llegar al régimen socialista.”
El papel desempeñado por el PCM, para entonces ya totalmente estalinizado, fue un elemento crucial en la subordinación de la clase obrera mexicana a la burguesía mediante el nacionalismo. Al principio del régimen de Cárdenas, el PCM seguía aún la política estalinista del “Tercer Periodo” que llevó a que el fascismo triunfara en Alemania sin que el proletariado disparara un solo tiro. El PCM, siguiendo las directrices del VI Congreso de la Internacional Comunista (Comintern), sostenía todavía en 1935 que Cárdenas y Calles buscaban el mismo objetivo: fortalecer la dominación del imperialismo yanqui. Criticaba a Lombardo Toledano porque, aun habiendo roto con la CROM, seguía sosteniendo abiertamente que había que colaborar con el gobierno. Sin embargo, en realidad esto encubría su propia colaboración de clases. Hernán Laborde, secretario general del PCM, explicaba en junio de 1935 que la consigna era: “¡Con Cárdenas no; con las masas cardenistas, sí!”, en su esfuerzo por consolidar la subordinación política de la clase obrera a una supuesta ala “antiimperialista” de la burguesía y la pequeña burguesía. ¡Y el PCM era el ala izquierda de la CTM!
El PCM realizó una “autocrítica” a la luz de los resolutivos del VII Congreso de la Comintern, celebrado en julio de 1935, en donde se calificaba al fascismo como el principal enemigo y, por tanto, era necesario construir un “frente único” contra éste. En realidad, la Comintern se estaba adaptando al imperialismo “democrático”, y era con esas fuerzas burguesas que buscaba un “frente único”. En los países subyugados por el imperialismo “democrático”, este “frente único” conducido bajo la rúbrica de la “lucha contra el fascismo”, significó la traición de cualquier lucha por la liberación nacional y la independencia. Así, en el VII Congreso, el PCM, en palabras de su secretario general Hernán Laborde, sostenía: “es preciso reconocer que el peligro fascista nos ha hecho en cierta medida relegar a segundo plano al principal enemigo, que en las condiciones de México es el imperialismo, y particularmente el imperialismo yanqui” (citado en de Neymet, Marcela, Cronología del Partido Comunista Mexicano. Primera parte, 1919-1939, 1981).
Si bien Laborde aceptó a regañadientes la unidad con el imperialismo “democrático” contra el fascismo, en la mayoría de los periodos el refrán de los estalinistas y otros colaboracionistas de clase es el “frente único antiimperialista”. Esta es una receta para la unidad con su propia burguesía nacional “contra el imperialismo”. Los espartaquistas insistimos que en México el principal enemigo está en casa: es la burguesía mexicana, lacaya del imperialismo. El PCM, aunque no era un partido de masas, gozaba de cierta influencia en la clase obrera, derivada de la autoridad de la Revolución de Octubre. A fin de cuentas, el PCM, a la cola de Cárdenas, fue el principal responsable político de detener en corto el desarrollo de una conciencia de clase en el proletariado mexicano, impidiéndole ver la necesidad de forjar un partido para luchar por sus propios intereses de clase.
Lombardo Toledano sirvió como un alcahuete nacionalista del gobierno burgués en turno. Fidel Velázquez, sin mayores pretensiones “teóricas”, llevó los postulados del PCM y Lombardo a sus consecuencias lógicas, deshaciéndose de sus adversarios algunos años más tarde y, al final de la efímera faceta “populista” de la burguesía, disciplinando al movimiento obrero mediante la represión salvaje en lugar de la subordinación ideológica. Unos años más tarde, la CTM y el PRM/PRI abandonaron cualquier pretensión “socialista”.
El desgastado dominio corporativista de la CTM sobre el movimiento obrero está agonizando, y es necesario extraer las lecciones de la historia para no caer en las mismas trampas de la burguesía. Los dirigentes sindicales “alternativos” a los charros priístas no representan ninguna opción de clase. Su retórica y sus métodos podrán ser distintos —a veces—, pero su papel es el mismo: los lugartenientes del capital en el movimiento obrero. Por ejemplo, un tal Miguel Hernández Bello, dirigente de una disidencia sindical del SUTERM contra el charro Rodríguez Alcaine, sucesor de Fidel Velázquez, se presentó a las oficinas de Vicente Fox para rogarle, de manera patética, que éste interviniera para garantizar el desarrollo “democrático” de las elecciones internas en el SUTERM, a realizarse en noviembre próximo; Fox ni siquiera lo recibió (La Jornada). ¡Y estos son los sindicalistas “independientes”! Las ilusiones en que el presidente electo panista va a “garantizar” la democracia en los sindicatos no son distintas a las ilusiones en la “imparcialidad” de las Juntas de Conciliación y Arbitraje burguesas. Las ilusiones en la “imparcialidad” del estado burgués en general son ilusiones mortales para el movimiento obrero. Cuando el estado interviene en los sindicatos, su única intención es reglamentarlos y subordinarlos cada vez más a la clase capitalista y a su estado. El estado burgués no tiene nada que hacer en el movimiento obrero. ¡La clase obrera debe limpiar su propia casa! ¡Estado burgués fuera de los sindicatos! Los policías no son “trabajadores en uniforme”, sino los perros guardianes de la burguesía. La presencia de policías en los sindicatos representa un peligro a la existencia misma de estos: ¡Policías fuera de los sindicatos! ¡Auxilio UNAM fuera de la UNAM y el STUNAM!
El PRD burgués, especialmente después de su humillante derrota electoral, trata de posar como “amigo” de los trabajadores, las mujeres y las minorías oprimidas, como los homosexuales. Después de impulsar las reformas ampliando —de manera muy limitada— los casos de aborto legal en la Ciudad de México, publicó un desplegado en los periódicos burgueses protestando contra la decisión de la Junta de Conciliación y Arbitraje contra la huelga de Volkswagen, aceptada por la dirigencia sindical. De igual manera se “opuso” a la requisa contra la huelga de las sobrecargos de aviación de ASSA, y hoy la diputada perredista y dirigente de ese sindicato, Alejandra Barrales, introduce una iniciativa de ley para eliminar la requisa. Pero el PRD ha mostrado su naturaleza antiobrera en más de una ocasión, arremetiendo con sus granaderos contra los estudiantes del CGH en distintos momentos durante la combativa huelga estudiantil en defensa de la educación publica. Fue aquí que varios ejemplos dejaron claro el objetivo de este partido, administrar los bienes y defender los intereses de la burguesía. En el caso de la huelga de la UNAM los estudiantes fueron atacados desde el principio de la huelga por el PRD, qué usó a sus granaderos para golpearlos y encarcelarlos el 25 de mayo, el 4 de agosto, 14 de octubre y 11 de diciembre de 1999, así como el 3 y 6 de febrero del 2000, en apoyo a la Policía Federal Preventiva. Estos ataques también han sido contra maestros del SNTE, trabajadores de Chapingo y muchos otros. A eso se reduce hoy el “populismo” cardenista. Hoy, el PRD y sus alcahuetes sindicales no tienen ninguna necesidad de utilizar una retórica “socialista”, como en su tiempo se vieron forzados a hacer la CTM y el mismo PRM, para engañar al proletariado. La verborrea del nacionalismo burgués les basta. Aun así, el objetivo es el mismo: mantener a la clase obrera disciplinada, adormecida con ilusiones “democráticas” en “su propia” burguesía. El PRD no tiene otro objetivo que sostener el régimen de explotación capitalista: es enemigo de los trabajadores, las mujeres y todos los oprimidos. Las leyes bajo el capitalismo existen para impedir la movilización independiente del proletariado en lucha por sus conquistas. La clase obrera no puede jugar bajo las reglas de los patrones. ¡Abajo las Juntas de Conciliación y Arbitraje! ¡Por la independencia política del proletariado—romper con todos los partidos de la burguesía: PRI, PAN, PRD!
El Grupo Internacionalista: apologistas “de izquierda” del nacionalismo burgués
La seudoizquierda mexicana ayuda al PRD en su esfuerzo por mantener a la clase obrera atada a su enemigo de clase, cegada por la ideología del nacionalismo burgués que pretende eliminar toda diferenciación de la sociedad en clases con intereses antagónicos. Entre estos grupos seudoizquierdistas se encuentra el llamado Grupo Internacionalista (GI), formado por un puñado de desertores de nuestra organización, la Liga Comunista Internacional. Desmoralizados por el triunfo de la contrarrevolución en la URSS y Europa Oriental, desertaron del trotskismo revolucionario para buscar fuerzas de clase ajenas al proletariado y vehículos distintos a su partido revolucionario leninista para avanzar en la lucha por la emancipación de la humanidad.
En lugar de la perspectiva trotskista de la urgencia de la lucha por la independencia política del proletariado, el GI toma posición, retóricamente, con un lado de los burócratas sindicales —los “independientes”— contra otros —la CTM—. El GI trata de manipular el justificado odio de los trabajadores hacia la burocracia gangsteril cetemista, así como sus impulsos hacia la democracia sindical, simplemente para embellecer al PRD y sus alcahuetes sindicales. Mediante el uso de justificaciones seudomarxistas, el GI sostiene que existe una diferencia de clase entre los sindicatos afiliados al PRI y aquellos cercanos al PRD, siendo la violencia y prácticas burócraticas de los cetemistas su criterio aparente. Pero la demagogia no puede sustituir al análisis marxista de clase. ¡Los marxistas no utilizan la presencia de la violencia, la deshonestidad o la falta de democracia para determinar la naturaleza de clase de las cosas! En el fondo, lo que para el GI determina el carácter de clase de las distintas organizaciones sindicales es por qué partido burgués están controladas: el PRI o el PRD.
Pretendiendo aportar una “justificación ortodoxa” a su línea de que los sindicatos priístas no son tales, en un suplemento de El Internacionalista (octubre de 1998), el GI cita “Los sindicatos en la época de la decadencia imperialista” de Trotsky:
“En México, los sindicatos han sido transformados por ley en instituciones semiestatales, y asumieron, como es lógico, un carácter semitotalitario.”
Pero omiten convenientemente el siguiente párrafo del escrito de Trotsky, que desenmascara la política del GI:
“A primera vista, podría deducirse de lo antedicho que los sindicatos dejan de serlo en la era imperialista. Casi no dan cabida a la democracia obrera que, en los buenos tiempos en que reinaba el libre comercio, constituía la esencia de la vida interna de las organizaciones obreras.
“Al no existir la democracia obrera no hay posibilidad alguna de luchar libremente por influir sobre los miembros del sindicato. Con esto desaparece, para los revolucionarios, el campo principal de trabajo en los sindicatos. Sin embargo esta posición sería falsa hasta la médula.”
Su línea política capituladora en México se ha quedado, hasta ahora, en pura retórica. Sin embargo, en Brasil estos centristas llevaron su política a los hechos, arrastrando al Sindicato de Funcionarios Públicos del Municipio de Volta Redonda (SFPMVR) a los tribunales de la burguesía en tres ocasiones, en una lucha interburocrática para conservar la presidencia del sindicato en favor de su camarada Geraldo Ribeiro, un ex policía (ver el artículo “El encubrimiento del IG en Brasil: Manos sucias, mentiras cínicas” en Espartaco núm. 10, otoño-invierno de 1997). Cuando el estado burgués falló a favor de su oponente, el GI declaró que el sindicato mismo había dejado de ser tal, para convertirse en una formación arreglada por los tribunales burgueses porque la presidencia la ocupan sus oponentes políticos, ¡quienes antes eran sus compañeros de planilla!
El GI habla ahora de “sindicalismo policiaco”, haciendo una analogía con las organizaciones obreras establecidas por el agente de la policía zarista Zubátov en Rusia a principios de siglo, y tratan de incluir en la categoría a la CTM y el CT mexicanos (“Lucha de clases contra el ‘Sindicalismo Policiaco’ en Brasil”, The Internationalist núm. 7, abril-mayo de 1999). Con su tradicional estilo de citas “selectivas”, el GI pretende dar a entender que los bolcheviques se negaban a trabajar en tales organizaciones. Pero Lenin condenó a quienes argumentaban que los revolucionarios debían negarse a trabajar en sindicatos dirigidos por reaccionarios, explicando que los principales dirigentes de los sindicatos reformistas en los centros imperialistas no eran más que Zubátovs con un disfraz diferente: “Los Gompers, los Henderson, los Jouhaux y los Legien no son sino los Zubátov, que se distinguen del nuestro por su traje europeo, su porte elegante y los refinados procedimientos aparentemente democráticos y civilizados que emplean para realizar su canallesca política” (La enfermedad infantil del izquierdismo en el comunismo, 1920).
En su más reciente polémica contra nosotros, el GI trata de responder a estos argumentos sosteniendo: “El mismo Trotsky insistió en que en casos en los que no hay alternativa, hay que hacer trabajo en los ‘sindicatos’ fascistas. Esto, sin embargo, no los convierte en verdaderos sindicatos obreros. Los revolucionarios también hacen trabajo dentro del ejército de conscripción, pero eso no cambia la naturaleza de clase del puño armado del estado burgués” (suplemento de El Internacionalista, junio de 2000). Esta analogía antimarxista entre la CTM y un ejército burgués de conscripción no es otra cosa que la “justificación” de una política rompesindicatos: ¿por qué habrían de defender los trabajadores, contra los ataques de la burguesía, a una organización que no es cualitativamente distinta de un ejército burgués? En México, en 1989, Salinas de Gortari apresó al dirigente de los petroleros, Joaquín Hernández Galicia. Nadie más que la LCI protestó este ataque y explicó a los obreros que era un golpe contra la clase obrera. Nadie más que la LCI exigió la libertad para los dirigentes petroleros encarcelados. Cualesquiera que sean los pretextos del estado burgués para intervenir en los sindicatos, su única intención es subordinarlos aún más al enemigo de clase. Nadie más se opuso al golpe de Salinas contra los petroleros porque todas las demás organizaciones “de izquierda” compartían —y comparten— la línea del GI.
Mostrando que su objetivo está muy lejos de proporcionar alguna claridad política a los trabajadores, el GI jamás se ha tomado la molestia, después de decenas de páginas de polémicas contra nosotros sobre esta cuestión, de explicar a los millones de trabajadores aún organizados por la CTM y, en general, el CT, cómo y cuándo fue que sus sindicatos “dejaron” de ser tales. La razón por la cual no se han podido poner de acuerdo ellos mismos en esta cuestión es que su posición está en tan plena contradicción con la realidad y los principios elementales del marxismo, que no han encontrado la forma de “justificarla”.
Basando su posición social en el hecho de que dirigen a un sindicato, las burocracias obreras negocian los términos de explotación con la burguesía utilizando la fuerza de la clase obrera organizada como su carta. Así, al tiempo que la CTM y, en general, los sindicatos priístas se caracterizan por su servilismo ante la burguesía y su estado, también se ven obligados a movilizar a sus bases de vez en cuando. El año pasado, por ejemplo, hubo una gran huelga de miles de trabajadores azucareros, organizados por la CTM. Según estadísticas del INEGI (Instituto Nacional de Estadística, Geografía e Informática) correspondientes al año 1998, hubo 245 huelgas estalladas en México. De estas, 103 fueron de la CTM, 68 de la CROC (también priísta), 27 de la CROM (también priísta), y 24 de los “independientes”. De 245 huelgas, un total de 198 fueron estalladas por centrales priístas. Según el GI, la CTM no es una federación sindical porque está conectada orgánicamente con el PRI; pero el PRI ya no domina al estado. Entonces, el GI tacha de imposibles (o tal vez deberíamos decir “inexistentes”) las luchas convulsivas que se extienden incluso a los sindicatos dominados por el PRI o, enfrentados a los hechos, las denuncian como “un sector de la burguesía contra otro”, según han repetido cuadros dirigentes del GI en diversas discusiones verbales contra la LCI internacionalmente. De manera nada sorprendente, esa fue la respuesta del PRD ante la amenaza de huelga por parte del sindicato del metro de la Ciudad de México hace algunos meses —una mera maniobra del PRI—.
En La enfermedad infantil del izquierdismo en el comunismo, Lenin explica:
“Para saber ayudar a la ‘masa’ y para adquirir su simpatía, su adhesión y su apoyo, no hay que temer las dificultades, las zancadillas, los insultos, los ataques, las persecuciones de los ‘jefes’ (que, siendo oportunistas y socialchovinistas, están en la mayor parte de los casos en relación directa o indirecta con la burguesía y la policía) y trabajar sin falta ahí donde estén las masas.” (Enfasis en el original)
El punto fundamental de Lenin es que los antagonismos de clase inherentes al capitalismo son tales, que estallarán independientemente de la superestructura particular del régimen capitalista. Es por esto que incluso los sindicatos corporativistas estallan huelgas y buscan hoy nuevas alianzas. Y es por ello que los espartaquistas no desechamos a esos sindicatos, sino que buscamos ganar la adhesión de los trabajadores al programa del comunismo, luchando por romper cualquier atadura de los sindicatos con la burguesía, su estado y todos sus partidos. Pero la razón del GI para desechar a la CTM, que aún organiza a gran parte del proletariado mexicano y a algunos de sus sectores más estratégicos, no es cobardía. Es un apetito y programa distintos. Para los revolucionarios, que no buscamos “influencia” en sí misma, basada en las maniobras en la cúpula de los sindicatos, sino la adhesión revolucionaria de los sectores más avanzados de la clase obrera, el punto es ganarlos a nuestro programa completo.
Trotsky continúa en “Los sindicatos en la época de la decadencia imperialista”:
“De todo lo anterior se desprende claramente que, a pesar de la degeneración progresiva de los sindicatos y de sus vínculos cada vez más estrechos con el Estado imperialista, el trabajo en los sindicatos no ha perdido para nada su importancia, sino que la mantiene y en cierta medida hasta es aun más importante que nunca para todo partido revolucionario. Se trata esencialmente de luchar para ganar influencia sobre la clase obrera. Toda organización, todo partido, toda fracción que se permita tener una posición ultimatista respecto a los sindicatos, lo que implica volverle la espalda a la clase obrera sólo por no estar de acuerdo con su organización, está destinada a perecer. Y hay que señalar que merece perecer.”
El GI encaja perfectamente en esta descripción.
El GI acusa a la LCI de haber “cambiado de línea” sobre la naturaleza de clase de la CTM. Veamos quién “cambió de línea”. En concordancia con su concepción de sí mismos como caudillos infalibles, los dirigentes del GI Norden y Negrete imaginan que, dado que ellos sostenían tal o cual posición a espaldas del partido cuando ellos todavía eran miembros de la LCI, ésta tenía que ser “la línea” de nuestra organización. Pero las acusaciones del GI son una falsedad diseñada simplemente para atacar a la LCI. No reconocíamos ninguna distinción de clase entre unos sindicatos y otros, porque la política del GEM jamás fue embellecer al PRD burgués y a sus seguidores en los sindicatos. En su suplemento mexicano más reciente (22 de junio de 2000), el GI se queja de que el GEM: “Incluso compara a los charros priístas, que ‘usan sus porros y golpeadores para mantener sus privilegios’, con la burocracia estalinista en la Unión Soviética. Ocultan la diferencia entre un instrumento directo del estado burgués, la CTM, y la burocracia gobernante de un estado obrero burocráticamente degenerado, la URSS.” En el número 22 de Spartacist en español, de 1989, cuando Norden era aún editor de nuestro periódico estadounidense Workers Vanguard y miembro del comité de redacción de Spartacist en español, en el artículo “Bazukazo contra los obreros mexicanos” sobre el ataque de Salinas contra el sindicato de petroleros, dijimos: “Muchos de los intelectuales radicales y liberales preguntan, ¿cómo se puede defender a este jefazo sindical, la personificación de los corruptos burócratas charros que han dominado a los sindicatos por décadas, y seguir llamándose un demócrata?... Los trotskistas, que comprendemos el carácter de clase de la URSS como un estado obrero a pesar de su degeneración burocrática bajo el dominio estalinista, y por tanto la defendemos contra el imperialismo, defendemos de la misma manera a los sindicatos contra los patronos a pesar de la burocracia entreguista que se asienta sobre estos reductos de poder obrero. Como escribió León Trotsky hace 50 años, ‘en el último análisis, el estado obrero es un sindicato que ha tomado el poder’ (En defensa del marxismo, 1939).” La política de la LCI siempre explicó cómo no existe ninguna diferencia cualitativa entre los charros priístas y sus contrapartes “democráticos”, porque nuestra política siempre ha estado basada en la lucha por la total independencia política y organizativa del proletariado respecto a todas las alas de la burguesía, no sólo del PRI sino también del PRD. Es el GI quien ha cambiado su orientación general, desertando del trotskismo revolucionario en busca de la satisfacción de sus apetitos oportunistas.
En México, el GI ha encontrado una fuerza burguesa a la cual capitular en el PRD de Cuauhtémoc Cárdenas, sosteniendo la existencia de un “frente popular” alrededor de ese partido burgués. El GI presenta el término “frente popular” como una frase carente de significado concreto. Pero el término “frente popular” no es sinónimo de cualquiera y toda forma de colaboración de clases. En terminos marxistas, un “frente popular” es una alianza entre partidos obreros reformistas y partidos capitalistas para gobernar en un estado capitalista. La participación de los partidos obreros es usada para camuflagear cuál clase dirige y generalmente surge en situaciones donde la burguesía necesita apaciguar obreros combativos y descarrilar sus luchas. Mientras la dirección pro-capitalista de estos partidos reformistas (a los cuales Lenin llamó “partidos obrero-burgueses”) conscientemente aparece para el rescate del capitalismo en crisis, la base obrera que tienen estos partidos está motivada por una conciencia de clase reformista; esto es, rechazan a los partidos burgueses como representantes de los patrones pero incorrectamente ven a su partido reformista como capaz de alcanzar un reordenamiento socialista de la sociedad en los intereses de los trabajadores.
Pero en México no existe ningún partido obrero de masas; el mecanismo fundamental utilizado por la burguesía mexicana para mantener a la clase obrera subordinada ha sido la ideología del nacionalismo burgués, y no el “frente popular”. El PRD es un partido burgués, simple y llanamente.
El GI trata de utilizar una cita de Trotsky de 1938 en la que sostiene que el PRM de Lázaro Cárdenas era un “frente popular en forma de partido” para argumentar contra los espartaquistas. Los centristas pasan años buscando alguna cita que pueda, sacándola de contexto, justificar su política oportunista. Así, el GI trata de sacar de contexto esa afirmación de Trotsky para implicar que su posición sobre un “frente popular cardenista” actualmente tiene alguna base marxista, dada por Trotsky. Esto es una falsedad. En una conversación informal con algunos de sus colaboradores, que fue transcrita posteriormente, Trotsky dijo:
“El Kuomintang en China, el PRM en México, el APRA en Perú son organizaciones totalmente análogas. Es el frente popular bajo la forma de un partido.”
Esta es una formulación evocativa para describir a la burguesía apoyándose en el proletariado, pero no es precisa, y es precisamente por ello que aparece únicamente en esta transcripción de una conversación informal entre Trotsky y sus colaboradores políticos. En todos los escritos publicados de Trotsky acerca del Guomindang, es concienzudamente claro que era el partido de la burguesía nacionalista y previene en contra de la subordinación del proletariado a éste. Así mismo para México, Trotsky insiste que la cuestión paradigmática para los revolucionarios es la estrategia de la revolución permanente, contrapuesta al nacionalismo burgués que se expresa en la falsa perspectiva del “frente único antiimperialista”. Como escribimos en Espartaco núm. 10:
“¿Cuál puede ser la razón de la insistencia del IG sobre la supuesta existencia de un “frente popular” alrededor del PRD? Tal vez es instructivo considerar que Stalin justificó la liquidación suicida de los comunistas chinos en el Guomindang bautizando al partido burgués nacionalista como un “bloque de cuatro clases”. Escribiendo sobre éste en La internacional Comunista después de Lenin (1928), Trotsky dijo:
“‘La famosa idea de los partidos obreros y campesinos parece haber sido especialmente concebida para permitir el camuflaje de los partidos burgueses obligados a buscar un apoyo entre los campesinos, pero deseosos también de contar con obreros en sus filas. Desde este momento el Guomindang ha entrado para siempre en la historia como el prototipo clásico de un partido de este género.’”
La razón de la insistencia del GI en el supuesto “frente popular” cardenista, no es otra que obscurecer la naturaleza de clase del PRD, un partido burgués. El GI avienta por la ventana la perspectiva de la revolución permanente para inventar un “frente popular” con componentes de la clase trabajadora sólo para capitular al PRD burgués. La historia mexicana y la realidad actual presentan un gran problema para el GI al que ellos no pueden responder. Por siete décadas la estructura básica del corporativismo en la sociedad mexicana no cambió fundamentalmente. Durante un periodo breve bajo la presidencia de Lázaro Cárdenas el gobierno se movió un poco a la izquierda para descarrilar el descontento de los trabajadores y del campesinado. Desde entonces, la estructura del estado corporativista se ha desarrollado en una dirección represiva y semi-bonapartista. Pero nada cambió fundamentalmente por siete décadas. Si, de acuerdo al GI, el predecesor del PRI, el PRM fue un frente popular, ¿cuándo y cómo éste dejó de serlo? Y ahora que a partir del 1° de diciembre el PRI dejará de estar en el gobierno, pero los sindicatos de la CTM todavía están afiliados a éste, ¿existe un “frente popular” alrededor del PRI?
¡Forjar un partido leninista-trotskista!
Los genuinos comunistas buscamos construir la más fuerte unidad posible de la clase obrera contra los explotadores capitalistas, por eso, nos oponemos a las divisiones gremiales en el proletariado, estamos por el sindicato de industria; es decir, todos los trabajadores, calificados y no calificados de una misma industria deben pertenecer a un mismo sindicato. Luchamos contra la escisión de la clase obrera en sindicatos competidores basados en diferentes tendencias políticas. La tarea de la vanguardia comunista es aclarar y agudizar las diferencias entre las tendencias políticas competidoras para reunir los cuadros para un partido leninista. En tiempo de Lenin, estas diferentes tareas políticas se reflejaron en diferentes formas organizativas: la Comintern compuesta de las organizaciones partidistas que representaban el singular programa político bolchevique, y la Profintern, que representaba la lucha por la unidad de la clase obrera en los sindicatos.
La historia ha mostrado que la clase obrera, con sólo su esfuerzo y experiencia cotidiana —sin la intervención de un partido leninista de vanguardia—, no puede desarrollar una conciencia más alta que la sindical; es decir, la necesidad de unirse en sindicatos para la lucha económica contra los patrones y el gobierno. Pero la conciencia sindical es conciencia burguesa. El sindicalismo, por sí mismo, no cuestiona el modo de producción capitalista, sino que busca mejores condiciones de explotación para los obreros en luchas contra patrones individuales y el gobierno. La lucha por la independencia genuina de las organizaciones obreras respecto de la burguesía requiere el forjamiento de un partido obrero revolucionario —el instrumento indispensable para la revolución proletaria—, que reúna a las masas oprimidas del campo y la ciudad tras el proletariado. Para este fin, es necesaria una lucha sin cuartel contra toda manifestación de la ideología burguesa en la clase obrera. Parte esencial de esto es desenmascarar a los falsos pretendientes a la bandera del comunismo, que no hacen sino perpetuar las ataduras de la clase obrera a “su propia” burguesía.
El papel de vanguardia de la clase obrera es central para la perspectiva marxista del socialismo mundial. Sólo la clase obrera tiene el poder social y la obligación de su claro interés objetivo para liberar al género humano de todo tipo de opresión. No teniendo interés alguno en la preservación del orden burgués, su enorme poder yace en su papel en la producción, su número y su organización. Como los bolcheviques de Lenin, nuestro propósito es fusionar elementos intelectuales y proletarios, para forjar el partido capaz de dirigir al proletariado a la toma del poder estatal. ¡Únete a nosotros!
http://www.icl-fi.org/espanol/oldsite/CORPOR14.HTM
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2016.03.30 10:19 EDUARDOMOLINA PABLO IGLESIAS.- Mi cabeza política se hizo en Italia.- ctxt

http://ctxt.es/es/20160323/Politica/5015/Entrevista-Pablo-Iglesias-gobierno-España-Entrevistas-Elecciones-20D-¿Gatopardo-o-cambio-real.htm
Como Podemos, Pablo Iglesias tiene al menos dos almas. En la distancia corta es un tipo tímido, pausado, bien articulado, culto sin llegar a la pedantería --aunque a ratos se pone un poco cursi, no llega a caer en la novela rosa. Se diría que este Iglesias profesoral es una persona distinta a la fiera corrupia que se zampaba a los más agresivos contertulios televisivos de Intereconomía o La Sexta, muy diferente del tribuno que un día lanza cal viva contra las bancadas socialistas para luego susurrarle a Pedro Sánchez “solo faltamos tú y yo”.
Esta multiplicidad de personalidades resume también la montaña rusa existencial en la que vive Podemos, un partido-niño formado por mil mareas, orígenes, corrientes: comunistas gramscianos de la vieja IU, activistas de la PAH, populistas criados en Laclau y curtidos en asesorías peronistas y bolivarianas, humildes indignados del 15M, cristianos de base de las periferias urbanas, profesores, doctores y analistas del CEPS, En Comú, Andalucía, Guanyem…
Viviendo y muriendo de éxito a la vez, víctima y beneficiario de sus contradicciones y su indefinición asamblearia, Podemos se ha convertido en solo dos años en la gran esperanza de la izquierda europea, una vez certificada la claudicación de Syriza ante la Troika. Tras revolucionar el mapa municipal y tomar el poder en las grandes ciudades, y después de sacar cinco millones de votos el 20D, Podemos y sus confluencias viven un periodo convulso: enfrentamientos, filtraciones, dimisiones, ceses... Nadie sabe cómo acabará este enorme lío. Pero la impresión es que Iglesias ha tomado las riendas en Madrid y ha dejado desarmado a su amigo y número dos, Íñigo Errejón, al que conoció en la Facultad de Políticas de Somosaguas (Madrid) cuando él tenía 23 años y Errejón 18, y al que durante la entrevista se referirá, entre bromas y veras, con estas palabras: “Nunca ha dejado de ser el benjamín”.
Iglesias parece transformado, más conservador, mucho más cauto y conciliador. Cuando se le pregunta por el pacto con el PSOE, no pone reparos, líneas rojas, ni exigencias. Oyéndole, se diría que su estrategia pasa hoy por dos opciones que en realidad son solo una: o gobernar con el PSOE casi sin condiciones, o repetición de elecciones sin dejarse culpar del adelanto.
El líder de Podemos (Madrid, 1978) llega puntual a la sede de CTXT para una conversación de una hora con miembros del consejo editorial y la redacción --Miguel Mora, Soledad Gallego-Díaz, Ignacio Sánchez-Cuenca, Mónica Andrade y Willy Veleta-. Va acompañado por un séquito de cuatro jóvenes asistentes que no se despegan del móvil. Tiene ojeras y mala cara: un reciente cólico nefrítico, provocado, explica, por una pequeña piedra en el riñón que todavía no ha expulsado.
Es martes 22 de marzo, y hace solo un rato que se han producido los atentados de Bruselas. A mitad de la hora pactada, Iglesias y los suyos tienen que salir corriendo para acudir al homenaje a las víctimas organizado por el ayuntamiento madrileño. Poco después, completamos la entrevista por el móvil: más de 100 minutos, que publicamos de forma íntegra, dividida en cuatro bloques: Pablo, según Iglesias; La crisis de Podemos; España, pacto o elecciones, y ¿Otra Europa es posible?
BLOQUE 1. PABLO, SEGÚN IGLESIAS.
"Políticamente soy un italiano. Mi cabeza política se hizo en Italia"
¿Querría explicar en cinco o seis frases quién es Pablo Iglesias?
Soy tímido, aunque no lo parezca. Amante de una cierta soledad para leer, para ver películas, para ver series. Al mismo tiempo con una enorme pasión para las cosas. Necesito la pasión para hacer cualquier cosa. Con mucha pasión por aprender, y con mucho que mejorar. Fundamentalmente, un tipo sencillo. Una de las cosas que más me gustan es cuando la gente que acaba de conocerme me dice: ‘Hostia, eres un tipo bastante normal’.
Más normal de lo que parecía en la tele…
Claro, ese contraste sorprende a mucha gente. Una cosa que me han dicho y que me encanta es: ‘Ganas mucho en la distancia corta’.
¿Qué recuerdos tiene de la infancia? ¿Se siente soriano?
Sí, sí. Decía Rilke que la patria de uno es su infancia, y mi patria tiene una localización geográfica muy clara, que es Soria. Yo pasé en Soria desde los 2 años hasta los 13.
¿Eso curte, no?
Sí, claro, se pasa frío. Pero para ser niño Soria es una ciudad maravillosa. Yo iba por ahí con mi bicicleta tranquilamente. Toda la memoria sentimental de mi infancia está asociada a lugares de Soria. Si la patria de uno es la infancia, Soria es mi patria.
Después de Soria vino a Madrid, y estudió de todo… ¿Le enseñaron todo lo fundamental para ser político en la universidad y los másteres, o es un trabajo más duro de lo que pensaba?
Yo creo que es un trabajo como otro cualquiera, que no debería ser una profesión, sino una actividad a la que uno dedica un cierto tiempo. Es una actividad además que tiene que practicar gente con perfiles muy distintos. A mí me encanta estudiar. Las dos cosas que más me han gustado en la vida es recibir clase y dar clase. Supongo que eso me ha hecho aprender cosas que luego me han sido útiles en la política, pero la experiencia práctica no la sustituye nada. En estos dos años he aprendido una barbaridad y sigo aprendiendo mucho.
¿Más que leyendo?
Hace poco volví a releer El Príncipe, que lo había leído antes dos veces por lo menos. Es curiosísimo que al leerlo al mismo tiempo que estás practicando la política, cambia completamente… Recuerdo que tenía los subrayados originales míos, y en los nuevos prestaba atención a otros elementos. Supongo que eso tiene que ver con practicar la política de manera tan intensa y directa...
¿Maquiavelo tenía más razón de la que pensaba?
No es tanto más razón, sino que en realidad lo que está escribiendo Don Nicolás es un manual con un enorme sentido práctico. Maquiavelo no es un erudito metódico. Como diría Gramsci, es un hombre de acción. Está siempre pensando en la acción, y logra aislar la política como disciplina de otro tipo de consideraciones. Es impresionante el enorme sentido común de las reflexiones del libro, incluso cuando es un tipo del siglo XVI que está pensando en las repúblicas y en los Estados italianos, que es lo que tiene a mano, tomando las experiencias de la Roma y la Grecia clásicas... Han pasado muchas cosas en estos 500 años, y aun así tiene reflexiones magníficas.
¿Le da tiempo a leer la prensa cada día? ¿Lee papel o solo Internet?
Leo los dosieres que me prepara el equipo.
¿Los clippings, en papel grapado?
Depende, si lo puedo imprimir lo imprimo y lo grapo. Si no, lo leo en el ordenador, o los días que tengo que salir muy temprano lo leo en el teléfono. En esos dosieres viene un resumen con una sección de artículos de opinión que me prepara el equipo. La verdad es que leo más prensa que nunca, esa selección me hace leer artículos muy valiosos.
¿Le ponen artículos de CTXT?
Sí, de vez en cuando. Algún editorial malvado vuestro he leído, en el que nos dabais caña. Luego están algunos imprescindibles. Uno de los articulistas que nunca falla, lo digo siempre, es Enric Juliana. Para mí, el análisis diario de Juliana es como ir a misa para la gente de comunión diaria.
Albert Camus decía que un país vale lo que vale su prensa. ¿Cómo ve la situación de los medios en España?
Era bastante cruel Albert Camus al decir eso con muchos países. Un político profesional solo puede hablar bien de la prensa. Punto y final.
Pregunta un lector: ¿Cree que su política, de tan buen e infinito trato con los medios, está siendo efectiva?
Es inevitable. Yo creo que la política, entre otras cosas, es una definición de la realidad. Nunca ha estado la política tan mediatizada por los medios como ahora, y mira que llevan décadas con eso. Seguramente los medios son el terreno fundamental de la política, y eso tiene que implicar mucho tiempo y muchas técnicas para que la comunicación funcione. Eso es así desde hace mucho tiempo, pero yo diría que cada vez más.
Y hace falta tragar mucha quina, imagino.
Eso es inevitable. Recuerdo un político conservador, con el que hablaba en el Parlamento Europeo, que me decía: “Mira, esto que hacemos nosotros consiste en levantarse por la mañanas y que te sirvan un plato con un sapito, y a ese sapito le tienes que echar sal, le tienes que echar pimienta… lo que quieras, pero te lo tienes que comer todas las mañanas…”. Y eso es así.
Manolo Monereo ha escrito en Cuarto Poder que hay una cacería organizada por PRISA y los poderes financieros para acabar con Podemos. ¿Cree que es cierto? ¿Se siente acosado?
Monereo es un sabio, es uno de los intelectuales de la izquierda más lúcidos, y con muchísima experiencia. Creo que en los últimos artículos y también en este señala algunas de las claves de lo que está ocurriendo.
Hay un personaje en The Wire que dice “This is the Game!”, y efectivamente este es el juego en el que estamos; y es lógico que a nosotros nos den caña, es parte de las reglas del juego.
Por cierto, usted y Juan Carlos Monedero llevan años ejerciendo de periodistas / analistas y presentadores. ¿Aprendieron de Beppe Grillo? ¿No le parece una forma de intrusismo que un líder político haga periodismo?
En realidad a mí, desde que empezamos a hacer La Tuerka, me entusiasmaba dirigir y presentar una tertulia que siempre ha querido tener un estilo diferente al de las tertulias convencionales o al de otras tertulias, ni mejor ni peor, simplemente diferente. Creo que tanto La Tuerka como Fort Apache se han ganado un enorme prestigio por eso, hasta el punto de que nos han dado premios en facultades de Periodismo... Eso es un honor y al mismo tiempo un placer; si alguien se ha sentido ofendido por el intrusismo, nosotros lo hacemos desde mucho antes de que existiese Podemos, nos entusiasmaba hacerlo, y nos sigue entusiasmando...
En el artículo que publicó en New Left Review en julio del año pasado hablaba de “el pueblo de la televisión”. ¿Cómo puede un tipo que ha estudiado en Cambridge y Suiza ser tertuliano en Intereconomía?¿Es su personaje político un producto de la TDT y las tertulias?
En realidad en Intereconomía había días en los que no se discutía mal, más o menos te dejaban expresarte. Pero para nosotros era una cuestión fundamental: habíamos llegado a la conclusión de que los medios de comunicación, y en particular los formatos de las tertulias políticas, eran el instrumento fundamental para generar imaginario. Nos habíamos dado cuenta de que el estilo que nosotros manejábamos en la universidad, cuando dábamos charlas o hacíamos seminarios, se alejaba mucho de las técnicas a través de las cuales se informaba o formaba la opinión. Intentamos ser rigurosos y amenos, sabiendo que las técnicas de la comunicación se basan en el mundo audiovisual y que teníamos que intentar manejar esas técnicas, siendo al mismo tiempo rigurosos. Intereconomía, La Sexta Noche y Las Mañanas de Cuatro fueron como un entrenamiento. Recuerdo muchos de esos debates con muchísimo cariño. Y debatiendo en Intereconomía conocí a gente muy valiosa. A Javier Nart, que ahora es eurodiputado de Ciudadanos y es un hombre maravilloso, al que quiero mucho, lo conocí en El Gato al agua; al señor Alejo Vidal-Quadras, con el que me separan muchísimas cosas a nivel ideológico pero que me parece un hombre inteligente, también. Y también allí fue la primera vez que escuché debatir a Francesc Homs, de Democràcia i Llibertat. Allí aprendí muchas cosas...
En aquel artículo, analizaba “la incipiente crisis del régimen postfranquista, enfangado en la corrupción y la recesión económica, y las oportunidades que ello ofrece a una formación política popular que movilice el descontento social de los indignados…”. ¿Cree que han aprovechado esa situación y están haciendo todo lo posible para mitigar ese descontento? ¿No cree que el “régimen” está todavía muy vivo?
Efectivamente, nos enfrentamos a adversarios poderosísimos que están acostumbrados a ganar siempre, incluso cuando parece que no han ganado a veces ganan también, pero el juego es así. De momento, lo que hemos conseguido creo que nadie se lo podía imaginar, creo que las élites nunca vieron un actor con las capacidades que ha demostrado Podemos. Eso no quiere decir que a partir de ahora no vaya a ser difícil, es más, va a ser mucho más difícil, cada vez va a ser más difícil y yo creo que eso se nota. Nosotros fuimos capaces de patear el tablero, de reponernos y salir muy reforzados de ataques muy agresivos. Me acuerdo perfectamente de lo que me preguntaban en las entrevistas en octubre o noviembre, y creo que tuvimos un resultado electoral espectacular. Pero eso no cambia que la situación económica del país es difícil, que el poder de las élites es enorme, que nosotros podemos sufrir el desgaste de nuestras contradicciones y que la política no termina de... Es extremadamente complicado. Bueno, pues tendremos que adaptarnos y seguir combatiendo, haciendo eso que pedía Gramsci: “Necesitamos toda la fuerza, toda la inteligencia y toda la ilusión en un combate que es difícil y donde el adversario siempre es muchísimo más poderoso”.
Eso recuerda un poco al Atleti del Cholo Simeone, una especie de tercera vía insumisa y solidaria contra la bipolaridad... deportiva y política.
Siempre me ha entusiasmado el Cholo Simeone y su Atlético de Madrid por eso. Es un equipo con menos recursos deportivos que los grandes y sin embargo con una enorme pasión y un estilo muy descarado y muy disciplinado al mismo tiempo. Y probablemente por eso el Cholo ha conseguido colocar a su equipo al nivel del Real Madrid o del Barça, y eso a mí me gusta. Me gusta su carácter.
Uno de sus lemas es "No consuman". Hay un video de 2013 en el que usted dice que le indigna que IU aceptara una consejería de Turismo en Andalucía y no exigiera un telediario. Eso son las cuotas de la RAI... Y añadía que en Turismo solo se podía crear empleo…
En aquella época podía decir lo que me diera la gana, no había consecuencias en lo que decía. Ahora tendría que ser mucho más prudente. Pero básicamente la idea que pretendía transmitir es que si haces política y vas a gobernar, quizá tenga sentido, sobre todo si lo vas a hacer desde una posición de debilidad, intentar intervenir en aquellas áreas que son más importantes y donde realmente se pueden lograr cambios en la vida de la gente o en la construcción del relato, que es una cosa fundamental en política. Y eso lo sigo pensando.
¿En un hipotético acuerdo de gobierno con el PSOE, incluirían una reivindicación de ese tipo? ¿Controlar los informativos?
Pero no necesariamente para que estuviéramos nosotros. Nosotros tuvimos un debate sobre si gobernar o no con el Partido Socialista y al final todos tuvimos claro que si gobernamos, gobernamos. Si vamos en serio, vamos en serio. Y eso quiere decir que asumimos todas las contradicciones, todos los problemas, que podremos hacer cosas mal, que nos van a dar duro… Pero que no vamos a hacer esto a medias. Gobernar implica asumir responsabilidades de gobierno y asumirlas en muchos ámbitos, las que puedan ser aparentemente más sencillas y más inocuas pero las más importantes también. Yo creo que eso forma parte del estilo de Podemos desde el principio. No nacimos para ser una fuerza política testimonial o subalterna, sino para intentar ganar. A veces lo conseguiremos, a veces no, haremos cosas bien y cosas mal, pero desde el principio nuestra mentalidad ha sido ganadora. Creo que esa es una de las cosas que explica también la caña que nos dan. Hemos sido y somos muy osados y muy descarados, y es lógico que quien lleva muchos años en esto diga: pero bueno, ¿qué os habéis creído? Seguramente, si no hubiésemos sido así, no estaríamos donde estamos.
Hablemos de Italia, ¿qué aprendió allí?
Estuve primero de Erasmus cuando estudiaba cuarto de Derecho. Ese viaje me cambió la vida, también políticamente. Podría decir que políticamente soy un italiano, en Italia hice mi cabeza para pensar la política. Después he estado muchas más veces para viajes más cortos, y en 2007 estuve seis meses redactando mi tesis doctoral en Florencia… El Erasmus lo hice en Bolonia. Era muy importante políticamente, con una histórica alcaldía del Partido Comunista prácticamente desde después de la Segunda Guerra Mundial… Bologna La Rossa, la capital de la Emilia Romagna… Esos lugares tan importantes para el desarrollo italiano. Allí aprendí muchísimo.
¿Conoció los centros sociales? ¿Leyó a Gramsci y a Agamben, a los que tanto cita?
Cuando llegué era militante de las Juventudes Comunistas, con todas sus cosas bonitas y sus encantos. Era una organización muy clásica, muy dogmática, y además no era muy habitual entre los cuadros de las juventudes tener una formación cultural amplia. Había excepciones, en aquella época conocí a Manolo Monereo, y desde entonces le empecé a admirar muchísimo. Italia era otro planeta. Cuando vi los centros sociales, cuando vi las librerías, cuando me empecé a adentrar en las historias de los movimientos sociales de los años 70… Se abrió otro mundo. Allí conocí a amigos con los que después he coincidido en Podemos: a Gemma Ubasart, que también estaba de Erasmus. Allí empezaron una serie de lecturas, aprendí un idioma que no tiene la misma utilidad que el inglés... Pero para la política saber italiano marca la diferencia. Poder leer Il Manifesto, La Repubblica, tener acceso a unos textos que solo están en italiano… Italia tuvo mucha influencia sobre algunas generaciones de activistas madrileños y de otros lugares, y seguramente tiene mucho que ver con la forma en la que se hizo Podemos.
¿Estaba en Génova cuando sucedió la masacre de la Escuela Díaz?
Estaba en el autobús volviendo a España, era uno de los portavoces del Movimiento de Resistencia Global de Madrid, y como hablaba italiano estuve en la avanzadilla. Fue un movimiento que analicé con muchísimo detalle en mi tesis doctoral. Hice una versión de la tesis, que es ‘Desobedientes’, que cuenta aquello con mucho detalle...
Un inciso. Willy Veleta quiere saber con quién va a ver el nuevo episodio de Juego de Tronos
Es un secreto que me voy a llevar a la tumba.
¿Con el Rey? ¿Con el Rey emérito?
No lo puedo decir. ¿Te imaginas? Los dos en un sofá tapados con una manta...
¿Usted cree que Jon Snow… sí o no? Sin hacer spoiler...
A mí me encantaría que sí. Leí en la prensa que tenía contrato, así que eso me hace soñar con que se salva, pero no tengo ni idea de lo que pasará.
Bloque 2. ¿CRISIS, QUÉ CRISIS?
"Nadie es imprescindible en Podemos, tampoco sobra nadie"
¿Hace cuánto tiempo que conoce a Íñigo Errejón?
Nos conocimos cuando yo empecé a estudiar la segunda carrera, en Políticas. Nos llevamos cinco años. Yo tendría 23 y él 18.
Él era un benjamín entonces.
En realidad nunca ha dejado de serlo...
Un lector pregunta si son conscientes del tirón social que tiene la dupla Pablo Iglesias-Errejón. Y añade: ¿Qué aporta cada uno a Podemos?
En Podemos todos aportamos y Podemos no se explica por una, dos o cuatro personalidades. Eso es importante. Incluso en una fuerza política como la nuestra en la que el liderazgo fue desde el principio un instrumento político imprescindible. Ahora hay una coralidad y una necesidad de recuperar el protagonismo de la gente que yo creo que nos debería hacer pensar que Podemos no es el resultado de una, de dos, de cuatro personalidades y de cómo se relacionan. En este caso Íñigo y yo hemos trabajado juntos muchísimos años y ha habido una compenetración intelectual enorme. Hemos hecho muchas cosas juntos, probablemente no haya nadie con quien yo haya firmado tantos artículos académicos como con Errejón. Aun así Podemos está por encima de mí, por encima de Íñigo y por encima de cualquier otro compañero.
¿Cómo definiría sus visiones políticas respectivas? Se dice que Errejón es más peronista, amante del populismo latinoamericano, y que usted sería más un comunista. ¿Responde a la realidad o es esquemático?
Son etiquetas que facilitan la literatura, la manera en que se puede construir un relato, las explicaciones de las cosas. En realidad la formación intelectual del primer grupo de personas de Podemos tiene que ver con una práctica colectiva en la que nos pudimos especializar en diferentes cosas y en la que hay una serie de elementos comunes que nos definen como grupo. Por una parte, el interés que todos teníamos en los fenómenos latinoamericanos, por otra parte nuestras experiencias militantes en movimientos sociales, colectivos de la izquierda radical, y a partir del 15M, a través de la discusión que introdujimos en La Tuerka, una reflexión muy coral en la que participamos muchos sobre las posibilidades de intervención política en España. Todo eso, marcado por nuestro trabajo. Asesoramos a IU, yo estuve después en Galicia con Alternativa Galega de Esquerda. Todas esas experiencias, unidas al hecho de que yo había conseguido abrirme un hueco en los medios de comunicación, nos permitieron lanzar una apuesta política, que fue Podemos. Las etiquetas que tratan de identificar ideológicamente a todos y situarnos para ver quién está más a la izquierda, quién es más moderado… Se producen porque facilita la lectura, el relato. Pero son demasiado esquemáticas para entender cómo pensamos. Lo mejor para entendernos es leer lo que producimos y lo que escribimos, los diálogos entre nosotros...
¿Cuántas almas hay en Podemos, cuáles son las corrientes? Comunistas, anticapitalistas, populistas, indignados del 15M, asociados a CEPS, cristianos de base…
Hay una multiplicidad de posiciones y de historias personales y de biografías, pero en Podemos, por suerte, de momento, no diría que hay diferentes corrientes o almas sino diferentes maneras de ver las cosas, en las que basculamos muchas veces nosotros mismos. Cualquiera que viera un debate en el Consejo Ciudadano o en la Ejecutiva vería cómo cualquiera de nosotros basculamos, en función de los temas y de la discusión concreta. Aunque es muy atractivo calificar con etiquetas y las categorías permiten hacer mapas que nos dan la impresión de entender mejor las cosas, sería muy difícil definir Podemos como una suma de familias políticas que se identifiquen con esas etiquetas. Creo que los elementos fundamentales de Podemos los compartimos todos y que luego en las cosas que podemos discrepar, no discrepamos como grupos organizados, sino como individuos; y eso es positivo.
¿Qué ha pasado en estas últimas semanas, qué balance hace de lo que ha ocurrido en el partido?
En política a veces hay que hacer cambios, mejoras. Esos cambios a veces son difíciles y tienen consecuencias difíciles o incluso desagradables. Pero son imprescindibles. A mí como secretario general me corresponde tomar una serie de decisiones. A veces son muy agradables, divertidas de tomar, y otras son difíciles y desagradables pero no menos necesarias para que vayamos haciendo las cosas mejor. En el caso de una política tan nueva, en una fuerza política en la que el cariño y el amor entre nosotros ha sido tan determinante, seguramente cualquier cambio, cualquier decisión difícil se acusa más. Pero eso forma parte de lo que somos y a mí me gusta que seamos así. Que a nosotros se nos note la tristeza cuando tomamos una decisión difícil en lugar de una sonrisa mal dada creo que habla bien de nosotros.
¿Diría que ha sido una crisis, una fractura, una implosión, una pre-refundación? ¿O un golpe de mano de la Secretaría General?
Diría que es un cambio que recoge una tendencia que es necesaria. Se lo decía a los secretarios de organización cuando hablaba con ellos, les decía que el modelo organizativo surgido de Vistalegre fue seguramente imprescindible para esa etapa pero que ahora toca abrir una etapa nueva, una etapa en la que necesitamos más protagonismo de los territorios, de los círculos, una etapa distinta a aquella en la que teníamos que construir un partido a toda velocidad y afrontar una serie interminable de procesos electorales que eran difíciles. Ahora ya somos otra cosa, estamos mucho más consolidados y creo que toca recuperar un tono organizativo distinto que apueste de manera inequívoca por el protagonismo de la gente y de los círculos. Por eso creo que si el Consejo Ciudadano tiene a bien respaldar la candidatura de Pablo Echenique para ser secretario de Organización, creo que él va a encarnar de manera perfecta ese cambio de tono.
Empleó un tono muy duro en el comunicado de la destitución de Sergio Pascual, en el que algunos han visto un tufo al viejo PCE. Quizá sus votantes echan de menos un poco de autocrítica. ¿Qué errores cree haber cometido desde el 20D? ¿Es consciente de haber cometido errores?
Seguramente sí. Cualquier error político que cometa la organización yo lo tengo que asumir como propio. La crítica y la autocrítica son fundamentales. Muchas veces nosotros, y yo en particular, no somos capaces de comunicar con eficacia. Eso implica un manejo de los tonos y de los registros con los que, a veces, acertamos, y con los que, otras, no acertamos. Eso está muy bien verlo, y cuando te das cuenta de que lo podíamos haber hecho mejor, pues tratar de mejorarlo.
Para ser concretos ¿está hablando de la cal viva y del beso a Pedro? Me refiero al tono...
No necesariamente... En los debates parlamentarios los tonos son duros. Hay que recordar las cosas que se nos dijeron a nosotros. Pero es verdad que muchas veces los tonos pausados y calmados son más eficaces que los tonos más duros. Eso es una cosa que también se va aprendiendo con el tiempo. No es menos cierto también que nosotros estamos donde estamos precisamente porque a veces supimos mantener un tono duro. Mientras el cinismo campaba a sus anchas en los discursos políticos, nosotros fuimos capaces de hablar políticamente del dolor. De decir que mientras estamos hablando aquí, hay gente que está sufriendo mucho, gente a la que están echando de sus casas y gente que lo está pasando muy mal. Pero la política también es el arte de la modulación, y la clave es saber encontrar en cada momento el tono que funciona mejor.
Ha dicho antes que tenía mucha complicidad con Errejón. En pasado. ¿Teme que acabe yéndose del partido?
No lo creo. Del mismo modo que nadie es imprescindible en Podemos, tampoco sobra nadie en Podemos. Estoy convencido de que todos, en este proceso y en este camino, seguiremos aportando lo mejor de nosotros mismos.
¿Qué errores ha cometido Errejón?
Yo creo que Íñigo lo ha hecho bastante bien. Es una magnífica cabeza, es un magnífico intelectual que además practica la política, es un intelectual útil, con el que ha habido una gran complicidad. Y estoy convencido de que la colaboración intelectual y política con Íñigo y con todos los demás compañeros, con Carolina Bescansa, Rafa Mayoral, Pablo Bustinduy… con todos los compañeros con los que trabajo va a continuar, porque además es un elemento imprescindible dentro de Podemos. La política también tiene fases, tiene épocas, y todos estamos madurando mucho: estas semanas en las que han ocurrido décadas, estos meses en los que ha pasado tanto tiempo en España, nos han hecho madurar. Lo que estamos viviendo son momentos de maduración que pueden tener sus puntos dolorosos pero creo que nos van a sacar mucho más fuertes y mucho más eficaces. Nosotros, al fin y al cabo, hemos tenido que hacer en dos años lo que otros han podido hacer en diez o en quince. Es lógico que eso implique ciertos momentos traumáticos, es normal.
Emmanuel Rodríguez ha escrito en Diagonal que los dimitidos del Consejo Ciudadano y otros errejonistas llevaban meses negociando con el PSOE y C’s una moción de censura contra el PP en la Comunidad de Madrid. ¿Usted lo supo?
Yo hablé con José Manuel López (líder de Podemos en la Asamblea de Madrid), que me transmitió esa posibilidad, y le dije que era, evidentemente, una posibilidad interesante, que era una cuestión enormemente importante que teníamos que debatir con calma, que de alguna manera revelaba una contradicción de Ciudadanos, que ante la posibilidad de un gobierno distinto en la Comunidad de Madrid daba la impresión de que prefiere al Partido Popular. Es una opción que hay que pensar y efectivamente sí me han transmitido que es algo a lo que estaban dando vueltas...
¿Y eso lo hizo un grupo afín a Errejón sin su conocimiento?
En ningún caso. De hecho, en el Parlamento no se funciona por grupos ni por corrientes. En todos los parlamentos se funciona orgánicamente como grupo parlamentario y evidentemente tienes que informar, y las decisiones las toma el Consejo Ciudadano, como no podría ser de otra manera.
Hablemos de las confluencias. Las relaciones con Galicia, Valencia y Catalunya no parecen demasiado fluidas...
Yo creo que en esos tres lugares el resultado electoral de los encuentros, que en cada sitio han tenido matices diferentes, han sido buenos. La unión de Podemos con otros actores políticos, tanto en Cataluña como en la Comunidad Valenciana como en Galicia ha producido resultados electorales espectaculares. En Cataluña, al igual que en Euskadi, donde íbamos solos, hemos sido la primera fuerza política, y en la Comunidad Valenciana y en Galicia, igual que en Madrid, en Canarias, en Navarra y en Baleares, donde íbamos solos, hemos sido segunda fuerza. Creo que las cosas van bastante bien y hay bastante satisfacción por parte de todos los actores respecto a cómo han funcionado esas confluencias, y estoy convencido de que se repetirán. Hay una relación en algunos casos de verdadera amistad, por ejemplo, con Yolanda Díez en Galicia, es amiga mía desde hace muchos años, políticamente nos entendemos muy bien, con Xosé Manuel Beiras me entiendo muy bien, con Mónica Oltra me entiendo de maravilla, así como con los compañeros catalanes... Creo que las cosas han funcionado muy bien.
Gerardo Tecé, desde Sevilla, le pregunta: Cataluña y Andalucía han sido tradicionalmente las grandes bolsas de votos que han llevado al PSOE al Gobierno estatal. Parece claro que son las mismas bolsas de votos que Podemos necesitaría para no ser acompañante, sino cabeza de cartel. En Cataluña las cosas les van bien, pero en Andalucía, que es el lugar donde el paro y la desigualdad pegan más fuerte, un lugar que teóricamente debiera ser terreno sembrado para Podemos, están muy, muy lejos del PSOE. Les doblaron en voto en las generales. ¿A qué se debe?
A la estructura social de España. Aun así, lo que nosotros hicimos en Andalucía es increíble, en las elecciones de marzo tuvimos más del 14% y en las elecciones generales, en torno al 17%, ¡en Andalucía! Es verdad que nuestro voto se ha concentrado, como históricamente el voto del cambio en España, en las grandes ciudades y las periferias, en zonas más industrializadas. Aun así, el resultado en Andalucía, para lo que es la estructura social de este país y de Andalucía, es impresionante. Es un desafío mejorarlos. Teresa Rodríguez tiene muy claros los pasos que tenemos que dar para seguir avanzando en Andalucía y ganar. El análisis de Gerardo es correcto: para el Partido Socialista fueron fundamentales esos dos bastiones simultáneamente, Zapatero no hubiera ganado sin contar los resultados en Cataluña y en Andalucía. En Cataluña parece que ahora la fuerza hegemónica somos nosotros y en Andalucía va a costar un poco más pero creo que estamos trabajando en la buena dirección.
Está usted entrando en la segunda parte de la entrevista a Pablo Iglesias, secretario general de Podemos.
En estos dos últimos bloques, Iglesias analiza de forma exhaustiva la situación política española y, más brevemente, la europea.
Durante la conversación, Iglesias muestra su cara más profesional, suave y constructiva. Vestido con piel de cordero, usa a menudo el latiguillo “yo creo que” para dar una imagen más dialogante y escapar de las reiteradas acusaciones --incluso internas-- de arrogancia. Afirma que la gran coalición sería un suicidio para el PSOE, y anima a los socialistas a volver a su programa electoral y a abandonar el "pacto de derechas" con Ciudadanos para formar un gobierno con Podemos, IU, Compromís y los votos favorables del PNV, incidiendo en que la abstención de los grupos catalanes, que el PSOE se niega en redondo a negociar, no supondría ningún deshonor o trauma.
Iglesias argumenta que, si el PSOE rectifica tres puntos clave de su acuerdo con C’s (reforma laboral, reforma fiscal, salario mínimo), Podemos no pondrá ningún obstáculo a que Pedro Sánchez sea presidente, y devolviéndole la anáfora de la investidura, añade que, si este quiere, puede haber un Gobierno progresista "la semana que viene”.
Al mismo tiempo, el líder del partido morado subraya que la presión que ha sufrido Sánchez por parte de su partido y de los poderes financieros es "asfixiante", y reitera la idea de que esos poderes no dejarán que el PSOE pacte con Podemos. Pero descarta que su partido se plantee abstenerse in extremis para dejar gobernar en minoría al PSOE con C's: "Cuando una fuerza política con 5,3 millones de votos le dice a otra con 5 millones, en una situación en la que podrían gobernar juntos perfectamente, 'no, usted pase a la oposición, que va a influir mucho…'. Pues lo mismo podríamos decir nosotros: pasen ustedes a la oposición e influyan".
Sobre Europa, cuenta que mantienen contactos con diversas fuerzas de izquierda (Bloco de Esquerda, PS belga, disidentes del PS francés, Mélenchon...) para forjar alianzas capaces de modular la política económica de la UE. Su idea es que "hay que construir un nuevo espacio con los sectores de la socialdemocracia que quieren recuperar los estados del bienestar en Europa".
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2016.03.07 13:17 lulydelmar1 La casta tiene los números para formar gobierno. Lo que evidentemente no tienen claro es cuál es la ecuación política para frenar a Podemos a corto, mediano y largo plazo.

Y eso se traduce en un show patético:
Rajoy cita a Sánchez y le pide que vaya solo, y Sánchez responde que irá con Rivera. La verdad que la gente no se merece 2 meses más de una nueva serie de episodios tan lamentables.
Pero esto es lo que la gente votó. Es hora de preguntarse si es posible la Democracia, cuando el 90% de la información está en manos de corporaciones mediáticas que funcionan como formadoras de opinión.
Alguien decía por ahí, que El País era el instrumento mediático del Psoe y Cs, pero es al revés. Son el Psoe y Cs instrumentos del Grupo Prisa. Y el PP también.
Tienen los números, tienen los millones, tienen a los partidos como instrumentos políticos, pero les falta cerrar la ecuación, para no ir a nuevas elecciones. Pero la ecuación la van a cerrar. No van a permitir que la gente vuelva a votar y que los números cambien.
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2016.01.07 20:35 Confidencial LAS MAFIAS IMPERIALISTAS FALSIFICAN EL ISLAM

Desde el principio de ésta religión como de otras, las mafias opresivas han falsificado la creencia de las religiones que han sido constituidas con el fin de liberar la humanidad de la esclavitud y la opresión impuesta por el imperialismo opresor, también para evitar las peleas y muertes entre los humanos. Esto ha sucedido con las orientales, pero también con las occidentales como la judaica, la cristiana y la Islámica. Cambiando la fe han conseguido someter a la humanidad bajo el yugo de los opresores, creando confusión, división, fanatismo, esclavitud, enfrentamientos y guerras. Todo lo contrario para lo que han sido creadas.
Actualmente hablan de unir todas las religiones, pero es para que sigan al servicio del imperialismo y no se liberen, si verdaderamente quieren unirlas solo tienen que volver a los principios eliminando todas las mentiras que han introducido y ponerlas al servicio de la paz, de la verdadera justicia social, de las clases más desfavorecidas y de los derechos humanos que han sido para lo que han sido creadas y no usarlas para seguir utilizándolas para servicio de hombres opresores, creando división, manipulación, esclavitud y enfrentamiento.
Este es el ejemplo de una de las más grandes y más recientes.
LA HISTORIA DEL ISLAM
Islam... el camino a Dios por sumisión
[Arte: caracteres árabes]
 ¡“En el nombre de Dios [árabe: Allah, Alá], el Compasivo, el Misericordioso!” Esa es la traducción del versículo del Corán citado arriba. Después vienen las siguientes expresiones: “Alabado sea Dios, Señor del universo, el Compasivo, el Misericordioso, Soberano del día del Juicio. A Ti solo servimos y a Ti solo imploramos ayuda. Dirígenos por la vía recta, la vía de los que Tú has agraciado, no de los que han incurrido en la ira, ni de los extraviados” (El Corán, sura 1:1-7). 
2 Estas palabras forman al-Fátihah (el “Exordio”; literalmente: “La que abre”), el primer capítulo o sura del libro sagrado musulmán, el Corán. Puesto que de cada seis personas de la población del mundo más de una es musulmana, y los musulmanes devotos repiten estos versículos por lo menos cinco veces en sus oraciones diarias, estas palabras tienen que estar entre las más recitadas de la Tierra.
3 Según una fuente, hay más de 900.000.000 de musulmanes en el mundo, lo cual hace que solo la cristiandad sobrepase al islam en la cantidad de miembros. Quizás sea la religión de más rápido crecimiento entre las principales del mundo, una que sigue extendiéndose en África y en el mundo occidental.
4 El nombre islam es significativo para el musulmán, porque quiere decir “sumisión”, “sometimiento” o “rendición” a Alá [Dios]. Según un historiador, “expresa la actitud más íntima de los que han escuchado la predicación de Mahoma”. “Musulmán” significa ‘uno que cumple o practica islam’.
5 Los musulmanes creen que su fe es la culminación de las revelaciones dadas a los hebreos y cristianos fieles de la antigüedad. Sin embargo, sus enseñanzas difieren de las de la Biblia en algunos puntos, aunque en el Corán hay referencias tanto a las Escrituras Hebreas como a las Escrituras Griegas. Para entender mejor la fe musulmana tenemos que saber cómo, dónde y cuándo empezó.
“Corán” o “Alcorán” significa “Recitación”. Debe señalarse que el idioma original del Corán es el árabe. A menos que se indique lo contrario, las citas que damos aquí están tomadas de la traducción del Corán al español por Julio Cortés; el primer número representa el capítulo o sura (azora), y el segundo es el número del versículo o aleya.
El Corán y la Biblia
“Él te ha revelado la Escritura con la Verdad, en confirmación de los mensajes anteriores. Él ha revelado la Tora [Los cinco libros de Moisés] y el Evangelio antes, como dirección para los hombres, y ha revelado el Criterio.”—Sura 3:3, 4.
“Casi todas las narraciones históricas del Corán tienen sus paralelos bíblicos. Entre los personajes del Antiguo Testamento figuran prominentemente Adán, Noé, Abrahán (mencionado unas 70 veces en 25 diferentes suras, con su nombre como título para el sura 14), Ismael, Lot, José (a quien se dedica el sura 12), Moisés (cuyo nombre aparece en 34 diferentes suras), Saúl, David, Salomón, Elías, Job y Jonás (cuyo nombre lleva el sura 10). La historia de la creación y caída de Adán se menciona cinco veces; el diluvio, ocho; y Sodoma, ocho. En realidad, el Corán manifiesta más paralelismo con el Pentateuco [los cinco libros de Moisés] que con cualquier otra parte de la Biblia.
”De los personajes del Nuevo Testamento solo se hace referencia a Zacarías, Juan el Bautista, Jesús (Isa) y María. ”Un estudio comparado de las narraciones coránicas y bíblicas, no revela ninguna dependencia verbal [ninguna cita directa].”—History of the Arabs (Historia de los árabes).
Sin embargo, véase el párrafo 30, sobre Sura 21:105.
Mahoma recibe su llamamiento
6 Mahoma (Muhammad) nació en La Meca (árabe: Makkah), Arabia Saudí, alrededor de 570 Era Cristiana. Su padre, Abdallah, murió antes de que Mahoma naciera. Su madre, Amina, murió cuando Mahoma tenía unos seis años de edad. En aquel tiempo los árabes practicaban una forma de adoración de Alá que tenía como centro el valle de La Meca, en el lugar sagrado de la Caaba, un edificio sencillo de forma cúbica donde se veneraba un meteorito negro. Según la tradición islámica, “la Caaba fue construida originalmente por Adán en conformidad con un prototipo celestial y después del Diluvio fue reconstruida por Abrahán e Ismael” (History of the Arabs [Historia de los árabes], por Philip K. Hitti). Llegó a ser un santuario donde había 360 ídolos, uno por cada día del año lunar.
7 Mientras crecía, Mahoma puso en tela de juicio las prácticas religiosas de su tiempo. John Noss, en su libro Man’s Religions (Las religiones del hombre), dice: “A [Mahoma] le perturbaban las riñas incesantes en beneficio declarado de la religión y del honor entre los jefes de la tribu quraysí [Mahoma pertenecía a esta tribu]. Estaba menos satisfecho aún con los elementos sobrevivientes de la religión árabe antigua, el politeísmo y el animismo idolátricos, la inmoralidad en las convocaciones y ferias religiosas, el beber, el jugar por dinero y bailar que eran la costumbre acepta, y el enterrar vivas como indeseables a las recién nacidas, algo que no solo se practicaba en La Meca, sino en toda Arabia”. (Sura 6:137.)
8 Mahoma recibió el llamamiento para ser profeta cuando tenía unos 40 años. Él acostumbraba ir solo a una gruta cercana —llamada la caverna Hira— para meditar, y afirmó que en una de aquellas ocasiones se le llamó a la obra de profeta. La tradición musulmana dice que, mientras estaba allí, un ángel que después fue identificado como Gabriel le ordenó que recitara en el nombre de Alá. Mahoma no respondió, de modo que el ángel ‘lo asió enérgicamente y apretó tanto que Mahoma no podía soportarlo’. Entonces el ángel repitió el mandato. De nuevo Mahoma no respondió, de modo que el ángel ‘le apretó la garganta’ de nuevo. Esto ocurrió tres veces antes de que Mahoma empezara a recitar lo que llegó a considerarse la primera de una serie de revelaciones de que está hecho el Corán. Otra tradición cuenta que la inspiración divina le fue revelada a Mahoma como el tañido de una campana (The Book of Revelation [El libro de la revelación] de Ṣaḥīḥ Al-Bukhārī).
Revelación del Corán 9 ¿Cuál se dice que fue la primera revelación que recibió Mahoma? Las autoridades islámicas por lo general concuerdan en que esta consistió en los primeros cinco versículos del sura 96, que dicen en la traducción de Rafael Cansinos Asséns del Corán, bajo el título de “El coágulo (Al-Alak)”:
“¡En el nombre de Alá, el piadoso, el apiadable! Lee el nombre de tu Señor, que creó: Creó al hombre de un coágulo de sangre. Lee; y tu Señor (es) el más generoso. Que te enseñó la caña. Enseñó al hombre lo que no sabía”.
10 Según la fuente árabe The Book of Revelation, Mahoma contestó: “No sé leer”. Por lo tanto, tuvo que aprenderse de memoria las revelaciones para poder repetirlas y recitarlas. Los árabes eran diestros en el uso de la memoria, y por eso esto no fue difícil para Mahoma. ¿Cuánto tiempo le tomó recibir todo el mensaje del Corán? Por lo general se cree que las revelaciones le vinieron durante un período de unos 20 a 23 años, desde aproximadamente 610 E.C. hasta su muerte en 632 E.C.
11 Varias fuentes musulmanas explican que tan pronto como Mahoma recibía cada revelación la recitaba a los que por casualidad se hallaban cerca. Estos, a su vez, se aprendían de memoria lo revelado y lo mantenían vivo por recitación. Puesto que entre los árabes era desconocida la fabricación del papel, Mahoma hizo que unos escribas pusieran por escrito las revelaciones en los materiales primitivos entonces disponibles para ello, como omóplatos de camellos, hojas de palmera, madera y pergamino. Sin embargo, no fue sino hasta después de la muerte del profeta cuando el Corán adquirió su forma actual, bajo la guía de los sucesores y compañeros de Mahoma. Esto sucedió durante la gobernación de los primeros tres califas o líderes musulmanes.
12 El traductor Muhammad Pickthall escribe: “Todos los suras del Corán se habían puesto por escrito antes de la muerte del Profeta, y muchos musulmanes se habían aprendido de memoria todo el Corán. Pero los suras escritos estaban esparcidos entre la gente; y cuando en una batalla murieron muchos de los que sabían de memoria todo el Corán, se hizo una colección de todo el Corán y se puso por escrito”.
13 La vida islámica está gobernada por tres autoridades: el Corán, la Hadiz y la Sharia. Los musulmanes creen que el Corán en árabe es la forma más pura de la revelación, porque dicen que el árabe fue el idioma que Dios usó al hablar mediante Gabriel. Sura 43:3 dice: “Hemos hecho de ella un Corán árabe. Quizás, así, razonéis”. Por eso, para los musulmanes “cualquier traducción del Corán a otra lengua no puede sino desfigurar el texto”, dice el orientalista Jacques Jomier. De hecho, algunos eruditos islámicos rehúsan traducir el Corán. Su punto de vista es que traducir es siempre traicionar, y por lo tanto, “salvo en casos contados, el conjunto de los doctores de la ley prohíbe formalmente todo empleo litúrgico del Corán en traducción”, dice el mismo orientalista.
Las tres fuentes de enseñanza y guía
El Corán o Alcorán, del cual se dice que fue revelado a Mahoma por el ángel Gabriel. El significado y las palabras del Corán en árabe se consideran inspirados.
La Hadiz, o Sunna, “los actos, dichos y aprobación silenciosa (taqrīr) del Profeta fijados durante el segundo siglo [A.H.] en la forma de hadices escritas. Por lo tanto, una hadiz es el registro de una acción o de dichos del Profeta”. También se puede aplicar a las acciones o dichos de cualquiera de los “Compañeros [de Mahoma] o los Sucesores de estos”. En una hadiz, solo el significado se considera inspirado.—History of the Arabs (Historia de los árabes).
La Sharia, o derecho canónico, basada en principios del Corán, reglamenta religiosa, política y socialmente toda la vida del musulmán. “Todos los actos del hombre se clasifican en cinco categorías legales: 1) lo que se considera deber absoluto (farḍ) [que implica recompensa por obrar o castigo por no obrar]; 2) actos dignos de elogio o meritorios (mustaḥabb) [que implican una recompensa, pero ningún castigo por omisión]; 3) actos permisibles (jā’iz, mubāḥ), que en sentido legal son indiferentes; 4) acciones reprensibles (makrūh), que se desaprueban, pero no se castigan; 5) actos prohibidos (ḥarām), la realización de los cuales exige castigo.”—History of the Arabs.
Expansión islámica
14 Mahoma fundó su nueva fe en lucha contra grandes obstáculos. La gente de La Meca, aun de su misma tribu, lo rechazó. Después de 13 años de persecución y odio, él trasladó su centro de actividades hacia el norte a Yatrib, que entonces llegó a conocerse como al-Madinat (Medina), la ciudad del profeta. Esta emigración o hégira (hiŷra) en 622 E.C. señaló un punto significativo en la historia islámica, y posteriormente aquella fecha fue adoptada como el punto de partida del calendario islámico.
15 Con el tiempo Mahoma prevaleció cuando La Meca se rindió a él en enero de 630 E.C. (8 A.H.) y Mahoma llegó a ser su gobernante. Con las riendas del poder seglar y religioso en las manos, pudo limpiar de la Caaba las imágenes idolátricas y establecerla como el foco de las peregrinaciones a La Meca, que continúan hasta la actualidad.
16 Pocas décadas después de la muerte de Mahoma en 632 E.C. el islam se había esparcido hasta Afganistán y aun a Túnez en África del norte. Para principios del siglo VIII la fe coránica había penetrado en España y llegaba hasta la frontera francesa. Como declara el profesor Ninian Smart en su libro Background to the Long Search (Antecedentes de la larga búsqueda): “Considerado desde un punto de vista humano, el logro de un profeta árabe que vivió en los siglos VI y VII después de Cristo es asombroso. Según el parecer humano, de él provino una nueva civilización. Pero, por supuesto, para el musulmán la obra era divina y el logro era de Alá”.
La muerte de Mahoma lleva a desunión
17 La muerte del profeta ocasionó una crisis. Él murió sin dejar un hijo varón y sin designar claramente un sucesor. Como dice Philip Hitti: “El califato [puesto de califa] es, por lo tanto, el problema más antiguo con que tuvo que encararse el islam. Todavía es cuestión discutida. Según las palabras del historiador musulmán al-Shahrastāni [1086-1153]: ‘Nunca ha habido una cuestión islámica que haya causado más derramamiento de sangre que la del califato (imāmah)’”. ¿Cómo se resolvió el problema allá en 632 E.C.? “Abu Bakú, fue designado (el 8 de junio de 632) sucesor de Mahoma por alguna forma de elección en que participaron los jefes que estaban presentes en la capital, al-Madinat” (History of the Arabs). 18 El sucesor del profeta sería un gobernante, un jalifa o califa. No obstante, la cuestión de quiénes eran los verdaderos sucesores de Mahoma se convirtió en causa de divisiones en las filas del islam. Los musulmanes sunníes aceptan el principio de un puesto electivo más bien que el de descendencia del profeta. Por lo tanto, creen que los primeros tres califas, Abu Bakr (suegro de Mahoma), Omar (consejero del profeta) y Otmán (yerno del profeta), fueron los sucesores legítimos de Mahoma.
19 Objetan a esa alegación los musulmanes chiítas (shiítas), quienes dicen que el verdadero liderato viene por el linaje del profeta y mediante su primo y yerno, Alí ibn Abu Talib, el primer imam o imán (líder y sucesor), quien se casó con la hija favorita de Mahoma, Fátima. Del matrimonio de ellos vinieron los nietos de Mahoma llamados Hasán y Husein. Los chiítas también afirman “que desde el principio Alá y su Profeta habían designado claramente a Alí como el único sucesor legítimo, pero que los primeros tres califas lo habían privado por fraude de su puesto legítimo” (History of the Arabs). Claro, los musulmanes sunníes no opinan así.
20 ¿Qué le pasó a Alí? Durante su gobernación como el cuarto califa (656-661 E.C.) surgió una lucha por la jefatura entre él y el gobernador de Siria, Muawiya. Combatieron, y luego, para evitar más derramamiento de sangre entre musulmanes, sometieron su disputa a arbitraje. El que Alí aceptara un arbitraje debilitó su causa y apartó a muchos de sus seguidores, entre ellos a los jaridjitas (secesionistas), quienes se convirtieron en sus enemigos mortales. En el año 661 E.C., Alí fue asesinado con la punta envenenada de un sable por un fanático jaridjita. Los dos grupos (los sunníes y los chiítas) quedaron disgustados. La rama sunní del islam entonces escogió un líder de entre los omeyas, jefes acomodados de La Meca que no formaban parte de la familia del profeta.
21 Para los chiítas, Hasán, el primogénito de Alí y nieto del profeta, era el verdadero sucesor. Sin embargo, él abdicó y fue asesinado. Su hermano Husein llegó a ser el nuevo imán, pero él también murió a manos de soldados omeyas el 10 de octubre de 680 E.C. Su muerte o martirio (como lo consideran los chiítas) ha tenido un efecto significativo en el partido de Alí hasta nuestros días. Ellos creen que Alí era el verdadero sucesor de Mahoma y el primer “imán [líder] protegido divinamente de error y pecado”. Para los chiítas Alí y sus sucesores eran maestros infalibles que tenían “el don divino de la impecabilidad”. El grupo mayoritario de los chiítas cree que ha habido solo 12 verdaderos imanes, y el último de estos, Mahomet al-Muntazar, desapareció (878 E.C.) “en la cueva de la gran mezquita de Samarra sin dejar prole”. Así, “llegó a ser ‘el oculto (mustatir)’ o ‘el imán esperado (muntaẓar)’. Al debido tiempo aparecerá como el Mahdi (guiado divinamente) para restablecer el islam verdadero, conquistar todo el mundo e introducir un milenio breve antes del fin de todas las cosas” (History of the Arabs).
22 Cada año los chiítas conmemoran el martirio del imán Husein. Tienen procesiones en las cuales algunos se cortan con cuchillos y espadas, y se causan sufrimiento de otras maneras. En los últimos tiempos los musulmanes chiítas han recibido mucha publicidad debido a su celo por las causas islámicas. No obstante, representan solo cerca del 20% de los musulmanes del mundo, que en su mayoría son sunníes. Pero ahora examinemos algunas enseñanzas del islam y notemos qué efecto tiene la fe islámica en la conducta diaria de los musulmanes.
Dios es supremo, no Jesús 23 Las tres principales religiones monoteístas del mundo son el judaísmo, el cristianismo y el islam. Pero para cuando apareció Mahoma hacia el principio del siglo VII Era Cristiana., desde el punto de vista de él las primeras dos religiones se habían apartado de la senda de la verdad. De hecho, según algunos comentaristas islámicos el Corán da a entender un rechazamiento de los judíos y de los cristianos cuando declara: “No [la vía] de los que han incurrido en la ira, ni de los extraviados”. (Sura 1:7.) ¿A qué se debe esto?
24 Un comentario sobre el texto coránico declara: “El Pueblo del Libro se extravió: Los judíos al violar su Pacto, y calumniar a María y Jesús y los cristianos al elevar a Jesús el Apóstol a igualdad con Dios” mediante la doctrina de la Trinidad. (Sura 4:153-176, AYA.)
25 La enseñanza principal del islam, por su absoluta sencillez, es lo que se conoce como la shahada o confesión de fe, que todo musulmán sabe de memoria: “La ilāh illa Allāh; Muḥammad rasūl Allāh” (No hay más dios que Alá; Mahoma es el mensajero de Alá). Esto concuerda con la expresión coránica: “Vuestro Dios es un Dios Uno. No hay más dios que Él, el Compasivo, el Misericordioso”. (Sura 2:163.) Esta idea se expresó 2.000 años antes en el antiguo llamamiento a Israel: “Escucha, oh Israel: Jehová nuestro Dios es un solo Jehová”. (Deuteronomio 6:4.) Jesús repitió este mandato, el mayor, que está escrito en Marcos 12:29, unos 600 años antes de Mahoma, y en ninguna parte afirmó Jesús ser Dios o igual a Él. (Marcos 13:32; Juan 14:28; 1 Corintios 15:28.)
26 Respecto a la unicidad de Dios el Corán declara: “Creed, pues, en Dios y en sus apóstoles, y no digáis: ‘Trinidad’. Absteneos de ello y será mejor para vosotros; porque, Dios es un dios único”. (Sura 4:171, CA.) No obstante, debemos señalar que el cristianismo verdadero no enseña una Trinidad. Esa es una doctrina de origen pagano que introdujeron apóstatas de la cristiandad después de la muerte de Cristo y los apóstoles.
Las Seis Columnas de la Fe
  1. Fe en un solo Dios, Alá (Sura 23:116, 117)
  2. Fe en los ángeles (Sura 2:177)
  3. Los libros sagrados: la Torá, el Evangelio, los Salmos, los Rollos de Abrahán, el Corán
  4. Fe en muchos profetas, pero un solo mensaje. Adán fue el primer profeta. Otros han sido Abrahán, Moisés, Jesús y “el sello de los profetas”, Mahoma (Sura 4:136; 33:40)
  5. Fe en un día del juicio, cuando se levanten de las tumbas a todos los muertos (Sura 15:35, 36)
  6. Fe en la omnisciencia y presciencia de Dios, y en que él determina todo lo que sucede. Sin embargo, el hombre tiene libertad de elección en sus actos. [Las sectas islámicas están divididas sobre la cuestión del libre albedrío] (Sura 9:51)
Alma, resurrección, paraíso e infierno
27 El islam enseña que el hombre tiene un alma que pasa a un más allá. El Corán dice: “Dios llama a las almas cuando mueren y cuando, sin haber muerto, duermen. Retiene aquéllas cuya muerte ha decretado”. (Sura 39:42.) Al mismo tiempo, el sura 75 está dedicado totalmente a “La Resurrección”. En parte dice: “¡Juro por el día de la Resurrección! ¿Cree el hombre que no juntaremos sus huesos? Pregunta: ‘¿Cuándo será el día de la Resurrección?’ Ese tal [Alá], ¿no será capaz de devolver la vida a los muertos?”. (Sura 75:1, 3, 6, 40.)
28 Según el Corán, el alma puede tener diferentes destinos, que pueden ser: o un jardín celestial paradisíaco, o el castigo de un infierno ardiente. Como declara el Corán: “Preguntan: ‘¿Cuándo llegará el día del juicio final?’ ¡El día en que sean torturados en el fuego! ‘Se les dirá: “¡Sufrid vuestra tortura! ¡He aquí lo que pretendíais urgir!”’”. (Sura 51:12-14, CA.) “Tendrán [los pecadores] un castigo en la vida de acá, pero en la otra tendrán un castigo más penoso. No tendrán quien les proteja contra Dios.” (Sura 13:34.) Se presenta la pregunta: “Y ¿cómo sabrás qué es? ¡Un fuego ardiente!”. (Sura 101:10, 11.) Este terrible destino se describe con lujo de detalles: “Por cierto que, a quienes niegan nuestras aleyas les introduciremos en el fuego infernal. Cada vez que su piel se haya abrasado, se la cambiaremos por otra piel, para que experimenten el suplicio; porque, Dios es poderoso, prudente”. (Sura 4:56, CA.) En otro lugar dice: “Por cierto que, el infierno será una emboscada, donde permanecerán siglos. En que no probarán sueño ni más bebida, que agua hirviente e icor”. (Sura 78:21, 23-25, CA.)
29 Los musulmanes creen que el alma de un difunto pasa a la Barzakh o “Barrera”, “una barrera que participa de lo temporal (tiempo intermedio entre la hora de la muerte y la hora de la resurrección)”. (Sura 23:99, 100.) El alma está consciente allí experimentando castigo si la persona ha sido impía, o disfrutando de felicidad si ha sido fiel. Pero los fieles también tienen que experimentar alguna tortura debido a los pocos pecados que hayan cometido durante su vida. En el día del juicio, cada uno se encara con su destino eterno, que pone fin a este estado intermedio.
30 En contraste con eso, a los justos se les prometen los jardines celestiales del paraíso: “A quienes creen y obren bien, les introduciremos en Jardines por cuyos bajos fluyen arroyos, en los que estarán eternamente, para siempre”. (Sura 4:57.) “Por cierto que, hoy los dilectos del Paraíso se entregarán al júbilo; ellos con sus esposas estarán en gratas umbrías, acodados sobre los sofás.” (Sura 36:55, 56, CA.) “Hemos escrito en los Salmos, después de la Amonestación, que la tierra la heredarán Mis siervos justos.” La nota en este sura remite al lector a Salmo 37:29. (Sura 21:105.) En otra versión (AYA) también se remite a Salmo 25:13 y a las palabras de Jesús en Mateo 5:5. La referencia a esposas nos lleva ahora a otra pregunta.
¿Monogamia, o poligamia?
31 ¿Es la poligamia lo normal entre los musulmanes? Aunque el Corán permite la poligamia, muchos musulmanes tienen una sola esposa. Debido a las muchas viudas que hubo después de costosas batallas, el Corán hizo lugar para la poligamia: “Si teméis no ser justos con los huérfanos, casaos con las mujeres que os gusten: dos, tres o cuatro. Pero, si teméis no obrar con justicia, casaos con una sola o con vuestras esclavas”. (Sura 4:3.) Una biografía de Mahoma por Ibn-Hishām menciona que Mahoma se casó con una viuda acaudalada, Jadiya, que era 15 años mayor que él. Después de la muerte de ella, se casó con muchas mujeres. Cuando murió, dejó nueve viudas.
32 En el islam hay otra forma de matrimonio que se llama muta. Se define como “un contrato especial concertado entre un hombre y una mujer mediante oferta y aceptación de matrimonio por un período limitado y con una dote especificada como en el contrato para el matrimonio permanente” (Islamuna, por Muṣṭafā al-Rāfi‛ī). Los sunníes lo llaman un matrimonio de placer, y los chiítas lo llaman un matrimonio que ha de terminar en un período específico. La misma fuente dice: “Los hijos [de esos matrimonios] son legítimos y tienen los mismos derechos que los hijos de un matrimonio permanente”. Parece que esta forma de matrimonio temporal se practicaba en los días de Mahoma, y él permitió que continuara. Los sunníes insisten en que después se prohibió, mientras que los imamíes, el mayor entre los grupos chiítas, creen que todavía está en vigor. De hecho, muchos practican esta forma de matrimonio, especialmente cuando el hombre está alejado de su esposa por largo tiempo.
El islam y la vida cotidiana
33 El islam implica cinco obligaciones principales y cinco creencias fundamentales. Una de las obligaciones es que el musulmán devoto se vuelva hacia La Meca cinco veces al día en oración (salat). En el día de descanso musulmán (el viernes) los hombres acuden a la mezquita cuando oyen al almuédano convocarlos a la oración desde el alminar. Hoy día muchas mezquitas ponen una grabación en vez de tener a alguien que dé a voces la llamada.
34 La mezquita (árabe: masjid) es el lugar de adoración musulmán, descrito por el rey Fahd ibn Abdul Aziz de la Arabia Saudí como “la piedra angular del llamamiento a Dios”. Él definió la mezquita como “un lugar de oración, estudio, actividades legales y judiciales, consulta, predicación, guía, educación y preparación. La mezquita es el corazón de la sociedad musulmana”. Estos lugares de adoración se ven ahora por todo el mundo. Uno de los más famosos de la historia es la mezquita de Córdoba, España, que por siglos fue la mayor del mundo.
Conflicto con la cristiandad y dentro de ella
35 Desde el siglo VII el islam se extendió hacia el oeste al África del norte, hacia el este a Paquistán, India y Bangladesh, y al sur a Indonesia. Mientras se extendía, entró en conflicto con una Iglesia Católica militante, que organizó cruzadas para recobrar de manos de los musulmanes la Tierra Santa. En 1492 la reina Isabel y el rey Fernando de España completaron la reconquista católica de España. Los musulmanes y los judíos tendrían que convertirse, o serían expulsados de España. La tolerancia mutua que había existido bajo el dominio musulmán en España desapareció después bajo la influencia de la Inquisición católica. No obstante, el islam sobrevivió, y en el siglo XX ha experimentado un resurgimiento y gran expansión.
36 Mientras el islam se extendía, la Iglesia Católica pasaba por su propia agitación al tratar de mantener la unidad en sus filas. Pero dos vigorosas influencias estaban por irrumpir en el escenario de los acontecimientos, y estas fragmentarían aún más la imagen monolítica de aquella iglesia. Estas fueron: la imprenta y la Biblia en el idioma de la gente.
Las Cinco Columnas de la Observancia
  1. Repetir el credo (shahada): “No hay más Dios que Alá; Mahoma es el mensajero de Alá” (Sura 33:40)
  2. Oración (salat) hacia La Meca cinco veces al día (Sura 2:144)
  3. Caridad (zakat), la obligación de dar cierto porcentaje de los ingresos de uno y del valor de alguna propiedad (Sura 24:56)
  4. Ayuno (saum), especialmente durante la celebración de Ramadán, que dura un mes (Sura 2:183-185)
  5. Peregrinación (hayy). Una vez en la vida, todo varón musulmán tiene que hacer el viaje a La Meca. Solo la enfermedad y la pobreza son excusas lícitas (Sura 3:97)
El bahaísmo... en busca de la unidad mundial
1 El bahaísmo o behaísmo no es una secta del islam, sino una ramificación del babismo, un grupo de Persia (hoy Irán) que se separó de la rama chiíta del islam en 1844. El líder de los babistas fue Mirza Alí Mohamed, de Shiraz, quien se proclamó el Bab (“la Puerta”) y el imam-mahdi (“líder rectamente guiado”) de la línea de Mahoma. Fue ejecutado por las autoridades persas en 1850. En 1863 Mirza Husein Alí Nuri, miembro prominente del grupo babista, “se declaró ‘Aquel a quien Dios pondrá de manifiesto’, a quien el Bab había predicho”. También adoptó el nombre de Baha Allah (“Esplendor de Dios”) y formó una nueva religión, el bahaísmo.
2 Baha Allah fue desterrado de Persia y con el tiempo fue encarcelado en Acco (hoy Acre, Israel). Allí escribió su obra principal, al-Kitab al-Aqdas (El Libro Santísimo), y dio forma abarcadora a la doctrina del bahaísmo. Al morir Baha Allah, la dirección de aquella religión en ciernes pasó a su hijo Abd al-Baha, y después a su bisnieto, Shoghi Effendi Rabbani, y en 1963 a un cuerpo administrativo electo conocido como la Casa Universal de Justicia.
3 Los bahaístas creen que Dios se ha revelado al hombre mediante “Manifestaciones Divinas”, que son: Abrahán, Moisés, Krisna, Zoroastro, el Buda, Jesús, Mahoma, el Bab y Baha Allah. Creen que estos mensajeros fueron provistos para guiar a la humanidad por un proceso evolutivo en el cual la aparición del Bab inició una nueva era para la humanidad. Los bahaístas dicen que hasta la fecha su mensaje es la revelación más plena de la voluntad de Dios, y que es el instrumento principal dado por Dios que hará posible la unidad mundial. (1 Timoteo 2:5, 6.)
4 Uno de los preceptos básicos del bahaísmo es “que todas las grandes religiones del mundo tienen origen divino, que sus principios fundamentales están en completa armonía”. Estas “solo difieren en los aspectos no esenciales de sus doctrinas”. (2 Corintios 6:14-18; 1 Juan 5:19, 20.)
5 Entre las creencias bahaístas están la unicidad de Dios, la inmortalidad del alma y la evolución (biológica, espiritual y social) de la humanidad. Por otra parte, el bahaísmo rechaza el concepto común de los ángeles. También rechaza la Trinidad, la enseñanza hinduista de la reencarnación, y tanto la caída humana desde su estado de perfección como el rescate posterior de la humanidad mediante la sangre de Jesucristo. (Romanos 5:12; Mateo 20:28.)
6 La hermandad del hombre y la igualdad de las mujeres son rasgos principales del bahaísmo. Los bahaístas practican la monogamia. Por lo menos una vez al día rezan una de las tres oraciones reveladas por Baha Allah. Practican el ayuno desde la salida hasta la puesta del Sol durante los 19 días del mes bahaísta de ‘Alā, que cae en marzo. (El calendario bahaísta consiste en 19 meses, de 19 días cada uno, con algunos días intercalares.)
7 El bahaísmo no tiene muchos ritos fijos ni tiene clero. Quienquiera que profese fe en Baha Allah y acepte sus enseñanzas puede inscribirse como miembro. Los bahaístas se reúnen para adorar en el primer día de cada mes bahaísta.
8 Los bahaístas se ven como un grupo que tiene la misión de la conquista espiritual del planeta. Tratan de esparcir su fe mediante la conversación, el ejemplo, el participar en proyectos de la comunidad y en campañas de información. Creen en obediencia absoluta a las leyes del país donde residen, y aunque votan, no participan en la política. Prefieren el servicio no combatiente en las fuerzas armadas cuando les es posible, pero no son objetores de conciencia.
9 Como religión misional, el bahaísmo ha crecido rápidamente durante los últimos años. Los bahaístas calculan que por todo el mundo tienen casi 5.000.000 de creyentes, aunque de hecho el registro de adultos en su religión es de poco más de 2.300.000.
[Notas] Los musulmanes creen que la Biblia contiene revelaciones de Dios, pero que algunas fueron falsificadas posteriormente.
En español el nombre del profeta se ha escrito de varias maneras (Mahoma, Muhammad, Mahomet, Mohamed, etc.). Aquí usamos Mahoma.
Así, el año musulmán se da como A.H. (latín: Anno Hegirae, año de la huida), más bien que A.D. (Anno Domini, año del Señor).
Sobre el asunto del alma y el infierno de fuego, compárese esto con los siguientes textos bíblicos: Génesis 2:7; Ezequiel 18:4; Hechos 3:23.
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