Como saber se alguém está olhando para você a partir do canto de seu olho

Entram em contato querendo saber como você está, chamam para conversar para ver como estão indo as coisas, ou aparecem do nada nos lugares onde você costuma frequentar. Pode desconfiar deste tipo de coisa, pois a possibilidade de ser seu amor pedindo para o amigo ficar de olho é bastante grande. Por que Sempre Me Relaciono Com a Pessoa Errada Multiplique a distância da árvore pela tangente do ângulo de elevação. Lembre-se de que você mediu a sua distância até a árvore no começo desse método. Multiplique-a pela tangente que calculou, e o número resultante será a altura da árvore acima do nível do seu olho, já que foi a partir desse nível que você calculou a tangente. Porque depois, saudades não é motivo o suficiente pra trazer alguém de volta, e pode ter a certeza de que se ela ainda está com você depois de ver você olhando para alguma outra mulher, ela te ama realmente, mas ela não é besta e não não aguentará por muito tempo, e nenhuma das outras que você olha, iriam fazer por você tudo o que ... A partir de um determinado momento do seu desenvolvimento, a criança passa a criar ações na imaginação, não dependendo mais do objeto. Assim, a criança adquire a capacidade de se comportar não só a partir daquilo que vê concretamente, mas também tendo como suporte para a sua ação os significados que ela atribui aos objetos. Manual do xaveco como conquistar uma mulher 1. MANUAL DO XAVECO - COMO CONQUISTAR UMA MULHER- ÍNDICE1 - O que você deve saber sobre as mulheres 021.1 O que as mulheres buscam num homem 021.2 O que as mulheres valorizam num homem 021.3 O que as mulheres detestam em um homem 031.4 Linguagem corporal: o que ela está querendo dizer 041.5 O que o olhar pode revelar 062 - Espante de vez a timidez ... Crei esse guia porque tenho uma série de vídeos em meu canal chamada TTTTutoriais que tem o objetivo de abordar tudo dentro do TTT para que o player se torne um jogador melhor. Já fiz vídeo sobre como ser um bom inocente, como ser um bom traitor, o que é um inocente, um traidor e um detetive. Uma hora, não! Duas horas. Via os ponteiros do relógio rodarem sem cansar, como se quisessem me dizer que você não viria mais. O pior de tudo é que não podia te ligar, por que não tinha o seu número. Não podia perguntar para seu amigos se você tinha se atrasado, por que seu amigos não podiam saber do meu amor por você, ninguém ... Dicas de paquera passo a passo para pessoas tímidas. Como fazer: Convide a pessoa para ficar em um local em que vocês terão privacidade, se você foi claro (a) nas etapas anteriores a pessoa já saberá do que se trata e se não quiser conversar é por que não está interessada. Diga o que sente pela pessoa, mas não seja piegas e não force a barra, evite coisas “como eu te amo” ou ... Como sempre, vou dar um banho de água fria deixando bem claro: não é fácil descobrir o que você gosta de fazer. E se você descobrir com facilidade, provavelmente não será fácil converter isso em algo pra sua vida, principalmente em termos de trabalho e dinheiro. Alguns dirão que 'fazer o que gosta é papo furado'. Como Fazer com que as Pessoas Gostem de Você em 90 Segundos ou Menos. Você tem apenas 90 segundos para passar uma boa primeira impressão quando acaba de conhecer alguém — e, como diz o ditado, a primeira impressão é a que fica. Felizmente,...

Capítulo 5 A aldeia navajo

2020.09.24 05:04 DrackNael Capítulo 5 A aldeia navajo

A aldeia navajo

Em algum lugar próximo a floresta no que aparenta ser uma aldeia indígena com cerca de 30 tendas colocadas todas em forma circular deixando apenas um grande espaço na parte da frente do terreno que possuía uma enorme fogueira e dava de frente para a entrada do lugar que não possuía portões más era todo cercado apenas sem cercas na parte da entrada. Onde um homem de pele avermelhada de cabelos brancos indicando sua idade já avançada já meio encurvado por causa da idade usando uma pele simples em suas costas e uma espécie de chapéu adornada com penas e galhos fazendo a forma de um falcão, está parado imóvel bem na entrada da aldeia com o olhar distante que observa toda a estrada que vai da aldeia, atravessando toda uma pradaria e adentrando a grande floresta a frente. Quando um homem se aproxima andando calmamente pelas suas costas, esse um pouco mais jovem, más também já de cabelos grisalhos, semelhante com o outro, mas esse possuía em sua cabeça um chapéu mais chamativo, feito todo de penas brancas presas a uma tira de couro com uma faixa vermelha nela.
-O que você vê Shaman? -, pergunta o homem mais novo que acabará de chegar.
-Hum! Não sei dizer, os espíritos não me mostram com clareza -, diz ele pensativo, - uma grande luz carregando uma grande escuridão, trazendo tristeza para o nosso povo -. Continuou o homem.
-Um inimigo? Um dos mercenários da floresta? -, pergunta o outro.
-Não sei dizer, os espíritos não me mostram com clareza, mas não me mostram intenções ruins -. Termina o homem se dirigindo para uma das tendas no centro, que chama atenção por ser adornada com penas e ossos de animais na sua frente.
Cerca de algumas horas depois sai da floresta o cortejo fúnebre puxado por Drack indo em direção da aldeia.
-Olhem ! -, alerta uma das pessoas da aldeia.
-Va chamar Nuvem Branca!-, diz outra.
Pouco depois o chefe sai de sua tenda que aparentava ter apenas um totem de cada lado da entrada.
-Chamem o Shaman-, fala ele chegando a entrada da aldeia e se dirigindo a um dos que estavam ali.
Enquanto isso o grupo chega a entrada.
-Quem é você cão branco? Por que puxa nossos irmãos mortos?-, diz um dos índios mais jovem parado ao lado do chefe parecendo estar com grande raiva.
-É , hum -, diz Drack sem saber o que dizer ao certo.
-Aqui-, diz Lobo Marrom do travois.
Enquanto o jovem se dirige a Lobo Marrom.
-Por Manitu Lobo Marrom o que aconteceu?-, diz ele em estado de surpresa.
Enquanto os outros índios iam puxando os cavalos para começar a tratar dos seus mortos, enquanto algumas mulheres choravam no fundo, e crianças eram colocadas para dentro das tendas, era uma cena desagradável para todos, jovens estarem mortos daquela forma.
Nisso o Shamam vinha se dirigindo ao encontro de todos.
-Lobo Marrom está ferido , levem-no para minha tenda-, diz ele dirigindo sua atenção a Drack, o olhando dos pés a cabeça , que ainda estava montado no cavalo e nem tinha se mexido para não fazer nada suspeito.
-Tratarei de Lobo Marrom e já vou ao encontro de vocês -, diz ele dirigindo-se a Nuvem Branca que estava parado ali prestando atenção em tudo e ainda não havia dito uma palavra, -Leve-o para sua aldeia Grande Chefe ja encontro vocês-, diz ele se dirigindo a nuvem branca e indo de volta para sua tenda para tratar Lobo Marrom.
-Por favor jovem me acompanhe -, diz o Chefe com o olhar suspeito para Drack.
-Sim senhor!-, diz ele descendo do cavalo lentamente e seguindo o homem, enquanto é observado por vários índios com olhar de ódio e raiva para cima do rapaz, com certeza só esperavam a ordem do chefe para partir pra cima do rapaz.
Drack segue Nuvem Branca que entra na tenda com os totens na frente, seguido logo atrás do rapaz, 2 jovens índios que o escoltavam com receio de que o rapaz pudesse fazer algo ao seu chefe. Quando Drack entra pode ver uma tenda de tamanho mediano , com o que parecer ser uma cama de peles na sua direita , um bau do outro lado , uma fogueira no centro da tenda e alguns adornos de peles e galhos no teto. O Chefe se senta do outro lado da entrada de frente para a pequena fogueira , onde aponta para Drack fazer o mesmo de frente para ele.Drack se senta e permanece em silêncio, obviamente o homem a sua frente era importante ali e ele não queria dizer nada idiota.
-Então meu jovem, conte sua história! -, diz o homem com um tom calmo.
Então Drack conta tudo que aconteceu desde a sua saída do mosteiro até a chegada na floresta e o encontro com Lobo Marrom e seus inimigos.
-O mosteiro dos cavaleiros renegados que fica no centro do Grande Lago de Calmaria? -, pergunta o homem confuso ,-não sabia que eles tinham levado crianças quando foram construir o lugar-. Completa o homem.
-Bem, na verdade não levaram , fui deixado la quando era apenas um bebê, eles me criaram desde então -, diz o rapaz ,- mas como assim cavaleiros renegados?-, termina ele.
-É uma história antiga de um grupo de cavaleiros brancos que abandonaram seu povo e foram se exilar naquela ilha -. Diz o homem, - mas não sei se a história é verdadeira , os brancos falam com lingua dupla muitas vezes-. Termina o homem se preparando para acender uma espécie de galho com uma ponta redonda onde tem algumas ervas.
-Não sabia disso , achava apenas que eram monges reclusos-. Diz o jovem confuso.
-Se eles não lhe contaram a história deviam ter seus motivos -, indaga o homem, -os homens que atacaram Lobo Marrom e seus irmãos eram brancos gananciosos que vieram para nossa terra explora-la e destruí-la -, continua o homem tomando um tom mais sério , -Eles não respeitam nada que a natureza nos da, só sabem destruir e explorar a natureza, estão destruindo a floresta toda, cortando suas árvores, sujando seus pequenos lagos, não sabem pegar apenas o que precisam para sobreviver , eles têm que destruir tudo até não restar nada , meu povo jurou defender essas terras a muitas luas atrás , há muito tempo fizemos um acordo com o rei dos homens para que essa floresta não fosse alvo de seus lenhadores , mas um dia ele morreu e o acordo já não servia para mais nada, pois como todos os homens brancos não tinham ninguém la para honra-lo , desde então viemos expulsando todos que entravam na floresta para explora-la, até a alguns meses atrás quando os mercenários da Black Marsh vieram, destruíram a aldeia de Buprewen chefe dos Apaches que ficava ao norte da floresta, seu líder é um homem muito poderoso chamado de MURTAUGH , dizem que ele arrasou a aldeia quase que sozinho , desde então pedi para meus guerreiros não terem conflito com eles até que pensássemos em algo , estava tentando um acordo com a tribo dos Xavantes ao sul minha mensagem partiu a alguns dias atrás , mas ainda não tivemos resposta , mesmo assim não penso que tenhamos algum guerreiro que possa derrotar Murtaugh, os homens brancos se tornaram fortes de mais para o meu povo -. Termina o homem com um tom triste,
-Más como um jovem como você pode derrotar 10 deles em poucos segundo? -, continuou ele.
-É bem ... -, começou Drack.
Quando entra na tenda o Shaman.
-Desculpem interromper-, começou ele , -Lobo Marrom me contou o que aconteceu, devo dizer também que fez um bom trabalho no ferimento dele , sem dúvidas salvou sua vida -, diz ele continuando , -Ele me disse que você veio da ilha dos monges e que não conhecia nada fora dela , sem dúvidas deve estar tão confuso quanto a gente com a sua chegada-. Termina o homem.
Nisso entra na tenda um dos jovens índios, o que havia se dirigido a Drack com ódio quando chegou.
-Pai temos que atacar o acampamento daqueles malditos, veja o que fizeram aos nossos irmãos-. Diz o rapaz com uma raiva incontrolável e uma fúria nos olhos, -i esse cão branco o que ainda faz aqui? O povo dele ainda não nos trouxe desgraça o suficiente ? -, diz ele se dirigindo a Drack com um ódio gigantesco no olhar.
-Calma Raoni -, diz Nuvem Branca com tom calmo, -Drack não é nosso inimigo, ele agora é um convidado da nossa aldeia, ele ajudou seus irmãos ao contrário do que pensa , vamos esperar a resposta dos Xavantes para tomar alguma ação sobre tudo isso-. Termina o chefe.
Mas Raoni tem o sangue de guerreiro nas veias , e guerreiros jovens sempre tendem a ter a cabeça quente.
-Todos os brancos são iguais -, diz ele com um tom grave saindo da tenda.
-Sinto muito por isso -, diz Nuvem Branca se dirigindo a Drack, -você é bem-vindo para ficar na nossa aldeia o tempo que precisar, não temos como agradecer pelo tanto que fez ao nosso povo , poderíamos ter perdido mais um filho ou só ter encontrado o corpo dos nossos jovens depois de várias luas , quando à terra já tivesse se alimentado de alguma parte -. Diz o sábio chefe.
-Eu agradeço , na verdade, eu gostaria de ficar um tempo, principalmente se poderem me ajudar a conhecer um pouco mais desse mundo -, diz Drack com certa esperança de que eles pudessem ensina-lo muitas coisas , principalmente depois de ouvir que o Shaman da aldeia usava magias, quem sabe poderia aprender alguma coisa.
-Claro , você é mais que bem-vindo -, começa o chefe , - Pedirei para o Shaman lhe responder às perguntas que o deixam confuso -, diz ele se dirigindo ao Shaman que estava parado ali do lado observando toda a conversa.
-Hum! também pedirei para arrumarem uma tenda para o nosso convidado -, diz o Shaman se dirigindo a saída da tenda fazendo um sinal para Drack acompanha-lo.
-Foi um prazer conhece-lo -, diz Drack fazendo um gesto de reverência e saindo da tenda.
-Espero que não se importe com meu pedido -, diz Drack se dirigindo ao Shaman que estava do seu lado.
-Hum! dissipar a nuvem da confusão das mentes das pessoas é meu trabalho , dom dado pelo grande espirito , não cabe a mim, reclamar das tarefas que ele me passa -, diz o homem se dirigindo a um grupo de jovens que estavam sentados em volta da grande fogueira afiando a ponta das suas lanças com uma pedra.
-Vejam alguma tenda que esteja livre , e peçam para alguém arruma-la para o nosso convidado -, disse o Shaman aos jovens, que se olharam todos confusos, mas depois dirigiram olhares furiosos para Drack. Que aparentou nem dar atenção, pois afinal só estavam chateados com o fato de seus amigos terem sido mortos e seu desejo de vingança ter sido cortado por Nuvem Branca.
-Então meu jovem que dúvidas você tem? -, diz o Shaman para Drack enquanto de ajeita em uma das pedras que são usadas como banco que ficam em volta da grande fogueira agora apagada, pois ainda era dia.
Aquelas palavras eram tudo que Drack queria ouvir , pois não existia alguém no mundo com mais perguntas em sua cabeça, ele pensou em milhares para fazer de uma vez, mas se acalmou e começo a pensar em ir por partes.
-Onde estamos ? -, pergunta ele.
-Hum! aqui é a aldeia do grande Chefe Nuvem Branca chefe dos navajos, ao redor de nós, está a grande floresta do caçador , o mosteiro que você vivia era chamado por nós de mosteiro dos cavaleiros renegados que fica no centro do grande lago de Calmaria , ao norte da floresta fica a cidade dos homens de Heisemburgh , todas essas terras fazem parte do reino dos homens brancos de Camelot -, diz o Shaman já saciando outras perguntar que poderiam vir do rapaz, já que ele aparentava mesmo não saber de nada.
-O que o senhor pode me dizer sobre magias ? -, pergunta o rapaz novamente , pois essa era uma oportunidade que ele não ia desperdiçar , ter alguém pra responde qualquer pergunta que ele tivesse.
-Hum! nós do povo indígena não usamos magia , usamos o dom dado a nós pelo grande espirito, magias são usadas pelos outros povos para criar destruição -, começou o homem ,- usamos o dom do grande espirito para curar os enfermos , pedir benção para que as caças sejam abundantes e e as plantações cresçam fortes , através de nossos pedidos o grande espirito nos concede nossos desejos se for de sua vontade , talvez na cidade dos homens alguém possa lhe dizer mais sobre magias, más não é o que eu e meu povo usamos -, termina o homem.
-Entendo -, diz o rapaz levemente decepcionado , não era a resposta que queria, talvez tivesse procurando um professor para ensina-lo , mas a resposta não era de toda inutil , pois como eram de outro povo e outra cultura , mostrava o quão interessante o mundo era , com várias formas diferentes de no fim fazer alguma coisa.
-O que é o grande espirito ? -, perguntou Drack.
-Manitu , o grande espirito indigena , ele é a força da natureza , é aquele que rege nosso mundo , manitu está em tudo e em todos , não tem como colocar em palavras sua essência -, diz o sábio.
Drack então imaginou que era como a energia , que estava em tudo e todos , e decidia as coisas, mas já era a segunda entidade que ele ouvia falar , e que talvez houvesse outros seres que comandavam o mundo.
-O que é a Black Marsh? -, perguntou novamente o rapaz.
-Hum! é um grupo de mercenários vindos da cidade de Heisemburgh , foram contratados por Tucker o dono da loja de madeiras da cidade para nos impedir de expulsar os lenhadores -, então o homem começa a ficar com um olhar distante olhando para o chão enquanto começa a falar, -mas creio que nossos problemas não são devidos apenas as árvores que eles derrubam como se não se importassem com a floresta , mas o metal dourado que encontraram perto da aldeia dos Apaches, a febre do metal dourado deixa os homens brancos loucos, eles destroem tudo por ele -, termina o homem.
Então Drack pensou que ele estava falando de ouro , que fora ensinado que era a moeda de mais valor no mundo , atrás depois vinham as moedas de prata e depois de bronze.
-Se acharam lá provavelmente pensam que tem por toda a floresta também , por isso são tão agressivos -, indaga Drack.
-Sim -, diz o homem cabisbaixo, - eles não vão parar até não sobrar nenhuma árvore ou escavar cada centímetro da floresta -. Termina o homem.
-Talves possamos falar com o governador de Heisemburg -, comenta Drack , que sabia como o sistema de administração de cidades funcionava , o governador era responsável por uma cidade e em todas as terras em volta dela.
-Ja tentamos enviar alguém , mas foi capturado pelos homens de Murtaugh na estrada , foi decapitado e sua cabeça colocada em uma estaca na beira da estrada como aviso -, diz o homem , -e um índio nunca vai entrar numa cidade de brancos e sair ileso -, fala o homem quando é interrompido.
-Porque todos os brancos são animais, não podem ver nada que querem tomar a força, acham que são os donos de todas as terras e todas as vidas , mas não são, isso acabara -, diz Raoni para os dois , furioso que um branco estava sentado em sua aldeia conversando como se nada tivesse acontecido, claramente culpando Drack pelos feitos de outros da mesma cor que a sua.
-Sinto muito pelos seus amigos, mas nem todos os brancos são iguais e eu não tenho nada a ver com o que aconteceu a seu povo -, diz Drack se levantando , pois sabia que não tinha nada a ver com aquilo e Raoni já o estava irritando , ele entendia a dor do rapaz, mas não precisa destratar alguém que claramente só ajudou.
-É o que veremos ! -, diz Raoni em um tom ameaçador enquanto se afasta dos dois.
-Ele é jovem tem sangue navajo nas veias , não suporta ver seus irmãos serem mortos e não puder vinga-los -, diz o shaman.
-Tudo bem , eu entendo , só não queria que ele pensasse que poderia passar por cima de mim atoa, sinto muito se o ofendi -, diz Drack.
-Tudo bem , você é jovem também -, comenta o homem.
Naquela noite a fogueira foi acesa , e os índios prepararam uma refeição, todos estavam ou tristes, ou furiosos , os olhos eram todos para Drack que estava sentado em volta da fogueira comendo o que parecia ser uma sopa com uns pedaços de cervo que fora caçado mais cedo pelos índios, até que Nuvem Branca se aproxima e se senta do lado do jovem.
-Sinto muito pelos olhares do meu povo, não sabem esconder seus sentimentos perante os da sua cor -, diz Nuvem Branca esperando que seu convidado não fique ofendido com um ato que era vergonhoso pra ele como chefe , já que Drack tinha sido convidado a ficar por ele mesmo.
-Está tudo bem grande chefe, entendo a dor deles e agradeço por me deixar ficar, mesmo estando em guerra com as pessoas da minha cor e agradeço também por me deixar tirar minhas dúvidas com o seu Shaman -, diz Drack grato.
-Pode me chamar de Nuvem Branca, você é um amigo do meu povo, eles logo verão isso -, fala Nuvem Branca com um tom amigavel , -E estamos em guerra com Black Marsh e Tucker, meu povo tem que aprender, como é que você disse? -, diz Nuvem Branca dando uma pausa , - "nem todos os brancos são iguais” não é mesmo -, diz ele em um tom de piada.
-É acho que sim -, diz Drack olhando para o fogo da fogueira e dando uma risada discreta de canto de boca.
Naquela noite Drack teve um pesadelo um pássaro de fogo vinha e pousava em seu ombro direito , mas depois de alguns segundos os dois incendiavam e viravam cinzas, e das cinzas levantava uma sombra negra gigante que se espalhava pelo mundo e engolia tudo. O rapaz acorda e vê que ainda esta no meio da noite, então resolve sair da tenda e dar uma caminhada para pensar melhor no pesadelo, pois era a primeira vez que algo do tipo acontecia e ele acordava no meio da noite todo suado. Então mais a frente o rapaz vê o Shaman parado olhando as estrelas , o jovem resolve se aproxima , quando…
-Pesadelo ? -, diz o Shaman mesmo sem ver que o rapaz se aproximava dele.
-Como ele sabe ? -, pensa Drack , sem dúvidas esse homem tinha dons também , só era muito modesto para falar sobre eles , fora o fato de que ele tinha sentido ele se aproximar sem ter feito nenhum barulho, -Sim, como sabe? -, pergunta então o jovem.
-Os espíritos me mostraram -, começou ele , - você tem um grande poder Drack, o maior que já foi visto nesse mundo, sem dúvidas é um grande dom , mas , você também possui uma grande escuridão dentro de si, não sei como é possivel , mas se você não conseguir se controlar ela o consumira -, diz o homem em tom de transe.
-Grande escuridão? -, pensa Drack , apesar de tudo incrível que acontecia com ele , ele nunca sentiu nada maligno.
Então de repente o Shaman para de ver as estrelas e olha para Drack.
-O que faz aqui fora? Não conseguiu dormir? -, diz o homem , como se tivesse esquecido que eles recém acabara de conversar.
Drack percebe que tinha sido algo especial que tinha acabado de acontecer então não questiona o homem.
-Sim ! -, responde Drack , - Vim pegar um ar só, para ver se o sono vem -. Termina ele.
-Então cuidado para não ficar doente , a noite esta fria ! -, diz o homem enquanto se afasta indo para sua tenda.
-Grande escuridão ! -, pensa Drack enquanto fica ali olhando as estrelas também , esperando o sono vim.
Alguns dias se passam, Drack continua tentando fazer amizade com alguns índios , sua presença agora não é mais tão incomoda quanto na sua chegada, era um rapaz gentil educado logo conquistava a todos, menos Raoni que estava sempre de olho no rapaz , com o passar dos dias Drack foi aprendendo alguns movimentos de combate com os índios, como usar um arco, coisa que Drack aprendeu rapido, pois tinha dom natural para coisas relacionadas a combate, aprendeu sobre ervas, animais , como caçar diferentes tipos de animais , até suas táticas de guerra e rastreio o jovem aprendeu. Já havia conquistado o respeito da grande maioria da tribo em questão de poucas semanas, nenhum incidente tinha acontecido mais, Lobo Marrom já havia se recuperado e tinha virado amigo de Drack, coisa que Raoni achava insuportável, até que um dia.
-Ele chegou , ele chegou - , diz uma voz do lado de fora da tenda de Drack.
O jovem sai da tenda para ver do que se tratava , era o mensageiro que Nuvem Branca havia enviado a tribo dos Xavantes, quando de repente.
-GUERRA !!!! -, grita o índio que acabava de chegar.
-IAAAHHIIIIIII -, berravam todos os índios, era seu grito de guerra, a hora da retaliação havia chegado.
Nisso da saída da sua tenda Drack olha pro lado e vê Nuvem Branca parado na frente de sua tenda , com um olhar pensativo e distante, talvez a guerra não era a melhor coisa pro seu povo , mas ele não podia fazer mais nada.
Naquela noite uma fogueira enorme foi acesa , tambores ecoavam por toda a floresta, os índios dançavam e gritavam em volta da fogueira, seus corpos completamente pintados, sem dúvidas eram um povo corajoso um povo guerreiro.
-Vamos matar seu povo o que acha disso? -, diz Raoni se dirigindo a Drack que estava parado ao lado de todos enquanto assistiam os guerreiros dançarem e comemorarem.
Mas Drack não responde.
No outro dia todos estão prontos para partida , 30 guerreiros todos a cavalo incluindo Nuvem Branca, Raoni e Lobo Marrom que estava ansioso por sua vingança com os mercenários, Drack se aproxima do grupo pronto pra guerra.
-Sinto muito meu amigo , mas você não pode ir conosco essa e uma batalha do meu povo ! -, diz Nuvem Branca a drack enquanto se dirige para falar a todos , -Encontraremos Chefe Hachita e seus homens na clareira do cervo , la nos juntaremos e decidiremos como vamos atacar o acampamento dos cães brancos -, enquanto se vira para partir em disparada com o grupo em direção a floresta.
-Contaremos pra você como foi nossa vitória em cima de seu povo ! -, diz Raoni em uma última provocação para o herói enquanto parte com o grupo.
Mas Drack não estava convencido da vitória de seus amigos.
-Faça o que achar certo ! -, diz o Shaman se aproximando por de trás de Drack e colocando sua mão em seu ombro esquerdo. Ele sabia o que passava na cabeça do jovem.
Então depois de algum tempo quando o grupo de guerra já havia sumido a alguns minutos na floresta , o jovem parte da aldeia a cavalo seguindo os rastros do grupo.
submitted by DrackNael to u/DrackNael [link] [comments]


2020.02.01 02:36 altovaliriano O corvo (de sangue) de Jeor Mormont

Texto original: shorturl.at/lpA19
Autor: Desconhecido
Título original: Examining Bloodraven, Part 5: Corn

Este post examinará o uso do corvo do Lorde Comandante Jeor Mormont por Corvo de Sangue ao longo da série e o que podemos aprender sobre Corvo de Sangue a partir de seu uso do pássaro. Para mim, a maior evidência que Corvo de Sangue está entrando na pele do pássaro é o seu pedido constante por milho.
No primeiro sonho de Bran sobre o corvo de três olhos, Corvo de Sangue também pede milho a Bran. Penso que esta evidência (e outras que apresentarei mais tarde) indicam que Corvo de Sangue está se entrando na pele do corvo de Mormont e não um Bran do futuro, como alguns sugeriram.
Alguns podem perguntar, se Corvo de Sangue está realmente na pele do corvo, por que ele não diz as coisas com mais clareza? Eu acho que existem algumas respostas para isso.
Em primeiro lugar, ele não quer que as pessoas comecem a suspeitar que há um humano controlando o pássaro, o que pode levá-lo a perder os olhos, os ouvidos e a voz limitada que tem com o Lorde Comandante.
Em segundo lugar, sabemos por Bran, Jon, Arya e Varamyr Seis-Peles que, quando eles entram na pele, assumem algumas características do animal e o efeito é amplificado ao longo do tempo. Provavelmente, Corvo de Sangue está cuidando dessa ave há tanto tempo, que de vez em quando começa a fazer coisas de corvo.

A Guerra dos Tronos

Jon Snow apresenta o leitor a Mormont e seu corvo quando são enviadas notícias de que Bran está vivo. Jon observa:
Jeor Mormont, o Senhor Comandante da Patrulha da Noite, era um homem áspero e velho, com uma imensa cabeça calva e uma desgrenhada barba cinzenta. Tinha um corvo pousado no braço e alimentava-o com grãos de milho.
– Ouvi dizer que sabe ler – sacudiu o corvo, e a ave bateu as asas e voou até a janela, onde pousou, observando Mormont tirar do cinto um rolo de papel e entregá-lo a Jon. “Grão”, resmungou o corvo em voz roufenha. “Grão, grão.”
Acho muito curioso que, na primeira vez em que encontremos Jeor Mormont, Martin passe mais tempo nos falando sobre o corvo do que sobre o Lorde Comandante da Patrulha da Noite. Isso reforça ainda mais minha crença de que tudo o que o corvo faz é importante. Depois que Jon termina de ler a carta, ele pontua que Bran vai viver. Mormont diz que o garoto será aleijado, mas Jon não se importa e nem o corvo:
O corvo voou até seu ombro, gritando “Viver! Viver!”.
Como mentor de Bran, é claro, Corvo de Sangue só se importa com o fato de que o garoto vivera, não se ele será incapaz de andar novamente.
Quando o lorde comandante conta a Tyrion sobre o desaparecimento de Waymar Royce e se chama de tolo. O corvo concorda:
“Tolo”, concordou o corvo. Tyrion ergueu o olhar. O pássaro o olhou com aqueles olhos negros, pequenos e brilhantes, agitando as asas. “Tolo”, gritou de novo.
Tenho a impressão de que, na segunda vez em que o corvo diz tolo, ele está dirigindo esse comentário a Tyrion, em parte porque o pássaro está olhando diretamente para ele. Se Corvo de Sangue já sabe como Tyrion negligenciará a Muralha quando ele é Mão do Rei, apesar de ver a condição da Patrulha da Noite e se sentir desconfortável ao olhar além da Muralha, faria sentido que ele o considerasse tolo.
Curiosamente, quando Mormont inspeciona os cadáveres encontrados no bosque de represeiro ao norte da Muralha, o corvo não está com ele. Corvo de Sangue obviamente teria acesso a esse cenário através da rede de represeiros, então ele não envia o corvo. Talvez ele soubesse que todos os homens em Castelo Negro deviam ver as criaturas por si mesmos e, portanto, não usariam o corvo para aconselhá-los a serem queimados. Mais tarde, no capítulo em que a notícia da morte de Robert e da prisão de Ned chega à Muralha, o Corvo está esperando na luz solar de Mormont:
Quando entrou no aposento, o corvo de Mormont gritou: – Grão! Grão! Grão! Grão!
– Não lhe dê ouvidos, acabei de alimentá-lo – resmungou o Velho Urso.
Achei interessante que o corvo ainda peça por milho, mesmo que tenha acabado de ser alimentado. Isso me diz que pode haver mais na palavra do que simplesmente pedir comida. Enquanto a conversa continua, o corvo permanece em silêncio até Mormont dizer:
– Seu dever agora é aqui – lembrou-lhe o Senhor Comandante. – Sua vida antiga terminou quando vestiu o negro – sua ave soltou um eco rouco. “Negro.”
Corvo de Sangue está lembrando Jon de seu dever para com a Patrulha. Além disso, isso me diz que Corvo de Sangue acredita que Jon precisa permanecer na Muralha, pois é aí que seu destino acontecerá de um jeito ou de outro, junto à Patrulha da Noite. Jon deixa Mormont e desce para brigar com Sor Alliser Thorne. Quando Mormont chega, diz a Jon:
– Disse-lhe para não fazer nada estúpido, moço – resmungou o Velho Urso. “Moço”, papagueou o pássaro.
Corvo de Sangue expressando sua decepção por Jon. Ele precisa que ele cresça e rápido. Quando Jon permanece em sua cela, eventualmente, Fantasma percebe que algo está errado e Jon começa a se aproximar dos aposentos do Lorde Comandante quando:
De repente, ouviu o guincho do corvo de Mormont. “Grão”, gritava a ave. “Grão, grão, grão, grão, grão, grão.” Fantasma deu um salto para a frente e Jon seguiu atabalhoadamente logo atrás.
É claro que isso acontece quando o cadáver de Othor tenta matar o Lorde Comandante Mormont. Corvo de Sangue está tentando acordar o Lord Commander para que ele possa se defender e também alertar qualquer pessoa que esteja por perto criando uma algazarra. Eventualmente, Jon chega a enfrentar Othor e, durante a longa batalha da qual não sinto vontade de transcrever o corvo grita: grão. Lorde Comandante Mormont ainda não está acordado neste momento e Corvo de Sangue está tentando acordá-lo, mas eventualmente ele chega na sala nu com uma candeia de azeite:
Jon tentou gritar, mas não tinha voz. Pondo-se em pé com dificuldade, chutou o braço para longe e arrancou a candeia das mãos do Velho Urso. A chama tremeluziu e quase se extinguiu. “Queime! ”, grasnou o corvo. “Queime, queime, queime! ”
Rodopiando, Jon viu as cortinas que arrancara da janela. Atirou com ambas as mãos a candeia para cima do monte de pano. Metal rangeu, vidro estilhaçou-se, óleo derramou-se e as cortinas se transformaram numa enorme chama.
Quando uma fonte de fogo surge, Corvo de Sangue entra imediatamente em ação e diz a Jon o que fazer para matar a criatura. Claramente, este não é um corvo falante normal; na verdade, ele dá bons conselhos em momentos de crise. Ele sabe o que fazer e quando fazê-lo. Para qualquer leitor neste momento, o corvo é claramente mais do que aparenta. No próximo capítulo de Jon, ele pergunta a Mormont se eles receberam uma ave com notícias de seu pai, no que o corvo de Mormont responde:
“Pai”, escarneceu o velho corvo, inclinando a cabeça enquanto passeava pelos ombros de Mormont. “Pai.”
O pássaro está provocando Jon sobre seu pai, porque Corvo de Sangue, como será visto inúmeras vezes, sabe que Eddard não é o pai de Jon (sim, pressuponho que R+L=J seja verdade, mas não quero discutir isso aqui).
Eventualmente, Mormont diz:
Temos sombras brancas na floresta e mortos irrequietos que caminham furtivamente por nossos salões, e é um rapaz que ocupa o Trono de Ferro – disse, desgostoso.
O corvo riu estridentemente. “Rapaz, rapaz, rapaz, rapaz.”
Até Corvo de Sangue sabe que Joffrey é um idiota! Mas também mostra a opinião de Corvo de Sangues sobre o assunto. Ele sabe que o reino precisa estar unido sob um forte líder para enfrentar os Outros, mas o que eles têm é Joffrey e uma guerra civil. Então, Mormont oferece Garralonga a Jon, causando o corvo entrar em erupção em ataques de:
“Tome”, repetiu o corvo num eco, arranjando as penas com o bico.
Tome, tome.
Corvo de Sangue quer que Jon pegue a espada. Acho que isso mostra que ele sabe que Jon precisará de Garralonga no futuro. O que me faz duvidar que Corvo de Sangue planeje dar Irmã Sombria a Jon (presumindo que ele ainda a possua). Eventualmente, Mormont explica sua razão:
Lutou bravamente… e, mais importante, pensou depressa. Fogo! Sim,maldição. Já devíamos saber. Devíamos ter lembrado. A Longa Noite já caíra antes. Ah, oito mil anos é bastante tempo, com certeza… mas, se a Patrulha da Noite não recorda, quem recordará?
“Quem recordará”, concordou o corvo falador. “Quem recordará.”
O fato é que foi o corvo que disse a Jon para queimar Othor, e agora ele está basicamente respondendo a Mormont: "Eu lembrei, eu e os Filhos da Floresta, e salvamos sua pele".
Depois que Jon faz sua rápida fuga para o sul e é trazido de volta, Mormont diz que ele sabia disso o tempo todo, eles acabaram conversando.
Acha que seu tio Benjen foi o único patrulheiro que perdemos neste último ano?
Ben Jen”, crocitou o corvo, inclinando a cabeça, com pedacinhos de ovo caindo do bico. “Bem Jen. Ben Jen.”
– Não – disse Jon. Tinha havido outros. Muitos.
– Julga que a guerra do seu irmão é mais importante que a nossa? – ladrou o velho.
Jon mordeu o lábio. O corvo bateu as asas em sua direção. “Guerra, guerra, guerra, guerra”, cantou.
Achei as menções de Corvo de Sangue sobre Benjen particularmente interessantes. A partir dessa passagem, senti que Corvo de Sangue sabe exatamente o que está acontecendo com Benjen, mas está mantendo isso perto de seu peito por enquanto, todavia acho que ele revela uma pista interessante nos livros logo depois:
– O senhor seu pai o enviou até nós, Jon. O motivo, quem poderá dizê-lo?
Por quê? Por quê? Por quê?”, gritou o corvo.
Acho que Corvo de Sangue sabe exatamente o que Jon está fazendo na Muralha e por que Ned o enviou para lá. Observe que, embora Martin use pontos de interrogação, ele não diz que o corvo pergunta usando o verbo [no original em inglês, diferente da tradução em português, só há um ponto de interrogação, no terceiro “por quê”]. Acho que o modo como Martin escolhe o verbo sempre que escreve o que o corvo diz é importante para decifrar o significado de suas palavras.

A Fúria dos Reis

O corvo aparece pela primeira vez em A Fúria dos Reis quando Jon leva Sam a Mormont com os mapas que Sam tinha a tarefa de encontrar para a grande patrulha. Mormont está decepcionado com os mapas:
– Estes são velhos – queixou-se Mormont, e o corvo serviu de eco com um grito penetrante de “Velhos, velhos”
Acho que é provável que os mapas sejam da época em que Corvo de Sangue era Lorde Comandante. Mapas mais recente não são mencionados e duvido que alguém como Corvo de Sangue se contentasse em estar às cegas. Ele gostaria de mapas atualizados para seus patrulheiros e que estes mapas estivessem na galeria para quando chegasse a hora em que seriam necessários. O comentário do corvo sobre a idade dos mapas parece indicar isso.
Mormont começa a contar a Jon Snow como propuseram a Meistre Aemon que sentasse no Trono, e recebemos uma informação interessante:
Aerys casou com a irmã, como os Targaryen costumavam fazer, e reinou durante dez ou doze anos.
Mormont está falando de Aerys, o rei a quem Corvo de Sangue serviu como Mão. Não conhecemos outras Mãos de Aerys I e, embora isso não diga muito, sabemos que Corvo de Sangue foi nomeado Mão logo após Aerys subir o trono, portanto, seria razoável supor que Corvo de Sangue foi Mão durante todos os dez ou doze anos do reinado de Aerys.
No final da aula de história de Mormont sobre os reis Targaryen:
[...] até Jaime Lannister pôr fim à linha dos Reis-Dragão.
“Rei”, crocitou o corvo. A ave atravessou o aposento privado e foi pousar no ombro de Mormont. “Rei”, voltou a palrear, pavoneando-se de um lado para outro.
– Ele gosta dessa palavra – Jon sorriu.
– Uma palavra fácil de dizer, e fácil de gostar.
“Rei”, a ave voltou a se manifestar.
– Acho que ele deseja que tenha uma coroa, senhor.
– O reino já tem três reis, e isso são dois a mais para o meu gosto.
Mormont afagou o corvo sob o bico com um dedo, mas os olhos nunca deixaram Jon Snow.
Aí está Corvo de Sangue, nos fornecendo mais provas para R+L=J. O corvo diz rei depois que Mormont afirma que os reis Targaryen estão todos mortos. Se Lyanna se casasse com Rhaegar, Jon seria o herdeiro do trono, presumindo-se que Aegon seja uma fraude (e acho que aí está mais uma evidência de que é).
Durante a patrulha, os membros da Patrulha da Noite admiram o grande represeiro em Brancarbor:
– Uma árvore velha – Mormont estava montado, franzindo o cenho. “Velha”, concordou o corvo empoleirado no seu ombro. “Velha, velha, velha.”
– E poderosa – Jon conseguia sentir o poder.
Provavelmente Corvo de Sangue viu através desta árvore desde as suas origens e sabe quantos anos ela tem. Enquanto a patrulha está olhando a vila:
“Foram” gritou o corvo de Mormont, esvoaçando até o represeiro e empoleirando-se acima de suas cabeças. “Foram, foram, foram.”
Corvo de Sangue está dizendo a eles exatamente o que aconteceu em Corvarbor, já que ele provavelmente viu através do represeiro. Mormont decide que não acamparão em Brancarbor, mas:
– Procure Tarly e certifique-se de que ele ponha isto a caminho – Mormont disse enquanto entregava a mensagem a Jon. Quando assobiou, o corvo desceu batendo as asas e foi pousar na cabeça do cavalo. “Milho”, sugeriu a ave, balançando-se. O cavalo relinchou.
Novamente, vemos o uso da palavra milho do corvo no momento em que estão prestes a enviar uma mensagem com informações incompletas.
Eventualmente, a Patrulha chega à Fortaleza de Craster, onde:
– São poucos aqui, e isolados – disse Mormont. – Se desejar, destacarei alguns homens para os escoltarem para sul até a Muralha.
O corvo pareceu gostar da ideia. “Muralha”, gritou, abrindo as asas negras como se fossem um colarinho elevado atrás da cabeça de Mormont.
[...]
A mulher passou a língua por lábios finos.
– Este é o nosso lugar. Craster nos mantém a salvo. É melhor morrer livre do que viver como um escravo.
“Escravo”, o corvo resmungou.
Corvo de Sangue claramente acha que seja melhor que Craster e suas esposas vão para a Muralha. Ele provavelmente sabe o que Craster tem feito pelos Outros e enviá-lo para a Muralha acabaria com isso. Ele também comenta como as esposas de Craster são escravas. Quando eles saem da Fortaleza, Jon diz a Mormont:
– Ele dá os filhos à floresta.
Um longo silêncio. E então:
– Sim – “Sim”, o corvo resmungou, pavoneando-se. “Sim, sim, sim”.
Corvo de Sangue está muito ciente do que Craster está fazendo e provavelmente sabe muito mais sobre o que acontece com esses filhos do que nós.
Eventualmente, a Patrulha atinge o Punho dos Primeiros Homens. Jon e Mormont conversam sobre Benjen Stark,
– Sim – Jon respondeu –, mas… e se…
– … estiver morto? – Mormont concluiu, num tom que não era desprovido de gentileza.
Jon confirmou, relutante, com a cabeça.
“Morto”, disse o corvo. “Morto. Morto.”
– Pode vir mesmo assim até nós – o Velho Urso disse. – Como fez Othor, e Jafer Flowers. Temo isso tanto quanto você, Jon, mas temos de admitir a possibilidade.
“Morto,” crocitou o corvo, sacudindo as asas. A voz da ave subiu de intensidade e tornou-se mais estridente. “Morto.”
Eu acho que essa é uma evidência muito forte de que Corvo de Sangue acha que Benjen está morto. Para mim é difícil de admitir porque sempre esperei que ele voltasse, mas acho essa evidência muito forte. Eventualmente, Qhorin Meia-Mão e os homens da Torre Sombria chegam ao Punho. Qhorin começa a conversar com Mormont, sobre esperar no Punho até que os patrulheiros explorarem as Presas de Gelo. Isso leva o corvo de Mormont a dizer:
“Morre”, resmungou o corvo, percorrendo os ombros de Mormont. “Morre, morre, morre,morre.”
Corvo de Sangue sabe que destino aguardará muitos daqueles que ficam no Punho quando os Outros atacam ou durante a marcha de volta à Muralha.

A Tormenta de Espadas

Primeiro encontramos o corvo em ASOS durante o prólogo de Chett. Depois que Chett não encontra nenhuma caça, Mormont diz:
Podíamos ter ficado todos melhores com um pouco de carne fresca. – O corvo em seu ombro inclinou a cabeça e ecoou: “Carne. Carne. Carne”.
Eu acho que isso é Corvo de Sangue prenunciando o que acontecerá com os amotinados que traem Mormont. Eles são comidos por Bran, Meera, Jojen, Hodor e Verão. Mormont faz seu discurso dizendo aos homens o plano de enfrentar Mance Rayder que alguém grita:
– Vamos morrer. – Era a voz de Maslyn, verde de medo.
“Morrer”, gritou o corvo de Mormont, batendo as asas negras. “Morrer, morrer, morrer.”
É claro que muitos desses homens estão prestes a morrer, e o próprio Maslyn morre durante a batalha no Punho.
Quando a Patrulha finalmente retorna à Fortaleza de Craster, Craster anuncia:
– Tenho um filho.
“Filho”, crocitou o corvo de Mormont. “Filho, filho, filho.”
Novamente, o corvo mostra muito interesse nos filhos de Craster, dizendo que ele sabe exatamente o que acontece com eles. Durante o funeral de Bannen, Mormont diz:
– E agora terminou a sua vigia – ecoou Mormont.
“Terminou”, gritou seu corvo. “Terminou.”
Acho que aqui Corvo de Sangue está indicando que a vigia de Mormont está prestes a terminar devido ao motim. Depois do fim do motim, quando Gilly está com ele, ela diz:
– [...] Se não o levar, eles levam.
– Eles? – disse Sam, e o corvo ergueu a cabeça negra e repetiu, numeco: “Eles. Eles. Eles.”
Durante essa conversa, o pássaro continua avisando a Sam que ele precisa sair e seguir para a Muralha com a garota. É claro que Corvo de Sangue não quer que os Outros levem outro filho de Craster. Se Corvo de Sangue estivesse realmente trabalhando com os Outros, não acho que ele tentaria levar aquela criança de volta à Muralha. Após o motim, o corvo de Mormont não é visto por muito tempo até a escolha do próximo lorde comandante:
O caldeirão estava no canto junto à lareira, uma enorme coisa negra de fundo redondo, com duas enormes alças e uma tampa pesada. Meistre Aemon disse algo a Sam e Clydas, e eles agarraram as alças e arrastaram o caldeirão para a mesa. Alguns dos irmãos já estavam fazendo fila junto aos barris de penhores quando Clydas tirou a tampa e quase a deixou cair em cima do pé. Com um grito roufenho e um bater de asas, um enorme corvo saltou de dentro do caldeirão. Voou para cima, talvez em busca das vigas, ou de uma janela por onde escapar, mas não havia vigas no porão e também não havia janelas. O corvo estava encurralado. Crocitando ruidosamente, voou aos círculos pela sala, uma, duas, três vezes. E Jon ouviu Samwell Tarly gritar:
– Eu conheço aquela ave! É o corvo de Lorde Mormont!
O corvo pousou na mesa mais próxima de Jon. “Snow”, crocitou. Era uma ave velha, suja e enlameada. “Snow”, voltou a dizer, “Snow, snow, snow”. Caminhou até a borda da mesa, abriu de novo as asas e voou para o ombro de Jon.
Lorde Janos Slynt sentou-se tão pesadamente que fez tum, mas Sor Alliser encheu a adega com uma gargalhada zombeteira.
– Sor Porquinho pensa que somos todos tolos, irmãos – disse. – Ele ensinou à ave este truquezinho. Todos eles dizem snow, é só ir à colônia e escutar com seus ouvidos. A ave de Mormont sabia mais palavras além dessa.
O corvo inclinou a cabeça e olhou para Jon. “Grão?”, disse com ar esperançoso. Quando não obteve nem grão nem uma resposta, soltou um cuorc e resmungou: “Caldeirão? Caldeirão? Caldeirão?”
Corvo de Sangue claramente quer que Jon seja Lorde Comandante e manipula o voto para que ocorra. Por que o corvo quer Jon especificamente como Lorde Comandante? Eu penso que Corvo de Sangue acha que a identidade de Jon (outro produto dos Primeiros Homens e Valirianos) o faz importante também. Além disso, Corvo de Sangue provavelmente está usando informações das quais não temos conhecimento para tomar sua decisão.

A Dança dos Dragões

Em ADWD, o corvo trata Jon como Mormont, acompanhando-o e grasnando conselhos. A certa altura, Jon percebe:
O corvo de Mormont o olhava com astutos olhos escuros, e então voou até a janela.
– Você acha que sou seu servo? – Quando Jon abriu a janela com seus grossos painéis de vidro amarelo em forma de diamante, o frio da manhã bateu em seu rosto. Respirou para limpar os vestígios da noite enquanto o corvo voava para longe. Esse pássaro é muito espertinho. Tinha sido companheiro do Velho Urso por longos anos, mas isso não o impedira de comer o rosto de Mormont quando ele morreu.
Jon pode ser o servo [thrall, no original em inglês] de Corvo de Sangue em alguns aspectos, porque ele é subconscientemente influenciado pelo corvo. Eu não acho que Corvo de Sangue esteja entrando na pele de Jon ou algo assim, mas ele está influenciando suas decisões através dos corvos. Ele sabe que algo não está certo com aquele corvo, mas não faz nada a respeito.
Eventualmente, Jon ordena a Sor Alliser Thorne que saia em uma patrulha:
– Então o garoto bastardo vai me mandar para a morte.
Morte, gritou o corvo de Mormont. Morte, morte, morte.
Você não está ajudando. Jon espantou a ave.
Isso me diz que Corvo de Sangue espera que Sor Alliser morra em sua patrulha (ainda a ser conhecido) ou acha que Jon realmente quer que Sor Alliser morra nessa missão. Jon acha que ele pode não gostar de Sor Alliser, mas que nunca desejaria um irmão morto. No entanto, também pensa:
Thorne está em mãos melhores do que merece.
e
Oito homens de bem, pensou, e um... bem, veremos.
Acho que Jon quer que Sor Alliser morra, mas não se sente confortável em admitir. Entretanto, Corvo de Sangue vê através dele.
Depois que Jon recebe uma surra de "Camisa de Chocalho” no pátio:
Ficarão amarelas antes de sumir – ele disse para o corvo de Mormont. – Parecerei tão doentio quanto o Senhor dos Ossos.
Ossos, a ave concordou. Ossos, ossos.
É a primeira vez que o corvo diz ossos. Eu acho que provavelmente Corvo de Sangue sabe que Mance ainda está vivo e não é o Senhor dos Ossos, no entanto, o corvo especificamente concorda, então é possível que Melisandre o tenha enganado – mas eu realmente duvido disso. Não quero dizer que Corvo de Sangue é onipotente, mas como alguém treinado no uso de seduções [glamours, no original], duvido que ele seja enganado por alguém. Eventualmente, Jon pensa no que pode esperar por Arya em seu casamento com Ramsay:
Certa vez ele pedira a Mikken para fazer uma espada para Arya, uma lâmina de espadachim, feita num tamanho menor para caber na mão dela. Agulha. Ele se perguntava se ela ainda a possuía. Espete neles a ponta aguçada, dissera a ela, mas se ela tentasse espetar o Bastardo, isso poderia custar sua vida.
Snow, murmurou o corvo de Lorde Mormont. Snow, snow.
Acho que Corvo de Sangue está tentando lembrar Jon de que ele é um Snow, não um Stark e, ligado à Patrulha da Noite, deve esquecer de Arya em seu dever como um homem da Patrulha.
Eventualmente, Jon trata Tycho Nestoris, do Banco de Ferro de Bravos. Nestoris diz:
Se ele [Stannis] se provar mais digno da nossa confiança, é claro que teremos grande prazer em lhe emprestar toda a ajuda de que ele necessitar.
Ajuda, o corvo gritou. Ajuda, ajuda, ajuda.
[...] Haverá um preço.
Preço, gritou o corvo de Mormont. Preço, preço.
Corvo de Sangue sabe que o Banco de Ferro ajudará Stannis e está mostrando que eles também podem ajudar a Muralha. Ainda assim, sabe que há um preço. No entanto, o corvo grita “ajuda” uma vez a mais do que “preço”, então eu acho que Corvo de Sangue está tentando dizer a Jon para aceitar o preço inevitável, porque eles precisam da ajuda.
Jon recebe notícias de que uma garota foi encontrada ao sul da Muralha:
– Uma garota? – Jon se sentou, esfregando o sono dos olhos com as costas das mãos. – Val? Val retornou?
– Não é Val, ‘nhor. Foi deste lado da Muralha.
Arya. Jon se endireitou. Tinha que ser ela.
Garota, gritou o corvo. Garota, garota
Corvo de Sangue está tentando deixar Jon saber que a garota não é Arya, mas na verdade é Alys Karstark.
Quando Jon vai encontrar Tormund Giantsbane fora da Muralha, ele pensa:
Fantasma era a única proteção que Jon precisava; o lobo gigante podia farejar seus inimigos, mesmo aqueles que escondiam sua inimizade atrás de sorrisos.
Mas Fantasma tinha partido. Jon tirou uma das luvas negras, colocou dois dedos na boca e deu um assobio.
– Fantasma! Comigo.
De cima veio o súbito som de asas. O corvo de Mormont voou do galho de um velho carvalho para pousar na sela de Jon. Grão, gritou. Grão, grão, grão.
O fantasma não é a única proteção de Jon. Corvo de Sangue tenta cuidar dele também em situações perigosas. Ele ajudou com o morto-vivo e pode facilmente alertar as pessoas sobre o perigo através do pássaro.
Depois que Jon acorda de um sonho sobre matar lutando com uma espada flamejante sozinho na Muralha, ele acorda e:
Levantou-se e vestiu-se na escuridão, enquanto o corvo de Mormont reclamava pelo quarto. Grão, a ave dizia, e Rei e Snow, Jon Snow, Jon Snow . Aquilo era estranho. A ave nunca dissera seu nome completo antes, pelo que Jon se lembrava.
O corvo dizendo isso logo após esse sonho é muito significativo. O corvo está novamente dizendo que Jon é o rei, mas dizê-lo logo após um sonho que parece terrivelmente com a profecia de Azor Ahai me diz que Corvo de Sangue tinha alguma idéia do que Jon estava sonhando e queria imprimir nele sua própria importância. Como Jon observa, esta é a primeira vez que o corvo diz seu nome completo.
Depois que Jon volta de tentar convencer Selyse sobre outra expedição da Hardhome e ignora o conselho de Melisandre, ele volta aos seus aposentos para descobrir:
O grande lobo gigante branco não parava quieto. Andava de um lado para o outro do arsenal, passava pela forja fria e voltava.
– Calma, Fantasma. – Jon chamou. – Quieto. Senta, Fantasma. Quieto. – No entanto, quando tentou tocá-lo, o lobo se eriçou e mostrou os dentes. É aquele maldito javali. Mesmo aqui, Fantasma pode sentir seu fedor.
O corvo de Mormont parecia agitado também. Snow, a ave gritava. Snow, Snow, Snow. Jon o espantou, pediu para Cetim acender o fogo e depois ir atrás de Bowen Marsh e Othell Yarwyck.
Tanto o Fantasma quanto o corvo estão agitados e agindo de forma estranha, mas Jon não entende a deixa. Eles estão tentando avisá-lo do perigo. Isso ocorre pouco antes de ele convidar o homem que acabará se voltando contra ele para seus aposentos.
Eventualmente, Jon está se encontrando com Tormund Terror do Gigantes e eles têm a seguinte conversa:
Garotas, gritou o corvo de Mormont. Garotas, garotas.
Aquilo fez Tormund gargalhar novamente.
– Agora, eis um pássaro com juízo. Quanto quer por ele, Snow? Eu lhe dei um filho, o mínimo que podia fazer era me dar o maldito pássaro.
– Eu daria – disse Jon –, mas provavelmente você o comeria.
Tormund rugiu daquilo também.
Comer, o corvo disse, sombriamente, batendo as asas negras. Grão? Grão? Grão?
Imediatamente depois disso, Jon recebe a "Carta Rosa". E não ouvimos nem vemos mais nada do corvo pelo resto do capítulo. O que isso significa? Por que a única coisa que o corvo diz, em advertência, é "Milho"? Voltando a A Guerra dos Tronos, há duas explicações possíveis:
Quando entrou no aposento, o corvo de Mormont gritou: – Grão! Grão! Grão! Grão!
– Não lhe dê ouvidos, acabei de alimentá-lo – resmungou o Velho Urso.
O corvo usa milho como mentira aqui, ele acabou de comer, mas está pedindo comida. Poderia ser Corvo de Sangue tentando indicar a Jon que a carta é uma falsa manobra, como muitos teorizaram. E:
De repente, ouviu o guincho do corvo de Mormont. “Grão”, gritava a ave. “Grão, grão, grão, grão, grão, grão.” Fantasma deu um salto para a frente e Jon seguiu atabalhoadamente logo atrás.
É quando Mormont está sendo atacado pelo morto-vivo. O corvo grita “Grão” como um aviso. Jon deve se lembrar disso. Ele costuma pensar na noite em que lutou contra o morto-vivo. Ele deve poder fazer a conexão de que “grão” é um aviso. Eu acho que esse é o aviso e que Jon não faz nada acerca ele. Eu acho que Corvo de Sangue estava tentando protegê-lo e avisá-lo, mas novamente ele não queria se arriscar a revelar mais sobre o corvo, pois sabe que Jon já tem suas suspeitas sobre isso. Isso me leva a algumas outras possibilidades:
  1. Talvez Corvo de Sangue soubesse que Jon tinha que morrer ou sofrer uma traição, mas queria avisá-lo. Quando Jon voltasse, estaria mais aberto a ouvir o corvo, supondo que Jon seria capaz de juntar as peças.
  2. Corvo de Sangue é limitado por Melisandre. Até onde eu sabia, o corvo de Mormont nunca interage ou está presente em volta de Melisandre. Sabemos que Melisandre queimou a águia de Orell durante a batalha na Muralha, portanto ela deve saber reconhecer os troca-peles. Corvo de Sangue não quer arriscar que isso aconteça e, quando Jon vai fazer seu discurso para a Patrulha e os selvagens, o corvo fica para trás porque Melisandre está presente. Isso daria credibilidade à ideia de que Melisandre seria de alguma forma responsável pelo que acontecesse com Jon e que desempenhará um papel em trazê-lo de volta. Eu acho que essa é a opção mais provável.

Conclusões

O corvo é o meio pelo qual Corvo de Sangue mantem um olho na Patrulha e influencia sutilmente o Lorde Comandante. Ele dá dicas de verdades maiores, mas não as revela completamente para manter sua posição. O uso mais direto de sua influência foi ao instalar Jon como Lorde Comandante. Isso me diz que ele queria Jon neste cargo. Juntamente com seus esforços para levar o filho de Craster à Muralha [...], me diz que Corvo de Sangue não está trabalhando com os Outros como alguns têm sugerido.
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2019.07.22 03:17 TYagami Domadores de Almas - Destino, Espiritualidade e Apocalipse

Não acho que o nome tenha te trazido até aqui, mas se você não segue nenhuma religião, mas tem uma crença, e ainda por cima tem contato com espíritos, acho que já podemos começar nossa conversa.
Primeiramente, muito prazer.Eu nem sei o que eu estou fazendo aqui pra começo de conversa porque jamais me imaginei fazendo isso...
Caí aqui no Reddit meio que de paraquedas. No meio de uma conversa com um amigo meu, ele me disse para vir aqui e criar um post contanto minha história porque querendo ou não, tem mais pessoas envolvidas e muitas delas já sabem também que foram escolhidas para um "algo maior". Mas... Ao invés de enrolar mais, vou explicar do começo.

Meu primeiro contato com algum espirito foi aos 3 anos de idade. Eu me lembro de ter visto uma mulher de pele clara, cabelo comprido preto e usava uma roupa branca, parecia uma camisola. Uma criança normal se assustaria, já eu... Por algum motivo eu decidi falar com ela.
- Quem é você? - Perguntei.
- Um alguém. Só um alguém. - Respondeu. - Quer ser meu amigo? Sorriu a moça.
- Tá. - Respondi.
No momento em que eu respondi, ela sumiu e eu apaguei.
Alguns anos se passaram e nunca mais tinha visto aquela moça. Pra mim, aquilo tinha sido apenas um sonho. Engano meu.
Não entrarei em detalhes sobre a moça no momento para não deixar a história muito extensa e principalmente pra mim não perder o foco do post. E antes que perguntem, sim, ela ainda está comigo.
Eu sempre fui uma criança bem extrovertida, de uma imaginação muito fértil e sempre amei desenhar. Então, por conta da criatividade, as coisas que eu via/ouvia/sentia que eu não podia contar pra ninguém, eu decidi começar a escrever uma história: Domadores de Almas. Não, não são pessoas que controlam almas... Na verdade, são espíritos que são mandados para a Terra (o carnal) para encontrar pessoas capazes de receberem certos poderes/habilidades e também para que até esses espíritos ficassem mais fortes, conseguindo liberar até mesmo 100% de seu poder total. O porque desses espíritos terem vindo até nós? Um mal ia nascer a partir dos 7 pecados e esse mal irá destruir os dois lados, por isso eles receberam essa missão.
História legal, né? kk
Só que parecia que algo ou alguém não queria que eu escrevesse essa história porque sempre que eu ia escrever o capitulo 4, algo acontecia. Se fosse no caderno: A folha rasgava por conta da borracha, a ponta do lápis quebrava, a caneta estourava... Se fosse no computador: O word travava, o pc travava e até a força chegava a cair!
Ainda não "acreditou", né? Tá bom.
Com 19 anos me batizei na igreja evangélica. Pois é. Sou evangélico. Mesmo com tudo o que sempre aconteceu na minha vida, decidi seguir a Cristo rs e não me arrependo. A história? Bom, estava parada. Nunca dava pra continuar, então deixei ela de canto. Mentira. Eu pensava que era algum bloqueio meu e tentava de novo, mas ai era desde o começo e com isso as mudanças e alterações vieram, coisas que deixaram a história mais real e um pouco mais pesada também.
Toda pessoa quando cria ou faz algo tem a vontade de mostrar para a família, né? Desde os 12 anos quando eu comecei a escrever essa história eu sempre quis mostrar ela pra minha mãe e pra minha irmã mais velha. Meu pai nunca ligou muito. Sabem o que elas falavam? "Que era do demônio". Gente, como é do demônio se eu nunca li, vi, estudei ou até mesmo procurei sobre algo do tipo? Mesmo vendo e ouvindo coisas, eu tinha medo! Não gostava! Mas não quer dizer que eu procurava. ME DESCULPA SE QUANDO PASSAVA DRAGON BALL Z EU GRITAVA "SATAN, SATAN" NA SALA COM A MÃO PRA CIMA, MAS ACREDITA EM MIM, EU NUNCA PESQUISEI! E MR. SATAN É O NOME DO TIOZINHO ALI!!
Lembram? Me converti, entrei pra igreja e fui conversar com meus pastores sobre o assunto. Resumindo? Apaguei a história e queimei todos os meus desenhos referentes a minha história. Todos que de acordo com o espirito santo tinham que ser queimados/destruídos.
Eu, minha mãe, minha irmã mais velha e meus pastores descemos para uma rua aqui perto de casa que é calma e levamos os desenhos (todos que achamos), uns tapetes e uma mesa de plastico branca que íamos jogar fora. Aproveitamos pra queimar tudo junto. Peguei uma folha, molhei com álcool Zulu na ponta, peguei o esqueiro e acendi. Tava lá, a chama azul, toda bonitinha e o papel ainda branco. Branco. Não queimava. O papel não queimava. Ok, álcool de cozinha é fraco. Vamos na ponta seca. ... ... ... ... É... Acho que o problema não era o Zulu. O papel não quer pegar fogo mesmo. Parti pro tapete. Fui e pensei: "Pelo menos os fiapinhos vão pegar fogo...". Nem os fiapos do tapete pegavam fogo. A chama azul lá parada e nada acontecia. Ninguém tava acreditando. Meus pastores pegaram o carro deles e levaram tudo para o monte onde lá pegou fogo sem exitar.
Quase entrei em depressão depois disso. Eu não desenhava mais. Não escrevia mais. Nunca fui fã de copiar desenhos, sem gostei de criar os meus. Aí, num certo dia eu tive um sonho. Era muito real pra ter sido só um sonho. Eu estava num campo. Um lugar lindo. Um céu limpo com poucas nuvens, uma brisa gostosa. Do meu lado direito tinha uma montanha que por ela descia uma cachoeira e do lado esquerdo era só campo. Na minha frente tinha alguém, mas eu não conseguia ver seu rosto. Era como se o Sol estivesse atrás dele impedindo com que eu visse sua face. Ele usava uma roupa branca com uns detalhes amarelos ou eram dourados. Ele me olhou, esticou a mão em minha direção e disse:
- Vem. Vamos conversar.
Sua voz era calma. Forte, mas passava tranquilidade. Por algum motivo eu não conseguia falar e então ele continuou.
- Sabe... Tem muita coisa que gostaria de falar, mas a principal é... Sabe o porque de não conseguir escrever a história do capitulo 4 em diante? O porque de tudo isso acontecer? - Perguntou e esperou. - Porque do capitulo 4 em diante você envolveria pessoas reais. Seus amigos, os que você colocou como personagem, todos eles passariam pelo mesmo que você passa e poderia ainda acontecer coisa pior por conta da história deles. Compreende agora? - Apenas assenti que sim. - Agora sobre seus desenhos, você pode dar continuar com eles, mas com um porem. Vamos usar o ser humano como exemplo. Um homem comete vários crimes em sua vida, mas num certo ponto ele decide mudar. Ele decide ser diferente. Se arrependeu de tudo o que fez e agora segue uma vida ajudando as pessoas, fazendo a diferença. Entendeu onde eu quis chegar? Mesma pessoa, mas com atitudes diferentes. Seus personagens, ainda pode fazê-los, mas eles não podem voltar a ser quem eram. Tudo bem?
Antes que eu pudesse pensar em responder, fui acordado.
Depois disso voltei a desenhar e comecei uma história nova, mas uma coisa começou a acontecer e eu estava com medo de contar pra alguém e ser taxado de louco. mais ainda
No dia 3 de Fevereiro de 2018, no primeiro final de semana de Carnaval, foi onde "tudo começou".
3 amigos meus estavam comigo aqui em casa. Íamos pro bloquinho tanto no Sabado quanto no Domingo, mas alguma coisa tinha acontecido que não fomos no Sabado e íamos no domingo. Eu então recebi uma mensagem de um amigo meu me chamando para ir na casa dele comer pizza e beber alguma coisa, disse que estava com uns amigos, ele disse que não se importava e fomos todos. Nos dividimos em "2 grupos". Eu, Ele e um amigo meu fomos comprar bebida. A mulher dele, e os meus dois outros amigos ficaram lá com ela. Do nada, no meio da caminhada, entramos no assunto espiritualidade. Assim que chegamos na casa dele, ele me olhou e pediu pra perguntar sobre o que eles estavam conversando e em que parte eles estavam. Quando perguntei, sim, eles estavam na mesma parte que a gente, e foi ai que o assunto "bombou" e ficamos conversando sobre isso o resto da noite. No meio da conversa, ele me olha e diz:
- Tá, vamos lá. A sua moça tá aqui na minha direita dando em cima da minha entidade, né? - Perguntou ele.
- Como você? Como é que você sabe? - Perguntei.
- Ele... Isso não tem graça! - Respondeu minha moça toda sem jeito.
- Agora... - Ele então continuou. - Aquele ali é seu outro, não é? - Perguntou apontando para frente.
- Espera. Ela eu entendo você saber porque as vezes eu não resisto as piadas dela e olho pra ela sem graça, mas ele? Eu nem olhei pra ele e você sabia que ele tava ali? - Perguntei. Eu não estava acreditando.
- Do que ele tá falando? - Perguntou um amigo meu.
- E que moça? - Perguntou uma amiga minha.
Foi nessa noite que meus amigos souberam dos meus amigos. E foi nessa noite que eu descobri também que não eram amigos imaginários e que tudo o que eu tinha vivido, era 100% real.
Contei pra ele dos meus desenhos, da história e de como tudo acabou e ele ficou nervoso. Muito nervoso.
- Porque você fez isso? Apagar sua história e queimar seus desenhos? Pra que? Se tinha algo te atrapalhando era só falar comigo que eu eliminava esse ser.
- Então... Eu não fiz porque 1°: Pensei que fosse Disney minha e 2°: Não sabia de você e muito menos de mim.
- Tá, mas de verdade? Eu tenho certeza que você foi destinado a escrever essa história e sabe o que eu acho? Que depois que você apagou a história, você tá vendo todas as cenas acontecendo de verdade na sua frente. Do mesmo jeito que você tá me vendo agora, você vê as cenas. Tô mentindo? - Sorriu ele.
Ali meu mundo caiu. Lembram ali em cima quando disse que algo começou a acontecer depois que eu parei com a história? Então. Foi isso. E eu não tinha contado isso pra ninguém. E eu não conversava com esse meu amigo mais.
Depois dessa noite muita coisa na minha vida mudou. Eu precisei incorporar meus dois amigos porque esse meu outro amigo queria conhecê-los porque precisava saber se iam me fazer mal ou não. Ele queria falar com eles e esse teria sido o único meio ali já que eu já tinha dado abertura para os dois. Depois disso, além de ganhar alguns "dons" acabei ficando sem asma e meu problema de coluna.
2 meses depois enquanto voltava para o escritório depois do almoço, tem um galho abaixado, muito caído no meu caminho e uma das suas folhas ia me acertar se eu empurrasse ela ou me abaixasse. Eu bati na folha e com isso o galho levantou, mas voltou depois pro lugar que tava. De repente...
-Ai... - Ouvi uma voz infantil vindo de trás de mim.
- Acho que batemos em alguém. - Respondeu um dos meus amigos.
Quando eu olho para trás, atrás daquela folha tinha alguma coisa. Eu parei, olhei, vi duas mãozinhas segurando a folha, ele estava escondido.
- Cês tão vendo isso também? - Perguntei e eles disseram que sim.
Fui devagar até a folha e quando estava chegando, vi uma cabecinha me olhando e assim que percebe que eu a percebi ela volta pra trás da folha.
- Tem alguém ai...? - Perguntei.
- Por favor não me bate de novo, eu não fiz nada, eu só tava aqui na minha folhinha.
- Calma, eu não vou te bater e me desculpa, foi sem querer. Eu não sabia que você estava aqui.
- Ah, tudo bem então. Sua energia é boa. - Sorriu ele saindo de trás da folha. - Só a do seu amigo aí que me assusta. A energia dele é pesada. Me dá medo.
- QUE COISINHA FOFA! - Ouvi minha amiga gritando saindo de dentro de mim e indo pra cima dele apertando suas bochechas.
Vou cortar o dialogo...
Depois de conversarmos um pouco, acabei chegando na história. A reação dele não foi uma das melhores...
- O QUÊ? VOCÊ É UM DOS ESCOLHIDOS? - Gritou o pequeno. tem 19 centímetros ele.
- Escolhidos? Do que?
- Do Apocalipse. Um dos que vão ficar aqui pra batalha.
- Isso é real? Porque assim... Quando eu era pequeno que eu tinha lido apocalipse e pedia nas minhas orações pra estar na Terra ao lado de Deus e tudo mais, eu não esperava que fosse real ou que fosse dar certo.
- Não importa como foi! Eu quero ficar com você. Vou te proteger. Você me aceitando como parceiro ou não, vou te proteger. Passei muito tempo nessa arvore esperando um motivo pra sair dela e finalmente achei. Vou com vocês.
Só que... Parece que alguém mais ouviu nossa conversa...
No dia seguinte eu acordei com um grito de uma criança de madrugada.
- O que aconteceu? - Perguntei. Eu sabia que não era um sonho, porque quando sou acordado por eles é diferente.
- Nossa conversa ontem... Ouviram.
- Como assim "ouviram", pirralho. Desembucha. - Disse meu amigo rosnando.
- Calma. Me explica isso melhor.
- Eu não sei o que aconteceu, mas deveria ter alguém seguindo vocês já e agora o mundo inteiro já tá sabendo de você e que "você tá montando um exercito pro apocalipse".
- Exercito? Eu só queria escrever uma história...
- Desculpa, a culpa foi minha da gente ter conversado na rua e eu nem lembrei de fazer uma barreira também.
- Agora já foi. - Rosnou meu amigo.
No dia seguinte, no meu grupo do WhatsApp grupo do tinder rs. Entrou um rapaz do DDD 81 que depois que viu minha apresentação no grupo me chamou no privado e depois simplesmente saiu do grupo. Conversei com ele e tudo mais e depois perguntei o motivo dele ter saído.
- Já te encontrei. Não preciso de mais nada no grupo. - Respondeu o rapaz.
- Eu tô falando pra você que esse viado é do babado, mas você não me escuta... - Disse minha amiga.
- Own, que fofo. - Respondi.
- Fica tranquilo que daqui, que mesmo longe eu vou estar te protegendo. - Continuou.
- Aaaah, se eu ganhasse 1 macho a cada palpite certo meu... - Debochou minha amiga.
- Posso fazer uma pergunta? Qual sua religião? - Perguntei.
- Não tenho uma religião. Acredito em Deus, mas também acredito em outras coisas.
Quando ele disse isso... Alem de confirmar que minha amiga estava certa, também comprovou que era alguém "como eu", que tem amizades assim com espíritos e tudo mais. A gente continuou conversando, ele acabou conversando com ela, mas por um mal entendido, ele sumiu. Ela disse pra ele que "Tinha que passar por ela e pelo meu outro amiguinho pra me ter"... Foi triste. Mas seguimos. Mas não acabou por aqui. Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Portugal... Gente de vários lugares por algum motivo conseguiam meu numero, não sei como, a gente conversava e dava no mesmo. Não a parte da minha amiga falando aquilo, mas era todo mundo do "meio".
No meio do ano, em Junho de 2018 se não me engano recebi uma ameaça aqui em casa. Cercaram a minha casa e me mandaram um "aviso"
- Pode avisar para todos esses seus amigos "Domadores" que o "exercito" de vocês não chega aos pés do nosso.
Ele tinha entrado aqui em casa com outras entidades, ameaçaram de destruir meus amigos e me mandou mandar esse recado para os meus amigos que estavam nesse grupo do WhatsApp sobre o assunto.
Depois disso fomos atrás de ajuda. Eu nem sabia que dava pra atacar alguém espiritualmente, ou melhor, eu nem acreditava que pelo espiritual poderiam ser feitas tantas coisas... Eu era recém-nascido no assunto praticamente. Não tive treinamento nenhum.
Uma amiga então me disse que tinha um grupo perto da casa dela que eram do meio. Pedi para ela falar com eles dizendo que precisávamos de ajuda e fui ao encontro deles. A diferença entre nós dois? Meu grupo e o deles? O que nós conhecemos por "Apocalipse" eles conhecem por "Ragnarok". Eles estavam dispostos a nos ajudar e chegaram até a nos propor uma "aliança" entre nosso grupo e a alcateia deles, mas... Sabem minha "amiga"? Não sei se é ela que tem as visões ou se graças a ela eu consigo ter elas, mas vimos que parte deles estariam no outro time e... Eu me apego fácil as pessoas.
- Sabe que se a visão for real, alguns deles morreram pelas nossas mãos, não é? Melhor nos afastarmos sem nenhuma inimizade pra caso venhamos a nos encontrar na rua do que algo pior venha a acontecer. Sei que vai doer mais em você do que em mim. Ou melhor, em nós. - Disse meu amigo. o que rosna
Eu concordei. Ele estava certo.
Depois disso, um amigo meu que é do "meu grupo" me disse:
- Cara, porque não vai no Reddit, cria um post contando tudo e vê se consegue encontrar mais pessoas? Tá, é uma faca de dois gumes porque pode ser que apareçam pessoas querendo nos ajudar, mas também podem aparecer pessoas que vão querer nos matar a qualquer custo! O que nós, não só nós sabemos, mas todos sabem... O tempo está próximo mesmo. Não acho que essas coisas aconteceriam a toa. Acho que custa tentar. - Disse esse meu amigo.
- O que vocês acham? - Perguntei para os meus amigos.
- Não podemos sujar nossas mãos de sangue agora, mas se tentarem machucar você, não exitarei em incorporar para te proteger. - Rosnou meu amigo.
- E se forem para nos ajudar, os ajudaremos também! Com tudo o que pudermos. Se for um boy gato eu ajudo mais ainda hihi - Brincou minha amiga.
- Antes disso eu tenho que voltar a escrever a história. Só ai vou confirmar mesmo que eu aceito meu destino. - Disse.
- Infelizmente nós dois já aceitamos o nosso. - Sorriu minha amiga dando um tapa no braço do meu outro amigo.
- Domadores até o fim?
- Uma vez domadores, sempre domadores. Não importa o que aconteça. - Sorriram.
Depois que decidi que ia fazer a história e seguir com isso, tive outro sonho, naquele mesmo lugar, com aquele mesmo homem. Dessa vez eu estava em pé.
- Tem certeza de que vai seguir em frente com isso? - Perguntou ele.
- Sim. Tenho. Se eu fui destinado a escrever essa história, a estar mesmo nessa luta, mesmo que eu vá ficar com muito medo quando chegar a hora, eu vou em frente. Sem falar que... E se essa história tiver informações que possam ajudar algumas pessoas ou avisá-las sobre o que está por vir. Se acontecer algo com elas e eu não tiver avisado, vai doer bem mais em mim do que nelas, porque eu tinha a informação, mas quis guardar elas pra poupar umas 10, então... Não compensa.
- Então está certo. Que assim seja.
E ai acordei.


E é por isso eu tô aqui. Não sei se vai aparecer o horário no post com a data tudo certinho, mas agora são 22:20 de um Domingo, dia 21/07/2019 e tá dando pra sentir uma pressão muito forte vindo do lado de fora da minha casa. Eu não ia escrever esse post hoje, nem sei até quando eu ia continuar enrolando pra escrever isso, mas... Por algum motivo... Peguei meu celular pra jogar Grand Chase e o Reddit abriu. Se eu entendi? Não entendi. E como eu sei que a vida dá dessas, então eu pensei: Porque não? Deve ser a hora.
Ps: Não adianta me chamar de louco, sei que sou. kk
Ps 2: Não vou revesar o post como eu sempre faço com qualquer texto meu que eu reviso sempre umas 3 vezes. Então, escrevi, postei. kk
submitted by TYagami to u/TYagami [link] [comments]


2019.01.11 15:41 Dimitri_Vladvostok O caçador de segredos [longo e bastante amador]

Eu quero fazer uma confissão. Não tenho ninguém que seja elegível a ouvir o que tenho a dizer, por isso vou jogar esse relato no confins da internet anônima antes que eu finalmente deixe de existir...o que não é de tudo ruim.
Tenho um dom, algo que você já deve ter visto ou ouvido falar de alguma forma similar, e provavelmente era falso. Mas comigo é verdade, infelizmente. Sabe aquele negócio de enxergar as ‘’auras’’ das pessoas? Pois então, eu não vejo auras, mas as ‘’camadas’’ delas. Vou explicar melhor. Cada pessoa tem suas ‘’informações’’ guardadas dentro dela. Essas informações são sua história de vida, fraquezas, qualidades, gostos, desgostos, segredos, memórias, sentimentos, etc. Cada uma dessas informações tem um certo grau de confidencialidade, e são divididas entre camadas, onde as coisas mais superficiais e ‘’visíveis’’ ficam na camada mais externa, e os segredos e características mais profundas ficam nas camadas internas. ‘’Pessoas são como cebolas’’ é o que costumo dizer, graças a isso.
Durante a vida conhecemos uma quantidade incontável de pessoas, e cada uma delas sabem uma certa quantidade sobre você, e vice versa. Cada uma sabe até uma certa camada da sua pessoa, e você, conhece diferentes camadas de diferentes pessoas, geralmente quanto mais próximo, mais profundo. A questão é que consigo ver isso no mundo real, de forma telegrafada, (agora que domino essa habilidade) no momento que quiser. Mas não pense que isso é algo bom não, é exatamente por causa disso que estou escrevendo esse texto, e contando o que aconteceu.
Desde que comecei a sair da adolescência e entrar para a vida adulta tive muito empenho em ajudar os outros e ser gentil, me faz me sentir útil aos outros, mais vivo. Talvez porque nunca experimentei esses valores durante a infância, mas isso não vem ao caso. É um episódio que ficou para trás, e não vou desenterrar ele. Graças a essa boa atitude, conheci muita gente, e lentamente graças a algumas dessas pessoas fui perdendo minha timidez. Me tornei um bom ouvinte, aprendi a conversar e ser uma pessoa mais adorável de se ter perto. Li vários livros sobre esse tema, e a coisa mais importante que aprendi foi que a coisa que todo ser humano mais anseia é a apreciação. Todo mundo quer ser apreciado, ouvido, gostado pelos outros. A sensação de ser importante é como uma droga, e nós alimentamos os outros com ela por meio de conversa e linguagem corporal. Existem diversos pequenos sinais (visíveis e subconscientes) que lhe mostram que alguém está interessado no que você está dizendo ou fazendo, sendo um ouvinte ativo, pela postura amistosa e interessada, no olhar.
Por entender isso, passei a virar parceiro de conversa de muita gente. Muitas vezes falava com alguém que considerava somente um mero colega, aquele que você se dá bem mas não para chamar no aniversário, e essa pessoa começa a contar sobre sua vida ou algum problema, algo pessoal. Então eu entro em um estado de ‘’woah porque ele tá falando isso?’’ e tento meu melhor para ajudar.
Quando completei meus 18 anos algo mudou, um dia qualquer eu acordei com a visão toda embaçada, pensei ter ficado parcialmente cego ou algo do tipo, depois de um certo pânico tudo voltou ao normal. Mas eu estava sozinho em casa aquele dia, minha família havia ido viajar a negócios e só voltava no fim de semana. Nessas horas meu contato humano é bem escasso, gosto de ficar em casa sozinho fazendo tudo que dá na telha, com o silêncio e somente os sons que eu mesmo produzo. Quando saí na rua, já estava vendo as pessoas daquela forma: No peito de cada um havia um círculo, como se estivesse pintado em seu corpo. Claro que inicialmente foi um choque, apesar de ler um pouco sobre misticismo e pessoas com ‘’dons’’ não levava isso completamente a sério. Saí na rua e comecei a observar as pessoas, e todas tinham esse padrão. Até que encontrei um amigo no caminho, e ele era diferente. Haviam três círculos, cada um após o anterior um pouco mais para dentro e menor. Fiquei olhando pra aquilo feito um bobo a ponto de nem me lembrar de cumprimenta-lo, até que voltei a realidade quando o mesmo me chamou alegremente para dar oi. Voltei pra casa, pesquisei sobre isso, nada. Nem nos fóruns mais malucos onde lunáticos claramente inventam superpoderes e acontecimentos havia algo sequer similar a isso.
Dias depois, quando encontrei meus pais, notei que eles tinham também esses círculos, mas ainda mais que o meu amigo, e mais profundos. Como não sou tão bobo, finalmente percebi a lógica disso. Eram pessoas mais próximas, comecei a comparar a quantidade dos círculos de cada um com coisas sobre eles, até que cheguei no ponto: Grau de conhecimento sobre a pessoa.
Depois de meses aceitando e até mesmo ignorando esse curioso caso que agora afetava minha vida, tentei achar alguma utilidade boa para isso. Comecei a participar de comunidades de ajuda, prevenção ao suicídio, coisas assim. Na minha cabeça, se eu tivesse essa vantagem de saber o quanto eu já sabia sobre cada pessoa que estava em um caso perigoso, junto com minha tendência a ajudar e conversar bem, poderia lidar melhor com cada um se baseando nessa margem. Se eu já enxergasse fulano com vários círculos depois de algumas conversas, saberia que tenho bastante informação para trabalhar, e poderia ajudar e dar conselhos com base no que sabia, porque era tudo verdade. Como uma ‘’confirmação’’ de que estava tudo certo.
Tudo ia muito bem, me convenci de que isso era mais uma bênção que só um evento aleatório. Até que involuntariamente comecei a usar isso na minha vida. Nos meus amigos. Nos meus parentes. Havia essa amiga, Vamos chama-la de Ms. Ms e eu éramos amigos de um bom tempo já, conversámos muito e se dávamos incrivelmente bem. Depois que ganhei esses olhos (É como passei a chamar minha habilidade), percebi que ela tinha 3 camadas. Fiquei contente até, como já disse antes, foi uma confirmação de quão ‘’confiável’’ eu era.
Não.
3 camadas, pelo que observei com o tempo, é o nível ‘’amigo’’. Na vida, 95% das pessoas com quem você faz amizade serão amigos, e somente 5% serão os amigos mesmo. Aquelas pessoas com quem você pensa em chamar e conversar, que você vai além do small talk ou de conversa oportuna em um momento social, aquela pessoa que você confia. Esses são os 5%.Sinceramente, nunca tivesse interesse algum em pessoas que não fossem dos cinco. É como se elas só enchessem um vazio que precisava ser preenchido porque a sociedade manda você ter muita gente e interagir o tempo todo. É como se tudo que fizesse com essas pessoas fosse artificial, mais como um trabalho que como algo genuíno e voluntário. Acontece que, eu considerava Ms. Uma pessoa do grupo de amigões, baseado em vários dias e conversas pessoais, etc. Nos entendíamos, assim como era com algumas outras poucas pessoas, que ao contrário dela, tinham mais camadas. Toda vez que aparentemente atingíamos um nível diferente, seja falando sobre um problema ou história, pessoalmente, nada mudava. Eu ainda enxergava as 3 camadas.
Confesso que tenho um certo vício nisso. Em ser apreciado, confiado, importante. Agora, percebo que grande parte das coisas que eu fazia eram pela recompensa, onde eu no fundo não dava a mínima para a pessoa em si, só pela sensação, a gratidão. E enquanto por um lado isso não faz diferença para a pessoa, pois tecnicamente ainda sou algo positivo para elas ajudando, o caso muda quando sinto que perco essa importância. A complacência imediata para o que der e vier se converte lentamente em apatia, pois sendo franco, aquele indivíduo não me servia mais.
Com o tempo isso começou a acontecer com Ms, pois fiquei cheio de nada nunca acontecer, e esse mistério de aparentemente estarmos bem mas meus olhos dizerem o contrário. Mas deixamos essa história de lado por enquanto.
Graças aos olhos, também comecei a detectar mentiras ou irregularidades nas pessoas quando conversávamos. Em algumas ocasiões, em algum momento quando me falavam algo mais pessoal, considerado uma camada mais funda que o normal, nada mudava. Eu metodicamente categorizei cada tipo de informação de acordo com seu grau de camada visível, baseado em quando tal informação foi contada e a mudança imediata de camada na pessoa. E por causa disso, segundo o padrão, nessas situações seus círculos deveriam imediatamente aprofundar em um nível, pois havíamos atingido uma nova fase. Mas não, não acontecia. Então ou era mentira, ou irrelevante. Mas aí é que está! Ela contava como se fosse algo importante. O que indicava segundas intenções, e quase nunca estive errado sobre isso.
Meu pai. Ele só tinha quatro camadas. Isso significa conhecimento sobre gostos e hábitos, e opiniões. Mas isso é superficial, não pode ser o máximo que você tem com seus pais. Deus, eu tinha amigos dos 95 mais profundos que ele! Comecei a me questionar se era porque mentia muito para mim (ou nós, como família) ou se simplesmente não falava nada mesmo. Comecei a puxar assunto com o velho, querer saber das coisas, virar ‘’amigo’’ mesmo dele. Nada. Certo dia, enquanto ficávamos sentados na varanda tomando café e conversando, tentei me puxar para as histórias de família, infância, até conhecer minha mãe, etc. E ele falou bastante coisa, a maioria eu já sabia, mas absolutamente nada aconteceu. Eu queria saber o que havia de errado com ele. Eu queria saber o que me levaria a chegar mais fundo nele. E eu nunca percebi o quanto errado eu estava agindo, como não me importava com ninguém, como minhas buscas eram egoístas e sem empatia pelos outros. Decidi olhar seu celular, o bobão usava a mesma senha para absolutamente tudo. Entrei no seu e-mail, abri seu whatsapp até as primeiras conversas do telefone, Messenger, tudo. Ele falava com muita gente. A grande maioria eu não faço ideia de quem sejam. Descobri que ele tem aquele hábito de tiozão grotesco que mexe no facebook, fica indo em privado de mulheres novas e atraentes, falando aquelas frases horríveis de cantada como se fosse um iludido galanteador dos anos 90. Minha espinha doía lendo aquela vergonha alheia, nem cheguei a pensar na parte de isso de certa forma ser traição.
‘’Como está o garoto?’’‘’Passou direto, esperto como o pai’’
‘’ainda bem que ele puxou a cabeça, não a cara! Hahahha’’
‘’enfim, quando você vem ver ele?’’
O desgraçado tinha outra família escondido. Eu não faço ideia como, vasculhei um pouco o perfil dessa mulher e aparentemente o filho dela tem uns 7 anos. Isso significa que foi durante o casamento, na metade dele, na verdade. Eu só queria ver ele pessoalmente naquela hora. Eu queria contar camada por camada, quantas haviam surgido naquele filho da puta. SETE. SETE. Ele achou que eu estava drogado quando comecei a olhar para o peito dele e contar em voz alta, olhos arregalados e uma cara de maníaco, até ir para o quarto. Aquilo era extremamente bem escondido e pessoal. Se fosse um mal entendido não poderia passar de sei lá, cinco. Mas não, Sete camadas. Eu havia acertado seu ponto fraco, e iria fazer bom uso dele.
Depois de muito tempo isolado com meus pensamentos de o que diabos eu iria fazer, comecei a revirar minhas memórias, analisar a tabela de camadas e como nada ali batia, como tudo provavelmente era mentira ou irrelevante, comparado a tudo que ocorria por baixo dos panos.Lembrei das vezes que os dois discutiam, e um certo evento se destacou dos outros. Enquanto o pai berrava sobre algum motivo de discussão imbecilmente aleatório como de costume, minha mãe, mais exaltada que o normal, solta ‘’Vai voltar a fazer igual antes? Tu começa de novo que vai direto para a cadeia’’. Eu não estava exatamente no local, para ser sincero estava no meu quarto, jogando, pouco me fodendo para ambos. Aquilo deu um click na minha cabeça, eu queria cavar mais a fundo isso. Então meu alvo era a mãe. Resumindo a história, ele tinha o excelente hábito de agredir. Principalmente quando bebia, algo que acontecia quando as vendas não iam bem.
Eu denunciei ele. O miserável me expulsou de casa antes de ir preso, obviamente. Arrumei um teto graças a alguns amigos e estava me virando, valeu a pena. Fiz testemunho, disse o que ouvi, forcei ela a dizer a verdade. Não foi difícil, mãe nunca foi a pessoa com grande QI. Na verdade eu estava fazendo um favor a ela se livrando desse lixo humano. Mas não, não estava pronto ainda. Eu conhecia alguém que estava preso por aqui também. O cara foi uma das pessoas que ‘’ajudei’’ nos tempos sombrios nos grupos de ajuda. Ele era um drogado, roubava qualquer pessoa sem dar a mínima, e para não ter peso na consciência, visitava o centro para contar que ‘’errou’’ e se arrependia. Pra mim era só uma desculpa para não se sentir um completo filho da puta, o que é ainda mais egoísta que roubar. Enfim, acontece que ele se dava muito bem comigo, afinal ele só queria algúem para ouvir suas lamentações e ir embora antes da polícia aparecer (não que eu tenha alguma vez chamado).
Como ele terminou preso? Foi pego, obviamente. Mas teve a feliz ideia de tentar bater no policial para fugir, e obviamente piorou mais ainda. Acontece que esse cidadão e meu velho iriam ficar temporariamente presos juntos, quem diria? Eu fui visitar esse velho amigo, dar umas risadas e tirar ele um pouco desse ambiente decadente sem esperança. E claro, pedir um favor. Contei para ele tudo que meu pai fez, com alguns comoventes detalhes, e conforme ele ia se identificando com a situação e falando que passou por algo parecido. Opa, mais uma camada! Fui moldando a história para ficar mais coincidente com a dele, afinal vale tudo para se ter apreciação e lealdade. Disse para ele dar uma surra no velho. Era o que eu mais queria fazer mas não era capaz. Ele disse para não se preocupar, a ‘’vida’’ iria dar o troco. Depois disso eu já sabia que meu trabalho estava completo.
Ele _Morreu_. Ele bateu tanto no velho que ele morreu. Hemorragia interna, sei lá. Algo importante (pra ele só) parou de funcionar. A parte boa foi o feriado que ganhei com isso. Consegui ganhar algumas boas partidas no Rocket League. Mãe, depois de me deserdar na família por aparentemente ter destruído a mesma (curiosamente ela _perdeu_ camadas depois disso), ligou pedindo se eu não iria. Respondi que precisava de 6 camadas para atender o pedido e desliguei.
Percebe como todo esse negócio foi saindo do controle? Eu estava me tornando um monstro, fissurado nessa maldição de camadas, saber demais e ser extremamente egoísta. Mas tristemente não foi o fim. Eu ainda tinha uma vida meio que andando. Tinha muitos amigos genéricos com quem poderia as vezes contar.
Conheci esse cara novo que começou a trabalhar comigo no setor de automação, e depois de umas semanas juntos, no demos muito bem. Era alguém muito quieto, notei que praticamente só falava _mesmo_ comigo. Trabalhei bastante em me aprofundar nele. Queria saber qual terrível falha ele tinha. Todos tem. Achar elas era meu hobby. Depois de um bom tempo nisso, me conta que fez a cagada de trair a namorada, com quem muito provavelmente iria casar. Eles terminaram por isso, mas já estava naquela putaria de ‘’estou brava mas quero voltar’’, sabe? Ah, mas que ironia. Mas um adúltero. Mas como esse era gente boa no geral, decidi só ‘’ajudar’’ ele mais uma vez. Voltar não era uma boa ideia, nunca iria se perdoar, iria lembrar do acontecido toda vez que olhasse para ela. O melhor seria partir para outra, e fazer ela achar isso também o certo. Claro, com um empurrãozinho. Fomos em um clube para maiores. Bebi pra krl, nem lembro direito como voltei. Mas não fiquei bobo antes de completar a missão: ele acabou ficando com 3, pegou ali mesmo, uma zona sem tamanho. Obviamente acabaram gravando, o vídeo se espalhou porque alguém saiu mandando pra geral, e virou até notícia. ‘’Noivo diz que não quer voltar fazendo vídeo com acompanhantes’’. É, foi um belo estrago. Mas ele ainda não acha que foi culpa minha, afinal foi a coisa certa. Só teve o infortúnio de sair de dentro daquele recinto.
Mas isso não ficou de graça não, ele me fez pagar, querendo ou não. Em um dia aleatório, enquanto trabalhávamos, conversando sobre nosso amigos, caímos sobre um colega em comum. Eu sempre imaginei que ele era do tipo espertalhão sacana, que é gente boa quando não custa nada mas muda se a coisa começa a custar algo para ele. Ou não pensa em ninguém quando tem chance de se dar bem, independente de se vai ferrar os outros. Nada fora do normal, estava quase no piloto automático falando com o rapaz.
‘’Mas ele é muito filha da mãe, tá pegando a Ms, e fica saindo sem pagar por aí com ela toda hora. Ainda fica com várias outras! Ele não perde uma hahaha’’
Era isso. Eu era só um otário tendo serventia. Ela me alimentava com qualquer merda para que continuasse orbitando ao redor, e ajudando. Fizemos dezenas de trabalhos de faculdade que ‘’precisavam ser entregues no dia e te contei como quem não quer nada’’ e nunca tinha tempo para fazer nada. Realmente, desse jeito não sobra tempo. Isso não iria ficar assim.
Eu lembro exatamente de como me senti naquele dia, me sentia traído, manipulado, fraco. É um grande choque quando se está muito tempo acostumado a ter tudo sobre controle. Devido a estar o tempo todo com aqueles olhos, não podia enxergar que o sacana da história era eu, não tinha nada de errado ali.
Lembro-me que ela falava muito sobre o carro. Pelo que entendi era parte muito importante da vida dela, tanto para trabalhar quanto pelo tanto de histórias que ele tinha e foi parte. Era um bom lugar para investir. Afinal, esse povo me acertava no lugar mais fraco, mentir sobre minha apreciação e importância, nada mais justo que acertar no lugar mais fraco deles também. Pesquisei bastante sobre motores, parte elétrica de carros, felizmente a internet tem conteúdo praticamente infinito, onde você aprende tudo o que quiser, basta procurar. Aprendi a superaquecer o motor. Com isso, com azar (ou sorte para mim) o carro também solta resíduos, que quando tocam alguma parte muito quente do veículo pode entrar em combustão. E para tirar o variável ‘’talvez’’, teria um pouco mais de óleo que o normal. Sem precisar de muito contexto, passei o fim de semana na casa da família dela. Durante a madrugada, depois de todo mundo beber excessivamente e desmaiar nos cantos da casa, peguei a chave do carro e fui fazer uma pequena inspeção. Preparei tudo conforme o planejado, estava tudo pronto. Já havia avisado a Ms que precisaria sair cedo no outro dia. Como combinado, de manhã já estava de pé e estávamos saindo. Todo mundo ainda dormia, ou pra ser mais exato, estava em coma alcóolico. Acho incrível como as pessoas gostam de beber tanto, só pra ficarem mais idiotas e morrer por algumas horas no dia seguinte. Enfim, ela foi para o carro, eu disse que só iria pegar a bolsa e ela já poderia ir ligando o carro.
Ouvi o motor dando a partida, os sons fora do normal e estranhos, levando a um grito de susto até chegar nos pedidos de ajuda. Com toda a pressa do mundo fui ajudar, mas já era tarde demais. O carro tinha virado um bloco gigante de carvão, e não tinha nem mesmo como pegar o extintor lá dentro. Ligamos para os bombeiros e tudo terminou ‘’bem’’. Ela parecia um cadáver. Não falava com ninguém, parecia que tinha perdido um parente. ‘’Bem feito’’ era o que eu dizia pra mim mesmo.
‘’Eu venci.’’
Até agora não sei o que eu venci. Era uma guerra? Uma disputa? O que exatamente eu ganhei com tudo isso? Sinceramente agora nada faz sentido. Se eu soubesse tudo isso, mas sendo outra pessoa, acho que iria matar ela. Mas sou eu, eu fiz tudo isso. Nas últimas semanas antes de ter um colapso mental tive alguns dias me sentindo o soberano, o rei. Havia até achado uma nova pessoa para explorar, e tinha começado a dar os primeiros passos.
Me olhei no espelho, e pela primeira vez percebi algo que esteve o tempo todo ali: Eu só tinha uma camada. O que diabos isso significa? Eu não me conheço?
Comecei a estudar sobre meditação, introspecção e coisas do tipo. Comecei a gastar horas meditando e refletindo, criei gosto por isso. Passei a entender alguns dos motivos pelos quais me sentia mal, por exemplo. Em dado momento surgiu mais uma camada. Quando cheguei a conclusão que eu iria ferrar de uma forma ou outra com a próxima pessoa também, não importasse o que acontecesse. Nessa hora percebi que realmente tinha a ver com o quanto eu me conhecia. E isso significava que eu não sabia _NADA_ sobre mim. Passei a questionar até que ponto eu me iludia das coisas que eu fazia, até onde meus ideais estavam certos. Vendo matérias sobre sociopatas, aprendi que eles também não enxergam o valor nas pessoas, elas são irrelevantes na escala emocional e afetiva. E caramba, eu estava pensando assim! Quanto mais parava para pensar mais me aprofundava nesse espiral de realização de que era uma escória para todos. Fazia reflexões e tirava conclusões sobre meus hábitos, como eu estava passando dos limites em cada situação e não tinha remorso, e em toda nova conclusão, uma camada brotava no meu peito. Eu nunca pensei que entender a mim mesmo fosse a coisa mais aterrorizante de todas.
Agora, que estou sozinho, isolado em um lugar escondido, longe de todos que afetei, espero meu fim. Não quero causar mais nada a ninguém, não quero ver suas camadas, não quero existir. E aqui chegamos ao fim, não sei quando ou onde você acabou lendo isso, mas não se preocupe, provavelmente tudo isso não vai passar de mais uma história absurda em um fórum anônimo.
Pessoas são como cebolas, quanto mais camadas tocar, mais você chora.
submitted by Dimitri_Vladvostok to rapidinhapoetica [link] [comments]


GRÁVIDA DO AMIGO (PARTE 1) E QUANDO ELA/ELE TE OLHA? O QUE FAZER? - YouTube Max Gehringer - Faça o seu marketing - YouTube AUTO ESTIMA - Como adquirir - 9 dicas práticas que elevam sua auto estima SENTIR MUITO CIÚMES É NORMAL? [pt-br] Jackbum/Jaeson - Shameless & Don't let me down - Trailer spiritfanfics ' 'A' From Akai Ito 4 Sinais Que ELE Está AFIM de Você - Casal Austrália Matheus & Kauan - Que Sorte A Nossa Descubra se ele está interessado em você - YouTube

Será que meu/minha ex ainda gosta de mim? Psicologo SP .com

  1. GRÁVIDA DO AMIGO (PARTE 1)
  2. E QUANDO ELA/ELE TE OLHA? O QUE FAZER? - YouTube
  3. Max Gehringer - Faça o seu marketing - YouTube
  4. AUTO ESTIMA - Como adquirir - 9 dicas práticas que elevam sua auto estima
  5. SENTIR MUITO CIÚMES É NORMAL?
  6. [pt-br] Jackbum/Jaeson - Shameless & Don't let me down - Trailer spiritfanfics ' 'A' From Akai Ito
  7. 4 Sinais Que ELE Está AFIM de Você - Casal Austrália
  8. Matheus & Kauan - Que Sorte A Nossa
  9. Descubra se ele está interessado em você - YouTube
  10. Os 6 Mais IMPORTANTES Sinais Para Descobrir Se Ela TÁ TE QUERENDO

INSCREVA-SE DEIXA O LIKE 🖒 ... História de amor emocionante 😔😔 - Duration: ... 2:39. Canal Do Xande Oficial 2,401 views. 2:39. Nunca faça isso com o seu namorado E olha o que aconteceu ... Se você está em uma livraria por exemplo, e ele percebe a beldade que acabou de fazer o radar dele soar, ele vai tentar se aproximar de você, nem que você esteja na parte de revistas de ... Vencer o câncer é mais fácil quando se está cercado de amor ... Quando Deus criou você - filme ... Johnny Music 395,668 views. 3:09. Jorge & Mateus - Louca de Saudade - (Como Sempre Feito ... Rodrigo Farah, consultor de paquera, explica como os homens demonstram interesse com a linguagem corporal Quando sinto que alguém está me olhando Eu olho para trás e você está sempre lá Mesmo se você se virar e olhar para longe ... Eu sei que você gosta de mim da pra ver em seu rosto Pare de ficar olhando a grama verdinha do vizinho e vai cuidar da sua para que ela fique verdinha também. É isso que você precisa fazer. Se valorizar. Todos nós temos qualidades. Se vocês estão batendo um papo e ela está olhando bastante, diretamente pra você, prestando atenção e focada em você, então pode ser um forte sinal de que ela está interessada. Agora… Mas lembre-se que se o seu ciumes ou da outra pessoa que você se relaciona, está passando da medida, procure uma ajuda psicológica. Frase do dia : O amor jamais pode ser confundido com posse ... Se a gente, inadvertidamente, olha para o garçom e não precisa de nada, ele nunca está olhando para a gente. 'A gente fica no nosso canto para não atrapalhar o cliente, mas sempre de olho na ... BAIXE O MEU APP GRÁTIS! Para Android: http://bit.ly/baixeoluvin Para iOS: https://apps.apple.com/br/app/luvin-dicas-de-amor/id1441549143 - VEM ME SEGUIR: htt...